13 perfis do Instagram para se seguir!

Eu amo Instagram. Acho que é a rede social mais bacana, principalmente se você for além dos perfis cheios de selfies e comidas! Há um tempo tenho evitado seguir esses perfis pessoais e preferido seguir contas sobre lugares, viagens, editoras e é claro, bibliotecas!

Depois de ver o post sobre a hashtag #marbledmonday feito pelo Moreno aqui para o BSF, eu comecei a ver o que mais os perfis que andavam postando essa hashtag traziam. O resultado é que me apaixonei e passei a seguir vários!

Achei sensacional essas bibliotecas fazerem esse trabalho de divulgação e ao mesmo tempo encher nosso feed de fotos lindas. É aquela modernização que tanto falamos, sabe?

Vou deixar aqui os perfis que estou seguindo e que são de fazer o coração de qualquer bibliotecário parar!

@guildhalllibrary: é uma biblioteca pública de Londres especializada na história da cidade.

@uispeccoll: instagram das coleções especiais e arquivos da Universidade de Iowa, comandado por uma bibliotecária.

@milwaukeepublib: biblioteca pública de Milwaukee

@sfpubliclibrary: biblioteca pública de San Francisco

@uib_ubbspes: departamento de coleções especiais da biblioteca da Universidade de Bergen

@fisherlibrary: insta da Thomas Fisher Rare Book Library, que está na Universidade de Toronto.

@unilib_treasures: coleções especiais e manuscritos da biblioteca da Universidade de Lund.

@americanantiquarian: biblioteca especializada em história, cultura e literatura americana.

Que não são bibliotecas, mas valem igualmente a pena:

@penguinclassics: editora Penguin, nessa conta eles postam apenas livros clássicos! Serve como inspiração de leitura.

@scifibookcovers: para quem curte o estilo, esse insta posta só capas de livros de ficção científica. Na mesma pegada das inspirações literárias.

@mapcenter: não são livros, são mapas, mas olha, que mapas!

@bookdecorbooks: um perfil pessoal cheio de fotos lindas!

@book_historia: mais um perfil pessoal, a dona estuda história dos livros e trabalha em um antiquario de livros!

Para quem não tem conta no Instagram , todos esses perfis são abertos, então é só acessar e suspirar!

Qual é a finalidade do trabalho bibliotecário?

Durante meus cursos costumo oferecer uma apresentação introdutória contextualizando as mudanças em nossa área traçando uma paralelo com as transformações da economia industrial para a economia da experiência. Um dos objetivos é evidenciar que a miopia de marketing presente em alguns em discursos sobre atuação profissional podem ofuscar reais oportunidades de atuação.

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Quando a formação do bibliotecário era específica para atuação em bibliotecas o marketing da área estava embutido na natureza de cada biblioteca. Ou seja, a finalidade da atuação profissional poderia ser compreendida relacionando o nosso código de ética (preservar o cunho liberal e humanista de sua profissão, fundamentado na liberdade da investigação científica e na dignidade da pessoa humana) que orienta nossas práticas a prestação de serviços para as pessoas, com os tipos de bibliotecas, que as direcionam para comunidades e necessidades pré-definidas. Ou seja, os livros, documentos e as técnicas eram meios utilizados para maximizar o acesso e prover experiências intelectuais positivas em cada tipo de biblioteca.

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No entanto a partir fase da economia de serviços acompanhamos uma mudança da formação na área orientada para o problema da informação. Bibliotecários passaram também a denominar-se gestores de unidades de informação e/ou mediadores da informação. A miopia de marketing esta na perspectiva de que a informação é a finalidade da atuação profissional. O que não deveria ser pois a informação é um dos meios e não a finalidade da atuação em nossa área. Da mesma forma que os livros e documentos eram nossos meios nas bibliotecas tradicionais na fase pré-digital. Mesmo quando atuamos sobrecarregados de trabalho técnico em bibliotecas sem relação direta com os usuários, poderiamos cumprir nossa função de forma indireta, pois o marketing estava vinculado a experiência dos usuários no acesso aos tipos de serviços  intrínsecos ao tipo de cada biblioteca.

