Apagação de livros – trote

Moreno Barros 23.2.2010 7 comentários

Pegaram os calouros/bichos e puseram pra limpar as anotações feitas nos livros da biblioteca da Faculdade de Psicologia da USP. Bem original o trote, que se chamou Apaga-Ação.

Se você não aprendeu ainda que não deve rabiscar livros de uso coletivo, poderia pelo menos tentar investir em graffiti. Mas se você compra livros com seu dinheiro e os rabisca, o problema é seu.

Eu nunca escrevi nem anotei nada nos livros por uma simples razão: quem escreve em livros geralmente está estabelecendo uma relação consigo mesmo, a maior parte das inscrições nada mais são do que lembretes para o futuro. Essas interferências condicionam a leitura. Se eu pegar um livro que contenha inscrições que eu mesmo tenha feito previamente, é muito provável que as anotações irão tendenciar a maneira como eu compreendo o texto. Anotações feitas tempos atrás podem não refletir mais o que a leitura pode me proporcionar tempos posteriores.

Isso sem falar da poluição visual que causa.

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via July

Por dentro da busca

Moreno Barros 21.2.2010 6 comentários

quem mais poderia estar por dentro das buscas do google? quem, quem? a velha e boa bibliotecária



Inside your search

O que os nativos digitais querem das bibliotecas

Moreno Barros 19.2.2010 7 comentários

via @trmurakami

o que fizeram pra Abbey decorar ou repetir o texto não importa. O que importa é que ela é cuti-cuti e resume em poucas palavras os principais argumentos acerca de uma biblioteconomia que enxerga algo além da gestão de registros impressos.

eu amo biblioteca, eu amo livros
mas eu sou um nativo digital
e eu quero uma biblioteca online que seja capaz de aprender sobre os meus interesses

que seja rápida e fácil

que permita a inclusão das minhas coisas
que permita compartilhamento
que seja acessível do meu iphone
ou meu kindle
ofereça mashups
tagging semântico
informação em tempo real
realidade aumentada
geospatial tagging
e touch screen

eu sei que vocês estão todos ocupados trabalhando nestas coisas (estão?)
mas eu sou uma nativa digital e quero isso agora
então corram ou perderão o (um) trem

Livro vassoura

Moreno Barros 11.2.2010 9 comentários

Diga aonde você vai, que eu vou varrendo

via

Biblioteca de São Paulo – Carandiru

Moreno Barros 07.2.2010 73 comentários

update: para quem procurou pela biblioteca no google e caiu aqui, a Biblioteca de São Paulo fica localizada na Av. Cruzeiro do Sul, 2630, no bairro Santana, ao lado da estação Carandiru do metrô. veja o mapa

Funciona de terça a sexta das 9 às 21 horas. Sábados, Domingos e Feriados das 9 às 19 horas.

O telefone da biblioteca é (11) 2089-0800

A biblioteca possui um site oficial, um blog oficial e um twitter oficial.

Toda a programação cultural você encontra no blog: http://www.bibliotecadesaopaulo.blogspot.com/

——-

Acabou de cair várias lágrimas de emoção vendo estas fotos. Nem preciso explicar.

Design. Ahhh, o design.

biblioteca são paulo carandiru

biblioteca são paulo carandiru

biblioteca são paulo carandiru

biblioteca de são paulo carandiru

biblioteca de são paulo carandiru

biblioteca de são paulo carandiru

biblioteca de são paulo

biblioteca de são paulo

biblioteca de são paulo

biblioteca de são paulo

biblioteca de são paulo

Estas e outras fotos estão no flickr do Mario Silva, que é o produtor cultural da biblioteca

Texto da Folha:

Novo espaço cultural da zona norte de SP começa adaptado para pessoas com deficiência e se aproxima do conceito das grandes livrarias para atrair leitores

No próximo dia 8, a capital paulista ganhará um novo espaço de cultura: a Biblioteca de São Paulo. Instalada no parque da Juventude, na área da antiga Casa de Detenção do Carandiru, a nova biblioteca pública se inspirou no conceito das grandes livrarias da cidade para conquistar seus leitores.

