Bibliocast #001


Bibliocast #001 from moreno on Vimeo.

Eu, Tiago Murakami, Gustavo Henn e Rodrigo Galvão divagamos sobre blogs, livros, blogs que se tornam livros, editora, publicar ou perecer e produção intelectual acadêmica, no que se torna oficialmente o primeiro videocast entre bibliotecários brasileiros.

Eu sempre quis disponibilizar conteúdo que não fosse somente escrito, mas até hoje nada tinha dado muito certo (podcast, palestras filmadas, etc), seja por falta de prioridade, de paciência ou de ferramentas. Não sabemos ainda se a proposta do bibliocast vai continuar, com pautas mais organizadas, participação de mais pessoas, maior frequência de publicação. Vamos ver.

Quando eu fui editar o vídeo ficou essa dessincronia horrível. Mas vocês podem fechar os olhos e apenas ouvir as nossas vozes, afinal, não somos tão bonitos assim, e o conteúdo é mais importante do que a forma.

Esse bate papo aconteceu enquanto eu e Ród estávamos na casa do Gustavo em João Pessoa, participando das atividades da Caravana ExtraLibris. Tiago estava de bobeira, então o convocamos para uma conversinha.

Uma das palestras apresentadas por Gustavo e por mim foi filmada, publicarei depois.

E já coloquei no RABCI a transcrição da minha palestra para os alunos de biblio da UFPB. Se grande parte de nós, ou a maioria de nós, ou todos nós utilizamos orkut, msn, celular, mp3, por que a biblioteca e as escolas de biblioteconomia estão ignorando isso?

9 pensamentos em “Bibliocast #001”

  1. Ainda não consegui ver o vídeo todo porque está travando e estou sem tempo de esperar carregar. Mas a iniciativa foi excelente!

    Quero participar dos próximos! 😀

  2. Para os concurseiros de plantão , que acreditam e não desistem de entrar na carreira publica segue a informação:

    Concursos
    Em 2008 foram realizados 15.250 concursos
    28/10/2008 11:20

    Do Correio Braziliense

    O ano de 2008 começou com fortes rumores de que, com a extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), muitos concursos públicos seriam reduzidos ou até mesmo cancelados. Mas a previsão felizmente não se concretizou e, segundo dados do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, 2008 acabou como o ano com a maior oferta de vagas dos últimos tempos: 42.343. Praticamente o triplo das autorizadas em 2007 — 14.267.

    “O ano de 2008 começou com aquela ameaça, mas no fim das contas, foi muito melhor do que o esperado. Pelo nosso levantamento, foram realizados 15.250 concursos este ano”, declara a diretora executiva da Anpac, Maria Thereza Sombra. Grandes concursos foram e ainda estão sendo realizados, entre os quais os da Petrobras, da Caixa Econômica Federal e o do S e n a d o. Outros devem ter o edital publicado até dezembro, como o da Agência Nacional das Águas ( ANA ) , Agência Nacional do Cinema (Ancine), Ministério das Relações Exteriores (oficial de chancelaria) e Ministério da Saúde.

    Somente em concursos para preenchimento do quadro de pessoal em órgãos do governo federal, foram mais de 40 mil vagas. Nas esferas estadual Mais 8 mil vagas são esperadas até o final do ano com a publicação de edital de mais concursos. “Sem dúvida, está sendo um ano bastante promissor”, declara a
    diretora-executiva.

    Pesquisa
    A Associação Nacional de Proteção e Apoio a o Concurso (Anpac) realizou, pela primeira vez, no Brasil,numa pesquisa sobre os concursos no último triênio. O resultado foi publicado em um livro lançado dia 16. A pesquisa detectou que nos últimos anos houve um aumento de 27% do funcionalismo público, fruto de um número cada vez maior de concursos em todas as esferas (municipal estadual e federal).

