BIBLIOTECÁRIOS SEM FRONTEIRAS / Versão 3.0

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Tiago Murakami


Tiago Murakami

Graduado em biblioteconomia e documentação pela Universidade de São Paulo e estudante de Administração pública na Universidade Federal de Ouro Preto. Especialista em desenvolvimento de sites em Drupal. Nas horas vagas, gosta de gerenciar o RABCI e ainda arruma tempo para jogar bola com o Iuri


Moreno Barros


Moreno Barros

Graduado em biblioteconomia e documentação pela Universidade Federal Fluminense e mestrando do PPGCI do IBICT em convênio com a UFF. É um dos caras responsáveis pela ExtraLibris. Já zerou Mario Kart 18 vezes jogando com o Bowser


Vivi


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Bibliotecária graduada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e Especialista em Educação pela Universidade Cândido Mendes. Está sempre pronta para uma boa partida de jogos de tabuleiros


Diego Abadan


Diego Abadan

Bibliotecário formado pela UFSC. Muito tímido, não possui descrição personalizada


Maria Clara Assunção


Maria Clara Assunção

Nasceu em Lisboa. Mestre em Ciências Documentais pela Universidade de Évora, integra o quadro da Biblioteca Nacional de Portugal, na Área de Música. Tem desenvolvido a sua investigação no âmbito da biblioteconomia e arquivologia musical, com particular incidência nos aspectos normativos. É editora do blogue sobre documentação musical Paper Music e autora do blogue A biblioteca de Jacinto. Ainda vai arranjando tempo para estudar na Academia de Amadores de Música e para cantar no Grupo Vocal Arsis. Adquiriu o hobbie de cozinhar quando estava a escrever a dissertação e nunca mais o perdeu. Até hoje ninguém se queixou...





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Melhores posts de 2008
Moreno Barros | 04.1.2009


Um bom post é aquele que contribui para a construção, manutenção, engajamento e autoridade da comunidade à qual o blog se volta.

Sem nenhuma dúvida, o melhor post do ano no BSF para mim foi o “Avaliação dos professores da UFRGS”, pois como se viu, o post serviu de ponto inicial para levantar a discussão, e fazer com que o problema fosse de alguma maneira sanado.

Outros posts tiveram repercussão positiva, mas não com o nível de interação e “paixão” que o “Avaliação…”. De qualquer forma, merecem ser resgatados.

Eu poderia fazer uma seleção dos melhores posts do BSF em 2008 com base em muitos critérios, mas decidi filtrar os posts que tiveram mais a ver com coisas interessantes que acontecerem comigo ao longo do ano.

Eu e o Tiago fizemos bastante coisa esse ano, que também entram nos anais do BSF (se é que vocês me entendem): redesign do blog, direcionamento do perfil editorial, frequência de publicação, RABCI, Caravana ExtraLibris, amigo oculto BSF, encontros presenciais, bibliocast, mudanças de posto de trabalho, mudança de cidade, mini-curso em conjunto, viagens, palestras, blogs, ferramentas, graduação, pós-graduação, concurso e muitas outras coisas.

Segue a minha lista dos melhores posts de 2008:
*posts escritos por mim, quem sabe o Tiago não possa fazer a compilação dele também

# Avaliação dos professores da UFRGS

# O WikiBrasil e seus temas na visão de um bibliotecário

# Bibliocast com Fabiano Caruso

# WordPress para bibliotecários

# Bibliocast recomendação de livros de ciência

# Jimmy Wales no Brasil

# Paul Otlet inventor da Internet

# Tecnologias aplicadas à biblioteconomia | Caravana ExtraLibris

# Bibliocast 001

# The Commons on Flickr

# Todos os livros do mundo, menos um

# Plágio em blogs

# El Ateneo, eu fui

# Estereótipo dos bibliotecários

# Audiobooks em português

# Perfil dos blog em Ciência da Informação

# Desclassificação, desorganização, descategorização | O Moreno fala demais

# Real Gabinete Português de Leitura

# ExtraLibris 2.0

# ExtraLibris Classificados

Uma curiosidade…
Tiago Murakami | 04.1.2009


Acreditam que o http://biblio.crube.net, antigo endereço deste blog que ainda está ativo recebe mais visitas que o novo http://bsf.org.br?