“A ideia é que ela pareça uma “megastore” pública”, explica o Secretário de Estado da Cultura de São Paulo, João Sayad. “Ela deve ter tudo aquilo que essas lojas oferecem, mas estará aberta para atender a todos.”

A biblioteca custou cerca de R$ 12,5 milhões (R$ 10 milhões do Estado e R$ 2,5 milhões do Ministério da Cultura). E, para atrair seus futuros usuários, não investiu apenas no acrevo de 30 mil livros.

Além de dispor de outras mídias, como CDs e DVDs, o projeto centrou esforços na decoração do prédio, na oferta de tecnologia e em uma estrutura completamente acessível e preparada para atender pessoas com deficiência.

Entre esses recursos, estão mesas reguláveis, que se adaptam a qualquer tamanho de cadeira de rodas, folheadores automáticos de páginas, para aqueles que perderam os movimentos das mãos, e também computadores adaptados.

Usuários cegos terão ainda mil títulos de “audiobooks” e um equipamento que, automaticamente, é capaz de transpor obras literárias convencionais para faixas de áudio ou placas em braile. “Isso deve aumentar muito a oferta de livros para cegos”, afirma Adriana Ferrari, gestora do projeto e assessora da Secretaria de Cultura.

Estratégia de sedução

A Biblioteca de São Paulo dedica grande parte de seus 4.200 m2 aos mais jovens. Todo o andar térreo está divido em alas para três faixas etárias: de zero a três anos, de quatro a 11 anos e de 12 a 17 anos. Ali, poltronas coloridas e pufes dividem espaço com estantes baixas -projetadas sob medida- nas quais livros, discos e filmes ficam misturados e expostos diretamente ao público.

Também estarão à disposição cem computadores, com livre acesso à internet, dezenas de jogos eletrônicos e um aparelho Kindle, o livro digital da Amazon. “É uma tentativa de atrair o não leitor”, afirma Sayad. “Se o hábito de ler voltar a ser moda algum dia, podemos fazer uma biblioteca escura, austera. Hoje, para conquistar o público de não leitores, ela precisa ser assim.”

O esforço para seduzir os frequentadores pautou a escolha do espaço -próximo ao metrô- e o projeto arquitetônico, que contemplou um café, uma varanda com espaço para shows e saraus e um auditório.

“Teremos uma programação de cursos e oficinas, voltada inclusive para temas que não estão ligados à literatura, como o grafite”, conta a diretora da biblioteca, Magda Montenegro.

Ela também promete um horário expandido de atendimento – até as 21h de segunda a sexta, e até as 17h, aos sábados, domingos e feriados. “Não dá para fechar na mesma hora da repartição pública. A intenção é que as pessoas venham para cá depois do trabalho”, afirma.

via

biblioteca são paulo carandiru

Biblioteca na praia – Bondi Beach

Moreno Barros 05.2.2010 9 comentários

bondi beach library

bondi beach ikea

ikea beach

ikea beach books

Como parte das comemorações de 30 anos da IKEA, a loja decidiu colocar 30 modelos da sua mais famosa estante de livros, chamada Billy, nas areias da praia de Bondi, em Sydney/Australia.

As estantes, que permaneceram lá apenas por um dia, ofereciam milhares de livros que os frequentadores da praia podiam pegar emprestado, trocar por outros livros ou simplesmente fazer uma doação que seria revertida para a Fundação Literária da Austrália.

via

Computação em nuvem e os softwares de gerenciamento de Bibliotecas

Tiago Murakami 04.2.2010 30 comentários

Ontem ao acompanhar um seminário de cloud computing: “A Internet como plataforma” oferecido pela IBM percebi que existe espaço para um modelo novo de gerenciamento de softwares de Biblioteca usando cloud computing de uma forma que o software seria comercializado como serviço.