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Quando divulga-se que a finalidade da atuação profissional é disseminação da informação em qualquer suporte gera-se o grande problema de formação atualmente: a confusão entre meios e fins. Faz sentido enquanto pesquisador  (cientista da informação) tentar compreender como os fluxos da informação (meios) relacionam-se com a realidade. Mas não faz sentido para atuação profissional acreditar que precisamos disseminar a informação indiscriminadamente. Pois a nossa atuação profissional deve ser centrada em como melhor adequar nossos meios (recursos e serviços de informação) para os fins (pessoas). Com esta distinção entre meios e fins que também é possível diferenciar a responsabilidade de técnicos em biblioteconomia e bibliotecários. Os técnicos podem trabalhar exclusivamente com os meios, mas só os bibliotecários podem planejar novos serviços para converter os meios para os fins.

O discurso que vincula as oportunidades de atuação profissional apenas para os meios é o que costumo chamar de ideologia da informação (ideologia é um sistema de pensamento que não corresponde com a realidade). Um discurso muitas vezes proveniente da importação de tendências de outras áreas – como a de gestão  – tentando vislumbrar novas oportunidades de atuação em diferentes suportes. Um dos exemplos esta em práticas como a de Gestão da Informação e na relação entre Dado – Informação – Conhecimento superada em práticas de gestão mais emergentes. Devido a consumerização da tecnologia da informação  muitas práticas de gestão relacionadas a mediação da informação deram lugar a práticas ligadas a Gestão da Inovação e Colaboração. Ou seja, o que pode fazer sentido teórico durante uma pesquisa e revisão de literatura pode não fazer como objetivo da atuação profissional em um cenário de rupturas tecnológicas. 

Qual é a diferença entre um profissional da informação e um bibliotecário? Durante um período de tempo pude atuar com a aplicação de técnicas de organização da informação para o desenvolvimento de portais corporativos e de plataformas de e-commerce. Estava sendo bibliotecário? Não. Pois a atuação estava centrada nos meios para resolver problemas de processos corporativos. Lembram do código de ética com a liberdade de investigação científica? O que otimizar a recuperação de informação em um portal corporativo tem haver com desenvolvimento intelectual? Existe uma relação muito mais direta da aplicação de nossas técnicas para o desenvolvimento organizacional do que o  desenvolvimento humano e em algumas situações eles podem não ser compatíveis.

No entanto acredito na possibilidade de atualizar o sentido da formação profissional em biblioteconomia para o cenário econômico emergente. De que forma? Partindo do princípio de que as bibliotecas sempre foram parte da economia da experiência. Que tipo de experiência? Experiência Intelectual. Logo o objetivo da atuação profissional não tem relação com a disseminação da informação (meios) mas em prover uma experiência intelectual positiva (fins). É possível disseminar a informação com o uso adequado de técnicas da nossa área para organização e recuperação da informação, mas o valor do nosso trabalho só pode ser medido quando conectamos os meios com os fins. 

Planejar e prover serviços de informação orientados a experiência intelectual dos usuários em diferentes contextos.

Qual seria então a finalidade da atuação profissional do bibliotecário que faz mais sentido em qualquer suporte que tem relação direta com a experiência intelectual? Inteligência. A minha defesa é que o nosso objeto de atuação profissional é a inteligência, mesmo que  o de pesquisa continue sendo a informação. Sempre atuamos através das bibliotecas com alguma modalidade de Democratização da Inteligência. Tanto que o campo da Ciência da Informação surgiu com a expectativa de que técnicas oriundas da nossa área poderiam oferecer suporte aos setores de inteligência na área governamental. Um exemplo pode ser a criação de serviços de informação voltados para os distintos níveis de intelecto profissional ou em pesquisa.

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Compreendendo que a Democratização da Inteligência é a norteadora para o desenvolvimento de serviços de informação centrados nas pessoas existem pelo menos três linhas de atuação profissional possíveis: Curadoria Digital, Colaboração e Capacitação.

Curadoria Digital é o tema do meu próximo curso na ExtraLibris. Trata-se de uma forma de atualização da disciplina de Referência.

