Em defesa do Chico de Paula, em defesa dos CRBs

12.3.2013 14 comentários

Chico de Paula, meu colega de trabalho na UFRJ e editor da revista Biblioo foi penalizado em processo disciplinar movido pelo CRB-7 com advertência reservada, após a acusação de denegrir e injuriar a referida instituição. Tudo por conta dessa charge:

Charge-Edição-10

Eu nem sei o que dizer em relação à total falta de bom senso do conselho de ética do CRB-7 e me sinto envergonhado em saber que o CRB investe seu tempo e recursos em casos como esse. O CRB-7 existe para defender os interesses da sociedade mais do que dos bibliotecários e mais ainda de si próprio.

A charge diz “assalto”, que pode ser interpretada da pior forma possível. E mesmo tendo sido publicada e amplamente divulgada na internet, ela é incapaz de traduzir a insatisfação e desentendimento da maioria dos bibliotecários em relação à cobrança da anuidade dos conselhos regionais de biblioteconomia.

É lamentável a lei 4084 ter 50 anos e a gente ainda não ter conseguido superar o grande desconhecimento do real papel dos CRBs, para os profissionais e para a sociedade, de maneira pragmática e racional. Tanto nós bibliotecários quantos os conselhos são culpados.

Com todo o respeito que eu tenho pelos colegas bibliotecários que trabalham voluntariamente na atual gestão do CRB-7, gostaria de lhes dizer que no processo contra o Francisco vocês agiram com “força desproporcional” e que cometeram um excesso. O preço desse excesso é o desestímulo às opiniões contrárias ao conselho, que em nenhum momento está isento de críticas, e à própria carreira do Chico como profissional, quem eu posso assegurar, como um usuário comum de bibliotecas, se tratar de um grande bibliotecário.

Como decisão do CRB-7 já foi tomada, o recurso agora cabe apenas no CFB em Brasília. Não sei se Francisco perseverá contra o desgaste promovido por um processo como esse. Ele deverá mandar o pedido de recurso e enviar a sua defesa por correio. No momento do julgamento ele poderá estar presente, mas se for em Brasília, todos os custos da viagem serão por sua conta. Eu sugiro que o Chico vá até o final.

O que eu quero propor é o seguinte: que cada bibliotecário que se solidariza com o caso do Chico, envie aos seus representantes regionais e delegados um “pedido de clemência”, por email, correio ou telefone.

Junto a outros colegas bibliotecários, redigimos uma carta aberta, em defesa do Chico e em defesa dos princípios da fiscalização do exercício da profissão do bibliotecário promovidos pelos CRBs.

Abaixo estão os nomes das pessoas que compõem a atual gestão do CFB e que decidirão o caso do Chico:

– Adelaide Ramos e Côrte – CRB-1/423 adelaide@corte.com.br
– Eliane Lourdes da Silva Moro – CRB-10/881 eliane_moro@yahoo.com.br
– Francisca Rosaline Leite Mota – CRB-4/1714 rosalinemota@gmail.com
– Helen Beatriz Frota Rozados – CRB-10/668 helen.rozados@gmail.com
– Isaura Lima Maciel Soares – CRB-7/1489
– Kátia Lúcia Pacheco – CRB-6/1709
– Lucimar Oliveira Silva – CRB-5/1239
– Maria de Fátima Almeida Braga – CRB-13/014
– Maria Raimunda de Sousa Sampaio – CRB-2/865
– Raimundo Martins de Lima – CRB-11/039 rdomartins@uol.com.br
– Regina Céli de Sousa – CRB-8/2385 rsousa@machadomeyer.com.br
– Rosana Chaves Abatti – CRB-14/458
– Sandra Maria Dantas Cabral – CRB-3/243 cabral138@hotmail.com
– Williams Jorge Corrêa Pinheiro – CRB-2/802

abaixo, a carta aberta que vocês podem enviar aos seus representantes regionais. Basta copiar e colar, e enviar em forma de email. Ou se preferirem, carta por correio endereçado ao CRB local ou CFB. Acredito que é o mais adequado e formal.

Precisamos assumir nossa responsabilidade pelo ativismo digital descompromissado e o discurso em forma de ironia. Mas como o Lawrence Lessig disse sobre o caso do Aaron Swartz, nós precisamos ir além da ética do “eu estou certo então tenho o direito de te detonar”, que domina o nosso tempo.

Em defesa da sociedade civil, em defesa do Chico, em defesa dos CRBs.

Feliz dia dos bibliotecários!