    Desde a Constituição Federal de 1988, o setor cresce bastante, chegando hoje a quase 10 milhões de candidatos por ano em todo o território nacional. De acordo com a Anpac, foram pesquisadas nove das principais bancas examinadoras (Cespe/UnB, Esaf, Aocp, Cesgranrio, Fundação Carlos Chagas, Fundação João Goulart, NCE/UFRJ, Vunesp e Fesp/ RJ), considerando os concursos realizados nos anos de 2005, 2006 e 2007. Nesse período, foram abertas mais de 150 mil vagas.

  3. Meninos,

    Adorei a iniciativa. Foi informal e meio tumultuado de subquestões, mas legitimou o que é feito tanto BSF como no ExtraLibris – a critica a informação. Na verdade, foi o BSF que me despertou para vasculhar o mundo blogueiro e descobrir que é a melhor fonte para estar em dia com os temas do momento. Acho que a mensagem do blog é exatamente esta – fomentar um conteúdo e mas daí a diante é com o usuário/leitor.

  4. Assisti ao bibliocast (mania de bibliotecário de colocar “biblio” na frente de tudo…rs) e gostei das questão levantadas por Gustavo, e deu pra perceber bastante, que existem duas visões bem distintas que foram arduamente defendidas…rs. Uma do Gustavo, que o conhecimento tem que ser formalizado, como num livro, e outra do Moreno, que acredita(como eu) que o conhecimento pode está em outros meios, como os blog’s, e não é necessário a formalidade, já que o interesse final é que a informação chegue a o maior número de indivíduos possível, e que ela seja relevante.
    A acadêmia me surpreende sempre, pois vejo doutores que nunca foram lidos por aqueles que deveriam ser sua identificação, a sociedade como num todo. Do outro lado, chega um individuo sem os canudos e lattes recheados, e consegue alcançar com uma linguagem nada prolixa aquelas pessoas que deveriams er a finalidade daqueles doutores que escrevem seus valorosos artigos que só circulam no mesmo meio acadêmico. Enfim, é como um cachorro correndo atrás de seu próprio rabo.

    Ainda estou esperando ai pelo vídeo da apresentação do Moreno na caravana extralibris em Jampa.

    Abraço a todos!

  5. Legal Cauê. A minha defesa não é pela formalidade do livro, mas sim do livro como conhecimento elaborado, trabalhado. Escrever blog é fácil. Você só referencia um site, faz um comentário breve, e em três minutos tem um post. Já um livro é difícil de ser escrito. Exige pesquisa profunda. Exige revisão constante. Exige reflexões melhor desenvolvidas. É por isso que vivo dizendo pra Moreno, por exemplo, escrever um livro. Por que ele tem o que dizer, e seria bom para todos que ele compartilhasse isso de forma organizada, trabalhada, sólida.

    É praticamente a diferença entre verso livre e soneto.

  6. Entendo o que você quis dizer, e concordo em grande parte. Mas acho que a dificuldade, ou melhor, as aptidões nem sempre são as mesmas para conseguir fomentar o que se quer dizer. Moreno por exemplo, tem um jeito mais despojado, você diferente, e por ai vai. O livro, o e-book, ou sei lá mais o que, sempre será necessário, apesar que as formas mudam, juntamente com a maneira de concepção de obras intelectuais, como os livros, com pesquisas fundamentas,”melhor” elaboradas.
    A 4 anos a gente deu boas risadas quando o Moreno falou em Blog’s no Enebd em Recife, hoje, já temos a noção, ou começamos a ter, da importância que essa ferramenta de divulgação de conhecimento ganhou. Vem muita coisa por ai, e acho que sempre a necessidade é que ditará as mudanças com que a informação é tratada.

    Conversa para ser discutida em Sampa já temos muito.

  7. TB assisti ao bibliocast, apesar de não escutar o Tiago muito bem, gostei da iniciativa e da conversa, mas ver se esse livro vai sair! Gostaria muito de ver todas essas idéias, conceitos lançados no blog consolidado em um livro.
    Torço por vcs!

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