Biblioteca Nacional de Brasília

biblioteca nacional de brasília

Visitei a Biblioteca Nacional de Brasília (Biblioteca Nacional Leonel de Moura Brizola), aquela controversa, e dei uma avaliada enquanto usuário comum. Algumas impressões:

a entrada da biblioteca é através de uma única porta minúscula, sem saber exatamente se aquilo é a frente ou os fundos da biblioteca. Como os vidros são “fumados”, você não consegue ver absolutamente nada dentro da biblioteca. É preciso chegar bem próximo do vidro para conseguir ler um papel A4 que diz “entrada da biblioteca”. Por que não fazer uma mega letreiro em neon piscante avisando que é ali a entrada da biblioteca? Eu achei a entrada bastante confusa, desestimulante e nada convidativa.

Na recepção existem roletas eletrônicas, mas que ainda não estão ativadas. Existe um balcão de recepção a esquerda das roletas, com 3 estagiárias prestativas, mas não muito bem humoradas. Segundo erro grave, você tem um porta que é tão desestimulante a ponto de ser agressiva, e agora se depara com roletas eletrônicas, barreiras de rfid (talvez) e segurança. Isso é um presídio, um banco ou uma biblioteca nacional?

Eu só queria visitar, já que nem mesmo poderia consultar qualquer coisa, já que o acesso livre ao acervo só está programado para julho de 2009. E talvez utilizar a internet, se fosse possível. Para usar a internet e circular nos andares superiores, eu tive que ceder minha identidade, endereço residencial e cpf, para criar uma conta no sistema, liberando o acesso aos outros andares da biblioteca (acervo) e internet (térreo).

Mas eu sou um mero visitante. Até entendo a necessidade de criação de conta pra uso da internet, já que o sistema funciona como uma lan house, com tempo estipulado e tal. E até entendo o registro por razões de segurança. Mas por que a biblioteca precisa saber do meu endereço residencial (já que não existe empréstimo domiciliar) e meu cpf?

Um outro recepcionista fez questão que eu fosse ver uma tal cadeira multimídia no terceiro andar. Lá fui eu, as cadeiras são interessantes, ficam viradas de frente pra esplanada e são na verdade cadeiras de massagem com um monitor acoplado. Você pode ficar ali uns minutos, caso queira tirar um momento de relaxamento entre as leituras e pesquisas. Mas nenhuma delas estava funcionando. Estavam lá, cerca de 10, ainda desativadas.

As cadeiras de estudo (todas individuais) parecem bem confortáveis. Boa ergonomia, boa iluminação. Quase todas estavam ocupadas (talvez umas 200 ou 300, no total), tanto no segundo como terceiro andar, e mais de 60% das pessoas (um estimativa minha) estavam com laptop. Perguntei pra bibliotecária mais próxima se havia conexão wifi disponível, e ela disse que sim. Ponto pra biblioteca nacional de Brasília.

O acervo físico é separado por vidro, aquários. Reparei que algumas estantes tem um acabamento de madeira, o que é bem mais bonito do que as estantes tradicionais de metal. Os livros ainda estão sendo processados, já tem número de lombada, mas além disso, não vi nenhuma indicação visual de número de chamada, seja nas próprias estantes, ou ao redor do aquário.

Existem salas fechadas, para trabalhos em grupos.

Os banheiros são limpos, o que é um bom sinal. Banheiro limpo é o melhor reflexo das condições da instituição.

Voltei pro térreo. Os blocos de piso do salão de internet estão soltos. Mesmo que eu quisesse manter o silêncio, não conseguiria. Há uma grande variedade de jornais do dia, e de dias anteriores. Poltronas de couro excelentes. Há algumas revistas de grande circulação. Essas revistas estão expotas em duas prateleiras, com mais de 1,60m de altura. Quem tem menos de 1,60m sequer enxerga as revistas da estante superior, quanto mais alcançá-las.