————–

Senhor(a) Conselheiro(a),

Considerando a decisão acerca do processo disciplinar movido pelo Conselho Regional de Biblioteconomia – 7º Região contra o bibliotecário Francisco de Paula Araújo, que resultou em pena de advertência reservada obtida por decisão unânime do Conselho de Ética da referida instituição, e considerando a eminência do pedido de recurso ante o Conselho Federal de Biblioteconomia, venho ao Sr. indicar que sou contra a decisão do CRB-7 e a favor da anulação da punição.

Acredito que Francisco de Paula Araújo não faltou com ética perante a mim, seu colega de profissão, e a charge que motivou a acusação de denegrir e injuriar o CRB-7 reflete apenas o desconforto coletivo da classe profissional em relação à cobrança da anuidade por parte dos conselhos regionais de biblioteconomia.

Se faltou bom senso ou bom humor ao CRB-7 na recepção da charge, sobrou arbitrariedade e censura, desperdiçando um oportuno momento de se dirigir à classe e discutir abertamente a questão, ao optar pela desproporcionalidade de forças na condução do processo disciplinar.

A maioria dos bibliotecários desconhece o real papel dos CRBs, ao mesmo tempo que não se sente representada pelos conselhos. Algumas gestões pecam pela transparência contábil, bem como na metodologia para o cálculo do valor cobrado pelas anuidades. Isso vem sendo recorrente e exaustivamente discutido entre os profissionais.

Acreditamos que os CRBs devam zelar pelos princípios da fiscalização do exercício da profissão do bibliotecário mas se faz necessário reconhecer que o CRB-7 levou adiante um processo eivado de problemas. Dentre eles:

1) A competência para apreciação de tal processo não é do Conselho, uma vez que a atividade de Francisco de Paula Araújo como editor da Revista Biblioo não se confunde com a prática do bibliotecário;
2) A determinação do direito de resposta cabe à justiça comum, sendo o pedido pleiteado na esfera cível;
3) Afirmar que existiu da parte de Francisco de Paula Araújo um excesso ao direito de opinar vai contra seus direitos constitucionalmente assegurados, quando a constituição diz que “a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição” (art. 220);
4) As Resoluções do CFB não são claras sobre injúria e difamação nos termos da legislação biblioteconômica. Na legislação comum esses são conceitos bastante claros (Código Penal, artigos 138, 139 e 140), muito embora seja sempre necessária a analise do caso concreto para averiguar quando este ocorreu;
5) Por ocasião da seção plenária de julgamento, Francisco de Paula Araújo abriu mão de um direito enquanto réu, o do sigilo do julgamento. Esse direito foi negado pelo Conselho de Ética com a justificativa da preservação individual.

Estimando a sua posição de representante, peço encarecidamente que avalie o caso de Francisco e vote a favor da anulação da punição imposta pelo CRB-7.

O conselho atua em nome da classe e nós somos a classe.

Agradeço

Moreno Barros
CRB -7 5892

Novo site do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas – SNBP

10.3.2013 3 comentários

snbpsite

O Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) acaba de lançar um novo site – www.snbp.bn.br. Vale a pena entrar e conferir as novidades e informações sobre as ações desenvolvidas por este órgão.

O SNBP tem por objetivo ampliar os espaços e fortalecer as ações e serviços desenvolvidos pelas bibliotecas públicas e comunitárias no Brasil, com vistas a democratização do acesso à leitura e à informação a toda a população. As premissas que permeiam os seus trabalhos são o diálogo, a transparência, a responsabilidade e o estímulo ao controle social, portanto, este novo espaço virtual configura-se como uma importante ferramenta de aproximação com a sociedade.

O site é composto por um menu superior, onde é possível visualizar dados institucionais e, um segundo menu onde encontram-se os serviços oferecidos pelo órgão, tais com, Diretrizes, Editais, Informações de interesse a área, Notícias, Agenda, entre outros.

Convidamos todos a entrar, navegar e enviar sugestões e comentários.

[release do SNBP]

Harlem Shake na biblioteca

01.3.2013 2 comentários

fiquei esperando pra aparecer Harlem Shake em alguma biblioteca brasileira, mas até agora não vi nada. Melhor deixar pro próximo meme, porque esse já rendeu.

por mais idiota que possa parecer, taí outra oportunidade perdida de, quem sabe, trazer alguns novos interessados para o rol sacro-santo das bibliotecas e seus leitores – como diria Okubo.

dos mais decentes que eu vi por aí, em bibliotecas:

o meu preferido

Indicadores em Bibliotecas Públicas Municipais

04.2.2013 4 comentários

Uma dos grandes desafios que vejo para as bibliotecas públicas é criar indicadores padronizados para a mensuração de nossos serviços. A padronização de indicadores nos dá a oportunidade de compararmos os nossos serviços de modo a permitir o Benchmarking de nossas atividades. A idéia deste post é discutir com você alguns dados que já levantei sobre indicadores e incluir nesses dados os que forem indicados durante a discussão.

