Começou a vigorar hoje a (nº 12.527/2011) com o objetivo de garantir o acesso a informações públicas.
Segundo a Cartilha “”, a Lei 12.527 representa uma mudança de paradigma em matéria de transparência pública, pois estabelece que o acesso é a regra e o sigilo, a exceção.
Em outro trecho da cartilha, é citado que para garantir a observância do que dispõe a Lei, serão necessários recursos financeiros e humanos – estes, devidamente capacitados.
Ao meu ver, a lei deverá demandar bastante trabalho para arquivistas e bibliotecários que já atuam em instituições públicas e torço para que novas contratações sejam realizadas para que realmente a Lei se faça cumprir de forma efetiva.
Continuando o post anterior, agora falo um pouco sobre o Koha.
Software livre criado na Nova Zelândia e posteriormente tornado livre, o que possibilitou um desenvolvimento mais rápido e uma grande adoção por bibliotecas de diversos tamanhos no mundo. Hoje é desenvolvido por uma Comunidade aberta em que participam diversas empresas de suporte. Dentre seus diferenciais, podemos destacar:
- Robustez. O Koha é um sistema robusto, capaz de suportar grandes redes de biblioteca. Utiliza o mesmo principio de indexação que o Google, pois cria uma indexação prévia da base, permitindo consultas mais rápidas e menos uso do processamento.
- Flexibilidade. Tudo no Koha é customizável. Exige bons conhecimento de MARC (para a customização do formulário da catalogação – possibilita o uso do MARC21 e do UNIMARC) e de CSS para a customização da interface.
- Servidor Z39.50. É possível configurá-lo como um servidor Z39.50.
Quer testar o Koha?
OPAC:
Administração: // usuário: compartir e senha: compartir
ATENÇÃO: O Koha mantido pela Comunidade é o . O outro é um de uma empresa que única, o que descaracteriza a idéia de um software aberto.
Dos softwares livres para Bibliotecas, escolhi 2: PMB e Koha. Nos próximos posts vou escrever o porque deles, começando pelo PMB.
PMB (ou PHPMyBiblio)
O PMB é um software livre criado na França que roda em qualquer servidor Web (Arquitetura AMP) e ainda assim é um dos mais completos sistemas de gerenciamento de bibliotecas existentes. Tem suporte completo para UNIMARC, mas principalmente, e por que a grande maioria dos softwares tem as principais caracteristicas, listarei as caracteristicas diferenciais:
- Cliente Z39.50
- Gestão avançada de periódicos
- Gestão avançada de registros, podendo incluir sub-registros
- Documentos eletrônicos (permite o upload e a consulta no conteúdo)
- Interface customizável (tanto OPAC como a área administrativa)
- Indexado pelo Google (pesquise no )
Conheça uma versão demo da versão 3.5 (lançada em abril/2012) em:
E a área administrativa: (usuário: compartirweb / senha: demo)
Aposto com quem quiser R$2 que o Google é método número 1 de descobertas de fontes primárias na internet.
Aposto com quem quiser R$5 que os catálogo de bibliotecas e repositórios institucionais mal aparecem entre os primeiros 5 métodos de busca/descoberta de fontes primárias e secundárias na internet.
De todas as oportunidades que as bibliotecas perdem na oferta de melhores serviços e produtos online, essa é uma que nós somos perfeitamente capazes de não perder.
Que tal tornar nossos catálogos de biblioteca e registros bibliográficos rastreáveis pelo Google?
Pra que? Para que na próxima vez que alguém pesquisar por “Jogos Vorazes” no Google, que na primeira página de resultados ela seja capaz de ver não apenas sites de livrarias, mas também a biblioteca mais próxima de sua casa que possui esse título disponível para empréstimo.
Pra isso acontecer, basta pouco: permitir rastreamento dos web crawlers nas bases de dados bibliográficas (nenhuma biblioteca que eu conheço tem uma objeção legal convincente para impedir indexação dos robôs de busca); URLs persistentes (e abolir de uma vez por todas o uso de javascript em softwares de biblioteca); melhorar os metadados dos objetos digitais (porque é pra isso que os bibliotecários passam 8 horas por dia sentados na frente de um computador); começar cedendo os dados para a OCLC até a gente criar uma versão brasileira do WorldCat (porque é inadmissível estar em 2012 e ainda não termos um real catálogo coletivo nacional, não nos moldes do CCN, mas nos moldes da Estante Virtual e do próprio WorldCat).
