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A primeira numeração impressa

tradução do original The First Printed Page Numbers

A imagem abaixo é a digitalização de uma folha impressa por Arnold Ther Hoernen, Colônia, 1470 (segundo impressor de Colônia depois de Ulrich Zel). O livro, Sermo em festo praesentationis beatissimae Mariae Virginis, é especial pois trata-se do primeiro livro (sobrevivente) a incluir paginação impressa (números de página*), visto abaixo impresso nas margens, na metade da página.

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Numeração impressa de páginas (algo que parece bastante necessário e óbvio hoje) só se tornou prática tipográfica comum a partir do final do século XVI. E antes do livro impresso, a paginação permaneceu rara até o fim da Idade Média**, e de uso indicial ou citacional limitado, já que os manuscritos eram muito raramente idênticos.

Hoje é difícil imaginar livros sem paginação. Os números de página tornam mais fácil mencionar, citar e cruzar referências – que por sua vez tornam o acesso, estudo e comparação de textos muito mais fácil.

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Talvez você tenha notado que os algarismos arábicos – 4, 5 e 7 – na imagem composta diferem daquelas que usamos hoje. Estas formas eram comuns em manuscritos medievais (o J é simplesmente o numeral romano 1.)

arabic-numerals-evolution Figura traçando a evolução parcial de algarismos arábicos. Fonte: The Development of Arabic Numerals in Europe Exhibited in Sixty-Four Tables.

Não foi até o século X que algarismos arábicos chegaram a Espanha, embora eles não tenham sido usados ​​até o século XIV. A partir do final do século XV, os números 4, 5, 7 começaram a assumir as formas que estamos familiarizados hoje.

Referências:
*Paginação é a numeração sequencial de páginas.

** The Palaeography of Gothic Manuscript Books, p. 33

Margaret M. Smith. “Printed foliation: forerunner to printed page-numbers?” — Gutenberg Jahrbuch 63 (1988), pp. 54–57

Introduction to Manuscript Studies — Clemens & Graham, pp. 92–94

Latin Palaeography: Antiquity and the Middle Ages — Bernhard Bischoff, p. 132

The Development of Arabic Numerals in Europe Exhibited in Sixty-Four Tables (Oxford, 1915) [available at archive.org]

The Oxford Companion to the Book , Vol. 2, p. 726 & 994

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Fotografias das bibliotecas paulistas no século passado

William compartilhou essa incrível foto de crianças pegando livros emprestados na Biblioteca Infantil Municipal de São Paulo em 1946, e Briquet compartilhou uma foto também sensacional da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato de 1952, então decidi dar uma olhada no Portal de Acervos da Secretaria Municipal de Cultura para garimpar outras imagens. Segue:


Biblioteca Infantil Municipal de São Paulo em 1946


Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, 1952


Biblioteca Infantil Municipal Monteiro Lobato, 1946


Sala da Biblioteca Infantil Chácara do Castelo, 1966


Biblioteca Infantil da Moóca, 1966


Biblioteca Circulante, 1937


Biblioteca Circulante, 1937


Biblioteca Circulante, 1937


Biblioteca Circulante, 1937


Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, ~1940


Biblioteca Infantil Municipal Monteiro Lobato, 1946


Biblioteca Municipal Mário de Andrade, 1950


Sala de leitura, Mario de Andrade, 1950


Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, 1952


Sala de trabalho da Biblioteca Municipal Mario de Andrade, ~1940


Leitor junto à estufa no processo de desinfecção de livros, 1946


Biblioteca Municipal Mário de Andrade, 1954


Devolução e livro emprestado por consulente, 1954


Seção circulante da Mario de Andrade, registro de retirada do livro pelo consulente, 1954


Consulente fazendo matrícula na seção circulante da Mario de Andrade, 1954


Biblioteca Municipal Mário de Andrade, 1954


Arquivo de microfilme, Mario de Andrade, 1954


Serviço de Pesquisa, Mario de Andrade, 1954


Biblioteca Municipal Mário de Andrade, 1954


Serviço de revisão, Mario de Andrade, 1954


Biblioteca Hans Christian Andersen, 1966


Biblioteca Infantil de Vila Mariana, 1966


Biblioteca Infantil de Vila Mariana, 1966


Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, 1959


Biblioteca Infantil de Pinheiros, 1966


Biblioteca Infantil de Santo Amaro, 1966


Biblioteca Infantil de Vila Mariana, 1966


Biblioteca Infantil de Vila Prudente, 1966


Biblioteca Infantil de Vila Mariana, 1966


Biblioteca Infantil de Vila Prudente, 1966


Biblioteca Infantil de Vila Mariana, 1966


Biblioteca Municipal Mário de Andrade, 1972


Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, 1973


Biblioteca de Itaquera, 1982

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Encontro marcado com alguns livros