Os dados inicialmente levantados foram:

DADOS DEMOGRÁFICOS:

Total da população potencial a ser atendida: Número de habitantes que o município / bairro / comunidade que a biblioteca pretende atender.
Número de estudantes nesta comunidade: Número de estudantes frequentando as escolas da região, se houver.
Área atendida: Em km2
Transporte público

INSTALAÇÕES E ATENDIMENTO:

Área física: Em m2
Composição da área física: Descrição da quantidade de ambientes e de sua finalidade.
Horário de atendimento

EQUIPE:

Quantidade total de funcionários
Distribuição de funcionários por função
Formação dos funcionários

RECURSOS FINANCEIROS:

Orçamento pŕoprio: Caso possua.
Orçamento do orgão responsável pela biblioteca: Preferência por indicar a conta mais próxima dos gastos exclusivos da biblioteca.
Outras formas de captação de recursos: Se houver

ACERVO:

Títulos: Quantidade de títulos únicos no acervo
Exemplares: Quantidade total de exemplares no acervo
Idade média do acervo: Média entre a data de publicação. Considerar a data da edição.
Exemplares por localização:Distribuição dos exemplares por localização (ex. Acervo classificado, referência, acervo infantil, etc.)
Exemplares por classificação: Distribuição dos exemplares por classificação.
Distribuição por tipo de material: Livros, DVS, CDs, Brinquedos, etc.
Assinaturas ativas de periódicos: Quantidades de assinaturas vigentes de periódicos.

FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÕES:

Quantidade de novos títulos e exemplares por ano
Exemplares por forma de aquisição: Doações x Aquisições.
Descarte e desbastamento: Quantidades de livros retirados do acervo.
Total de doações
Doações aproveitadas: Quantidade de doações aproveitadas pela biblioteca ou por outras instituições a ela vinculada.
Investimento financeiro: Valor investido na aquisição do acervo.
Tempo médio de processamento Média em dias entre a data que o livro chega na biblioteca e no qual é disponibizado ao público.

ACESSO

Computadores com acesso à internet: Quantidade de computadores com acesso à internet.

QUANTIDADE E PERFIL DOS USUÁRIOS:

Usuários cadastrados: Quantidade total de usuários cadastrados
Quantidade de usuários cadastrados nos últimos meses
Composição dos usuários: Separados de acordo com a classificação usada em cada biblioteca. (ex. Crianças (até 12 anos), Jovens (13 a 20 anos), Adultos (a partir de 21 anos), Funcionários, Professores, etc…

USO:

Frequência total
Frequência de internet
Frequência cultural
Frequência por tipo de usuário: Adulto / Infantil (de dificil mensuração)
Quantidade máxima de empréstimos por usuaŕio: Estipulada de acordo com o regulamento.
Quantidade de dias permitidos no empréstimo: De acordo com o regulamento.
Forma de punição: Suspensão / Multa
Quantidade total de empréstimos.
Obras mais emprestadas
Obras com a maior quantidade de reservas
Empréstimos por tipo de material.
Empréstimos por classificação.
Média de quantidade de obras por empréstimo.

ATIVIDADES CULTURAIS:

Quantidade de eventos culturais: (anual)
Distribuição das atividades culturais por tipo de evento
Frequência das atividades culturais por tipo de evento
Investimento financeiro nas atividades culturais

INFORMATIZAÇÂO:

Software utilizado: Caso possua
Está disponível online? Sim/Não
Endereço do OPAC na web: Caso possua

Principais referências consultadas:

INSTITUTO NACIONAL DO LIVRO. Dez mandamentos para a Biblioteca Pública ser útil ao Município. Brasília: INL, 1973.

SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA DE SÂO PAULO. Formulário de atualização das informações referêntes às Bibliotecas Públicas do Estado de São Paulo – Dados 2009. São Paulo: Secretaria de Estado da Cultura, 2009.

PS. Se alguém tiver o primeiro formulário usado para o Cadastro Nacional de Bibliotecas Públicas do SNBP será bastante útil.

PS2. Sua contribuição será bem recebida. Contribua nos comentários. Este post será atualizado conforme acontecerem as discussões.

Os livros que eu ganhei de natal. E vocês, ganharam qual?

02.1.2013 2 comentários

Natal perfeito é um natal com livros. Esse ano não rolou o tradicional amigo oculto BSF porque cada ano que passava o grupo ia ficando maior e embora tenha dado tudo certo nos últimos, fica difícil gerenciar muitas pessoas trocando livros remotamente.

