José Mindlin e a maior bibliofraude de todos os tempos

Moreno Barros 28.2.2010 5 comentários

O imortal José Mindlin morreu hoje. Tenho certeza que ele teve uma vida feliz, não entre os livros, mas entre grandes autores.

Pensando nele lembrei de uma coisa que tinha lido uns meses atrás, vou traduzir aqui:

Jean Nepomucene Auguste Pichauld, Comte de Fortsas, era um homem com uma paixão singular. Ele coletava livros que possuiam uma única cópia conhecida. Sempre que ele descobria que um dos volumes da sua biblioteca tinha uma duplicata em qualquer lugar do mundo, ele imediatamente se desfazia dele. Então quando ele morreu em setembro de 1839 ele possuia apenas 52 livros, mas cada um deles era incontestavelmente único.

Seu herdeiro, que não compartilhava a paixão do pai pela coleta de livros, organizou um leilão para vender a biblioteca e assim um catálogo desta pequena coleção, mas altamente incomum, foi enviado para bibliófilos de toda a Europa. O leilão, os coletores foram informados, seria realizado nos escritórios da Maitre Mourlon, notário, 9 rue de l’Église, em Binche, Bélgica, no dia 10 de agosto de 1840.

Infelizmente para os colecionadores, nem Comte de Fortsas nem a coleção existiam.

O homem por trás da fraude foi um antiquário local chamado Renier Hubert Ghislain Chalon (1802-1889). O planejamento foi incrível. Ele tinha cuidadosamente pesquisado os interesses de todos os bibliófilos importantes na Europa, a fim de assegurar que eles iriam fazer a longa e infrutífera caminhada até Binche. E ele tinha feito tudo isso apenas como uma brincadeira.

A fraude não provou ser uma perda total para suas vítimas. O próprio catálogo que tinham recebido se tornou um item de colecionador muito cobiçado. Dentro de algumas décadas ele tinha mais do que quadruplicado de preço.

fortsas hoax

O bibliotecário e bibliófilo Jeremy Dibbell postou o conteúdo do referido catálogo no LibraryThing. Você também pode ver scans dele no Google Books.

via

The Librarian

Tiago Murakami 26.2.2010 comente

The Librarian from samjerK on Vimeo.

Via @andremalaquias

Eu não lembro se já foi postado aqui. Eu gosto da automação de um trabalho chato, mas por outro lado, perdemos a possibilidade de serendipidade. Então, acredito que serve para bibliotecas de pesquisa, mas não para bibliotecas de leitura.

BSF no Facebook

Moreno Barros 26.2.2010 4 comentários

Vez ou outra a gente recebe uns emails assim:

“Moreno, você acha que eu devo ir pro trabalho hoje de coque ou de cabelo solto? De óculos gatinha ou de lente?”

“Editores do BSF, trabalho em uma biblioteca escolar mas não sou bibliotecária. O CRB vai vir me pegar?”

“Qual é o melhor software para catalogar todos os 23 livros que eu tenho na minha estante?”

“Descubri uma máquina de busca super interessante, é lançamento, dá pra encontrar de tudo lá, é incrível. Vocês podem divulgar no blog? Se chama Yahoo!”

e por aí vai…

não dá pra responder todas as perguntas, nem publicar tudo que indicam e nem temos competência suficiente para servir de consultores em determinadas situações.

Mas certamente, a gente recebe muitos comentários interessantes, indicações e sugestões de notícias, links, novidades e outras coisas relevantes que passam desapercebidas no nosso refino pessoal.

Então eu decidi criar uma página no facebook (fan page) que permite que qualquer pessoa associada à página insira links e comentários lá na comunidade. Em princípio não vou instituir nenhum critério de aprovação, vai ser tudo automático. Basta usar o “What’s on your mind” e postar, pronto.

É uma comunidade focada no conteúdo do blog.

Isso talvez reduza a carga de emails que a gente recebe e vai permitir uma interação maior, não só entre os visitantes individuais e os editores do blog, mas a comunidade toda interessada na temática (eu ainda consegui pegar o vanity “biblioteconomia”).

