Archive for May, 2007

31
May

Mesa da Microsoft: erro de visão

“Microsoft aposta alto em computadores no formato de mesa”

Mesa Microsoft

A meu ver, essa é deve ser um dos maiores erros de visão da Microsoft de todos os tempos. A começar pelo preço: U$ 10.000,00.

Mas o pior não está ai, é que ao invés de virtualização e portabilidade (no sentido físico e não virtual), a Microsoft insiste em potência e poder. Ninguém vai pagar esse preço por um album de fotos legal… ou um apresentador de powerpoint de grande… com o fato ainda de ser nada ergonômica, uma vez que tem que ficar olhando para baixo por muito tempo…

Acho que as incursões da Microsoft por hardware continuam sendo um desastre. Mas ainda por cima, temos que admitir que a realidade em parte é feita por ela e por isso é necessário se acostumar.

Enquanto isso, há coisas interessantes aparecendo.

27
May

Web 2.0 na Ciência da Informação

Bastante cuidado quando ouvirem qualquer coisa sobre Web 2.0 nos dias de hoje, principalmente porque quem estás a defender Web 2.0 como uma r/evolução na Web hoje, está pelo menos 2 anos atrasado na cronologia dos fatos.

Se uma série de propostas e conceitos está baseada em ambientes colaborativos e a emergência de uma estrutura surgente - bottom up - enquanto que na realidade estão promovendo estas propostas e conceitos sem executá-los de fato, então é bem possível que não compreenderam direito do que se trata Web 2.0.

Um erro comum é tentar a inclusão forçada de um grupo de pessoas em uma esfera colaborativa - intranet 2.0, ciência 2.0, biblioteconomia 2.0, etc, ou por exemplo, em ferramentas educacionais como Elgg, Moodle - imaginando que todas as pessoas criarão seus blogs, professores irão inserir seus insights e todos compartilharão informação, produzindo conhecimento, fazendo a comunidade prosperar. Não, não funciona desta maneira.

O meu entendimento indica que [velha] Web 2.0 não diz respeito às tecnologias colaborativas em si (Orkut, Elgg, Youtube) e sim o que estas tecnologias trazem de benefício para a comunidade a qual se volta. Mas o ponto principal é compreender que a comunidade precisa construir sua necessidade colaborativa. Senão os softwares sociais serão encarados como meros softwares e não como “promotores de uma possibilidade” coletiva.

Existe uma grande barreira cultural e até de aptidão tecnica que tende a posicionar a dita Web 2.0 como mais um questionamento aos profissionais - ó céus, qual é o papel do profissional da informação frente à esta r/evolução? Calma, poucas coisas mudaram, estão mudando e vão mudar, porque todo este conceito é direcionado em grande parte para um elite da Web, já que poucas pessoas ainda são capazes de associar a utilização de softwares com uma estrutura que quebra noções de autoridade.

—–

Esta semana será realizado um evento em Portugal com a temática Web 2.0 relacionada à Ciência da Informação, iniciativa do colega blogueiro Júlio Anjos. Como sempre digo, todas as iniciativas merecem ser parabenizadas.

Eu soube através de “fofoca”, que o nosso editor Fernando, que anda sumido do blog, havia criticado uma postura, eu diria, incoerente com a proposta do evento e decidiu não participar do mesmo. Prefiro não falar nada sobre, talvez nem caiba, a não ser que o próprio Fernando esteja disposto a falar. Mas entendo perfeitamente sua posição e em grande parte, o defendo.

O evento vai contar com a participação do onipresente Fabiano Caruso.

Visitem o site, a programação está disponível.

23
May

Paperlandia

Recebi o seguinte e-mail do Diego Ferreira, mesmo criador do Tematres, pela BibVirtual e preciso divulgar:

Holass, les escribo para dar a conocer Paperlandia, es un experimento orientado a resolver servicios documentales en base a esquemas de portabilidad.

Paperlandia trata de articular dos niveles de portabilidad: portabilidad de
estructuras de datos y portabilidad terminológica.

Para la portabilidad de estructuras de datos se utiliza el marco técnico provisto por la Iniciativa OAI-PMH, en particular, la aplicación de cosechado de metadatos PKP Open Archives Harvester.

Para la portabilidad terminológica se utiliza una versión beta de TemaTres que dispone de un módulo de armonización de vocabularios.

Actualmente Paperlandia procesa los datos provenientes de:
* Digital Library of Information Science and Technology (DLIST)
* E-prints in Librarianship, Information Science
* Temaria
Para el procesamiento de los mencionados repositorios se han realizado las equivalencias terminológicas necesarias.

URL: http://www.r020.com.ar/paperlandia/index.php

Espero les gusté y me gustaría conocer sus opiniones:-)

saludos

O sistema é simplesmente genial…

22
May

Visão de Andrew Finegam sobre a Biblioteca em 2010

Engraçado… pena que tá um pouquinho complicado de entender…

Via: Librariesinteract.info

22
May

História dos blogs no Brasil

Algumas semanas atrás os editores do BSF receberam um convite do pessoal do blog alemão Infobib para participar de uma série de posts com diversos blogueiros bibliotecários ao redor do mundo, relatando as perspectivas blogueiro-bibliotecárias em cada país. Eu me dispus a escrever o artigo e enviar para eles. A iniciativa é excelente, os caras estão de parabéns por querer conhecer novas realidades profissionais e uso dos blogs por parte dos bibliotecários. O meu artigo está disponíveis em inglês, dentro da seção que se chama LibWorld. Já tem lá relatos do Irã, Noruega, Hungria, Espanha e outros.