Pois bem, os livros no meu natal de 2012 foram esses aí abaixo:

livro natal

funciona assim: durante o ano eu frequento livrarias e bibliotecas e com a câmera do celular eu vou tirando fotos dos livros que parecem ser interessantes ou que simplesmente tem uma capa legal. Daí eu dou uma refinada nas internetz e quando o livro entra na lista de desejos eu coloco nesse álbum aqui no meu pinterest. Então nas datas comemorativas os chegados podem ficar a vontade pra entrar lá e escolher um dos livros pra me presentear. Fica a dica aí pra vocês, migs. Prometo que quando terminar de ler eu doo pra biblioteca pública (normalmente eu mando pras bibliotecas da UFRJ).

Biblioteconomia Para Concursos, Gustavo Henn e Geysa Flávia

biblio para concursos

Dessa lista aí, agradeço Gustavo e Geysa pela dedicatória e por terem me enviado uma cópia da nova edição do Biblioteconomia Para Concursos. O único concurso público que eu passei até hoje foi uma pura cagada e isso porque chamaram trocentas pessoas na lista de inscritos. Coloque 10 questões sobre catalogação e indexação na minha frente e eu erro todas. Mas taí um livro que serve não só pra estudar pros concursos (BNDES taí gente), com várias análises detalhadas dos tópicos recorrentes nos concursos e resolução de provas anteriores, mas pra eu saber a evolução dos tópicos sob a forma de perguntas, o que tá rolando em termos de exigências das organizadores e como está a distância entre o que se ensina na escola de biblio e o que mercado exige dos bibliotecários. Esse aí é bestseller, Briquet e Thesaurus deram mole em não distribuir, o que fez do Gustavo o auto-editor mais bem sucedido da biblioteconomia tupiniquim. Em breve ele vai lançar a versão pra ipad e kindle.

Ex-Libris, Plinio Martins Filho

Eu sou aficcionado por ex libris e hoje em dia é muito fácil encontrar e estuda-los em bibliotecas ao redor do mundo por meio dos projetos de digitalização. Mas até esse livro ser publicado em 2008, não tinha nada ainda visualmente consistente sobre os exlibris criados por e para brasileiros (eu tenho em casa um exemplar do “O ex libris e o Barão do Rio Branco”, de 1953, que tem bastante coisa interessante, mas não é 100% de ex libris nacionais). Então esse aí é um achado, uma pesquisa incrível feita pelo organizador e que com certeza tudo o que aparecer sobre ex libris brasileiros daqui em diante vai beber nessa fonte. Depois com mais tempo eu vou tentar encontrar nas bibliotecas digitais as versões dos ex libris apresentados nesse livro, para inflar a minha coleção de exlibris no pinterest.

Uma senhora toma chá, David Salsburg

Esse aí eu imaginava que seria uma coisa, uma dessas tentativas de humanizar as pessoas envolvidas em adventos científicos e determinadas áreas da ciência, e até é em certo ponto, mas tem muito mais a ver com metodologia científica (metodologia com M maiúsculo) do que propriamente estatística e probabilidade. Ou seja, tô gostando mais ou menos.

Esse ano eu peguei disciplinas com grandes matemáticos, um deles Gregory Chaitin, que tem extensa produção sobre a teoria algorítmica da informação (que não tem nada a ver com a ciência da informação feita no Brasil) e probabilidade, mas que, embora probabilidade e aleatoriedade sendo tópico central, acabou ficando de fora desse livro. O que me faz lembrar um dos grandes livros do ano passado, e que me fez querer ler esse daqui, o “A informação“, que tem um capítulo inteiro sobre Chaitin, enquanto que o “Uma senhora…” tem um capítulo inteiro sobre Kolmogorov, seu parceiro-rival.

Tem uma parte muito boa sobre as submissões de artigos aos periódicos da época e o modo como a publicação era manipulada pelos editores e por autores influentes. O que leva ao último livro:

A impostura científica em dez lições, Michel de Pracontal

que eu ainda não comecei a ler, mas me parece ser uma versão mais acadêmica do “Mundo assombrado pelos demônios” do Sagan, e confiando nos títulos publicados pela editora UNESP, que são sempre bons. Pelas olhadas rápidas, uma coisa que vai me interessar é o mau uso do teorema de Godel (um ano inteiro de disciplinas sobre Godel pra eu conseguir entender qualquer coisa) e o charlatanismo associado à algumas pesquisas que contêm dados fajutos, coisa que apareceu com mais força nos últimos 2 anos. Tá todo mundo muito doido com Big Data e transparência contábil dos investimentos em pesquisa, e eu tô tentando escrever na minha tese uma parte que tenta defender a ciência (com C maiúsculo) desse tipo de “interferência”.

Bom, 2013 tem mais. Feliz ano novo pra vocês!

