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Open Access Button: artigos científicos num clique

Obter acesso a artigos científicos pode ser um desafio, especialmente se você não pertence a uma instituição de ensino e pesquisa vinculada ao Portal de Periódicos da CAPES. Moreno já nos deu dicas valiosas para driblar o desafios – a principal, claro, é procurar a sua bibliotecária de fé, irmã camarada. Hoje, aproveitando que estamos em plena Semana Internacional do Acesso Aberto, apresento a vocês mais um aliado na luta contra as paywalls: o Open Access Button (Botão do Acesso Aberto).

O Open Access Button foi criado em 2013 por David Carroll e Joe McArthur, e teve seu lançamento oficial em 21 de outubro de 2014. O projeto é mantido por uma equipe de estudantes e jovens pesquisadores, com apoio da Medsin-UK e da Right to Research Coalition. O botão foi desenvolvido em parceria com a Cottage Labs, com financiamento de Open Society Foundations, Jisc, Mozilla Science, PLOS e 68 colaboradores individuais via crowdfunding.

Para usar o Botão é preciso se cadastrar no site. Toda informação gerada pelo uso do Botão é pública, por isso a necessidade do cadastro – mas você pode escolher um pseudônimo se preferir o anonimato. Não se assuste se aparecer uma mensagem de erro, isso aconteceu comigo também. Tente atualizar a página; se tudo deu certo, a aba laranja no canto superior direito da tela (onde está escrito “Download”), será substituída por uma aba menor com o ícone de uma engrenagem. Clicando aí, aparecem duas opções – “Your account” e “Logout”. Clique em “Your account” para ver a sua página pessoal, é lá que você encontra o bookmarlet (que funciona em qualquer navegador) e os links para baixar o Botão no Chrome, Firefox, ou Android (a versão para iOS ainda está em desenvolvimento). É só instalar a versão que preferir, e pronto.

Da próxima vez que você der de cara com uma paywall, aquela página exigindo o pagamento de uma taxa para ler/baixar um artigo, é só clicar no bookmarlet ou na extensão do Open Access Button em seu navegador. Na prática, o que o Botão faz é automatizar o processo que o Moreno descreveu.  Primeiro, ele busca por versões gratuitas do artigo desejado no Google Scholar e no CORE (um agregador de repositórios em acesso aberto). Se isto não funcionar, eles mandam um email para os autores do artigo solicitando uma cópia – que será salva e enviada a qualquer outra pessoa que precisar daquele material. Entre os planos futuros está a criação de páginas específicas para cada artigo, com informações adicionais, comentários de leitores, e até resumos simplificados para facilitar o entendimento da pesquisa. Outro objetivo do projeto é reunir histórias sobre como as barreiras à informação científica dificultam o avanço do conhecimento, gerando mais pressão em prol do acesso aberto.

Para saber mais, baixar e quem sabe colaborar (ajudando com o código, por exemplo, ou com as futuras traduções), é só visitar a página do Botão.

O desenvolvimento do Open Access Button é uma amostra da força dos estudantes e jovens pesquisadores no movimento pelo acesso livre à informação científica, em todo o mundo. Afinal, a responsabilidade de melhorar o sistema de comunicação científica também é nossa!

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Ebooks em bibliotecas: curso em Porto Alegre e Florianópolis

colegas de trabalho, algum tempo atrás em perguntei no facebook: alguma biblioteca no Brasil faz empréstimo de ebooks? E naquele momento as respostas foram insatisfatórias. Hoje, ainda bem, já é possível encontrar alguns exemplos de bibliotecas que emprestam ebooks (com controle de empréstimo, mesmo) e não só isso, uma profusão de empresas e serviços de comercialização e distribuição de livros eletrônicos para bibliotecas, em território nacional.