Depois de tirar da fila de leitura alguns livros, consegui visitar a Biblioteca Pública mais próxima (a Mário de Andrade lá no centro de São Paulo) e a livraria preferida (a Livraria Cultura do Conjunto Nacional na avenida Paulista) e voltar a ampliar a lista de livros para ler.

E tendo como pano de fundo essas visitas, gostaria de deixar as impressões sobre alguns livros. Não se tratam de resenhas, pois não li todos, mas acredito que possa ser uma forma de dar uma visão parcial aos colegas de profissão e leitores de algumas publicações disponíveis nas livrarias e boas bibliotecas (chamo de boas aqui aquelas que obtêm o beneplácito, segundo os governantes, de adquirir livros com recursos próprios).

Primeiro, fui até  a Biblioteca Mário de Andrade e renovei a reserva do livro “Sinfonia em branco” da Adriana Lisboa (mas só falarei dele em uma próxima postagem sobre autoras mulheres em comemoração ao Dia Internacional da Mulher) e aproveitei para pegar o “Quiça” da jovem Luisa Geisler. Fiquei vidrado em pegar uma outra autora nova, a Laura Erber e algum outro livro do Joca Reners Terron ou um clássico, mas só posso pegar dois livros por vez (Mário, aumenta ao menos para 3 vai!).

O fato engraçado foi que acabei atendendo involuntariamente um pesquisador em busca de obras sobre erotismo e prostituição em São Paulo. Não foi difícil falar de obras como “Pornopopéia” do Reinaldo Moraes, “Zero” do Loyola Brandão, “Eles eram muitos cavalos” do Luiz Ruffato ou mesmo do velho João Antônio e seu “Malagueta, Perus e Bacanaço”, além dos livros sobre prostituição em São Paulo ali disponíveis.

No dia seguinte, mais uma sessão de encontros e lá estava eu carregando uns 10 livros em busca de um lugar confortável para ler na Livraria Cultura. Depois de selecionar os livros que era possível carregar fui me abrigar no salão de música da Livraria, e ali, ao som de música clássica comecei a leitura de trechos, introduções e orelhas dos livros que vou apresentar.

São os seguintes:

De gados e homens – Ana Paula Maia
Pequena novela de não mais que 130 páginas que narra o dia-a-dia de trabalhadores em um matadouro de gado em algum lugar do país. Simplesmente poderoso e leitura só para os fortes! Li em algumas horas, mas falarei dele na postagem citada há pouco.

 

É isto um homem? Primo Levi
Trata-se de um clássico da literatura mundial. Nele o italiano Primo Levi, um dos três sobreviventes do campo de concentração de Auschwitz, narra sua experiência de forma belíssima nessa reedição brasileira. Copio um trecho da poesia de abertura da obra:

É isto um homem?

Vocês que vivem seguros

em suas cálidas casas, vocês que, voltando à noite,

encontram comida quente e rostos amigos,

pensem bem se isto é um homem

que trabalha no meio do barro,

que não conhece paz,

que luta por um pedaço de pão,

que morre por um sim ou por um não.

Pensem bem se isto é uma mulher,

sem cabelos e sem nome, sem mais força para lembrar,

vazio os olhos, frio o ventre,

como um sapo no inverno.

 

Você vai voltar para mim e outros contos – Bernardo Kucinski
Um livro de amor? Não. Inspirado em depoimento da Comissão da Verdade Paulista, a obra retrata 28 histórias que têm a ditadura militar como pano de fundo.  O autor, que é jornalista e cientista político, publicou outro romance que vale a pena ler chamado “K”. E em ambos os livros histórias ternas e chocantes para não nos esquecermos do quão triste e revoltante é qualquer regime de exceção!