Fui usar a internet. Primeiro teste óbvio: orkut. A biblioteca bloqueia orkut. Pronto, já não queria nem mesmo ficar sentado ali. Desestímulo total. O único browser disponível era o Internet Explorer. Não testei pra ver se eu conseguia fazer alguma tipo de download. Você não tem acesso à torre. Os cabos vêm do alto, direto pros monitores, teclado e mouse, que ficam em blocos de 3 ou 4. São cerca de 50 computadores, talvez mais. A minha tela ficou piscando repetitivamente, como se fosse mal contato. Desloguei, tentei usar outra máquina e não achei nenhum monitor com o campo de login aberto. Talvez eu tivesse que solicitar ao atendente. Mas pelo desgaste, eu resolvi ir embora.

As impressões gerais são muito boas, já que a biblioteca é mais um marco arquitetônico de Brasília, é muito bem localizada, próxima do terminal rodoviário, e na esplanada, visível para milhares de transeuntes que ali circulam diariamente.

biblioteca nacional de brasília

Fui muito bem atendido quando precisei, minhas perguntas foram respondidas pontualmente.

A biblioteca atende normas de acessibilidade, e mesmo sem querer (caso não tenha realizado um projeto de usabilidade com base na experiência do usuário leigo), ainda assim a visitação é bem simples e prazerosa. Seria muito difícil se perder lá dentro, em termos de ausência de sinais, de organização espacial óbvia ou atendimento dos funcionários.

Existem algumas falham bastante específicas, essas que eu citei acima, mas que não são graves e podem ser resolvidas facilmente. Mas é preciso ter bastante cuidado porque algumas dessas falhas são capazes de espantar centenas de usuários potenciais, como a porta de entrada, cadastro e acesso restrito à internet, por exemplo.

Quando vocês estiverem visitando bibliotecas ou mesmo nas bibliotecas em que trabalham todos os dias, tentem se colocar por alguns instantes na condição de usuário comum. Imaginem o usuário mais leigo que poderia aparecer na biblioteca, ou a criança mais jovem capaz de ler, ou o idoso, o deficiente físico, o desempregado, o morador de rua, etc, e perceba como o ambiente físico e as instalações promovem uma boa experiência entre o leitor pesquisador e os livros e recursos que a biblioteca oferece.

Como eu falei nas últimas palestras, no Brasil, pouco se estuda em termos de design associado à biblioteconomia. Pode existir um discurso de escassez de recursos financeiros, mas acho que esse talvez não seja mais o caso para a maioria das bibliotecas que comportam grande número de usuários e acessos.


Payback movies SIBI USP – Parte 2 – Moreno Barros from ExtraLibris on Vimeo.

Bibliotecários tendem a falar para bibliotecários, utilizando lexicon, jargões, que não são compatíveis com a vida dos seus usuários. E isso se extende mais claramente no que concerne ao design, ao espaço físico, disposição de estantes, sistemas de classificação, sinalizações, etc.

Talvez um pouco mais de exercício, possa resolver grandes deficiências que existem hoje. Existem excelentes práticas e elas podem ser replicadas.

Deixem suas impressões, sugestões e reclamações.

35 pensamentos em “Biblioteca Nacional de Brasília”

  1. Ótimo post, Moreno.

    Deu pra ter uma noção muito boa de como é a biblioteca. Uma visita guiada.

    Percebi que tem vários pontos relacionados à ergonomia ai, cara… sinalização, acessibilidade, cadeiras…

    Vou colocar esse post no /ergonomia.

    Valeus, moreno…

    Ah! Tu tirou fotos do interior da biblioteca, man?

  2. Olá Moreno, sou aluno de biblioteconomia da UnB e por estagiar num local próximo a BNB à freqüento todos os dias, além disso tenho aula na universidade com o diretor da biblioteca.

    Gostaria de complementar algumas informações pertinentes a biblioteca.

    Na realidade a dita “Biblioteca Nacional de Brasília” é uma biblioteca pública como várias outras. Nossa biblioteca só recebe a alcunha de “Nacional” porque faz parte do Complexo Cultural Nacional composto pelo Teatro Nacional, Museu Nacional e a Biblioteca Nacional. A Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro continua sendo a única a atuar como repositório legal para publicações.

    Todos os computadores possuem sistema operacional Windows, em minha opinião um desperdício de verba pública já que sistemas baseados na plataforma Linux supririam muito bem as necessidades do público alvo. Apesar de o Orkut estar bloqueado é não existe nenhum bloqueio sobre o downloads, inclusive vários dos computadores possuem jogos instalados, por exemplo, counter strike.