Como o Diego disse esses dias no Facebook,
Se ainda não deu pra entender a minha súplica, talvez agora com legendas dê:
Colegas de trabalho, estou voltando a ministrar cursos e oficinas de curta duração, desta vez no ritmo 3,2,1: 3 cursos, 2 cidades, 1 tema central.
São Paulo Redescobrindo as bibliotecas públicas e economizando dinheiro utilizando seus produtos e serviços
Esse é inteiramente grátis, voltado para não-bibliotecários. É a minha contribuição de voluntariado na tentativa de fazer algumas pessoas redescobrirem as maravilhas e benefícios das bibliotecas públicas. Estou usando a plataforma Nós.vc para divulgação. Esse curso em SP está pra ser fechado, ainda sem data definida (assim que tiver tudo certo eu atualizo aqui). Esse curso pode rolar em qualquer cidade, bastando que as pessoas se mobilizem para assistir e resolvam a questão logística (local do curso, basicamente). .
São Paulo 16/6 Curadoria digital: coleções na web
Esse é uma espécie de oficina para compartilhar tudo o que eu vivi, aprendi e desaprendi em relação à curadoria de acervos e coleções na web, passando por toda a parte dos projetos de digitalização, desde políticas de preservação, qualidade de scaneamento, até dispersão do conteúdo em redes sociais. É a minha tentativa de trabalhar com os bibliotecários para fazer muitas pessoas descobrirem os tesouros escondidos da herança cultural brasileira. Organização da Paloma, vejam .
Rio de Janeiro 6/7 Gestão de bibliotecas digitais
Esse é um curso grandão, com uma semana de duração, com participação de vários profissionais e professores, organizado pela Biblioteca Nacional. Eu pego apenas uma pequena parte, pra tratar da relação entre bibliotecas digitais e redes sociais, o que fazer e o que não fazer em estratégias de social media nesse tipo de curadoria. Vejam as .
Fiquei devendo a versão brasileira, segue. [desculpa, sem paciência para os créditos. Além das minhas, encontrei todas as fotos no flickr, google images, blogs de arquitetura]
Mais do que nunca, arquitetura e design tá sendo determinante, porque embora ninguém seja a favor de um modelo tok stok que privilegia mobiliário mais do que acervo, todas as bibliotecas que eu já visitei, sem exceção, todas que tem uma pegada mais forte de arquitetura e design do espaço físico, possuem muitos mais frequentadores e leitores visíveis.
Por que as livrarias de shopping são mais frequentadas do que as bibliotecas públicas? Afora questões culturais e econômicas, dá pra mapear a demanda (acervo atualizado, acesso livre às estantes, classificação por grandes áreas simples, localização da biblioteca, etc) e atacar essas deficiências. A dúvida é saber se transpondo o modelo arquitetônico e conceitual das livrarias para as bibliotecas, públicas em particular, o negócio avança.
Das que eu pude lembrar (estou esquecendo alguma?), projetos recentes (ou não tão recentes) de bibliotecas brasileiras que merecem menção são:
estão por vir as Parque da Rocinha, Alemão e Pública Estadual, no Rio. E tem essa abaixo, projeto da Biblioteca Pública de Santa Catarina, que eu não sei se já está em fase de construção.
Preparem a banda larga porque lá vêm as tendências em arquitetura de bibliotecas.
Uma vez por ano eu percorro os blogs de arquitetura buscando os projetos de biblioteca de maior destaque. Só de olhar para as fotos dá pra perceber certos padrões de estilo e usabilidade (fachada em vidro e estantes baixas, por exemplo, usados em quase todos os projetos de novas bibliotecas)
Não me perguntem o nome das bibliotecas, perdi no bolo.
Essa é minha semana de arquitetura em bibliotecas. Depois farei uma só com as brasileiras e coloco todas as fotos no álbum do BSF no facebook.
O Google em sua perna Acadêmico lançou esses dias uma busca em periódicos e artigos para encontrar o índice h de cada publicação, mas sob uma nova metodologia bibliométrica (ainda não entendi perfeitamente).
