Você é bonito, gostoso e prático!

Tiago Murakami 17.9.2009 7 comentários

Por Sibele Fausto

Não, não é do Júlio Rei que estamos falando!

“Bonito, gostoso e prático” é o título de um artigo do Ruy Castro publicado na Folha de São Paulo de ontem, 16/09, em que o escritor comenta a Bienal do Livro, que está rolando no Rio. E aborda a velha questão se o livro impresso vai ou não desaparecer, em função das novas tecnologias.

O discurso do autor é claramente encomiástico ao formato papel. Mas afinal ele é suspeito, não? É um escritor…

Confiram!

Bonito, gostoso e prático

Ruy Castro

RIO DE JANEIRO – Um dos temas mais momentosos da Bienal do Livro, em cartaz no Riocentro, é se o livro impresso, de papel, corre o risco de desaparecer, fulminado pelas novas tecnologias. Eu próprio, zanzando entre os stands no último domingo, fui perguntado várias vezes sobre isso.

Curiosamente, quem olhasse ao redor diria que a pergunta não fazia sentido e que a indústria do livro nunca esteve tão robusta neste país. Era um domingo de escandaloso azul, com as praias, os passeios e todas as formas de lazer grátis no Rio convidando o povo a estar em qualquer lugar, menos ali, num conjunto de pavilhões em Jacarepaguá, a mais de uma hora de Ipanema, e tendo de comprar ingresso para entrar.

Pois essa pergunta estava sendo feita em meio a montanhas de livros expostos e 125 mil pessoas, número de visitantes que, segundo a Bienal, compareceu no fim de semana. Gente que não pagou para ver malabaristas, engolidores de fogo ou artistas globais, mas romancistas, biógrafos, poetas ou autores de livros para crianças.

Respondi que, como formato, o livro é difícil de ser superado – porque já nasceu perfeito, e não é de hoje. E é bonito, gostoso e prático. É também portátil: pode ser levado na mão, na mochila ou na bolsa, e lido no sofá, na cama, no banheiro, na mesa do jantar, no bonde, no ônibus, no jardim, na praia, na banheira, onde você quiser. E também barato: quem não tiver dinheiro para comprar livros novos, encontrará farta escolha nos sebos e até na calçada da rua.

Um livro pode nos alimentar por uma semana, um mês ou o resto da vida. E, ao contrário do CD e do DVD, não precisa de uma máquina para tocar. Basta ser aberto para poder ser lido. Na verdade, o livro só precisa de nós.

Neste momento, mais do que nunca, talvez.

Fonte: Folha de S. Paulo, 16 de set. 2009. Caderno Opinião. Ruy Castro, p. A2.

Em tempo

: No mês passado, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, houve a sessão de autógrafos do lançamento do novo livro de Ruy Castro: “O Leitor Apaixonado: prazeres à luz do abajur”. Recomendo, para todos os apaixonados por leitura…
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Birdscapes: livro pop-up com áudio

Moreno Barros 16.9.2009 comente

O livro “Birdscapes: A Pop-Up Celebration of Bird Songs in Stereo Sound” de Miyoko Chu, diretora de comunicações do Laboratorio de Ornitologia da da Cornell, celebra diversos sons de pássaros em paisagens através de arte e áudio.

O livro possui 45 segundos de áudio armazenado, de gravações feitas durantes das expedições do laboratório da Macaulay Library.

Tem outros vídeos no youtube

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black cauldron the online

Bibliotecária

Moreno Barros 15.9.2009 6 comentários

bibliotecaria

Thriller na Biblioteca Nacional da Austrália

Tiago Murakami 14.9.2009 2 comentários

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Via: The Days & Nights of the Lipstick Librarian!

Homenagem ao Michael Jackson na Mediateca de Limoges (FR)

Tiago Murakami 14.9.2009 comente

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Via: The Days & Nights of the Lipstick Librarian!

A controvérsia do Google Book Search – os bibliotecários deram mole

Moreno Barros 08.9.2009 4 comentários

Pra quem não viu, uma breve passagem sobre a questão do Google Book Search project. Afora as questões jurídicas, que é o que se discute no momento, os bibliotecários deram mole por ter pedido a chance de ter capitaneado o projeto da biblioteca mundial (não-comerical e não-monopolizada). Agora é correr atrás do prejuízo e fazer lobby pro lado que melhor lhe representar.

Vem ai o mais barato e-book do mercado: Asus EEE-Reader

Tiago Murakami 08.9.2009 7 comentários

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A Asus está planjando um modelo de e-book com duas telas e o mais barato entre os concorrentes, cerca de 340 reais (mais impostos). Vamos ver se esse projeto vai chegar até aqui.

Via: Engadget

Mendeley – Software gratuito para gerenciar referências

Tiago Murakami 06.9.2009 3 comentários

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Está escrevendo um trabalho e está procurando um software decente para gerenciar as suas referências?? Mendeley pode ser a solução.

O que mais gostei é a importação dos metadados de arquivos PDF e da sincronização online por senha. Dá para usá-lo em diversos computadores sem perder nada.