 

Fim – Fernanda Torres
Apesar de não confiar muito nas críticas dos grandes jornais e nas indicações do onipresente Jô Soares, a atriz realmente escreveu uma obra contundente. Cheia de sexo e ambientada no Rio de Janeiro, a obra me agradou. Só não me agradou o agradecimento à Rede Globo, mas não vou perseguir ninguém aqui….

 

Pulp Head: o outro lado da América – John Jeremiah Sullivan
Fazia um bom tempo que não tinha coragem de pegar um livro de ensaios, mas depois de ler em alguns blogs sobre este não via a hora de pegá-lo. Foi paixão imediata e olha que li apenas o hilário capítulo onde o Sullivan destaca como foi sua cobertura no maior evento de música gospel dos Estados Unidos. Uma beleza! Uma visão sem preconceitos apesar da extrema discordância dele em relação ao que aconteceu no tal Festival. E ainda citou aquelas bandas que eu tanto ouvia nos anos 1990 (Jars of Clay e Petra estão lá) e umas novas dos anos 2000 que não curto nada… Os tempos mudam!

(Disponível na Biblioteca Mário de Andrade e Centro Cultural São Paulo)

 

31 songs – Nick Hornby
Trata-se de um livro delicioso para quem curtiu ou curte a cultura pop musical, feita pelo britânico especialista em listas (autor do memorável e clássico Alta Fidelidade). O momento especial foi verificar que, assim como eu, ele considera a canção Rain dos Beatles como uma das melhores dos caras de Liverpool!
Não posso me esquecer da Aimee Mann, aquela linda criatura que praticamente deu origem ao roteiro do filme Magnólia (sim, velharia de 1999, assista e ouça esse trecho!). Uma pena não ter sido traduzido para o português ainda (ou nunca).

O frio aqui fora – Flávio Cafiero
Um executivo deixa uma corporação para se tornar escritor. Essa é a história do autor. Confuso? Pois é, nesse livro realidade e ficção se misturam (no que chamam de autoficção e onde o Ricardo Lísias autor de “O céu dos suicidas” e “Divórcio” é mestre) nesse livro lançado no ano passado e cujo conteúdo é bem interessante para reconhecer e ver com outros olhos esse mundo hoje tão distante deste funcionário público….

 

A contadora de filmes – Hernán Rivera Letelier
Este livrinho do chileno que também é roteirista é surpreendentemente gostoso e de cara me fez lembrar do filme “Cinema Paradiso” do Giuseppe Tornatore. Tenho certeza que em breve vira um filme, por isso, fica a dica, leia antes!

(Disponível em quase todo as bibliotecas públicas de São Paulo, menos nas duas centrais: Mário e Lobato. Vai entender!)

 

Por enquanto, são esses os achados! Estou com três deles em casa (A contadora de filmes, De gados e homens e É isto um homem) e posso compartilhar o uso, principalmente entre os paulistanos….

Pô, espero que não esteja desvirtuando o blog! hahaha

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Sorteio de inscrições para cursos a distância da ExtraLibris. Participe!

Para comemorar o dia do bibliotecário, a ExtraLibris e o Bibliotecários Sem Fronteiras irão sortear quatro inscrições para os cursos online de março.

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Como funciona a promoção?

1º Curta as Fan Pages da ExtraLibris Cursos e do Bibliotecários Sem Fonteiras:

https://www.facebook.com/ExtralibrisCursos
https://www.facebook.com/biblioteconomia

2º Compartilhe (de forma pública) em seu mural no Facebook esta imagem.

3º Clique em “quero participar” em https://www.sorteiefb.com.br/tab/promocao/311763

Feito isso, você estará concorrendo a uma inscrição em um dos quatro cursos. São eles:

- Arquitetura da Informação: conceitos e métodos
- BIBLIVRE: Software livre para automação de bibliotecas
- Gestão de Projetos para Bibliotecários
- Biblioteca Universitária: qualidade e avaliações do MEC

Quatro inscrições serão sorteadas.

Boa sorte!

Obs.: Você pode pagar o valor da matricula em qualquer um dos quatro cursos, e caso seja sorteado, o valor é devolvido integralmente e você participa do curso sem custo algum.

Mad-Scientists

Cientistas da informação? Mesmo?

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Meme que circulou hoje (18/02/2014) no Facebook.

