Mercado para bibliotecários juridicos em pequenos escritórios de advocacia

Num post anterior, comentei que existe um mercado jurídico potencial muito grande no Brasil para bibliotecários, uma vez que só 13% dos escritórios possuem bibliotecas ou arquivos.

Mas como aproveitar esse mercado?

Eu pensei em um produto assim:

Imagine a situação em que uns bibliotecários criassem um catálogo coletivo da área de direito. Esse catálogo seria alimentado por diversas pessoas, de maneira descentralizada, com cada um ganhando um pouquinho por cada registro adicionado. Os advogados assinariam um acesso a esse catálogo, que não teria o conteúdo completo dos documentos, mas que pouparia tempo dele nas buscas, indicando para ele onde comprar (viajando um pouco, talvez role um acordo com as livrarias para ganhar alguma porcentagem na venda). Outros serviços poderiam ser agregados, como o informativo de todos os livros que sairam de novo na área. Ou a venda de registros para bibliotecas jurídicas que utilizam o formato MARC.

Acho que é algo que daria para fazer, quem sabe poderiamos juntar algumas pessoas e criar algo do tipo…

Ah, essa idéia é apenas um adaptação de outras como o catálogo coletivo da FGV (nem sei se existe mais)… alguém ai acha que poderia dar certo??? ou melhor, alguém pagaria por ele?

4 pensamentos em “Mercado para bibliotecários juridicos em pequenos escritórios de advocacia”

  1. Oi Thiago, tenho lido seus interessantes comentários sobre o mercado de trabalho na área jurídica (especialmente em pequenos escritórios). Há algum tempo conheci um serviço parecido, mas que creio não exista mais (ao menos o site saiu do ar):

    http://www.bibliotecariavirtual.com.br
    Bibliotecária Virtual” é um serviço pago que se propõe a realizar pesquisas, não contemplando opinião, consultoria ou questionamento jurídico por parte dos pesquisadores. O objetivo deste serviço é fornecer mais uma ferramenta ao profissional da área jurídica, com informações atualizadas que possibilitarão um ganho no seu tempo de trabalho, já que o processo para a realização de uma pesquisa é demorado e nem sempre de fácil localização na web.

    Penso que a questão é a de como “explorar” a indústria da informação na área (você já fez um levantamento das editoras e de publicações existentes? veja http://www.infolegis.com.br/) de modo a “não ser explorado” pelos escritórios que em geral pagam muito pouco aos profissionais.

    A propósito,estou concluindo meu livro sobre Empreendedorisomo e Biblioteconomia, que deve sair no início de 2008. Ali exponho uma experiência parecida na área biomédica (e algumas observações sobre sucessos e insucessos). Abraços, Cláudia

  2. Nossa Cláudia, essa realmente é uma questão que exige um resposta que ainda não existe e um pouco de coragem. Eu acredito que não estamos suficientemente preparados (me incluo nessa) para o empreendedorismo. Por isso te admiro… vc consegue dar um passo a frente. E ainda, ver a frente, uma vez que o nosso mercado reservado e certo não deve durar muito.

    Obrigado pela visita.

  3. Sobre informação jurídica: é um negócio e tanto. A idéia do catálogo coletivo é boa, mas já existe a biblioteca do senado que faz isso muito bem e de graça. O que é necessário, especialmente para os advogados, é jurisprudência – a IOB investe pesado nisso. Mas é um campo realmente enorme e explorar um nicho de jurisprudência (por assunto e por tribunal, por exemplo) pode ser muito bom.

    Cláudia, sucesso para o livro, se quiser publicar pela Baluarte – edicoesbaluarte.com.br – seria um prazer.

    Valeu!

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