Archive for the 'Critica da informacao' Category

20
Jun

Divagações sobre o catálogo

Tive uma discussão interessante com o Moreno sobre como melhorar os catálogos e acho que essa discussão merece ser registrada e ampliada em um grande brainstorm. Tudo começou com o anuncio da pré-conferência da OCLC / ISKO que tem como título: “Everything Need Not Be Miscellaneous: Controlled Vocabularies and Classification in a Web World” , que vai ocorrer em Agosto. Esse título é uma forma de marcar uma posição contra o livro do David Weinberger: Everything is miscellaneous, (Confiram a apresentação do Moreno baseada no livro em http://extralibris.org/ci/2008/a-nova-desordem-digital-2/ )

O livro do Weinberger parte da argumentação que no ambiente digital a restrição imposta na organização pela limitação física deixa de ter importância e com isso, pode se acrescentar outros tipos de organização ao catálogo, não dependendo somente da criada pelo bibliotecário. Há a possibilidade de permitir ao usuário uma maior interação, inclusive uma organização personalizada do catálogo. Além da possibilidade de contribuição e interação por meio de comentários e avaliações. E ainda, um rastreamento de afinidades, como na amazon ( http://www.amazon.com ), em que o sistema informa outros livros que outros usuários que pesquisaram esse também viram. Tudo isso é possível de ser feito com um custo mínimo.

O Moreno citou o catálogo biblioteca Ann Arbor: http://www.aadl.org/catalog

É um catálogo modelo, que integra as seguintes funcionalidades:

• Navegação facetada (1) por
o Idade (Adolescente, Jovem e Adulto)
o Novos itens
o Itens populares
o Tipo de material
o Listas de Best Sellers e Prêmios.
• Blog sobre as novidades da Biblioteca (1)
• Navegação por Tags (2)
o Top 10 tags
o Tags recentes
o Tags aleatórias
o Nuvem de tags
o Últimas críticas
o Criticas aleatórias
o Tags inseridas no registro.
• Navegação personalizada por usuário.
• RSS dos livros adicionados no catálogo
• Recomendação de afinidades

(1) Criado por Bibliotecários
(2) Criado por Usuários

Tudo isso feito no Drupal ;-) integrado ao SGB deles (Não sei qual é)

Funçando no Drupal, eu descobri um projeto parecido: Fish4Info ( http://fish4info.org )

Apresenta a maioria das funcionalidades do catálogo da Ann Arbor, mas tem duas inovações de destaque:

• Apresentação de livros similares (um pouco diferente do sistema de recomendação, pois o calculo é automático, com base em tags similares)
• Não parece com um catálogo. ( para mim essa é uma das principais inovações. Os catálogos são frios e objetivos, sem preocupação com a comunicação visual. É o primeiro catálogo que conheço que traz essa preocupação de mudar )

E um diferença: É open source e está disponível para download em: http://fish4info.org/gofish

O Moreno indicou outros softwares interessantes para catálogos:

Wordpress Scriblio: http://about.scriblio.net/
E a implantação do Scriblio pela Extralibris: http://extralibris.org/biblioteca

E indicou outros bons exemplos de catálogos:

http://aqua.queenslibrary.org/
http://www.lib.ncsu.edu/catalog/

O aquabrowser é muito legal… vale a pena conhecer..

Viajando um pouco, acho que os catálogos podem ter mais funcionalidades ainda. Esse seria um exercício interessante de se fazer em grupo: imaginar todas as possibilidades que podem ser adicionadas a um catálogo. Num brainstorm listo as seguintes:

• Inclusão da obra em contextos.
o Imagino um modelo em que é possível explicitar certos conteúdos específicos que possam depois automaticamente ser adicionadas a uma estrutura de navegação. Ex. Uma obra teria como descritor o modernismo, e haveria uma linha do tempo de modernismo, em que seria possível conhecer todas as obras do acervo que fossem desse estilo. Isso poderia ser usado para autor, pais, e o que a imaginação permitir.
o Integração com Wikipédia. Adicionar dados biográficos dos autores, informações extras sobre as obras e outras informações disponíveis, para enriquecer o catálogo.