Quando digo que sou formada em biblioteconomia, as pessoas que não tem muito contato com bibliotecas fazem várias perguntas. A que todo mundo conhece e que todos os estudantes da área já estão cansados de ouvir é o famoso “biblioquê?“. A segunda pergunta é “mas quem se forma nisso faz o quê mesmo?”. A terceira “Ah! Mas então você é biblioteconomista!”, quase, na trave. E os que sabem um pouco mais perguntam “você é bibliotecária onde?”.

Tinha escrito que um nome é só um nome antes. Mas querendo ou não, nomes designam uma série de coisas. Eu não sabia se eu ia, efetivamente, trabalhar como bibliotecária depois de formada. Vários colegas bacharéis se formam e vão trabalhar no mercado de Arquitetura da Informação, por exemplo, ou de Análise/Métricas de Mídias Sociais, ou com estatística de dados. São bacharéis em biblioteconomia, mas que não precisam de CRB. São bibliotecários de alma, mas não de carteirinha.

O que é mais importante?

O contexto é importante. Categorias e classes apenas importam no contexto em que importam. Caso eu fizesse o mestrado, seria apenas uma bacharel em biblioteconomia – pois, para mim, bibliotecário é quem atua e para o CRB é quem tem CRB. Para o mercado, bibliotecário é quem tem experiência ou procedência de uma boa universidade. Caso eu me formasse mestre em Ciência da Informação, me consideraria mestre em Ciência da Informação.

Este ano pretendo fazer uma pós latu sensu e devo me tornar especialista, caso tenha sucesso. A Ciência da Informação é uma grande área, mas vinculada a ela ou não, posso continuar pesquisando ‘a informação’ de modo a melhor se adequar aos meus interesses profissionais no momento. Posso ser pesquisadora vinculada à uma instituição de ensino superior ou pesquisadora independente, que é o que acredito que faço quando traduzo artigos e escrevo posts para o meu blog.

Vejo até hoje muitos graduandos utilizando o termo ‘cientistas da informação’ para se definirem, mas talvez as únicas pessoas que tenham ‘alvará’ para se denominar assim sejam os mestrandos e doutorandos em CI. No Brasil, não há uma graduação em Ciência da Informação propriamente dita, mas em Biblioteconomia apenas (isso explica bem o quadrinho). Há apenas uma graduação em Gestão da Informação na UFPR e ela não forma bibliotecários. Nem cientistas da informação. 

Então: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!

Sobre esse termo, imagino que seja apenas um nome pretensioso demais para definir algo que é muito mais simples: pesquisadores com interesse em informação de uma determinada área; ou com interesse na gestão ou fluxo de informação de um determinado ambiente, serviço ou produto. Particularmente quando leio o termo “ciência” o que me vem imediatamente em mente são as hard sciences: química, física, etc., onde existem os cientistas propriamente ditos.

Vamos pesar um pouquinho no estereótipo agora: aqueles mesmo, que usam jalecos, tem cabelos esquisitos, vivem enfurnados em laboratórios com substâncias raras, utilizadas com propósitos específicos, em ambientes ultra controlados e se comunicam com demonstrações e símbolos. Nem melhores, nem piores, mas bastante diferentes da área de ciências humanas. De qualquer modo o nome – Ciência da Informação – já existe e está consolidado enquanto área dentro da grande área das Ciências Sociais Aplicadas.

Mas sim, é sempre bom lembrar que existem ciências e ciências. 

E fazer ciência, infelizmente, ainda é pra poucos.

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8 razões para participar de um congresso internacional de biblioteconomia

Recentemente estive em Barcelona para participar do BOBCATSSS, uma conferência de bibliotecas organizada por um grupo de estudantes europeus de biblioteconomia. Ao voltar, percebi que muitos dos meus colegas (alunos e bibliotecários) não tinham conhecimento da variedade de oportunidades internacionais de conferências na área de bibliotecas. Como estudantes, professores de biblioteconomia e bibliotecários, somos frequentemente incentivados a participar de conferências, criar cartazes e apresentar trabalhos. Então, por que não fazer o mesmo em outro país? Pode parecer assustador, mas assistir a uma conferência internacional pode ser uma ótima maneira de se abrir para temas e conexões novas.