Apesar do avanço em curto espaço de tempo, ainda estamos engatinhando nesse processo de desenvolver coleções em um novo formato e o que tenho ouvido muito por aí é: “ebooks na biblioteca? legal! mas não sei por onde começar :(”

Por isso decidi compilar tudo o que eu sabia, aprendendo na prática, lendo na internet, acertando e errando, compartilhando com os colegas, sobre o que os bibliotecário precisam fazer para implantar e implementar empréstimo de ebooks em suas bibliotecas.

Tendo já realizado curso online junto da Andréa Gonçalves em parceria com a ExtraLibris e outros dois cursos presenciais bastante proveitosos no Rio, chegou a vez de ir pra região Sul mostrar algumas dessas novidades e trocar ainda mais novas e boas ideias. Vejo vocês lá! Segue a divulgação:

Curso presencial ebooks em bibliotecas
em Porto Alegre, dia 22 de novembro
promoção da ARB – Associação Rio-Grandense de Bibliotecários
em Florianópolis, dia 6 de dezembro
promoção da ACB – Associação Catarinense de Bibliotecários

Ementa: Este minicurso apresenta os e-books e os e-readers, mostrando como eles podem funcionar nas bibliotecas, explorando questões que vão desde o formato de arquivo, aparatos de leitura, contratos de assinatura e o impacto dos livros eletrônicas para as bibliotecas tanto agora como no futuro.

Programa
Introdução aos E-books e aos E-readers
> Definição e contexto;
> Características do livro eletrônico;
> Vantagens e desafios do livro eletrônico;
> Formatos e softwares de e-books;
> E-readers e aparatos portáteis de leitura.

Disponibilidade e publicação de e-books
> Tipos de e-books;
> Modelos de publicação de e-books;
> Livrarias online de e-books;
>Repositórios online de e-books;
> E-books didáticos e contratos com a editora.

E-books em bibliotecas
> Plataformas de e-books para bibliotecas;
> Serviços de assinaturas de e-books;
> Adoção de e-books em bibliotecas infantis, escolares, públicas e universitárias;
> Critérios para aquisição de plataformas de e-books;
> Legislação sobre e-books;
> Ética no uso de e-books

Para se inscrever no curso de Porto Alegre, basta preencher esta ficha de inscrição aqui.

Para inscrição no curso de Florianópolis, basta preencher esta ficha de inscrição aqui.

Valores PoA:
Estudante (da graduação e do técnico): R$80,00
Estudante associado: R$50,00
Profissional: R$150,00
Profissional associado: R$90,00
Técnico: R$120,00
Técnico associado: R$100,00

Valores Floripa:
Estudante: R$100,00
Estudante associado: R$50,00
Profissional: R$150,00
Profissional associado: R$75,00

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Infanto-juvenil da #zuera e por que ler os clássicos

É assim que começa Odisseia de Homero segundo João Vítor, infanto-juvenil da #zuera lindamente ilustrado com colagens de fotos “stock”. João Vitor fica de recuperação e sua tarefa final é fazer uma resenha da Odisseia. Só que em vez de pegar a versão correta do livro na biblioteca, adaptada para jovens, ele pega a versão original completa. Altas aventuras e muitas confusões.

Legal do livro e moral da história é perceber como que a versão adaptada pelo próprio João se torna tão interessante quanto o original e a forçação de barra que é (na história do livro, não intencional) obrigar crianças a ler os clássicos, quando estes livros estão completamente desconexos da realidade delas.