E vcs, imaginam outra funcionalidade para o catálogo??

19
Jun

Drupal in Libraries: ALA Library Technology Reports

Tenho desde 2001 uma relação com CMSs (Content Management Systems ou Sistemas de Gerenciamento de Conteúdo). Primeiro foi o Blogger, depois o Wordpress e ainda teve o Plone, passando por experiências com o Mambo, Joomla e muitos outros (isso é claro depois de camelar brincando com HTML na unha). Mas atualmente não consigo esconder o meu encantamento pelo Drupal.

O começo não foi fácil. Não gostei dele no começo, achei estranha a administração, mas ele tinha algo que me deixou intrigado como estudante de biblioteconomia: um esquema muito interessante de gerenciamento de vocabulários, que por sinal é muito parecido com gerenciamento de tesauros. Só fui começar a trabalhar com o Drupal mesmo por uma necessidade criada a partir do problema que tive com o OCS 1 para o RABCI. Eu precisava escolher um sistema para criar um repositório. As primeiras opções eram E-prints, Greenstone ou D-SPACE, mas são sistemas que exigem um controle muito grande do servidor e por isso foram descartados. Depois arrisquei usar gerenciadores de bibliografia open source como o WikiNDX ou Aigaion, ambos bons, mas muito limitados e com pouca atualização. O jeito era então recorrer a algum CMS que dependesse somente da estrutura LAMP ( Linux – Apache – MySQL - PHP ). Foi ai que descobri o módulo Bibliography (http://drupal.org/project/biblio ) para o Drupal e como cada dia ia descobrindo uma nova funcionalidade, escolhi o Drupal definitivamente para a grande maioria dos meus projetos.

Descobri também que existe uma comunidade de bibliotecários muito forte que utiliza o Drupal:

Group Libraries: http://groups.drupal.org/og/manage/1845

Drupal4Lib

Numa dessas comunidades, descobri a seguinte publicação:

Capa

O primeiro capitulo e mais informações estão disponíveis em: http://www.techsource.ala.org/ltr/drupal-in-libraries.html

Eu recebi um exemplar em para divulgação essa semana, o que me deixou muito feliz. O texto é ajuda a evitar exatamente o que me fez não gostar do Drupal a primeira vista. Ele começa explicando as coisas básicas e depois se aprofunda. É um guia completo para quem quer conhecer o potencial do Drupal. Como nem tudo são flores para nós brasileiros, a assinatura do Library Technology Reports custa U$ 370. É caro para uma pessoa só, mas é um ótimo investimento para uma instituição. São 8 exemplares de deixar com água na boca:

1 – Changing the Way We Work

2 – The preservation of Digital Materials

3 – Gaming and Libraries Update: Broadening the Intersections

4 – Drupal in libraries

5- On the move with the Mobile Web: Libraries and mobile Technologies

6 – WorldCat at the University of Washington

7 – Libraries on the MUVE (Multi-User Virtual Environments)

8 – Open-Source Integrated Library Systems

19
May

Decepção

Esses dias eu li o artigo “Modelagem e avaliação de um sistema modular para gerenciamento de informação na Web” publicado na Revista Ciência da Informação v. 36, nº 1.

Eu fiquei decepcionado, não com os autores do artigo, mas com a revista que aceitou um artigo desses para publicação. O artigo tem como título a modelagem e avaliação, mas somente descreve um tipo de CMS criado por eles. Não tem nada de inovador, o referencial teórico é fraco e ainda por cima as amostras são limitadas. Será que estão faltando bons artigos?

18
May

Bibliotecas do Futuro - Futuro das Bibliotecas

O JISC criou um site para discutir as Bibliotecas do Futuro.