As perguntas que vem a cabeça: qual a diferença para o modelo antigo e o que é cloud computing?

Eu confesso que não consigo explicar toda a complexidade de cloud computing, mas esses links podem ajudar: Cloud Computing , Computação em nuvem.

O que muda em relação aos softwares é a forma com que nos relacionamos com ele. Atualmente, compramos o software de biblioteca através de uma licença de uso, que pode ou não ter uma periodicidade. Ou o uso de softwares livres ou gratuitos (existem muitas diferenças entre esses dois modelos). Porém para todos, é necessário que a biblioteca monte e mantenha uma infraestrutura para que seja instalado o software. Então, nas grandes instituições, ficamos refens da disponibilidade da TI e nas pequenas instituições está refens de softwares de pouca qualidade que rodem nos computadores limitados delas.

Software de Biblioteca na Nuvem: Escalabilidade e confiança

Por software de Biblioteca na nuvem entende-se este software como um serviço a ser prestado para as bibliotecas. Na núvem, se mantem toda a infraestrutura necessária do sofware e a Biblioteca então se torna usuária de um serviço web, em que pode gerenciar o catálogo por meio de um navegador web. O modelo de negócio aqui é o que deve ser discutido. Vejo como possibilidade de uma empresa vender acesso ao serviço já configurado, como uma assinatura, por exemplo. A Biblioteca economizaria muito em infra estrutura e pagamento de funcionários e teria como garantia um backup semanal ou diário, garantindo que não perderia nada caso não queira mais continuar neste serviço. O modelo só funcionaria em escala, isto é, quanto mais bibliotecas, menores serão os valores cobrados e permite a cobrança por uso, isto é, paga mais quem usa mais, tornando um modo justo de cobrança.

Eu acho que temos condições de montar uma empresa para oferecer esse serviço. O que vocês acham? Vi que já tem colegas interessados, vamos estudar essa possibilidade?

reCAPTCHA ajuda a digitalizar milhões de textos antigos

Moreno Barros 04.2.2010 3 comentários


O PROBLEMA: Spammers

Serviços de email grátis como Google, Yahoo! e Microsoft estavam sofrendo ataques de hackers/spammers que haviam criado programas capazes de obter milhões de contas de email todos os dias. Por que os spammers precisavam de tantos emails? Porque os serviços de email permitiam que usuários enviassem somente um número específico de emails por dia (Yahoo permitira 100 envios de email por dia), então para que a tática de spam pudesse funcionar efetivamente, os spammers precisavam de um número gigantesco de endereços de email.

A SOLUÇÃO: CAPTCHA
Desenvolver um programa que protege os websites contra os robôs por meio da aplicação de um teste que os humanos podem passar, mas os robôs não. Por exemplo, humanos podem ler textos distorcidos como estes abaixo, mas os programas de computador não.


um examplo típico de um CAPTCHA

Em 2000, Luis von Ahn e Manuel Blum conceberam o termo ‘CAPTCHA’. Eles inventaram múltiplos exemplos de CAPTCHAS, incluindo os primeiros CAPTCHAs que seriam usados amplamente, os que foram adotados pelo Yahoo.

A REVELAÇÃO
- Aproximadamente 200 milhões de CAPTCHAs são digitados todos os dias ao redor do mundo
- Cada CAPTCHA leva aproximadamente 10 segundos para o preenchimento;
- 500.000 horas de tempo humano perdidas todos os dias digitando CAPTCHAs

O DESAFIO
Existe alguma maneira de este esfoço humano ser utilizado para o bem da humanidade?