Estas três linhas são uma proposta para melhor relacionar nossos meios com os fins e são temas abordei profissionalmente na última década. Quem sabe, em uma próxima publicação para o BSF escreva com exemplos de práticas profissionais possíveis com cada uma das linhas.

NOTAS:

(1) Importante assistir a apresentação do Joseph Pine sobre a Economia da Experiência.

(2) O artigo original traduzido para português sobre a Miopia de Marketing do Theodore Levitt para a Harvard Business Review – jul/ago/1960 pode ser baixado neste link.

(3) Também vale a pena ler sobre a importância da criação de serviços de informação centrados nas pessoas em um cenário de abundância de informação  no artigo A “fadiga da carne”: reflexões sobre a vida da mente na Era da Abundância, publicado originalmente na EDUCAUSE Review, vol. 39, no. 2 (March/April 2004). Durante a leitura deste artigo na graduação que foi possível compreender que o foco da atuação em ambientes digitais não deveria ser direcionado para a criação de repositórios e bibliotecas digitais.

(4) O que escrevi no post é um direcionamento de um trabalho de pesquisa maior que envolve o cruzamento de diversas outras referências. Durante os meus cursos realizo uma apresentação com mais exemplos, referências e estudos de caso de práticas orientadas a democratização da inteligência que podemos realizar com nossas técnicas para organização e disseminação da informação.

Como identificar uma pintura usando Google Images

Sobre os dois posts recentes que discutiram o futuro da biblioteconomia, o primeiro do Gustavo e o segundo da Dora, eu tendo a concordar mais com o primeiro do que o segundo, no sentido que, de fato, não há nada que uma máquina não possa fazer melhor do que um bibliotecário. Alguns poucos anos atrás a nossa semântica era superior ao de máquinas, hoje não mais.

Esse mimimi não se restringe à biblioteconomia, tenho certeza que muitas outras profissões discutem a mesma sentença. Neste ano saiu até mesmo aquele manifesto contra a inteligência artificial avançada, assinado por Hawking, Elon Musk, Wozniak, entre outros. Ou seja, a coisa já está mais para Ex Machina do que HAL 9000.

Tem dois exemplos que eu acho ilustram bem o processo de robotização substituindo o trabalho tradicional do bibliotecário. O primeiro é a logística de um dos galpões da Amazon:

A biblioteconomia tradicional pode ser entendida como mais do que organização para recuperação, mas neste quesito específico, que é o que melhor nos difere de outros profissionais, as máquinas já estão na frente. Eu acho que as classificações decimais são a tecnologia mais avançada que pudemos oferecer ao mundo, mas hoje elas já não oferecem um diferencial que um robô não possa emular.

CDD faz completo sentido no mundo físico, com restrição de espaço, mas ela se torna apenas um adereço se o seu catálogo e sistema de busca/recuperação é tão bom a ponto de diminuir o potencial da navegação por entre as estantes e oferecer diversas combinações possíveis para encontrar um determinado objeto.

Vejam o Stack Life que é um sistema de navegação visual das bibliotecas de Harvard e a estante virtual da Universidade de Virgínia, que exibe imagens em alta resolução dos livros como eles teriam aparecido nas prateleiras e usa informação bibliográfica do catálogo de 1828, para permitir pesquisa sobre a coleção dos livros históricos.

Claro que pra isso acontecer e chegarmos a este nível de recuperação da informação foram necessários anos de investimento em metadados e mais outros anos de adequação do algoritmo para oferecer melhores resultados de busca. Mas bem, já passamos dessa fase, os robôs hoje estão propensos a resolver alguns problemas sozinhos com base no acúmulo de informações coletadas a priori, junto de outro volume de informação coletado a posteriori, a partir do de buscas/atividades/intervenções realizadas pelos usuários do sistema. É exatamente assim que funciona todos os algoritmos essenciais que usamos, Google e Facebook especialmente.

Ou seja, novamente, a organização da informação se tornou apenas uma espécie de defesa corporativista: quando toda a área computacional está preocupada apenas em modelos organizacionais a posteriori, com base no input de usuários, a biblioteconomia permaneceu trancada nos modelo a priori, com base na inteligência dos bibliotecários. Ainda é importante para pequenas coisas, mas está na contramão da realidade pragmática do mundo moderno.