Em algum momento entre o ensino fundamental e médio, uma das leituras exigidas para a aula de português foi Dom Casmurro. Comecei a ler e não entendia por que aquele livro era tão especial e considerado um clássico, e odiava ter que fazer redações e apresentações sobre demais livros. Este foi praticamente o caso com todos os outros romances intragáveis que li durante a escola (Auto da barca do inferno, O cortiço, A cidade e as serras, Vidas secas, etc), o que me fez, naquele momento, odiar a leitura, e por consequência, bibliotecas. Por muito tempo, então, eu não li um único livro por prazer. Porém, um pouco mais velho e capaz de absorver e entender mais sobre o mundo, finalmente compreendi a importância de ler os clássicos, e particularmente Machado de Assis e sua representação da cidade onde viveu e vivo hoje. Obrigar as crianças a ler na escola é uma tentativa justa de abrir suas mentes para a literatura. No entanto, como eu estava sendo forçado a ler livros que não entendia, há alguns anos, isso me fez não querer realmente lê-los novamente. Imagino que isso tenha acontecido com muitos de vocês.

Claro que vai ter gente argumentando que seu gosto pela leitura e bibliotecas surgiu a partir de uma ou outra dessas obrigações, e pedagogos e acadêmicos vão discutir em favor da introdução de certos referenciais linguísticos e culturais tão cedo quanto possível, obrigatoriamente ou não. O ponto é que me reconheci na versão de João Vitor e admiro o potencial criativo de uma criança de 12 anos adaptar à sua própria realidade um épico milenar e um cânone ocidental.

Bibliotecários também vão se reconhecer em inúmeras situações do livro, a começar pelo usuário que não sabe a diferença entre as versões de um mesmo título. Mas antes a comédia da vida bibliotecária fosse só preenchida por usuários sui generis. Quem não lembra daquela história tragicômica que Edson Nery contava quando queria criticar a formação dos bibliotecários: “Telefonei para a biblioteca do D.A.S.P., em Brasília, e perguntei se havia alguma edição de “Política”, de Aristóteles. “Só o senhor dizendo o sobrenome do autor”, respondeu a bibliotecária, “porque no nosso catálogo os autores aparecem pelos sobrenomes”. Risos.

Todo bibliotecário com experiência em atender público deve ter umas 2 ou 3 boas histórias para contar: o livro da capa amarela, o usuário fedorento, aquele que sempre é o último a sair, o que tem fixação pela bibliotecária, e por aí vai. Estou tentando convencer William e Marina a escrever um livro de causos e contos da rotina de bibliotecas, quem sabe não sai.

E ainda bem que melhorou muito nossa capacidade de rir de nós mesmos e encarar o processo de referência como algo que requer muito além de habilidades técnicas. Reflexo disso é a profusão de páginas de humor bibliotecário que quase sempre giram em torno das vergonhas alheias e nossas próprias. Fiquem com a Bibliotecária Mal Humorada.

A Odisseia de Homero (segundo João Vítor), jovial e engraçado, de Gustavo Piqueira , publicado pela Editora Gaivota, disponível na Livraria Cultura e na Livraria da Travessa

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2083 e o futuro da imaginação

Levei um dia para ler o singelo 2083, do espanhol Vicente Muñoz Puelles. É um livro que fala do futuro e passado dos livros, através do relacionamento de um jovem e seu pai. O pai trabalha em uma empresa que cria mundos virtuais com base em narrativas literárias, uma espécie de catálogo de livros onde os usuários podem escolher para quais tramas querem se teletransportar. Uma vez virtualmente no livro, o viajante assume aleatoriamente a condição de um determinado personagem. Por exemplo, você pode viajar para Os Sertões de Euclides da Cunha, se teletransportar para a guerra de Canudos, vivenciando em carne e osso os acontecimento narrados, seja com um soldado, um sertanista ou até mesmo Antônio Conselheiro. Lokão né? Esse é o futuro que eu quero pra minha vida.

Mas o 2083 no fundo me chamou a atenção por implicitamente tratar da questão da volatidade do livro como conceito e entidade física. Livros (impressos ou digitais) projetam mundos por meio da objetivação de pensamentos. A gente sabe que eles são um meio de tomar um mundo, real ou inventado, e comprimi-lo, codifica-lo e apresentá-lo.