A SOLUÇÃO REAVALIADA: reCAPTCHA
- Digitalizar livros uma palavra de cada vez. reCAPTCHA é um serviço grátis do CAPTCHA que ajuda a digitalizar livros, jornais e shows de rádio antigos.

exemplo de recaptcha

Como isso funciona
Digitalizar livros consiste do processo de tirar fotos de páginas do livro e em seguida usar OCR (reconhecimento óptico de caracteres) para descobrir o que as palavras são. Entretanto, em textos antigos, o OCR é bastante impreciso – para os livros escritos antes de 1900, OCR perde cerca de 30% das palavras.

exemplo de problema com OCR

O reCAPTCHA melhora o processo de digitalização de livros enviando para a web palavras que os humanos são capazes de decifrar, mas que não conseguem ser lidas por computadores na forma de CAPTCHAs. Cada palavra que não pode ser lida corretamente por OCR é colocada em uma imagem e usada como CAPTCHA. Isso é possível porque a maioria dos programas emite um alerta quando uma palavra não pôde ser lida corretamente.

Mas se um computador não pode ler tal CAPTCHA, como o sistema é capaz de conhecer a resposta correta?

A resposta: o reCAPTCHA oferece aos usuários duas palavras distorcidas. O sistema sabe o que uma delas é – se você identificá-la corretamente, ele assume que você provavelmente está respondendo a segunda (a ordem é aleatória) usando o melhor da sua capacidade e supõe que a sua resposta seja correta também para a nova palavra. O sistema então oferece essa nova imagem para um grupo de outras pessoas para determinar, com maior precisão, se a resposta original estava correta. Quando este grupo identifica a palavra desconhecida da mesma forma, é muito provável que o reconhecimento seja exato.

As duas palavras do reCAPTCHAs são tão velozes quanto digitar seqüências aleatórias de 6-8 caracteres, de modo que von Ahn não está nos fazer trabalhar mais.

É assim que os textos digitalizados vão sendo corrigidos, palavra por palavra. A maior parte desses textos são provenientes dos arquivos do New York Times e do projeto de digitalização do Google. E o Google gostou da tecnologia que acabou comprando o reCAPTCHA.

Amigo oculto/secreto BSF – resultados

Moreno Barros 02.2.2010 3 comentários

Já passou algum tempo, mas como o ano só começa depois do carnaval eu ainda estou com crédito para comentar.

Todos os anos eu promovo o amigo oculto/secreto aqui no BSF, com uma troca de livros entre bibliotecários, via correios.

Algumas pessoas podem achar estranho um amigo oculto virtual, onde não há aquele tradicional e pitoresco encontro entre os participantes, mas somente um amigo oculto nesses moldes poderia incluir participantes de vários estados (e até de outros países, como aconteceu esse ano) e não excluir ninguém da brincadeira.

Esse ano eu havia sugerido que as pessoas enviassem vídeos com seus presentes, conforme eles foram chegando. Nem todos puderam mandar vídeos, mas segue abaixo a lista de quem tirou quem, e os vídeos.

Soninha tirou Wellington (ganhou Feijoada no Paraíso)
Wellington tirou Teresa (ganhou O maníaco do olho verde)
Teresa tirou Carol (ganhou Fahrenheit 451)
Carol tirou Sibele
Sibele tirou Valéria (ganhou Capitu)
Valéria tirou Gustavo (ganhou O olhar de Borges)
Gustavo tirou Ricardo
Ricardo tirou Thais
Thais tirou Lilly (ganhou Objecto quase e A misteriosa chama da rainha Loan)
Lilly tirou Amanda
Amanda tirou Darlana (ganhou O apanhador no campo de centeio)
Darlana tirou Moreno (ganhou Cabeza de Vaca e O futebol explica o Brasil)
Moreno tirou Hugo (ganhou O leitor e Comer, rezar, amar)
Hugo tirou Tiago (ganhou Alice no país das maravilhas)
Tiago tirou Ród
Ród tirou Elisabete (ganhou O Cavaleiro Inexistente e Jane Eyre)
Elisabete tirou Andréa (ganhou Correspondências/Clarisse Lispector)
Andréa tirou Josué (ganhou Senhor dos Anéis, trilogia)
Josué tirou Soninha (ganhou Comer, rezar, amar)

ano que vem tem mais.

Estante Pac-Man

Moreno Barros 01.2.2010 comente

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