Foram 6.863 visitas no biblio.crube.net e 5.107 no novo bsf.org.br.

Isso porque mudamos em agosto de 2007 para o novo endereço. Achei interessante esse número, mas tem um que também diz algo interessante: o tempo médio gasto no anterior é 42 s contra 2 m no novo.

Critérios para a preservação digital da informação científica
Tiago Murakami | 03.1.2009


Márdero-Arellano, Miguel-Ángel (2008) Critérios para a preservação digital da informação científica. PhD thesis thesis, Universidade de Brasília (Brazil).

“O presente trabalho tentou responder ao desafio de identificar um conjunto de critérios de preservação digital essenciais para os sistemas de informação científica nas unidades de pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil. Para a elaboração da proposta de critérios, formularam-se quatro objetivos específicos: a) caracterizar o estado atual das práticas de preservação digital; b) identificar na literatura científica os critérios usados na construção dos sistemas de preservação digital em funcionamento; c) identificar as necessidades de preservação digital do grupo de instituições selecionadas para o estudo, e d) identificar os conceitos e aplicações usados que podem interferir ou não na implementação de procedimentos padronizados de preservação digital da informação científica. Constatou-se, por meio da revisão da literatura, a inexistência de avaliações dos fundamentos teóricos dos critérios e requisitos de preservação digital adotados em projetos internacionais, e que são poucos os estudos que calculam os benefícios observados em sua aplicação. Tanto a arquivologia quanto a ciência da informação têm na preservação digital um objeto de estudo que engloba todas as tarefas envolvidas no fluxo informacional, mas são áreas que estão começando a propor padrões, normas, políticas e procedimentos para o arquivamento digital. Um critério que se destaca no desenvolvimento das práticas de preservação digital citadas na literatura é o da confiabilidade, determinante na formação do conjunto de critérios aqui propostos. A metodologia adotada baseou-se no uso das técnicas de questionário, entrevista, observação e análise etnográfica de conteúdo, sob a perspectiva de David Altheide. Para poder conhecer as abordagens teóricas e metodológicas que têm sido publicadas, realizou-se um estudo bibliométrico descritivo, coletando dados de referências bibliográficas sobre o tema da preservação digital do período de 1996 até 2007. A análise dessa produção científica utilizou o Statistical Package for the Social Sciences-SPSS. A análise dos dados qualitativos coletados na pesquisa de campo mostrou que a maioria dos responsáveis pelos centros de informação e bibliotecas do Ministério da Ciência e Tecnologia percebe a preservação digital como os procedimentos relacionados com a capacidade de armazenamento, migração e disseminação de conteúdos que, em sua maioria, são administrados de forma centralizada. Apenas os representantes de uma instituição reconheceram a importância das políticas institucionais na definição das funções de inserção e gerenciamento dos conteúdos arquivados na sua biblioteca digital. Os critérios de preservação digital propostos estão relacionados aos aspectos institucionais (Confiabilidade, Responsabilidade Política e Sustentabilidade Econômica) e aos aspectos gerenciais (Inclusão em repositórios digitais, Transparência e Acessibilidade de longo prazo). Estes critérios são considerados elementos determinantes das propriedades relativas aos sistemas de gerenciamento de informação científica. Entre as sugestões para estudos futuros, recomenda-se o desenvolvimento de pesquisas sobre a aprendizagem e aplicação de normas e padrões pelos integrantes das equipes que gerenciam os sistemas de informação científica do governo, a inclusão de uma discussão detalhada sobre metadados de preservação para informação científica e sobre o gerenciamento de longo prazo dos direitos autorais no ambiente digital.”