    É negado o acesso a biblioteca portando mochilas ou bolsas. Antes ter entrar nas salas de estudo existe um balcão onde todos os usuários devem deixar as bolas. Se a biblioteca já tivesse um acervo formado, apesar de discordar, eu poderia até entender essa precaução, mas como ainda não tem acervo não existe uma explicação lógica.

    Como você mesmo disse além da estrada ser confusa e não haver um letreiro claro sobre a entrada da instituição, não existe nenhum bibliotecário nessa área para orientar os usuários. Os únicos estagiários que trabalham ali também não são do curso de biblioteconomia.

    Bom, a princípio é isso. Esse tópico foi muito oportuno porque já há muito tempo queria fazer essas observações.

  3. Como faço minha graduação na UnB, estou bem próxima à Biblioteca Nacional de Brasília e posso acompanhar de perto seu funcionamento. Existem “n” fatores a serem melhorados se quisermos levar a informação à todos. Há um projeto voluntário, coordenado pela professora Iris Soares, que conta com a colaboração de graduandos de Biblioteconomia nos processos técnicos. O trabalho que o professor Miranda tem realizado na BN tem melhorado muita coisa. Agora é esperar pra ver o resultado. Gostaria muito de ter uma biblioteca exemplar na minha cidade. Quem sabe, né?!

  4. Gostei de seus comentários e concordo com os pontos negativos que vc apresentou, mas gostaria de ressaltar outros pontos importantes e que considero diferenciais positivos na Biblioteca Nacional de Brasília: Eles oferecem curso de informática, curso técnico de desenho entre outros… e uma sala acesso à internet para crianças da periferia e moradores de rua (inclusão), sempre com acompanhamento de monitores e gratuitamente. Lá tb tem um brinquedoteca com monitores para as crianças, com salinha de vídeo, e computadores adaptados ao tamnho dos pequeninos, tem salas para cursos onde os frenquentadores escolhem os curso e parceiros como o Sesc, Sebrae… ministram é só fazer um cadastro e escolher o curso que quer participar.

  5. Me poupe! Bibliotecário reclamando que não tem acesso a orkut! Fútil isso.
    A Biblioteca foi pensada como um lugar de pesquisa e enriquecimento intelectual/cultural.

    Fácil apontar defeitos… O difícil é falar as coisas boas da BIblioteca. Sugiro que você visite de novo a BIblioteca e veja com olhos positivos as coisas boas dela.

    Quanto ao cadastro, concordo plenamente! E se entra um pedófilo para acessar coisas indevidas na Biblioteca? Duvido que você tenha um mínimo de acesso na BIblioteca ancional do Rio de Janeiro.

    Vamos parar com essa mania de criticar!

    1. Aline, creio eu que esta análise foi feita para ver como seria o acesso do usuário NORMAL, LEIGO, e não um bibliotecário. Nas bibliotecas universitárias o acesso é livre, por que não em uma biblioteca pública, espaço principalmente de lazer? Outra coisa é que se ninguém apontar defeitos NUNCA virão melhorias. Apontar os defeitos para serem corrigidos é muito mais importante do que elogiar, principalmente quando quem são afetados são os usuários.

  6. “as impressões gerais são muito boas”, como eu falei, e só não entende quem não sabe ler. entretanto, as falhas ficam mais evidenciadas quando eu me posiciono como um usuário leigo. imagine uma biblioteca que funciona, mas que ainda não permite acesso aos livros, uma biblioteca que exige muito do meu tempo e da minha privacidade apenas pra deixar eu entrar, e uma biblioteca que não me serve enquanto excluído digital. eu poderia acessar o orkut para mandar um scrap para o deputado federal eleito por mim, e daí? por que a biblioteca deve ficar julgando o teor do conteúdo e das ferramentas que eu utilizo? Ou seja, como bibliotecário, é a biblioteca dos sonhos, bastam pequenos ajustes para que ela seja perfeita. Mas como eu disse também, bibliotecário gosta de se comunicar com bibliotecário, então talvez para um usuário leigo (o que eu sou, muito antes de ser bibliotecário), a biblioteca não me pareceu tão funcional assim. A crítica é essa. É em relação ao modelo de biblioteca, independente de ser biblioteca nacional de brasília, da suécia, biblioteca de taguatinga, do sertão da bahia, enfim. Enquanto os bibliotecários não aceitarem as críticas e as sugestões de seus usuários, eles vão continuar tomando conta de grandes prédios que nada mais são do que caixas de livros, que não servem às necessidades mais essenciais da sua comunidade.