Vai ficar mais fácil pra gente gerenciar esse tipo de troca (links, sugestões, etc) e até mesmo conceder crédito às pessoas que enviarem as dicas, sempre que aparecer alguma coisa que mereça ser publicada no próprio blog.

Funciona mais o menos como a fan page da Coca Cola, Grey’s Anatomy e do Brainstorm, vejam lá.

A página do BSF no Facebook é essa aqui: http://www.facebook.com/biblioteconomia

Felicidade na cama

Moreno Barros 23.2.2010 3 comentários

não precisar sair de baixo do edredon. bonitinho. mas sabe quando eu usarei no calor do Rio de Janeiro? jamais

happiness in bed

Apagação de livros – trote

Moreno Barros 23.2.2010 7 comentários

Pegaram os calouros/bichos e puseram pra limpar as anotações feitas nos livros da biblioteca da Faculdade de Psicologia da USP. Bem original o trote, que se chamou Apaga-Ação.

Se você não aprendeu ainda que não deve rabiscar livros de uso coletivo, poderia pelo menos tentar investir em graffiti. Mas se você compra livros com seu dinheiro e os rabisca, o problema é seu.

Eu nunca escrevi nem anotei nada nos livros por uma simples razão: quem escreve em livros geralmente está estabelecendo uma relação consigo mesmo, a maior parte das inscrições nada mais são do que lembretes para o futuro. Essas interferências condicionam a leitura. Se eu pegar um livro que contenha inscrições que eu mesmo tenha feito previamente, é muito provável que as anotações irão tendenciar a maneira como eu compreendo o texto. Anotações feitas tempos atrás podem não refletir mais o que a leitura pode me proporcionar tempos posteriores.

Isso sem falar da poluição visual que causa.

apagacao_trote_usp_2010_f_001

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via July

Por dentro da busca

Moreno Barros 21.2.2010 6 comentários

quem mais poderia estar por dentro das buscas do google? quem, quem? a velha e boa bibliotecária



Inside your search

O que os nativos digitais querem das bibliotecas

Moreno Barros 19.2.2010 5 comentários

via @trmurakami

o que fizeram pra Abbey decorar ou repetir o texto não importa. O que importa é que ela é cuti-cuti e resume em poucas palavras os principais argumentos acerca de uma biblioteconomia que enxerga algo além da gestão de registros impressos.

eu amo biblioteca, eu amo livros
mas eu sou um nativo digital
e eu quero uma biblioteca online que seja capaz de aprender sobre os meus interesses

que seja rápida e fácil

que permita a inclusão das minhas coisas
que permita compartilhamento
que seja acessível do meu iphone
ou meu kindle
ofereça mashups
tagging semântico
informação em tempo real
realidade aumentada
geospatial tagging
e touch screen

eu sei que vocês estão todos ocupados trabalhando nestas coisas (estão?)
mas eu sou uma nativa digital e quero isso agora
então corram ou perderão o (um) trem

Livro vassoura

Moreno Barros 11.2.2010 9 comentários

Diga aonde você vai, que eu vou varrendo

via

Biblioteca de São Paulo – Carandiru

Moreno Barros 07.2.2010 54 comentários

update: para quem procurou pela biblioteca no google e caiu aqui, a Biblioteca de São Paulo fica localizada na Av. Cruzeiro do Sul, 2630, no bairro Santana, ao lado da estação Carandiru do metrô. veja o mapa

Funciona de terça a sexta das 9 às 21 horas. Sábados, Domingos e Feriados das 9 às 19 horas.

O telefone da biblioteca é (11) 2089-0800

A biblioteca possui um site oficial, um blog oficial e um twitter oficial.

Toda a programação cultural você encontra no blog: http://www.bibliotecadesaopaulo.blogspot.com/

——-

Acabou de cair várias lágrimas de emoção vendo estas fotos. Nem preciso explicar.