Lucio Abbondati no Descolagem - Os jogos e o indivíduo saudável
Tiago Murakami | 01.1.2009


Biblioteca em 3D
Tiago Murakami | 01.1.2009


Um leão na Biblioteca
Tiago Murakami | 01.1.2009


1ª Parte

2ª Parte

Fechar os olhos e viver em um passado de lendárias glórias
Tiago Murakami | 01.1.2009


A produção de artefatos convencionais de informação cresce em volume, continuamente formando os estoques, os quais representam quantidades estáticas armazenadas com grande custo fixo de produção e manutenção: acervos de livros acabados, figuras, periódicos e sua atualização, etc. Esta condição da informação convencional e provinciana na capacidade de produção ocasiona implicações técnicas econômicas e políticas.

O aumento constante e cumulativo no volume dos estoques desta informação armazenada afetará diretamente a produtividade e o custo dos produtos convencionais devido à sua relação desigual com a demanda por recuperação de itens de informação necessários para distribuição

A situação ilustra a condição técnica em que se configuram os custos nas unidades de informação. O crescimento constante no volume dos estoques de informação irá afetar a capacidade de produção dos artefatos de informação. Este crescimento dos elementos que determinam o custo de produção implicará em um rendimento decrescente na escala de produção, isto é, as unidades de informação produzem mais que o necessário, pois esta ineficiência é necessária para atender aos requisitos de qualidade esperados pelos usuários do sistema de armazenamento e recuperação tradicional. Mas isso acontece com enormes custos crescentes na economia tradicional de produção de informação. Principalmente dos custos fixos associados a capacidade fisica de produção.

Na nova economia da produção da informação digital acabam estes custos fixos relacionados com a necessidade de se produzir dentro de uma capacidade de produção estabelecida por padrões de uma “planta” física de produção. Assim, em condições digitais na rede, tanto faz produzir: dez unidades do produto de informação como mil unidades do mesmo produto, pois o custo de produção será praticamente o mesmo, já que a produção está livre da incidência dos custos fixos,da capacidade de produção, da armazenagem física e distribuição do produto.

Esta nova economia de produção de informação que influenciará intensamente na mudança da tecnologia básica do processo de transformação dos artefatos de informação que, no curto prazo deixarão de ser convencionais para serem quase totalmente digitais.

Isso acontecerá por uma razão econômica, técnica e racional de rendimentos decrescentes; uma decisão do coerente do administrador que de outra forma estaria agindo irracionalmente. Uma decisão que nada tem a ver com a emotividade de se querer acabar ou manter documentos impressos em papel.

Tratar, somente, de organizar e controlar a informação em acervos estáticos de informação, que não geram conhecimento, é uma condição de almoxarifagem de objetos de informação; para isso é uma aprendizagem de curto prazo e em nível não acadêmico. É uma pratica nobre como qualquer ocupação paralela do sistema de produção do conhecimento, mas é marginal a ele.

Contudo, , ainda, não chegou , nos tradicionais cursos de biblioteconomia, os acontecimentos da nova economia de geração de documentos e dos formatos digitais, o novo regime de informação para onde estão indo os usuários.

Oitenta por cento dos currículos de graduação estão dedicados a disciplinas de organização e controle e guarda de insumos de informação como: Métodos e Técnicas de Pesquisa Bibliográfica, Informação Aplicada à Biblioteconomia, Produção dos Registros do Conhecimento, Formação e Desenvolvimento de Coleções, Controle Bibliográfico dos Registros do Conhecimento, etc.. O gerenciamento acadêmico destes cursos não está em foco com sua contemporaneidade.

São desprezíveis, nestes cursos, os créditos exigidos para o estudo da comunicação da informação adequada ao usuário. Quase nada é atribuído ao aprendizado das tecnologias Intensas de informação e sua transferência, quando os documentos estão em formato digital.

O bibliotecário, como diversas outros profissionais, foi atingido pela intensa revolução das novas técnicas de informação e deveria saber que é hora de atravessar de um para outro lado sem desprezar, nesta passagem, seu conhecimento adquirido, mas adaptá-lo a um novo contexto. Ele precisa ir para onde estão indo os seus usuários. Pouco adianta fechar os olhos e viver em um passado de lendárias glórias, mas de um saber suplantado. Infelizmente, há que notar que, o penúltimo trem já partiu e poucos partiram nele.