Após algumas trocas de email, Nadine me pediu que eu fizesse um apanhado histórico dos blogs relacionados à biblioteconomia no Brasil e apresentar alguns bons blogs dentro desta esfera. Eu tive que explicar que, por razões diversas, os blogs relacionados à biblioteconomia no Brasil nem sempre representam bibliotecas como uma ferramenta institucional per se, e poucos são criados como representação de uma camada liberal profissional, o que é comum em outros países e talvez pareça estranho para eles (não conheço bibliotecários de instituições públicas, além dos presentes na minha lista de menções, preocupados em expor e compartilhar suas atividades rotineiras através de blog, por exemplo).

Os poucos blogs bibliotecários que eu consegui catalogar até hoje são de profissionais da área de informação que executam atividades relacionadas à tecnologias de alguma forma, ou de estudantes de biblioteconomia que começam a escrever blogs como um desvio forçado do padrão acadêmico de comunicação científica, onde em grande parte, somente pessoas possuidoras de títulos acadêmicos e patentes são capazes de publicar em periódicos qualis da área.

Eu escrevi em inglês, e acredito haver alguns erros já que eu nem sempre entrei em acordo com o corpo editorial de lá. Então posso traduzir para o português se quiserem e ir publicando aqui. Mas visitem o blog, e leiam os outros textos, deixem comentários. Essa é uma das melhores iniciativas da biblioblogosfera em anos e merece ser valorizada.

Brazil ranks first in concentration of servers and using internet in Latin America1.
Concerning quality and quantity the scientific offer is barely short of the European. Not only the National Library offers some online services on her homepage. For instance you can save queries (Minha estante, my shelf) and compile your own profile (Cadastro, personal entry) including an alerting service. Also unofficial contributions are interesting, for a thing the virtual library Bibvirt created by Brazilian students. It records a significant number of Brazilian and Portuguese literary works, some of them in full-text version.

Today our guest author Moreno Albuquerque de Barros will define the role of the Brazilian biblioblogosphere. He is a Brazilian librarian and editor of ExtraLibris and BSF blog and has already written a few articles on the blogging subject.

Infobib e LibWorld

22
May

Modelização

Eu ando lendo muito atualmente sobre a contrução de modelos para a automatização dos processos de criação da informação e conseqüentemente a organização automatizada dos recursos de informação.

Eu estou com uma dúvida tremenda em relação a validade disso, pois se de um lado seria uma das únicas possibilidades de se organizar a informação não bibliográfica adicionando quantativamente grande quantidade de informação aos sistemas de informação que não seriam recuperáveis, há em contraposição a isso a limitação da expressão e conseqüentemente da liberdade de expressão da informação, uma vez que ela deveria obedecer a regras na sua criação.

O livro é um caso interessante, uma vez que o seu suporte obriga a expressão linear do conteúdo, limitando outras formas de expressão.

19
May

Musicovery

Descobri no Globo, o Musicovery, que vai apresentando musicas de acordo com dados que as pessoas vao colocando. Esse e um exemplo de como um catalogo pode ser legal.

Musicovery

19
May

Materia sobre Biblioteconomia

Interessante…

18
May

Pilha de livros

pilha de livros

comunidade do flickr: pilha de livros, muitos a serem lidos

18
May

Balão fecha biblioteca do CCSP

Um balão foi responsável por danificar documentos raros sobre a vida cultural da cidade e interditar as bibliotecas e uma área de exposição do Centro Cultural São Paulo (CCSP), na rua Vergueiro (centro), por tempo indeterminado.

O artefato incendiou o telhado do edifício, na madrugada de ontem, e a água usada no combate ao fogo molhou parte do material guardado em área restrita aos funcionários.

De acordo com o diretor do CCSP, Martin Grossmann, um total de 2.000 documentos foram molhados - entre fotos, convites de exposições, cartas e fitas cassetes. O material é originário do antigo Idart (Departamento de Informação e Documentação Artística).

Também foram atingidos outros 400 objetos -como livros, discos e partituras- que estavam armazenados no piso técnico. Ainda não há avaliação do que foi destruído -acredita-se que a maioria do material poderá ser recuperada. As obras em papel cuchê, como livros de arte, serão as mais difíceis de restaurar. Segundo funcionários do local, elas têm uma película que, quando molha, cola.

Segundo o secretário municipal da Cultura, Carlos Augusto Machado Calil, será feita uma cobertura provisória no local para evitar mais estragos caso chova. O custo estimado é de R$ 50 mil e deve ser concluída em 48 horas.

Em até seis meses, entretanto, deverá ser feita a obra definitiva -que, segundo ele, custará “muito mais”.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) classificou o incêndio como “crime”. “Tivemos dois estragos. A do incêndio e a do combate ao incêndio. A água, ironicamente, causou danos piores”, disse ele, ressaltando que o trabalho dos bombeiros foi exemplar. Em dez minutos, disse Kassab, eles chegaram ao CCSP e, em 45 minutos, conseguiram conter o fogo. A água, então, desceu pelos andares do prédio, até chegar ao último, onde fica a reserva técnica.

Na área da reserva técnica, gibis foram colocados em varais para secar -com a ajuda de ventiladores.

via