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Tiago Murakami


Tiago Murakami

Graduado em biblioteconomia e documentação pela Universidade de São Paulo e estudante de Administração pública na Universidade Federal de Ouro Preto. Nas horas vagas, gosta de gerenciar o RABCI e ainda arruma tempo para jogar bola com o Iuri


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Graduado em biblioteconomia e documentação pela Universidade Federal Fluminense e mestrando do PPGCI do IBICT em convênio com a UFF. É um dos caras responsáveis pela ExtraLibris. Já zerou Mario Kart 18 vezes jogando com o Bowser


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Bibliotecária graduada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e Especialista em Educação pela Universidade Cândido Mendes. Está sempre pronta para uma boa partida de jogos de tabuleiros


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Bibliotecário formado pela UFSC. Muito tímido, não possui descrição personalizada


Maria Clara Assunção


Maria Clara Assunção

Nasceu em Lisboa. Mestre em Ciências Documentais pela Universidade de Évora, integra o quadro da Biblioteca Nacional de Portugal, na Área de Música. Tem desenvolvido a sua investigação no âmbito da biblioteconomia e arquivologia musical, com particular incidência nos aspectos normativos. É editora do blogue sobre documentação musical Paper Music e autora do blogue A biblioteca de Jacinto. Ainda vai arranjando tempo para estudar na Academia de Amadores de Música e para cantar no Grupo Vocal Arsis. Adquiriu o hobbie de cozinhar quando estava a escrever a dissertação e nunca mais o perdeu. Até hoje ninguém se queixou...





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Paul Otlet - inventor da internet 25.9.08

Nas pesquisas que eu tenho feito sobre a web, os autores clássicos citam Teilhard de Chardin, H.G. Wells, Vannevar Bush, Ted Nelson, Douglas Engelbart e Tim Bernes Lee como os principais pensadores, mentores e executores do que a gente conhece hoje como a Internet, mas insistem em deixar Paul Otlet de fora.

A profa. Maria Nazaré Pereira já falava sobre o barbudo há mais de 10 anos, ainda nos primórdios da web comercial no Brasil, e eu sei que nas escolas de biblio e CI a gente ouve muito falar dele. Mas de novo, acho que não há nenhuma menção nos livros do Steven Johnson, Lévy, Weinberger, Castells, e outros teóricos, que digam diretamente que Otlet contribui para o surgimento da Internet.

Resgatando trechos de um texto do Alex Wright que eu traduzi uns anos atrás, sabe-se que:

paul otlet

Em 1934, anos antes de Vannevar Bush sonhar com o memex, décadas antes de Ted Nelson conceber o termo “hypertexto”, Paul Otlet visionou um novo tipo estação de estudos: uma mesa móvel construída como uma roda, ligada por uma rede de raios de roda dobradiços sob uma série de superfícies móveis. A máquina permitiria que os usuários pesquisassem, lessem e escrevessem através de uma imensa base de dados mecânica armazenada em milhões de fichas 3×5.

Esse novo ambiente de pesquisa faria mais do que apenas permitir que os usuários recuperassem documentos; permitiria também a anotação de relacionamentos entre um e outro documento, “as conexões que cada documento possui com outros documentos, formando a partir deles o que se poderia chamar de Livro Universal”.

Otlet imaginava um dia em que os usuários distantes poderiam acessar a base de dados, através de um “telescópio elétrico” conectado a uma linha telefônica, recuperando uma imagem fac-simile para ser projetada em uma tela plana remota.

No tempo de Otlet, essa noção de rede documentária era ainda tão recente que ninguém havia nenhuma palavra para descrever essas relações, até que ele inventou uma: “links”.

Otlet visionou o empreendimento como um grande “réseau”—teia [web]—de conhecimento humano.

Otlet também reconheceu a importância prática da “pesquisa e recuperação realizada por uma equipe permanente apropriadamente qualificada”. Substitua a palavra “Google” por “equipe permanente”, e a visão de Otlet começa a soar muito como a World Wide Web.