Aldo de A Barreto

Esse texto tem tudo a ver com o post anterior.. é um texto que o Aldo enviou para a bib_virtual em 11/09/2008.

Por uma definição de biblioteca
Tiago Murakami | 30.12.2008


Há um tempo atrás, li um artigo da Harvard Business Review antigo (já tem 40 anos) chamado Miopia em Marketing, de Theodore Levitt. Ele começa assim:

“Todo setor de atividade importante já foi em alguma ocasião um “setor de rápida expansão”. Alguns setores que agora atravessam uma onda de entusiasmo expansionista estão, contudo, sob a ameaça da decadência. Outros, tidos como setores de rápida expansão em fase de amadurecimento, na realidade pararam de crescer. Em todos os casos, a razão pela qual o desenvolvimento é ameaçado, retardado ou detido não é porque o mercado está saturado. É porque houve uma falha administrativa.”

E termina assim:

“Em resumo, a organização precisa aprender a considerar sua função, não a produção de bens ou serviços, mas a aquisição de clientes, a realização de coisas que levarão as pessoas a querer trabalhar com ela.”

É claro que o artigo é muito mais do que isso e deve ser lido atentamente. Mas acredito que a biblioteconomia se encaixa muito bem nisso, pela sua visão de biblioteca, inclusive em relação às bibliotecas digitais.

Na grande wikipédia, lugar onde um leigo procuraria a definição, Biblioteca é descrita da seguinte maneira:

“Biblioteca (do grego βιβλιοϑήκη, composto de βιβλίον, “livro”, e ϑήκη “depósito”), na definição tradicional do termo, é um espaço físico em que se guardam livros. De maneira mais abrangente, biblioteca é todo espaço (concreto, virtual ou híbrido) destinado a uma coleção de informações de quaisquer tipos, sejam escritas em folhas de papel (monografias, enciclopédias, dicionários, manuais, etc) ou ainda digitalizadas e armazenadas em outros tipos de materiais, tais como CD, fitas, VHS, DVD e bancos de dados. Revistas e jornais também são colecionados e armazenados especialmente em uma hemeroteca.”

O termo está ligado a uma coleção. Sempre. Por isso, se encaixa na miopia do texto do Levitt pois insistimos no produto. Eu particularmente acredito em uma definição que insista na questão da transformação social da biblioteca. Seria algo como a Biblioteca é um ambiente de transformação social, pois provê serviços que possibilitam a transformação do indivíduo. Essa transformação é individual e se informação é um recurso que possibilita a redução de incertezas, é possível afirmar que será portanto uma transformação benéfica à sociedade. É preciso deixar claro que essa função não é exclusiva da biblioteca e ainda, toda biblioteca é uma instituição financiada com uma finalidade e isso deve ser considerado.

Uma definição, que é mais do objetivo do que da instituição em si, possibilitaria mudanças drásticas nas bibliotecas. O que vocês pensam sobre isso?

Adicionando um artigo fundamental à lista do Jackson
Tiago Murakami | 29.12.2008


O Jackson Medeiros publicou a sua lista de artigos fundamentais de Ciência da informação. Lista que está muito boa! Eu só discordo um pouco sobre a teoria dos conceitos, não que acho que não seja mais válida, mas acho que se a levarmos como regra, inviabilizamos algumas coisas novas.

E adicionaria um artigo que considero o melhor dos últimos anos:

Da Ordem do Livro à Ordem da Internet
do Nilton Bahlis dos Santos. Um artigo muito bem escrito que explica de onde viemos e nos mostra um pouco para onde vamos e o que se pode aproveitar do nosso legado.

Positivo Mobo White usado como um e-book
Tiago Murakami | 28.12.2008


Os netbooks tem o tamanho e quase o mesmo peso de um livro. Agora consegui adaptar o meu Mobo em algo parecido com um e-book usando um programinha gratuito que gira a tela: iRotate.

Positivo mobo white

Positivo Mobo White

Como os e-books ainda não apareceram por aqui, dá para quebrar um galho com os netbooks.

Conheça melhor o Positivo Mobo White

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