11
May

FAC 51 - The Haçienda

Cena do filme: 24 Hour Party People - A festa nunca termina

O filme inteiro é imperdível, mas duas cenas dele são marcantes. A acima mostra como contruções criam cultura e moldam nosso modo de pensar. A cena abaixo é de um show do Sex Pistols, anterior a primeira cena, em que apenas 40 pessoas assistem e essas pessoas irão mudar a música influênciados por esse show…

É off-topic, mas acho que tem tudo a ver para entendermos um pouco como chegamos aonde estamos.

Ah, isso me lembrou um livro genial, que recomendo a leitura:

Nicolau

07
Apr

IMLS publica um estudo sobre o impacto da Internet em Bibliotecas e Museus

Enviado para a lista Bib_virtual por Miguel:

IMLS ha realizado un estudio sobre el impacto de Internet en museos y bibliotecas

El informe InterConnections: The IMLS National Study on the Use of Libraries, Museums and the Internet ofrece una vision general sobre como los usuarios realizan búsquedas y como interactúan con los museos y las bibliotecas.

Puede descargarse el informe en: http://interconnectionsreport.org

FONTE: Boletín Info-net

18
Mar

Bibliotecas jurídicas estão se tornando obsoletas?

Recebi uma dica da bibliotecária Solange sobre uma interessante discussão no Legal Blog Watch:

Are Law Libraries Becoming Obsolete?

Esse post é uma discussão sobre um artigo que indica que as bibliotecas jurídicas estão ficando menores com a prolifeção da informação eletrônica, mas ainda não desapareceram. Vale a pena dar uma lida no artigo.

Eu particularmente não acho que espaço físico ocupado seja sinônimo de importância. A tendência real é perder espaço físico (que custa muito caro para a empresa e isso acontece em todas as áreas e não só com a biblioteca), mas também perder usuários físicos. Porém, a biblioteca que quer sobreviver deve atuar como uma facilitadora do trabalho do operador de direito. Cuidar da parte burocrática da aquisição, tanto de acesso a bases de dados ou livros online, ou ainda livros para ficar na mesa deles e não sempre na biblioteca. E ainda, se especializar e se dedicar, de maneira a estar preparada para as demandas dos advogados, e não somente preparar uma base de dados e deixar eles pesquisarem. Se não servir para nada, a Biblioteca desaparecerá, se for fundamental e der retorno (nunca explícito), o gasto será considerado investimento.

09
Mar

Nabaztag

O robozinho de nome estranho conta histórias na cama para as pequenas e indefesas crianças.

Ele identifica os livros por uma etiqueta RFID e lê as histórias por WiFi. Só não sei se é bom pq ajuda as crianças a se interessarem por livros, ou se é ruim porque diminui o contato entre pais e filhos…

Via: Engadget

20
Feb

É mais do mesmo, mas diferente - mais sobre e-books

Iliad

iLiad ebook reader
Via Engaget

Toda vez que vejo algo novo envolvendo e-books, gosto de dar palpites. Esse modelo é MUITO caro (700 dólares - quase o dobro do Kindle, da Amazon) e por isso dificilmente será popular, mas olhem o que ele permite:

Sodoku, no e-book

Essa é a primeira tentativa de tentar criar um e-book que não seja uma cópia mal feita de um livro em papel. Se baratear, tocar música, pode ser uma alternativa interessante ao companheiro de viagens curtas (popular busão) e aulas. Se gravasse as aulas aqui então, melhor ainda.

Mas sobre o modelo ai e a morte dificil do livro, a explicação não é afinidade, mas sempre será econômica: Quando a mídia livro em papel ficar muito mais cara do que o e-book, todo mundo estará lendo em e-books sem reclamar. Isso já acontece com a maioria das mídias, não vai ser muito dificil que migre, mas vai demorar por enquanto…

12
Feb

Real Madri incentiva a leitura

Dica do ótimo blog: Documentamania!

Van Nilsteroy incentivando a leitura

Uma boa iniciativa…