  7. Aline,

    Você recomendaria então também cadastro para se acessar qualquer rede sem fio pública? Imagine só, meu deus do céu, se um pedófilo acessa “coisas indevidas” em pleno shopping x que possui rede wi-fi. ¬¬

    Aproveitando:

    Moreno, há rede sem fio na biblioteca?

  8. Aline,

    Gostaria apenas que esclarecesse, se possível, o que você considera como “coisas indevidas” e “fúteis”.

    Eu penso que certas posições em relação ao conteúdo das bibliotecas devam ser mais cautelosas, já que se trata de um espaço que objetiva levar informação à quem necessita, dentre outras atividades, claro.
    Às vezes é necessário ter uma visão menos linear tanto dos serviços quanto dos conteúdos inerentes
    às bibliotecas. Isso vale, não só para as bibliotecas mas, para a vida também.

    *Novela por si só pode ser considerada com algo fútil.
    Mas, se eu quisesse estudar o reflexo das novelas na sociedade? Ou as informações transmitidas pelas novelas? Será que para mim ela continuaria sendo fútil?

  9. A grande questão está no que Moreno diz: “quem vai julgar o que se faz no Orkut?”. Quando a biblioteca simplesmente barra o acesso, está apenas provando o pré-conceito que faz das pessoas.

  10. Bom, acho que esses comentários deixaram de ser sobre a BNB e passaram a ser sobre acesso ao orkut nas bibliotecas. ¬¬
    Quando o Moreno foi a BNB o acesso estava bloqueado, mas eu fiz estágio supervisionado lá a menos de um mês e orkut e msn eram permitidos.

    Sobre o comentário do Guilherme achei bastante pertinente as informações complementares. A Biblioteca tem sim suas falhas, mas também são muitos os seus pontos positivos.
    Como uma biblioteca pública ela vai atender muito bem os seus usuários, tem tudo pra isso, basta o acervo ser disponibilizado e o letreiro colocado na porta.

  11. Moro aqui no DF e estudo na UnB. Deu vontade de visitar a biblioteca após o seu relato.

    Sobre a questão do orkut, eu acho que o acesso não deve ser liberado. Isto não é uma falha, mas um ponto positivo. Orkut é para ser visto em casa, não num órgão público. Seria vergonhoso pensar que estou pagando imposto para a paty contar para a bety o que o boby fez ontem a noite. Faça-me o favor. Obviamente o orkut pode ser utilizado da forma condizente com uma biblioteca pública, mas esta não é a mentalidade da maioria dos usuários, pode ter certeza.

    Mais uma consideração, apesar de nunca ter ido à Biblioteca, é notável o pouco espaço. Além disso, é feia. Esteticamente muito feia! Coisas de Niemeyer…

  12. Ola, Sou aluno de Biblioteconomia da UFPE, primeiramente gostaria de parabenizar Moreno pela palestra, que me dxou fascinado na maioria dos pontos. Esclarecendo algo que algumas posts não levaram em conta, é o seguinte quando ele usou a Bilioteca Nacional de Brasília pra apontar alguns pontos negativos, não estava apenas criticando, estava pondo o seu ponto de vista como leitor, o que falta a nós Bibliotecários é esquecer que um dia passamos no vestibular pra Biblio e lembrar que antes de tudo somos usuários!!!
    Quase me mijo( com o perdão da expressão) quando ele falou na questão do orkut, brilhante explanação… quem disse que no orkut não há conhecimento? muito pelo contrário, se avaliarmos por outro ângulo ele é uma das maiores ( se não a maior) forma de comunicação a distancia que temos hj, e pq não utilizarmos isso a nosso favor? Como ele mesmo falou, esta na hora , mais uma vez, de repensarmos nosso real papel como profissionais da Informação! Parabéns mais uma vez Moreno, a partir de hj vç ganhou um web-leitor assíduo desse blog.