[Para entender a dinâmica clássica do fator de impacto do ISI e índice h de Hirsch, eu recomendo essa ]
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O Google Scholar já oferecia a possibilidade da análise de citação simples, por meio de um perfil individual. Ver exemplo, .
Ou bastando incluir o nome de um determinado autor ou titulo de artigo pra acompanhar as citações. Ver exemplo, , , , , Luis Milanesi ou o artigo .
A grande novidade é que agora é possível navegar pelo ranking das 100 maiores publicações em várias línguas [], ordenadas pelo seu índice h-5 e mediano-h (explicação abaixo). Dá também pra pesquisar nas publicações pelos descritores nos títulos, por exemplo ou . Para ver quais artigos em um periódico foram os mais citados e quem os citou, cliquem sobre o número do índice-h.
O Google Scholar Metrics atualmente cobre (a maioria mas não todos) artigos publicados entre 2007 e 2011. Inclui artigos apenas de sites que seguem a política de inclusão do Google, assim como alguns outros artigos dispersos que permitem a indexação. Mais detalhes .
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O índice-h (de Hirsch) é o maior número h considerando que um certo número h de artigos em um periódico foram citados pelo menos um certo número h de vezes. O índice-h5 (do Google) é o índice-h calculado usando apenas os artigos publicados nos últimos 5 anos completos recentes (2007-2011 nesse exemplo). Então 5 artigos publicados na entre 2007 e 2011 foram citados pelo menos 5 vezes. Logo, seu índice-h5 é 5.
O mediano-h5 é o número médio de citações dos artigos incluídos no índice-h5. Isto é, na Encontros Biblio, aqueles 5 artigos receberam uma média de 7 citações. Clicando no número na coluna do índice h-5, você pode ver .
Atualmente as discussões sobre bibliometria são dominadas pelo fator de impacto de 2 anos do ISI, igual ao número médio de citações recebidas por artigo publicado em determinado periódico durante os dois anos anteriores completos.
A suposição é que o índice-h5 (5 anos, Google) é uma medida de fator de impacto bem melhor do que a de 2 anos (ISI). explica algumas razões por que: 5 anos oferece melhor oportunidade de desempenho do artigo, independente da área; um único artigo citado diversas vezes não dominará o índice-h5, o que pode acontecer no fator de impacto de 2 anos do ISI; é mais difícil burlar o índice h-5 do que o fator de impacto da ISI (por exemplo, alguns periódicos forçam autores a citar em seus artigos originais outros artigos publicados nesta mesma revista, aumentando artificialmente o número de citações. Seria muito mais difícil elevar alguns números no ranking do índice-h5 utilizando essa prática.
Teoricamente, o índice-h5 do Google é simples, difícil de manipular e uma melhoria bibliométrica em relação ao fator de impacto do ISI.
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Mas, se você clicar no link do índice-h5 de um determinado periódico, , dá pra ver que “Comunicação científica” do Kuramato et al foi citado 27 vezes. O problema é que PBCIB é uma fonte secundária, o artigo foi originalmente publicado na revista Encontros Bibli. Ou seja, dá pra inflar o h5 do Google simplesmente criando fontes secundárias. Ou a metria do Google tá abrindo margem para um ranking alternativo à analise de citações tradicional ou simplesmente não fizeram essa distinção entre tipos de fontes na sua política de adesão e ranking.
De cara, dá pra perceber que as publicações open access também tendem a se beneficiar. Eis lá PBCIB e Perspectivas, respectivamente (ninguém poderia imaginar revistas de biblioteconomia e CI entre as 100 maiores publicações nacionais, convenhamos), e arXiv em . O problema é que, de novo, PBCIB e arXiv não são publicações primárias, tradicionalmente.
O talvez seja um caso ainda mais específico, porque ele , são repositórios abertos, isto é, os autores podem optar por publicar lá coisas que não foram submetidas a revistas tradicionais ou até mesmo publicar antes do envio para avaliação, uma espécie de repositório pré-print.
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No final, a lindeza da coisa é que você pode ter um ranking que inclui publicações “alternativas”, um repositório como o por exemplo, que não possui nenhum critério prévio para publicação. Mas uma vez publicado, esses documentos podem ser citados e considerados relevantes pela comunidade, garantindo assim status nesse índice. .