Ah, o problema é a normalização??

Baixe aqui o arquivo da ABNT. Ai é só copiar no diretório “Mendeley Desktop\citationStyles\default”.

582.998.2 : 615.89(086.8)”21″

Tiago Murakami 04.9.2009 14 comentários

Créditos:

Usuária: @carlacastilhos
Ranganathan/usuário perdido: @fillipe_rocha
Narrador: @joaojap
Bibliotecária: @lillyf_
Camera e Direção: Eduardo Bueno

Biblioteconomia/UFRGS

O samba do bibliotecário doido #2

Moreno Barros 03.9.2009 13 comentários

Recebi hoje do Caruso o link para o post “O samba do bibliotecário doido“, publicado no TodoProsa, blog do Sérgio Rodrigues. A gente já havia tratado do assunto internamente, mas a Teresa Rúbio levantou a bola de novo, então vou chutar.

O texto é esse:

O que os livros “A condição humana”, de André Malraux, “Killer in the rain”, de Raymond Chandler, “Christine”, de Stephen King, e “The complete shorter fiction”, de Virginia Woolf, têm em comum? Foram todos lançados no ano de 1899, segundo o Google Book Search. Onze anos depois de “A fogueira das vaidades”, de Tom Wolfe.

E o pior é que esse tipo de disparate está muito longe de ser raro na Biblioteca Universal do Google, que chega a extremos bibliográficos hilariantes como o de classificar uma edição de “Moby Dick” na rubrica Computação – informa Geoffrey Nunberg em artigo (em inglês) publicado pelo “Chronicle of Higher Education”.

Sim, em breve todo o conhecimento produzido pela humanidade estará online. Resta saber a que preço.

Eu compreendo o texto, é uma reação natural e comum de quem analisa a situação somente pelo seu referencial histórico sem entender mesmo o problema. Esses dias o Gmail ficou for do ar né. E o melhor tweet que eu li a respeito foi: @3df O GMail funciona 10 anos sem parar, falha meia horinha e vc diz que vai trocar??? Ah, vai, olha bem pro seu marido!!!!! @omdt

Eu sei que toda a história do Google Books é bastante complexa. E nenhuma afronta ao Sérgio, ao contrário, acho que se os problemas foram detectados, nada melhor do que expo-los e tentar resolve-los. Não tem nada aqui de #mimimi bibliotecário.

Mas de certo modo, fica mais fácil pegar um problema bem específico e questionar: ahá “em breve todo o conhecimento produzido pela humanidade estará online. Resta saber a que preço.”

Outra coisa que vi quando tava pesquisando twitter é que algum cara publicou um comentário no mashable indicando uma equação matemática que prova que se a produção de tweets é indiscriminada, então o valor tende a zero. Só que um matemático rebateu com a real interpretação da mesma equação, dizendo que o valor médio tende a zero, mas o valor geral é completamente distante de zero. E isso é o que a maioria das pessoas não compreende quando se trata de conteúdo web.

Eu tenho quase certeza que o “release date” (que é diferente de publishing date) 1899 tem a ver com as restrições constitucionais americanas, direitos autorais.

Mas isso tem ligação direta com outras coisas que eu já vinha falando nas internas. Pra que se preocupar com descrição bibliográfica? Who cares? Qual é o futuro dos catálogos, dos catalogadores?

A minha visão simplificada para um catálogo moderno de bibliotecas (qualquer biblioteca que recebe público) é bem simples: google appliance e aqua browser (ou algo tipo encore).

- catalogação: poucos bibliotecários fazendo a catalogação inicial; a catalogação deixa de ser vital já que a recuperação da informação agora é potente (todo a história da biblioteconomia foi baseada na organização para a recuperação. O que o google fez foi de maneira geral inverter a lógica, de melhorar a recuperação independente da organização – “a nova desordem digital“).

Voltando ao texto, qual é a probabilidade de um leitor de ficção querer ler livros publicados somente em um ano determinado? Para o caso das buscas científicas, a datação é importante, mas daí os próprios leitores podem se encarregar das correções necessárias, que comparadas ao volume total, tende a ser muito baixo.

Eu por exemplo sou pesquisador da área de blogs, eu sei que é improvável um artigo sobre blogs ter sido escrito em 1992, por exemplo, e conheço perfeitamente a história do advento das técnicas para reconhecer falhas. Bastaria eu entrar em contato ou ter a possibilidade de editar o conteúdo.

O acesso facilitado é uma ameaça para aqueles que gostam de se sentir privilegiados. Além disso, esse pensar sobre o conhecimento faz sentido na perspectiva de empilhador de livros. “Ohhhh meu deus, em qual prateleira esse aqui fica? 1800? 1900?”

Grande parcela das minhas citações em artigos de cunho científico não mudam NADA em seu significado caso as datas dos trabalhos estejam equivocadas. Ou seja, este erro afeta um número ínfimo de pesquisas.

Na dá pra subestimar a inteligência das máquinas e pior, das pesssoas.

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