  13. Muito bom! Você testou o que chamam em internet e ergonomia a usabilidade da biblioteca, se ela é acessível ao leitor. Tomara que corrijam as falhas apontadas e melhorem o acesso à biblioteca. As bibliotecas podem utilizar de usuários-teste para testar sua usabilidade, um recurso que não é caro.

  14. Moreno, cá estou eu no meu estágio na ABA, curso de inglês, quando estava lendo a parte onde você comentava sobre o Orkut, e, no mesmo momento, uma gartinha me perguntou o porque que o Orkut não estava abrindo. Aqui na verdade, era pra ser bloqueado mas o Orkut ainda insiste em abrir. Gostaria de saber o porque de você achar errado o bloqueio de certos sites. Mas, de antemão, entendo que depende da instituição e da biblioteca e seus usuártios. Aqui, por exemplo, é da necessidade de não deixar as crianças em meio a informações que seriam apenas de ordem adulta, ou que, em casa eles usariam mediante se ospais permitissem.
    Já falando em relação a outros tipos de bibliotecas, pode ser um fato de reter tal informação a partir do bloqueio de certos sites. Até porque, nem sempre dá pra dizer qual tipo de informação é importante e qual é irrelevante.

  15. Olá Moreno!
    Sou aluno do 2° ano de Biblio da USP e concordo muito com muitas das suas reclamações. Assisti sua palestra aqui na POLI no dia do bibliotecário e o que mais me chamou atenção e que fez meus olhos brilharem foi a relação entre biblioteconomia e design.
    “Como falei nas últimas palestras, no Brasil, pouco se estuda em termos de design associado à biblioteconomia.”
    A partir dos seus comentários me interessei muito pelo assunto e procurei comentar por aqui a idéia de aprofundar mais essa “faceta”. Até o momento não senti muito ânimo por parte da galera. Acho que o design é o ponto chave para atrair um novo público. Pretendo insistir e investir no assunto, mas como ainda sinto falta de mais “bases” sobre a área, minhas refêrencias para pesquisa continuam escassas. Você ou alguém poderia me passar alguma?
    Sobre o “tchan” dos comentários (o orkut em bibliotecas) eu acho mais que certo o uso livre. Não são todos que utilizam o site para futilidades. Creio que ele é mais uma fonte de informações e mais um canal de compartilhamento de experiências como qualquer outro.

  16. OLA MORENO È POSIVEL SER BIBLIOTECARIO SEM FACULDADE? POIS PASSEI POR UM TREINAMENTO DE 1 ANO E MEIO E APRENDI TODAS AS ETAPAS DOS LIVROS DA CATALOGAÇÃO ATE A DISTRIBUIÇÃO NAS ESTANTES COMO SEMPRE GOSTEI DE LIVROS CATALOGALOS POR ASSUNTO FOI MAIS FACIL

  17. Gostei muito de ter conhecido este espaço maravilhoso: onde de fato tem tudo para o leitor se sentir bem e utilizar o acervo conforme sua necessidade. Gostaria que a biblioteca onde tra-balho aqui em Cuiabá fosse um pedacinho dessa ai.

  18. bibliotecário com raiva deve ser vacinado! é uma questão de saúde pública e social.
    o debate de idéias, em bom nível argumentativo, é salutar, faz bem à classe e à democracia.
    particularmente, gosto das controvérsias, são fonte de pontos de vista.
    debatamos, sem medos.

  19. Olá!

    TRabalho na BNB e foi interessante ler as impressões de todos. Sabemos que muitas coisas precisam ser melhoradas.. acesso à instituição, recepção, oferecimento de atividades… acervo.. enfim.. uma trilha a seguir para garantir à população condições de complementação em sua formação.
    Diante de falhas e acertos, certamente muitas alternativas de melhora nos serviços estão sendo providenciados mas muitos benefícios já estão sendo oferecidos.
    Como exemplo digo que oferecemos gratuitamente à comunidade uma oficina de poesia à crianças, com divulgação pela midia impressa, site e BNB e tivemos uma procura de 30% das vagas oferecidas com inscrições e apenas 3 crianças hoje frequentam a oficina.Buscamos divulgar nossas ações, mas a população também precisa de tempo para formar e educar suas prioridades e determinar seus caminhos educacionais onde a cultura e a leitura são elementos básicos neste processo de construção do conhecimento.