Muito tem se falado sobre os livros como veículos de storytelling, e alguns projetistas estão buscando adequar a experiência de imersão da leitura com os dispositivos tecnológicos que possuímos hoje (a diagramação do 2083 conta com QR codes que incrementam a leitura em papel, por ex). Eu já escrevi sobre isso antes (“o que os bibliotecários precisam saber sobre os ebooks”), mas a melhor maneira de entender a transição da narrativa dos livros, do papel para o digital, explorando o potencial do segundo, é assistindo os vídeos abaixo:

Na trama do 2083, ano em que se passa a história, os livros físicos desaparecem para ceder espaço para essa nova modalidade de imersão narrativa. As pessoas desistem de ler livros simplesmente porque se tornaram desinteressantes. Se eu posso assistir uma representação ou encenação perfeitamente construída de uma realidade imaginada, de que serve o romance em papel, afinal? Ou seja, o estilo literário é apenas um tipo de janela para mundos interessantes, com pontos fortes e fraquezas, zonas de clareza e opacidade, que apesar de esforços contínuos, não consegue, ainda (nos idos de 2014), oferecer a experiência visceral de um vídeo-game ou um filme ou programa de televisão. Por outro lado, reconhecemos que modos não-literários de construção de mundos ainda não são perfeitos em dramatizar o pensamento ou implantar metáforas.

Existem também razões econômicas porque os livros provavelmente não vão desaparecer. Em uma era de conglomerados multinacionais de mídia verticalmente integrados, livros continuam sendo úteis como veículos baratos para a criação de mundos, que posteriormente desovam em outras mídias com maior margem de produtos de consumo. Uma empresa como a DC Comics sustenta sua divisão de quadrinhos quase meramente como um meio de pesquisa e desenvolvimento para seus filmes altamente rentáveis. Os produtores de filmes muitas vezes terceirizam a criatividade a partir de romances populares ou série de livros (Harry Potter, Guerra dos Tronos, Jogos Vorazes, etc).

Mas no final das contas, o livro (seja de poesia, drama ou prosa) se encaixa perfeitamente nos currículos e em programas de estudo em todos os níveis de ensino. E o romance ainda está no topo da pirâmide da narrativa e prestígio cultural. O livro ainda é uma forma com grande capacidade de capturar a imaginação de um público faminto por mundos. Essas são forças que, felizmente, serão difíceis de desconstruir.

O futuro do conceito do livro é, portanto, o futuro da capacidade do livro de facilitar o acesso dos leitores aos mundos. Contanto que os seres humanos tenham fome de mundos inteiramente evocados, que incluam figuração ou informações densamente compactadas ou interpretações de personagens cujas vidas interiores são ricamente acessíveis, algo muito parecido com o livro irá sobreviver.

Não contem com o fim do livro.

O 2083 é um livro bonitinho, voltado para o público infanto-juvenil. Recomendo muitíssimo. Ele é da editora Biruta e pode ser encontrado na Livraria Cultura e Saraiva.

Dia dos livros

Tá acontecendo uma promoção chamada “dia dos livros” que eu não sei se é algo comemorativo ou um desencalhe de estoque. Mas percorrendo a lista de ofertas, apareceram várias coisas interessantes e cá estou compartilhando algumas sugestões de leitura e aquisição para as bibliotecas.

Box Leminski 70 Anos: Toda Poesia e Vida R$39,50

LEMINSKY

A Vida do Livreiro – A. J. Fikry R$15,92

1001 Livros para Ler Antes de Morrer R$60,46

Fahrenheit 451 R$20,61

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O Nome da Rosa R$32,31

Harry Potter: Pop-Up R$66,51

Dom Quixote: (2 Volumes) R$53,91

O Livro das Princesas R$17,91

O livro dos vilões R$20,61

Calvin e Haroldo: 3 Volumes – Vol 2 R$51

1Q84: Box R$69,21

Caixa O Universo de Milan Kundera – ( 5 Volumes) R$59

O Mágico de Oz R$17,91

Mussum Forévis: Samba, Mé e Trapalhões R$30,51

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20 perguntas de entrevista de emprego para bibliotecários