Apesar de ser um exagero aclamar que Otlet exerceu influência direta no posterior desenvolvimento da Web, não seria exagero dizer que ele antecipou muito dos problemas que estamos tentando resolver: a explosão da informação publicada, as limitações dos mecanismos de armazenamento e recuperação, a busca desesperada por um modelo classificatória que nos auxilie a armazenar, administrar e interpretar o capital intelectual coletivo da humanidade - e talvez, os limites dos sistemas de auto-organização.

Na encarnação atual da Web, “autores individuais” (significando tanto pessoas como instituições) mantêm documentos fixos, no qual eles exercem controle direto. Cada documento é essencialmente um fato consumado, com seus próprios conjuntos auto-determinados de relações com outros documentos. É necessária uma meta-aplicação como Google ou Yahoo!, para descobrir as amplas relações entre documentos (normalmente através da combinação de sintaxe, semântica e reputação). Mas essas relações, independente de quão sofisticado é o algoritmo para determiná-las, permanecem em grande parte indisponíveis para o usuário final, nunca se tornando uma parte explícita da história do documento.

Será que a rede de Otlet demonstraria algo diferente? Nós ainda teremos que descobrir. Com o advento da Web Semântica e tecnologias relacionadas como RDF/RSS, FOAF, e ontologias, nós estamos caminhando na direção de um ambiente onde o contexto social está se tornando tão importante quanto o conteúdo temático. A visão de Otlet carrega uma impressionante possibilidade: o casamento do determinismo das facetas com o relativismo das redes sociais.

No último livro de Otlet, Monde, ele articulou uma visão final do grande “réseau” que pode também servir como suas últimas palavras:

Tudo no universo, e tudo do homem poderiam ser registrado na distância em que foi produzido. Dessa maneira uma imagem móvel do mundo poderia ser estabelecido, um verdadeiro espelho de sua memória. De uma distância, todos poderiam ler textos, ampliados e limitados ao assunto desejado, projetado em uma tela individual. Dessa maneira, qualquer pessoa sentada em sua cadeira poderia ser capaz de contemplar a criação, como um todo ou em certas partes.

Eu sei que esse video foi postado aqui em algum lugar, mas não achei aonde. É parte do filme “O homem que queria classificar o mundo“. Vai de novo:

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Essa palestra do Ken é incrível, me identifiquei bastante. Acho que os vídeos tratam das mesmas coisas: limitações em geral e excesso de limites, embora o problema todo seja bem mais amplo, quase que sociológico mesmo. E isso não é algo específico, mas um problema de época e "costumes", que acontece por uma série de fatores que a gente 'nem percebe' que existem, como o Cortella explicou com detalhes bastante pertinentes (não vi todo o vídeo, vejo depois qdo chegar em casa). Por isso tb acho mto simplista querer acreditar que apenas disciplina, remédio ou, no caso do blog de Avaliação dos Professores da UFRGS, censura, resolva um problema que é bem mais sensível do que se imagina. As coisas não funcionam dessa forma. Por mais contraditório que isso pareça, mesmo estando na 'sociedade da informação' estamos lidando com uma sociedade decadente por dentro e sem valores fortes. Essa ausência de virtudes, de identidade, de união, afeta pais, professores / profissionais e estudantes que se vêem limitados em vários sentidos. Pra algumas pessoas, o objetivo de qualquer criação / pesquisa / trabalho, há muito tempo já deixou de ser ajudar a uma comunidade e às pessoas e voltou-se pra alguns vícios, como a vaidade, ganância, avareza, mesquinhez mesmo. Esses vícios são tão intrínsecos à 'personalidade' das pessoas que elas não os reconhecem como vícios, e também faz com que fique difícil acreditar que ocorra mudança em um curto período de tempo. As situações até podem mudar, mas é impossível fazer isso sem que muitas pessoas se envolvam e sem que ocorram 'perdas e danos' a ninguém. Enfim.. Acredito (e espero) que as novas tecnologias - no mais, as colaborativas - e principalmente _as pessoas_ que as entendam como aliadas (e não o inverso), ajudem a mudar esse quadro um pouco..


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