RABCI – Resultados 2012

31.12.2012 4 comentários

O RABCI – Repositório Acadêmico de Biblioteconomia e Ciência da Informação – http://rabci.org/rabci é um projeto que nasceu aberto e que conta com a colaboração de diversas pessoas, seja construindo, divulgando ou confiando e depositando seu trabalho para divulgação. O resultado disso é que ele cresceu bastante em 2012. Olhem alguns dos resultados que foram obtidos neste último ano:

São 346 trabalhos compartilhados.
52.487 Visitantes únicos, 130.168 visitas.
150.48 GB de tráfego de dados visíveis e 526.18 GB se considerar os robôs da Internet.
112.266 Downloads, sendo 108.852 PDFs, 2.894 DOCs e 520 PPTs
Para efeitos de comparação, em 2011, tivemos 43.274 downloads, sendo 41.530 PDFs, 933 DOCs e 811 PPTs.

Os 10 trabalhos mais baixados:

6.343 Downloads – LIMA, José Aniceto de & SANTIAGO, Pietro Otávio. OS PRIMEIROS CONCEITOS DA GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL.
6.177 Downloads – TERSARIOLLI, Ariovaldo; FARIAS, Hélio Pereira; LIMA, Juliana Balestra de & SILVA, Nilson Tibúrcio da. DOENÇAS OCUPACIONAIS EM PROFISSIONAIS DE UNIDADE DE INFORMAÇÃO.
3.653 Downloads – ROCCA, José; SANCHEZ, Álvaro; LEMES, Pedro & NASCIMENTO, Rafael. SEGURANÇA, HIGIENE E QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO.
3.005 Downloads – EDUVIRGES, Joelson Ramos. CLASSIFICAÇÕES DOCUMENTÁRIAS: semelhanças e diferenças entre CDD e CDU.
2.485 Downloads – VARGAS, Graziela Mônaco. ESTUDOS BÁSICOS SOBRE NORMALIZAÇÃO: origem, conceitos e organismos reguladores.
2.324 Downloads – SANCHEZ, Álvaro Perez; CAMPOMORI, Cleber Lopes Campomori; ROCCA, José Marcos & LEMES, Pedro Aurélio. SISTEMA OPERACIONAL LINUX.
2.309 Downloads – SILVA, Andréia Gonçalves; OLIVEIRA, Antonia Regina Q. de; SILVA, Carlos Eduardo da; SANTOS, Débora Ferreira dos; FERREIRA, Henrique M. Coimbra; SILVA, Sadrac Leite & D´AMBROSIO, Sônia Duarte. GESTÃO DO CONHECIMENTO E A ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO.
2.087 Downloads – LIMA, Cléo da Silva. AUTOMAÇÃO DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS MUNICIPAIS DA CIDADE DE SÃO PAULO.
1.765 Downloads – BARBOSA, Elvina Maria de Sousa; RAMOS, Joelson & CIRÍACO, Maria do Socorro S. DESPERTANDO PARA A PRODUÇÃO INTELECTUAL: A IMPORTÂNCIA DA PESQUISA CIENTÍFICA.
1.753 Downloads – FONTANELLI, Silvana Aparecida. CENTRO DE MEMÓRIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: uma interação necessária.

Um resultado inesperado foi que o RABCI ficou em 8 no Brasil e 535 no Mundo do Ranking Web of Repositories. \o/ . Um resultado que nos enche de orgulho e dá força para continuar e tentar melhorar cada dia mais. O que me leva a fazer um pedido especial: Continuem confiando e depositando os seus trabalhos no RABCI. Todos ganham!

Mapa das Bibliotecas no Brasil

25.12.2012 10 comentários

A partir dos Dados do Cadastro Nacional de Bibliotecas Públicas do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas conseguido primeiramente através da Lei de acesso a informação e posteriormente o Moreno me enviou uma cópia, criei um mapa usando a fantástica ferramenta Google Fusion Tables. Como o Fusion Tables não identificou os dados do endereço de maneira precisa, pedi ajuda a diversos colegas bibliotecários que me auxiliaram a verificar manualmente os endereços e indicar no mapa a localização mais aproximada possível. O resultado é este:

É necessário fazer algumas considerações:

- O cadastro de bibliotecas do SNBP tem muitos erros. Ao verificar manualmente, excluimos registros duplicados e alguns cadastros com erros evidentes. A forma de como foi preenchido, por formulário que não pode ser corrigido depois, forçava a quem errava no primeiro preenchimento preencher um segundo cadastro. Corrigimos o que foi possível.

- Por ser muito grande o cadastro, nessa visualização só foram corridas as Bibliotecas Públicas Municipais e as Bibliotecas Comunitárias. Aos poucos serão corrigidas o restante: Bibliotecas Comunitárias Rurais, Bibliotecas Escolares, Bibliotecas Especializadas, Bibliotecas Universitárias, Pontos de Leitura e Salas de Leitura. Há erros nesses tipos de bibliotecas no mapa, pois usamos a localização automática do google.