Aqui estão algumas observações, recolhidas a partir das minhas experiências em eventos internacionais, sobre por que você deve considerar um congresso fora do Brasil:

1. Língua não tem que ser uma barreira
Se você é como eu, estudou uma língua estrangeira na escola, talvez um pouco na faculdade, mas não necessariamente se sente confortável indo para uma conferência acadêmica e apresentar em outra língua. Não tem problema! Muitos conferências internacionais de biblioteca são em inglês e outras oferecem serviços de tradução simultânea para as sessões e programas maiores. Isto é, naturalmente, algo a ser verificado antes de apresentar uma proposta, mas raramente representa uma verdadeira barreira para a sua participação em conferências. Congressos internacionais querem que as pessoas de uma variedade de países possa participar, então eles se preocupam em encontram maneiras de superar as barreiras de linguagem.


[IFLA 2010 Stockholm Satellite Meeting : Marketing Libraries in a Web 2.0 world]

2. O financiamento pode ser encontrado
Eu sei o que você está pensando: “Não tenho dinheiro para vôos internacionais”. Para isso eu digo: você pode não ter o dinheiro, mas isso não significa que ele não pode ser encontrado! Muitos dos estudantes que conheci nos ENEBDS e bibliotecários na IFLA tinham recebido algum tipo de financiamento para participar da conferência. Quer se trate de sua bolsa de pesquisa, a unidade a qual sua biblioteca está subordinada, ou através da associação de bibliotecários e o CRB, há financiamento de viagens disponível e você pode obter um pouco de recurso. Além disso, as passagens de avião são o principal obstáculo, uma vez que em outro país você pode geralmente encontrar formas para se manter com um orçamento apertado (por exemplo, ficar em albergues ou na casa de conhecidos e encontrar uma lanchonete barata).

3. Você vai apresentar suas idéias para um público internacional
O feedback que recebi do público em minhas apresentações foi extremamente útil em termos de expandir o pequeno segmento internacional de minha pesquisa. Saí da conferência com novas idéias e estratégias para incorporar mais elementos e dados internacionais.


[Library 2.0 Worldwide Virtual Conference 2012]

4. Você vai ganhar uma perspectiva internacional complexa sem precedentes
Mesmo que a sua área de pesquisa esteja solidamente enraizada no Brasil, ir a conferência internacional e ouvir idéias, dificuldades e vitórias de bibliotecários não-brasileiros altera sua mentalidade de uma forma que nenhum curso ou seminário poderia realizar. Isto lhe dará uma nova lente para visualizar seus estudos e práticas.

5. Você faz visitas técnicas nas bibliotecas
Muitas conferências internacionais conhecem o seu público e organizam “programas sociais” que envolvem passeios nas bibliotecas locais. Assim, não só você cumpre o desejo bibliotecário de ver novas bibliotecas, muitas vezes faz um tour técnico, conhecendo seus bastidores.

6.Você vai conhecer alunos professores e profissionais fantásticos de todo o mundo
Networking é sempre uma das principais funções das conferências – você conhece novas pessoas e estabelece contatos em outros lugares. Agora imagine ter contatos em lugares como Suécia, Peru, Islândia e Letônia! Não custa nada expandir a sua rede de conexões para incluir profissionais internacionais.

7. Quando perguntado sobre um tema ou assunto em uma entrevista, que você pode dizer coisas como: “Sim, bem, sou a favor da abordagem que estão usando na Alemanha, que é …” e, na verdade, saber o que você está falando
O conhecimento sobre as questões internacionais da biblioteconomia vai fazer você parecer mais engajado e globalmente consciente aos potenciais empregadores.


[IFLA/ALA webinar 2013: New Librarians Global Connection | minha parte começa no minuto 47]

8. Você vai conhecer um lugar novo
Claro que isso vale para conferências em qualquer lugar que não tenha visitado, mas é definitivamente um grande motivador. Conhecer uma nova cultura e país pode parecer muito além da experiência um tanto estressante de participar de uma conferência. Mas os benefícios e as experiências são grandes demais para deixar passar.

Então, comece a pesquisar conferências internacionais de biblioteca já! Grupos como BOBCATSSS e IFLA (Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias) realizam conferências anuais e podem ser sua próxima oportunidade internacional.

Você já esteve em alguma conferência internacional? Compartilhe suas experiências e dicas nos comentários.

[texto original de Nicole Helregel]

Biblioteconomia Pop

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