Design. Ahhh, o design.

biblioteca são paulo carandiru

biblioteca são paulo carandiru

biblioteca são paulo carandiru

biblioteca de são paulo carandiru

biblioteca de são paulo carandiru

biblioteca de são paulo carandiru

biblioteca de são paulo

biblioteca de são paulo

biblioteca de são paulo

biblioteca de são paulo

biblioteca de são paulo

Estas e outras fotos estão no flickr do Mario Silva, que é o produtor cultural da biblioteca

Texto da Folha:

Novo espaço cultural da zona norte de SP começa adaptado para pessoas com deficiência e se aproxima do conceito das grandes livrarias para atrair leitores

No próximo dia 8, a capital paulista ganhará um novo espaço de cultura: a Biblioteca de São Paulo. Instalada no parque da Juventude, na área da antiga Casa de Detenção do Carandiru, a nova biblioteca pública se inspirou no conceito das grandes livrarias da cidade para conquistar seus leitores.

“A ideia é que ela pareça uma “megastore” pública”, explica o Secretário de Estado da Cultura de São Paulo, João Sayad. “Ela deve ter tudo aquilo que essas lojas oferecem, mas estará aberta para atender a todos.”

A biblioteca custou cerca de R$ 12,5 milhões (R$ 10 milhões do Estado e R$ 2,5 milhões do Ministério da Cultura). E, para atrair seus futuros usuários, não investiu apenas no acrevo de 30 mil livros.

Além de dispor de outras mídias, como CDs e DVDs, o projeto centrou esforços na decoração do prédio, na oferta de tecnologia e em uma estrutura completamente acessível e preparada para atender pessoas com deficiência.

Entre esses recursos, estão mesas reguláveis, que se adaptam a qualquer tamanho de cadeira de rodas, folheadores automáticos de páginas, para aqueles que perderam os movimentos das mãos, e também computadores adaptados.

Usuários cegos terão ainda mil títulos de “audiobooks” e um equipamento que, automaticamente, é capaz de transpor obras literárias convencionais para faixas de áudio ou placas em braile. “Isso deve aumentar muito a oferta de livros para cegos”, afirma Adriana Ferrari, gestora do projeto e assessora da Secretaria de Cultura.

Estratégia de sedução

A Biblioteca de São Paulo dedica grande parte de seus 4.200 m2 aos mais jovens. Todo o andar térreo está divido em alas para três faixas etárias: de zero a três anos, de quatro a 11 anos e de 12 a 17 anos. Ali, poltronas coloridas e pufes dividem espaço com estantes baixas -projetadas sob medida- nas quais livros, discos e filmes ficam misturados e expostos diretamente ao público.

Também estarão à disposição cem computadores, com livre acesso à internet, dezenas de jogos eletrônicos e um aparelho Kindle, o livro digital da Amazon. “É uma tentativa de atrair o não leitor”, afirma Sayad. “Se o hábito de ler voltar a ser moda algum dia, podemos fazer uma biblioteca escura, austera. Hoje, para conquistar o público de não leitores, ela precisa ser assim.”

O esforço para seduzir os frequentadores pautou a escolha do espaço -próximo ao metrô- e o projeto arquitetônico, que contemplou um café, uma varanda com espaço para shows e saraus e um auditório.

“Teremos uma programação de cursos e oficinas, voltada inclusive para temas que não estão ligados à literatura, como o grafite”, conta a diretora da biblioteca, Magda Montenegro.

Ela também promete um horário expandido de atendimento – até as 21h de segunda a sexta, e até as 17h, aos sábados, domingos e feriados. “Não dá para fechar na mesma hora da repartição pública. A intenção é que as pessoas venham para cá depois do trabalho”, afirma.

via

biblioteca são paulo carandiru

Biblioteca na praia – Bondi Beach

Moreno Barros 05.2.2010 8 comentários

bondi beach library

bondi beach ikea

ikea beach

ikea beach books

Como parte das comemorações de 30 anos da IKEA, a loja decidiu colocar 30 modelos da sua mais famosa estante de livros, chamada Billy, nas areias da praia de Bondi, em Sydney/Australia.

As estantes, que permaneceram lá apenas por um dia, ofereciam milhares de livros que os frequentadores da praia podiam pegar emprestado, trocar por outros livros ou simplesmente fazer uma doação que seria revertida para a Fundação Literária da Austrália.

via

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