- Tudo o que fazemos é aberto. Se precisar de uma cópia desta base peça nos comentários.

- Deduzo que a distribuição de bibliotecas deve ser bastante parecida com a distribuição da população pelo território nacional. Mas seria bacana fazer uma pesquisa para verificar isso.

- Se o cadastro está completo, estamos MUITO longe da meta de uma biblioteca pública por município.

Acredito que a partir deste mapa possamos retomar a idéia do Bibliotecas do Brasil, criar um mapa de todas as bibliotecas do país. Aceito ajuda e sugestões. Ainda há algumas características do fusion tables que não exploramos, o ideal é começar uma fase de experimentação. Avanço serão compartilhados aqui no blog.

Presentes de natal para bibliotecári@s

13.12.2012 1 comentário

estante meu movel de maderia
1. Estante de madeira, da Meu Móvel de Madeira

trufas cacaus how
2. Trufas em formato de livro, com espaço para dedicatória, vendidas na Cacau Show

kobo
3. Leitor de ebooks Kobo, vendido na Livraria Cultura


4. Porta Livros, da Imaginarium

button bibliotecária
5. Botons bibliotecários, vendidos no Biblio Bazar

bibliocanto
6. Bibliocantos da Primaduna, vendidos na Elo 7

abre biblioteca
7.Camisa do Movimento Abre Biblioteca, encomendas com Soraia Magalhães

dicionario de biblioteconomia
8.Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia, da Briquet de Lemos livros

carrinho biccateca
9.Carrinho para livros, da Biccateca

luminaria
10. Luminária de mesa, da Tok Stok

atlética unirio
11. Camisa da Associação Atlética Acadêmica Paul Otlet, Unirio

livro bn
12.Livro “Biblioteca Nacional 200 anos”, da loja da BN

Como uso meu Kindle

08.12.2012 8 comentários

Se antes era difícil conseguir um Kindle (pedir pros amigos que viajam pra Miami pra não ter que pagar as absurdas taxas de importação), isso hoje já não é problema.

O Kobo touch (que eu acho até mais bonitinho que o Kindle) está saindo a R$399 na Livraria Cultura, enquanto que o Kindle 4 sai por R$299 na Amazon.com.br. Perfeitamente acessível para os brasileiros, do Oiapoque ao Chuí. Tem gente da classe sofrida que gasta isso de cerveja ou assistindo futebol no estádio, em um único final de semana. A tendência é que os preços dos aparatos caiam ainda mais. Além disso, qualquer tablet ou smartphone minimamente decente hoje pode rodar um aplicativo do Kindle ou ler arquivos textuais com facilidade.

Mas comprar ebooks no Brasil ainda é uma grande bosta porque os catálogos das livrarias continuam ruins. O aparato tecnológico de leitura não é problema. Os títulos oferecidos sim.

Minha tese é que, a entrada da Amazon.com.br dificilmente vai resolver em curto prazo o problema dos catálogos de ebooks em português, mas vai ajudar na transição da leitura em papel para o digital.

Gosto muito disso aqui

mas seria muito ingênuo achar que os ebooks não vão dar certo no Brasil por um desapego cultural. A gente tá lidando aqui com Amazon (Kindle), Apple (iPad), Google (Android) e afins, que tem mais dinheiro em caixa do que já foi investido em políticas de leitura e biblioteca em toda a história do Brasil. Se a gente enquanto nação não fez a nossa parte, tenho certeza que eles enquanto empresas farão o que lhes é necessário.

Outros factóides ultra relevantes sobre a entrada da Amazon no Brasil estão resumidos nesse post: A Amazon vai comprar a maior rede de livrarias do Brasil?

A DLD (Distribuidora de Livros Digitais) é um consórcio de sete grandes editoras brasileiras que controla ao redor de 35% da lista de best-sellers no país. Elas sempre negociam em conjunto e estão fazendo assim com a Amazon. E são, de longe, o maior desafio para os executivos de Seattle, já que estas editoras estão agressivamente exigindo condições comerciais favoráveis e o controle final sobre os preços. Limitar os agressivos descontos da Amazon são uma condição sine qua non para este grupo de sete empresas.

Nem precisa chocar. É a real. Muita grana no lance.