O segundo exemplo que eu quero mostrar é como é possível descobrir informações sobre uma obra de arte usando apenas inteligência artificial. Digamos que eu tenha visitado um museu e gostei de um quadro, ou tenha visto uma imagem na internet mas não tenho quaisquer informações sobre ela. Como descobrir o autor, a data, o tema retratado, sem dispor de outra informação além da própria imagem? Pois bem, é possível descobrir utilizando o Google Images e selecionar a pequena câmera no lado direito do botão de busca (conhecida como Pesquisar por imagens).

Esta imagem por exemplo foi rapidamente identificada pela busca reversa do Google, me remetendo a um blog que possuía a descrição completa da obra. Todo o procedimento é realizado artificialmente, sem qualquer necessidade de interpretação semântica, ontológica ou de indexação, apenas aplicando técnicas matemáticas como distância euclidiana e detecção de pontos salientes no objeto.

Uma segunda opção seria submeter a imagem à um sistema crowdsourced, como o Reddit, e deixar que outros humanos, especialistas ou não, pudessem contribuir com novas informações.

Em alguns anos acredito ser possível o mesmo tipo de busca para livros e textos digitais, descobrir informações relevantes e contextuais, sem necessariamente ter um conjunto a priori de descritores ou metadados ou árvores do conhecimento.

Tudo isso para reforçar a ideia de que a robotização sim é capaz de substituir o grosso do trabalho dos bibliotecários em médio ou longo prazo, mas como a Isadora disse, existem ainda várias maneiras de os bibliotecários permanecerem relevantes.

Eu continuo achando que a nossa maior contribuição ao mundo é cada vez mais converter as coleções físicas para o digital e deixar que o pessoal da computação faça o restante do trabalho. Nós somos os melhores profissionais em armazenar e salvaguardar a herança cultural humana e eles vem fazendo melhor trabalho do que nós em termos de recuperação, disseminação e contextualização, do que nós fomos capazes de fazer sozinhos. Ainda teremos uns bons 100 anos em coletar, organizar, definir os metadados elementares, de todos os materiais textuais, visuais e outras mídias que ainda existem fisicamente, e jogá-los na internet para que outros profissionais façam melhor sentido desses objetos.

Fazer exercício de futurologia é necessário, porque do contrário estaremos sempre correndo atrás do tempo perdido. Mas como disse a Marianna, o futuro é agora.

O futuro da biblioteconomia 

Alguns bons anos atrás(2003?) numa visita à casa do Professor Edson Nery, guiada pela Professora Gilda Verri, escutei do professor emérito da UNB uma frase mais ou menos assim: os bibliotecários tem que deixar a catalogação e os tecnicismos para as máquinas e se preocupar com o outro. Guardei isso.

De uns tempos pra cá somos bombardeados por notícias de fim de profissões, de automação desenfreada, de futuro ultratecnologico e etc. E reencontrei aquele pensamento vendo o vídeo do Murilo Gun.

Tenho certeza que se perguntarmos a qualquer pessoa se a biblioteconomia tem os dias contados a resposta será sim. Óbvio. Temos tudo pronto: códigos, regras, normas, padrões, rotinas. É só jogar tudo numa máquina e era uma vez uma profissão. 

A primeira pesquisa mais séria que fiz, orientada pelo professor Guilherme Ataide, foi justamente sobre chatbots. Inteligência artificial para atuar no serviço de referência. Tipo, o chatbot responderia aquelas consultas lá colocadas pelo Grogan.

Isso tudo sempre me fascinou mas agora é como se finalmente fosse uma realidade.

O que nos diferencia de uma máquina? Ou melhor, o que diferencia o bibliotecário de uma máquina? Ou melhor ainda, o que faz um bibliotecário que uma máquina não pode fazer melhor?

Uma das nossas missões mais nobres, que é a salvaguarda dos registros do conhecimento, nos foi tirada. Não somos mais fundamentais para isso, pois o conhecimento do nosso mundo estará mais seguro em servidores espalhados ao redor do mundo. O Google guarda, armazena, cataloga, classifica, indexa, busca e encontra qualquer coisa melhor que nós. O que nos resta?