Depois de seis meses de procura, eu finalmente fui contratada numa biblioteca pública como auxiliar, trabalhando em turnos de sobreaviso. Durante a busca por emprego, refiz o meu currículo dezenas de vezes, enviei para diversos lugares e sempre dava com a porta na cara. Até que finalmente fui chamada para uma entrevista! Catei na internet recursos que ajudassem a me preparar para a entrevista e procurei por perguntas específicas para bibliotecários. Como minha experiência profissional prévia não era em bibliotecas, meu desafio seria ainda maior, tentando provar como minhas qualificações e experiência anteriores seriam transferíveis para o ambiente e trabalho numa biblioteca.

Fui mal na entrevista. Assim que terminou, eu sabia que não tinha ido bem. Selecionei várias perguntas e ensaiei minhas respostas antes do dia, mas na hora do “vamo vê”, acabei me enrolando e não respondendo satisfatoriamente às perguntas que me fizeram. A maioria das perguntas eram comportamentais, daquelas que você tem que dizer o que fez (ou faria) em tal situação, ou dando exemplos de eventos que aconteceram na sua vida profissional que demonstrem a sua conduta dentro de situações específicas (as situações de conflito são particularmente complicadas de responder de uma forma que você não fique mal na fita). Não me chamaram de volta.

Felizmente, algumas semanas depois, outra biblioteca me chamou pra entrevista e dessa vez fui bem mais tranquila. Resolvi não ensaiar tanto como na primeira, resolvi seguir meu coração nas respostas. E funcionou! No dia seguinte ao da entrevista, recebi a ligação com a oferta de trabalho!

Hoje, compartilho com vocês algumas das perguntas que me fizeram e outras que encontrei durante minha pesquisa. De repente tem alguém aí do outro lado da tela que está disponível no mercado e tem que se preparar para uma entrevista de emprego.

1. Quais são suas fraquezas?

2. Quando você falhou no trabalho? Explique o que aconteceu e o resultado final.

3. Por que você quer trabalhar nessa biblioteca?

4. Qual é a sua filosofia em relação à biblioteconomia e trabalhar em bibliotecas públicas?

5. Onde você se vê em 5 anos?

6. Se você estivesse sozinho na biblioteca e um usuário estivesse bebendo bebida alcoólica (aqui no Canadá é proibido) enquanto usava o computador, o que você faria?

7. Você está no balcão de informação e duas crianças estão correndo pelas estantes. Alguns usuários já reclamaram do barulho. Você já alertou as crianças a não fazer isso, mas elas continuam. O que você faz?

8. Fale sobre um livro que você recomendaria para adultos e por quê?

9. Se tempo e dinheiro não fossem impedimento, que tipo de projeto você gostaria de fazer na biblioteca?

10. Como você lida diante de mudanças?

11. Como você lidaria com uma pessoa que estivesse fazendo algazarra na biblioteca?

12. Se você não concordasse com uma atitude do seu superior, o que você faria?

13. Dê um exemplo de erro de comunicação entre você e um usuário. O que você fez?

14. Você já entrou em conflito com algum chefe ou colega de trabalho? Como lidou com a situação?

15. Por que a gente deve te contratar?

16. Quais são as habilidades ou experiência que você tem e outros candidatos talvez não tenham?

17. “A referência está morta.” Você concorda ou discorda? Qual é o valor do serviço de referência nos dias de hoje?

18. Você está no balcão de informação atendendo um usuário. Outra pessoa entra na fila. O telefone toca. O que você faz?

19. Quais são seus três recursos mais importantes para uso em bibliotecas públicas?

20. O que você faria se não soubesse responder uma pergunta de um usuário?

Como você responderia a essas perguntas?

Imagem: Flazingo, sob licença Creative Commons

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