Sempre pego bibliotecários enaltecendo o fetiche com os livros em papel e defendendo com unhas e dentes seu status quo. Óbvio que os livros impressos e bibliotecas não irão acabar. Mas o fetiche com os livros nas estantes físicas vai diminuir “na medida em que” a indústria editorial forçar a barra para que todos leiam livros digitais daqui pra frente. Porque para eles o custo de produção de digitais é infinitamente menor do que impresso. Além disso, criam plataformas de consumo que obrigam os produtos vendidos estarem associados com os aparatos que eles desenvolvem e os formatos de distribuição que estabalecem como norma. A indústria da informação atual (Amazon, Apple, Google, em especial) ganha dinheiro de uma das três formas, ou das três formas juntas: revenda do conteúdo, venda do aparato de consumo do conteúdo e licenciamento de como o conteúdo é codificado. Expliquei isso um pouco, três anos atrás, nos slides abaixo

Minha experiência de leitura no Kindle é pessoal, mas vamos ao que interessa: se a dificuldade é o conteúdo, como eu resolvo meu problema?

Ler na tela do computador é cada vez mais difícil, não porque os olhos cansam, mas porque o volume de informações é muito grande e o tempo é curto. Eu criei o hábito de salvar para leitura posterior todos os textos que encontrava navegando na internet, porque sabia que era impossível dedicar o tempo de leitura no exato momento em que me deparava com eles.

Inicialmente eu usava o delicious para guardar todos os links de coisas que eu iria ler depois, um tag que até hoje eu alimento com a insignia de “leituras“. Eventualmente, eu imprimia, em papel, os textos completos de todos os artigos que encontrava na internet, para leitura dedicada, longe do computador e da hiperconectividade do browser. Cogitei por diversas vezes confeccionar um anuário impresso que compilaria todas as leituras de um ano – que iria ler posteriormente, claro. Mas nunca realizei.

De uns tempos pra cá surgiram aplicações na web que gerenciam essas listas de leitura, para fins de interoperabilidade entre sistemas e aparelhos, mandando para o smartphone/tablet ou Kindle o corpo do texto dos artigos salvos no browser do computador. Os melhores exemplos desse modelo são o Instapaper e o Pocket, antigo Read it later.

Essas aplicações evoluiram para um modelo de curadoria, onde textos disponíveis livremente em sites e blogs são seleciondos por uma equipe de humanos ou robôs e centralizados em uma página que pode enviar os artigos individuais diretamente para smartphone/tablet ou Kindle. Os melhores exemplos desse modelo são o Longform e o The Feature.

A fase mais recente dessa evolução foi a criação de aplicações com a preocupação direta com o design e a experiência de leitura nos aparatos tecnológicos. O melhor exemplo sendo o Readability, que converte para smartphone/tablet ou Kindle os textos salvos no browser para leitura posterior, com diagração minimalista e interface prazerosa.

Então, desde que eu comprei o Kindle 4, venho usando o Readability como extensão do Chrome em meu browser. Sempre que eu deparo com algum texto que julgo interessante e que valha a leitura, mas comumente não posso fazê-lo naquele exato momento, envio o texto direto para o meu Kindle. Daí, nos meus dias de folga, leituras antes do sono ou intermináveis viagens no transporte coletivo, lá está o Kindle com uma lista de artigos prontos para leitura.

Essa estratégia na verdade é o resultado de um mapeamento extenso de fontes de informações que servem de base para o meu consumo pessoal. Já comentei em um post anterior (Clipping, versão 2012) sobre algumas das ferramentas que utilizo como curadoria, desde que o Google Reader se tornou incapaz de me trazer com facilidade as novidades e coisas que circulam na web e que eu não posso deixar de saber. As publicações que uso como referência e curadoria de leitura parecem ter se tornado uma tendência de publicação online (Trend alert: small internet publications).

O Readability preenche meu Kindle com dezenas de textos provenientes de portais de notícias, blogs, sites de revistas, etc. O que não quer dizer que eu não use meu Kindle para leitura de livros. Mas ao que consta, eu nunca comprei um livro sequer na Amazon.

Primeiro porque existem ótimos livros sendo distribuídos livremente, sob creative commons (lista de livros em CC) ou licenças abertas, além dos que estão sob domínio público. Alguns exemplos da nossa área: Para entender a Ciência da Informação, Para entender a Internet, Introdução às fontes de informação. Outros, em inglês: The Wealth of Networks, The pirates dilemma, Cryptoparty Handbook.

Segundo porque a maior parte dos livros com grande distribuição são fáceis de achar em sites piratas. Eu uso sempre o piratebay ou o warez ou avax para busca de livros que estou interessado. Não preciso entrar aqui na questão ética, moral e cívica dos livros piratas, mas que os livros piratas existem e estão aí é noção elementar de qualquer nativo web, e distantes poucos cliques, tornam o ato de leitura muito mais prolífero.