O Murilo Gun cita o paper de Oxford  que é uma ampla pesquisa sobre o futuro das profissões. E de 702 profissões sabe qual a posição do librarian? Bem ali no meio da tabela, na 360ª posição. Nosso copo está enchendo ou está esvaziando?

Basicamente, as atividades que puderem ser substituídas por máquinas serão. E quais são essas atividades? Todas aquelas que essencialmente dependem de inteligência lógica, matemática, espacial, linguística. Os computadores já avançaram bastante nessas inteligências e são melhores do que nós. É engraçado pois na biblioteconomia/ciência da informação/documentação nós desenvolvemos isso desde lá atrás, talvez sejamos a primeira profissão a utilizar inteligência artificial ainda que rudimentar(o que é uma lista de assuntos senão uma inteligência artificial?), pois fomos uma das primeiras profissões a ter padrões bem estabelecidos para esses testes (insight das aulas do Professor Marcos Galindo). Ou seja, estamos cavando nossa própria cova. Toda vez que alguém cria uma ontologia morrem algumas vagas de bibliotecários.

Olhando a grade curricular do curso de biblioteconomia da USP(pode ser de qualquer um),  vemos lá disciplinas que as máquinas fazem melhor do que nós. Tipo, estamos estudando para concorrer uma disputa já perdida. Não apenas não estamos nos preparando para o presente como não estamos nos preparando para o futuro. Deveríamos estudar mais psicologia do que linguagens documentarias.

Dentro disso tudo, vejo a biblioteconomia num encruzilhada. A biblioteca, outrora hospital das almas, passou a ser estoque de informação. Porém o presente mostra que precisamos mesmo é de uma biblioteca que seja mais humana.

Dentro da biblioteca, como já abordei em outro post, algumas seções/departamentos/funções vão sumir do mapa. O setor de desenvolvimento de coleções é um deles. Seleção, descarte, desbaste, etc não serão necessários. Os funcionários do setor de circulação para atender, emprestar livros, repor livros nas estantes e fazer shiiiii também estão com os dias contados. Acho que shiiiiii vai demorar um pouco mais pois as bibliotecas permanecerão como espaço de convivência. Apenas bibliotecas que guardem livros físicos terão necessidade de empregar pessoas que lidem com restauração e preservação. Mas estes também perderão seus empregos na maioria das bibliotecas. Catalogadores, indexadores, resumidores e normalizadores: é o fim da linha. Acabou.

Os bibliotecários de referência natos, os servum servorum scientiae, esses ficarão, cada vez mais necessários diante da torrente de informação. Os que souberem trabalhar as competências informacionais também creio que tem seu espaço. Biblioterapia, então, poderá crescer bastante já que os bibliotecários poderão se preocupar mais em receitar livros. 

Talvez seja por isso que estamos ali no meio das profissões. Parte da biblioteconomia tem tudo pra morrer e a outra parte tem tudo pra crescer. Cabe-nos encontrar a parte onde estamos.

Tudo é uma visão de futuro. Mas já está acontecendo. 

E-books e audiolivros a um clique

Desde que eu fiz o post sobre o Overdrive eu tinha vontade de fazer uma demonstração em vídeo. Até consegui filmar os vídeos no início do ano, mas só agora consegui editar e finalizar o vídeo pra compartilhar com vocês.

Esse é o serviço que muitas bibliotecas norte-americanas usam para emprestar e-books e audiolivros. Eu uso direto pra ouvir audiolivro quando estou na rua, andando de ônibus ou até mesmo dirigindo. Falando de audiolivro, no início a gente estranha um pouco, mas depois que pega o gosto pela coisa, é uma delícia! E tem audiolivros super bem produzidos, que realmente prendem a atenção do ouvinte.

E não preciso mais escrever muito, porque tudo que quero dizer está aí no vídeo. Aperte o play!

