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Nasceu em Lisboa. Mestre em Ciências Documentais pela Universidade de Évora, integra o quadro da Biblioteca Nacional de Portugal, na Área de Música. Tem desenvolvido a sua investigação no âmbito da biblioteconomia e arquivologia musical, com particular incidência nos aspectos normativos. É editora do blogue sobre documentação musical Paper Music e autora do blogue A biblioteca de Jacinto. Ainda vai arranjando tempo para estudar na Academia de Amadores de Música e para cantar no Grupo Vocal Arsis. Adquiriu o hobbie de cozinhar quando estava a escrever a dissertação e nunca mais o perdeu. Até hoje ninguém se queixou...





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The Commons on Flickr - Bens comuns - sucesso
Moreno Barros | 11.9.2008


flickr commons

Bondi Bay, Sydney, Australia. Tirada em 1900 e alguma coisinha. Parte da coleção Tyrrell do Museu Powerhouse

Uma coisa que eu deixei de explicar a última vez que eu falei sobre descategorização, descentralização, modelo de biblioteconomia centrada no usuário, e usei o Flickr Commons como exemplo, é que o grande diferencial do projeto é que as bibliotecas e instituições associadas disponibilizam imagens sob a condição “nenhuma restrição autoral conhecida“. Ou seja, a LOC e qualquer outra biblioteca pode ter a sua conta padrão no Flickr, mas o projeto Commons só agrega as imagens que estão sob essa licença específica.

Se você trabalha em alguma biblioteca ou instituição cultural que possui algum tipo de coleção ou acervo fotográfico de autoria desconhecida, que se enquadraria dentro do “nenhuma restrição autoral conhecida”, você pode entrar em contato com o Flickr e ter a sua conta oficial liberada. No Brasil ainda não existe instituições vinculadas. Seria uma grande oportunidade.

Seb Chan, do Powerhouse Museum em Sydney, escreveu um longo post explicando todo o processo e resultados de ter incluído uma coleção chamada Tyrrell Photographic no Flickr Commons.

A Jessamyn seleçou alguns pontos de destaque do post, que eu traduzi aqui, já que seria necessário muitos posts ou uma aula inteira para explicar todo o ferramental (tags, geocode, anotações, compartilhamento, contextualização, comparação), a beleza e benefícios do Commons. Aliás, tem uma página no flickr em português explicando brevemente a possibilidade de tagear as fotos e o projeto Commons.

Trechos do post do Seb Chan:

Nas primeiras 4 semanas de Commons tínhamos mais visualizações das fotos no Flickr do que essas mesmas fotos no nosso próprio site, contando o ano passado inteiro. Não foi porque nós fizemos alguma coisa que deixasse as fotos no nosso site difíceis de serem encontradas - elas estavam todas indexadas em nosso próprio site pelo Google, todas estavam disponíveis no repositório nacional de imagens Picture Australia, e elas também existiam no nosso catálogo de acesso público. Ainda assim, nada disso foi páreo para o Flickr.

Apesar de algumas das informações que nós estamos descobrindo sobre as fotos pudessem ter sido descobertas pelo próprio museu, o fato de o público ser capaz de fazer isso pela gente, e geralmente em poucas horas depois de as fotos entrarem no ar, é algo notável.

Isso tem bastante relação com a idéia de conceder poder e reconhecer a importância do conhecimento “amador”, o que em um ambiente em rede pode normalmente ser maior, e algumas vezes superar, o conhecimento “profissional” isolado.

As tags são fáceis de gerenciar e estamos lidando com elas exatamente como os metadados gerados por nossa outra comunidade. Agora passamos da marca dos 3 meses e estamos incluindo todas as tags [geradas pelos usuários no Flickr] em nossa própria bases de dados online, onde irão brevemente aparacer juntamente com os tags que já estavam no site do museu [geradas pela equipe de documentação].

Update: pode não ser o caso, mas um exemplo simples de como o Commons funciona em auxílio aos bibliotecários (além da simples publicação das imagens obviamente) está na foto acima: provavelmente algum visitante (usuário) foi capaz de identificar o local, a data e algumas das pessoas na praia. Se estas informações ainda não tiverem sido desvendadas pela equipe de documentação, os bibliotecários podem verificar a autencididade e então agregá-las definitivamente ao documento. E isso é possível graças a capacidade de comentar e conferir tags à qualquer foto que faça parte do Commons.

Se você é bibliotecário que se preze e tá por fora do Commons, tá dando mole.

Duas coisas mais incríveis pra mim dentro do Commons é a monstruosa nuvem de tags da LOC, completamente fornecida pelos visitantes, com crescimento absurdo em pouco meses de existência, e a história de uma pessoa que descobriu que um cara que aparecia em uma das fotos era seu tio (perdi esse link, vou tentar achar).

toulouse

Segue a lista das instituições que fazem parte do Flickr Commons:

Library of Congress
Powerhouse Museum
Brooklyn Museum
Smithsonian Institution
Bibliotheque de Toulouse
George Eastman House
Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian (Portugal)
National Media Museum

Autor: Moreno Barros | Categoria: Biblioteca 2.0 Inovacao Preservação Digital

1 comentário sobre “The Commons on Flickr - Bens comuns - sucesso”

  1. Bibliotecários Sem Fronteiras - Biblioteconomia Pop » » Melhores posts de 2008 disse:

    [...] # The Commons on Flickr [...]


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