Não sei se vocês acompanharam as discussões em torno do blog “Livros de Humanas” (aqui, aqui e aqui), mas até hoje o torrent está lá, cheio de seeds e com mais de 12GB de livros de diversas áreas das Humanidades. Excelentes livros que, desconsiderando o processo como foram convertigos em digitais, deixam no chinelo o catálogo de ebooks comercializado no Brasil. Tá faltando às editoras uma proposta comercial de distribuição de ebooks, não apenas focada em bestsellers. A não ser que eles pensem que todos que possuem um leitor de ebooks sejam exclusivamente consumidores de bestsellers.

Juntando os artigos provenientes da internet via Readability, os livros baixados gratuitamente e os livros piratas, tenho um acervo no meu Kindle suficiente para me oferecer centenas de horas de leitura. E com o potencial de crescer cada vez mais.

Eu ainda continuo lendo livros em papel e pegando livros emprestados em bibliotecas. Mas como o volume de leitura ofertada é sempre crescente, o Kindle acabará vencendo pela velocidade de resposta com que lida com o acervo total de textos que compõem minha biblioteca pessoal.

Esse sou eu e um Kindle 2, em 2009

kindle

Esse é o Kindle 4 (com um texto sobre o Edson Nery exportado da Piauí via Readability)

Todos que avaliaram a versão nova do Kindle, Paperwhite, falam que é a coisa mais incrível e próxima do livro que já viram. Escolhi o Kindle 4 por conta do preço (paguei 69 dólares) e porque prefiro a versão com botões mais do que a versão touch (tenha a sensação de que a usabilidade é melhor e é mais durável). Essa é a versão que a Amazon.com.br está lançando no Brasil, então saibam de antemão que é a versão mais furreca. A versão mais nova do Kindle é o Paperwhite touch 3G. Estou satisfeitíssimo com a minha versão atual, cabe no bolso da calça, carrego a bateria uma vez por semana se necessário, tem wifi e browser experimental. E ainda serve pra ler Walkind Dead versão quadrinhos :)

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Aliás, agora que aportou em Terra Brasilis, por que Amazon é chamada Amazon mesmo? É uma referência direta ao nosso rio, sugerindo que a livraria online seria tão grande quanto. Também porque nos primórdios o Google ainda não existia e o Yahoo listava seus resultados em ordem alfabética. Logo, quando as pessoas pesquisavam os diretórios, o endereço da livraria aparecia no topo dos resultados. Sem falar também que Jeff Bezos malandramente trocou o nome original da empresa, Cadabra, por Amazon, ao perceber que as pessoas confundiam cadabra com cadaver.

Eu sempre chamo Amazon de “A” Amazon, em vez de “O” Amazon. E vocês?

Já viram um depósito da Amazon? Tipo assim, maior.biblioteca.do.mundo. Quase.

Amazon vende livros. Vende muitas outras coisas também, tipo esse lindo lança chamas portátil que eu comprei de natal pra usar nas próximas greves das universidades federais.

Bibliocamp Floripa 10.11.12

12.11.2012 comente

Neste último sábado aconteceu o Bibliocamp Floripa na Biblioteca Comunitária Barca dos Livros, organizado pela Elisa Cristina Delfini Corrêa, Daniela Spudeit, Jorge do Prado e que contaram com a ajuda do Diego Abadan e da Kátia Maria Costa. Em sua essência, o Bibliocamp é um encontro informal para trocas de experiências ou idéias.

Daniela Spudeit fez um resumo informal em seu facebook de como foi o evento, que eu faço questão de reproduzir aqui:

“Katia Maria Costa tua apresentação foi a mais engraçada no #BiblioCamp e ainda se diz tímida! Deverias fazer Stand up Comedy. Felícia Fleck nos emocinou com sua contação de histórias. Salete Cecilia de Souza nos alertou sobre questões importantes da acessibilidade pois é preciso indexar-se! E Ana Claudia Perpétuo de Oliveira nos deixou atentos, é preciso estar atentos!!!

Tânia me fez refletir sobre o papel social que nós bibliotecários deixamos de desempenhar…Rochelle mesmo se recuperando de uma cirurgia veio de Brasília nos dar um sacode sobre a arquitetura da informação. Claire nos brindou com seu jeito meigo de falar sobre os desafios da acessibilidade auditiva. Elisa, Jorge e Debora agitando a galera nos trazendo questões sobre mídias, sociedade e tecnologia! BIBLIOCAMP Floripa 2012 bom demais!”

O Moreno promoveu o primeiro BiblioCamp e neste post explica como fazer outros. É um modelo aberto e qualquer grupo de bibliotecários pode promover um em sua região. Que venham mais!!

E para mim particularmente, achei muito bom conhecer todos os participantes. Foi uma experiência muito rica. E conheci também a impressionante Biblioteca Comunitária Barca dos Livros.

PS.

Link para fotos:

Priscila Sena
Tiago Murakami

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