12 coisas que você pode fazer na biblioteca e nem sabia

por Julián Marquina

Se você acha que uma biblioteca serve apenas para estudar e adquirir os livros para que você realize empréstimos, está muito enganado. As bibliotecas servem para muito mais do que isso… E não, eu não estou falando sobre poder acessar a Internet numa sala de computadores ou por wi-fi, não estou falando sobre os clubes do livro que são organizados ao longo do tempo. Não, não estou falando de nada disso. Estou falando de outra coisa… Algo como assistir filmes, dança, beber vinho, dormir, pegar videogames emprestado… Vamos lá, há todo um repertório que devemos levar em conta e aprender para sabermos que a biblioteca é muito mais do que a leitura e estudo. A biblioteca é conhecimento, lazer e criação.

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Aqui segue uma lista de 12 coisas que você pode fazer em bibliotecas e que você nem sabia que poderia fazer. Agradeço aos colegas Facebook para me ajudar a fazer esta lista, mostrando boas práticas e exemplos de coisas que são feitas em bibliotecas.

Assistir a filmes e cinema

Há poucas bibliotecas que programam em suas atividades a de projetar filmes em suas instalações. O objetivo final desta atividade é fazer com que os usuários da biblioteca possam desfrutar de uma boa seleção de filmes (clássicos e contemporâneos). Além disso, em alguns casos, após a exibição é possível iniciar um debade acerca de impressões e comentários pelo público. Tudo é compartilhado.

Entre a seleção de filmes exibidos nas bibliotecas podemos ver títulos como The Machinist Geral, Os Goonies e Ocho Apellidos Bascos.

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Dança, Tai Chi, meditação…

Você decide se deseja um pouco mais de movimentação na biblioteca ou se prefere um pouco mais de relaxamento. As bibliotecas programam oficinas e atividades dedicadas a todos os tipos de bailes e para todos, desde dança até flamenco. Também dedicam oficinas conscientes da mente e do corpo com Tai Chi e atividades de meditação.

Pegue emprestado mais do que apenas livros, CDs e DVDs

Em bibliotecas você pode não apenas emprestar livros, DVDs ou CDs… também podem emprestar outros tipos de materiais que certamente irão te ajudar ou te quebrarão algum galho. Tais materiais vão desde lupas, laptops, eReaders, jogos de vídeo, câmeras, calculadoras, pen drives, ferramentas, instrumentos…

Jogar e criar jogo

Porque em bibliotecas também há espaço para jogos… E existem muitas maneiras de interpretar isso. Há jogos com os quais é possível passar um tempo e ter entretenimento, tais como jogos de tabuleiro ou cartas ou xadrez que visam divertimento em grupo, e há jogos em que você coloca em execução sua capacidade de criação, através de laboratórios de criação de bibliotecas, bibliolabs ou laboratórios nos quais é possível aprender, investigar, inventar e construir compartilhamento de conhecimentos, habilidades e materiais. São muito interessantes as iniciativas YOUmedia ou a Library Test Kitchen.

Imprimir em papel ou plástico

Vale a pena o serviço de impressão em bibliotecas… mais ainda, mas acho que é imprescindível e que deveria estar em todas as bibliotecas. Agora, existem diferentes tipos de impressão: é papel de impressão (fornecido) e vai nos permitir retirar nossos trabalhos ou notas no mesmo suporte, além de cópia, digitalização e até mesmo encadernação e também a impressão em plástico através de impressoras 3D com as quais algumas (não muitas) bibliotecas contam.

Reservar salas de todos os tipos de (acordo com as) atividades

As bibliotecas também disponibilizam aos seus usuários uma série de salas nas quais é possível trabalhar em grupos. Alguns destes quartos têm quadros brancos, ecrãs, computadores, scanners e acesso à Internet. Algumas bibliotecas ainda têm salas especiais para tocar instrumentos e acessar o arquivo de som da mesma.

Assistir a concertos

Biblioteca é cultura… e música também. E que melhor do que juntar as duas para celebrar  concertos e levar música para as pessoas através de bibliotecas. Certamente que é uma atividade muito boa.

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Fazer vídeo conferências

As bibliotecas universitárias, principalmente, oferecem salas em que é possível fazer chamadas de vídeo conferência para os usuários. Este tipo de serviço geralmente é dirigido aos professores docentes para que possam dar aulas, embora este serviço não esteje fechado (como biblioteca) a ser utilizado para reuniões e sessões técnicas. A capacidade dessas salas de videoconferência podem variar de acordo com a biblioteca e o objetivo prosseguido com a atividade.

