Inclusão só se dá quando se pode chamar algo de meu…

Uma pena que o OLPC ainda não foi para frente, mas em essência o Nicholas Negroponte está mais do que certo…

Trabalho atualmente em uma biblioteca relativamente na periferia de São Paulo e temos 3 computadores para pesquisa. Vejo nos nossos usuários, principalmente nos menores, uma enorme vontade de usar os computadores, muitas vezes para realizar coisas que para nós é comum, mas que já me encantou um dia como usar o Paint. Mas é impossível qualquer pessoa conseguir familiaridade com computadores usando apenas por um tempo determinado. Ai que entra a idéia do Negroponte dar um micro que realize funções básicas para crianças e deixar elas se virarem sozinhas. Infelizmente esse projeto barrou nos custos de manutenção, em que o governo federal obrigava a empresa a fornecer 3 anos de suporte técnico, que elevaram os preços a quase 3 vezes o valor inicial do Laptop.

Mas mesmo assim, é importante que se continue esse projeto, ou continuaremos a ver as crianças mendigando acesso ao computador para brincar…

2 pensamentos em “Inclusão só se dá quando se pode chamar algo de meu…”

  1. Concordo. As bibliotecas insistem em políticas absolutamente restritivas em relação ao uso de seus recursos. O computador da biblioteca, por exemplo, é para PESQUISA. E isso não leva, absolutamente, em consideração o público a que ela serve, sua faixa etária e hábitos (ou a falta de) culturais.
    Não coma, não beba, não pense, não leia por prazer, não fale e jamais discuta. É essa a postura das bibliotecas públicas, e no que diz respeito ao uso de seus recursos tecnológicos, isso ainda é mais verdadeiro.

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