Bastante cuidado quando ouvirem qualquer coisa sobre Web 2.0 nos dias de hoje, principalmente porque quem estás a defender Web 2.0 como uma r/evolução na Web hoje, está pelo menos 2 anos atrasado na cronologia dos fatos.
Se uma série de propostas e conceitos está baseada em ambientes colaborativos e a emergência de uma estrutura surgente - bottom up - enquanto que na realidade estão promovendo estas propostas e conceitos sem executá-los de fato, então é bem possível que não compreenderam direito do que se trata Web 2.0.
Um erro comum é tentar a inclusão forçada de um grupo de pessoas em uma esfera colaborativa - intranet 2.0, ciência 2.0, biblioteconomia 2.0, etc, ou por exemplo, em ferramentas educacionais como Elgg, Moodle - imaginando que todas as pessoas criarão seus blogs, professores irão inserir seus insights e todos compartilharão informação, produzindo conhecimento, fazendo a comunidade prosperar. Não, não funciona desta maneira.
O meu entendimento indica que [velha] Web 2.0 não diz respeito às tecnologias colaborativas em si (Orkut, Elgg, Youtube) e sim o que estas tecnologias trazem de benefício para a comunidade a qual se volta. Mas o ponto principal é compreender que a comunidade precisa construir sua necessidade colaborativa. Senão os softwares sociais serão encarados como meros softwares e não como “promotores de uma possibilidade” coletiva.
Existe uma grande barreira cultural e até de aptidão tecnica que tende a posicionar a dita Web 2.0 como mais um questionamento aos profissionais - ó céus, qual é o papel do profissional da informação frente à esta r/evolução? Calma, poucas coisas mudaram, estão mudando e vão mudar, porque todo este conceito é direcionado em grande parte para um elite da Web, já que poucas pessoas ainda são capazes de associar a utilização de softwares com uma estrutura que quebra noções de autoridade.
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Esta semana será realizado um evento em Portugal com a temática Web 2.0 relacionada à Ciência da Informação, iniciativa do colega blogueiro Júlio Anjos. Como sempre digo, todas as iniciativas merecem ser parabenizadas.
Eu soube através de “fofoca”, que o nosso editor Fernando, que anda sumido do blog, havia criticado uma postura, eu diria, incoerente com a proposta do evento e decidiu não participar do mesmo. Prefiro não falar nada sobre, talvez nem caiba, a não ser que o próprio Fernando esteja disposto a falar. Mas entendo perfeitamente sua posição e em grande parte, o defendo.
O evento vai contar com a participação do onipresente Fabiano Caruso.
Visitem o site, a programação está disponível.




Concordo com vc Moreno, sempre é preciso tomar muito cuidado com as importações de conceitos para a nossa área. Existe um ótimo artigo da Maria Cristiane Barbosa Galvão de 1998 em que ela estuda como são usados os conceitos externos na nossa área (disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-19651998000100006 ). Mas acredito que deve-se ver muito além dos conceitos… devemos estudar os principios por trás desses conceitos. O ambiente colaborativo vem desde sempre, com a diferença que essas ferramentas facilitam a situação. Pode ser útil para a nossa área, mas devemos estar atentos com o que vc disse, a ferramenta não constroe o contexto.
Ah, lembrei que li no Deakialli uma regra dos 2/18/80 ou algo parecido.. 2 % da pessoas criam conteúdos novos, 18% comentam ou divulgam e 80% leem… não lembro se é exatamente isso…