Aprender idiomas

Em bibliotecas você pode adquirir todos os tipos de conhecimento e não apenas pelo que você lê ou consulta, mas também pelo que você pratica. Em um tempo algumas bibliotecas estão montando oficinas ou grupos de idiomas  nos quais a maioria quer aprender Inglês ou Francês (embora não descarte fazê-lo em qualquer outro idioma, desde que haja demanda) por meio conversação e trabalho em grupo.

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Bibliotecas com a designação de origem: vinho e leituras

Bibliotecas Catalãs criaram há alguns anos o projeto “Bibliotecas com DO” no sentido de aumentar o espaço da biblioteca com atividades e propostas que combinem a literatura com vinho: encontros literários com vinhos, clubesde leitura, música, degustação de vinhos, leitura em voz alta , exposições, etc.

Dê um mergulho entre as leituras

Mais e mais bibliotecas fora de suas paredes (e não falo desta vez através da Internet) para alcançar usuários nas estações mais quentes do ano. Eu estou falando sobre os bibliopiscinas e biblioplayas. As iniciativas destinadas a ir para onde os usuários estão, além de oferecer uma boa leitura e atenção às suas necessidades em seus momentos de evasão por pessoal especializado.

Dormir. Sim, você leu certo.

Você sabia que 6% dos usuários de bibliotecas universitárias usar bibliotecas para dormir? Sim, sim. Não estou inventando isso: os quatro maiores motivos que os estudantes usam a biblioteca. A Biblioteca da Universidade de Michigan criou um projeto piloto de estação cochilo para que estudantes possam descansar de  10 a 30 minutos em épocas de prova e onde as bibliotecas estão abertas 24 horas por dia.

Vagas para profissionais da informação

Perguntei pro Moreno esses dias se eu podia escrever por aqui posts sobre vagas de biblio. Por hora, o BSF nunca teve uma linha editorial pra isso, mas eu acho importante que exista. A intenção não é tanto fazer a divulgação de toda e qualquer vaga de biblio, pois para isso já existem blogs especializados como o Biblioteconomia – Vagas para SP e o Biblio Vagas. Também costumam utilizar o site do OFAJ para verificar vagas e os sites do CRBs.

A intenção é divulgar vagas que são de biblio e também de vagas “que não parecem” de biblio, como aquela vaga de tagger do Netflix que divulguei aqui mais cedo esse ano.

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Semana passada abriu vaga para bibliotecário no SESC de São Paulo e as inscrições são até amanhã, 28/07. Em 2013 eu participei do processo seletivo que consiste em 5 fases e fui até a última fase, mas não rolou para mim. Durante o processo seletivo conheci pessoas incríveis e foi aí que percebi que elas tinham muito mais jeito pra vaga. Nem sempre se trata apenas de uma questão de competência, mas muitas vezes de perfil profissional mesmo – as meninas que conheci já tinham tido experiências nas Fábricas de Cultura daqui de São Paulo e certamente estavam mais aptas do que eu. Tanto que no meio do processo me peguei torcendo para minhas concorrentes, que acabaram passando. Indico essa vaga para quem tem a intenção de trabalhar com ação cultural e com bibliotecas infantis, pois o projeto de biblioteca itinerante do BiblioSesc tem este foco.

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Outra vaga que apareceu hoje no twitter pra mim foi a de Analista de Contas para a Bookwire Brasil. Achei essa vaga interessante para a nossa área pois trata-se de uma startup alemã especializada na distribuição de e-books. Acredito que um profissional da informação tenha as competências necessárias para trabalhar no mercado editorial, principalmente se for focado em gestão e um pouco também em tecnologia de informação. No link tem a descrição para a vaga e entre as habilidades é exigido inglês fluente. Para o bibliotecário ou bibliotecária que quer trabalhar com tecnologia e e-books ou já possui algum tipo de especialização nisso, é uma boa oportunidade para destaque. A vaga é para São Paulo, capital.

Conhece algum outro site que divulga vagas para a área?

Deixe dicas também nos comentários. 😀