    Como benefício acredito que um espaço destinado às crianças como temos, é excelente para educar nossa sociedade.Trabalhamos com fomento à leitura e tecnologia e atendemos escolas públicas, particulares, associações… e a comunidade em geral.Estabelecemos parcerias para que nossa comunidade seja beneficiada, e buscamos excelencia em nosso trabalho.

    Antes de tudo, buscamos oferecer oportunidades já que o rico e o pobre podem adentrar e usufruir dos nossos serviços…Cidadania…Isonomia…
    Acredito que a BNB está caminhando para acertar… 🙂

    Bem, que a cada visita possamos oferecer à comunidade melhores condições e serviços.TRabalhamos buscando atendar ao máximo o turista e o usuário.Visite nosso site, que em 2010 ganhará nova roupagem!!
    http://www.bnb.df.gov.br
    E mesmo com falhas, será que a população não ganha com o que oferecemos? 🙂
    Um abraço!
    Guida

  20. Olá!

    Eu também trabalho aqui na BNB de Brasília. Sou Bibliotecária e concordo em alguns pontos com você, Moreno. MAS, como a Guida mesmo aí em cima falou: “será que a população não ganha com o que oferecemos?”

    A Biblioteca é muito nova, os recursos são escassos e os servidores (que são poucos) estão dando o suor para que a Biblioteca dê certo…
    Nós temos sim acervo já totalmente processado, pronto para empréstimo, são quase 11 mil livros já prontos (fora os que ainda não estão processados). O que falta para o acervo abrir? Alarme! Isso mesmo! Estamos esperando a licitção dos alarmes para os livros. Não podemos abrir acervo Público sem alarme nos livros. Infelizmente, no Brasil ainda há o problema de sumiço de livros nas BIbliotecas. Uma pena!

    Quanto ao acesso ao orkut, sou a favor e acho que no espaço CLIC já se tem este acesso. MAs, será que é finalidade de uma BIblioteca Pública deixar que todos os sites sejam acessados de forma indiscriminada? Você não acha estranho que deixemos que um pedófilo, maníaco ou qualquer coisa do gênero acesse aqui de dentro esse tipo de conteúdo???(Já ouve casos) O que vejo é que a maioria das pessoas que usam orkut o utilizam como forma de “lazer” (passar o tempo bisbilhotando os outros mesmo) e não de aprendizado… Mas, enfim, não vou entrar nesse mérito.

    Nós vamos fazer 1 ano e te garanto que não teve um dia que a Biblioteca não teve usuário. As salas de estudos chegam à lotação máxima quase todos o finais de semana (sem acervo aberto). E a nossa meta e melhorá-la cada vez mais, independente se ela é bonita ou feia, acessa orkut ou não, ela está aqui para servir a população com os poucos recursos que ainda possui.

    Abraços!

  21. Legal as explicações, só o fato de se disporem em nome da instituição a esclarecer para a comunidade demonstra que a entidade pública é capaz de compreender a finalidade da crítica e de utilizar os mecanismos adequados para se fazer a coisa correta.

    E os bibliotecários enquanto entidades privadas não precisam ficar justificando a natureza de seu trabalho se estão cientes de que o exercem com competência.

  22. Olá Moreno!!!
    Assiti taridmente sua palestra e achei 10. Vc está correto em toda sua fala, afinal não adianta nadar contra a maré e quem vai contra um dia acorda, é isso o que me dá alento.

  23. Acredito que o horário da BNB poderia ser extendido pelo menos até as 22:00 já que em Brasília o público das bibliotecas é formado boa parte por estudantes de concursos públicos.

  24. Sou estudante do 5º período de Biblio na UFMG. Fantástica iniciativa de “enredar” uma visita pelo Biblioteca “nacional” de Brasília. Sugiro que cada um de nós repita a dose em suas respectivas bibliotecas públicas locais. Francamente, com relação a “polêmica” do ORKUT… ponto pacífico: Qualquer censura ou pré conceito é atitude nefasta. Aqui na UFMG o encarregado do LTI da Escola de Ciências da INFORMAÇÃO (sic), “entrou numa” de bloquear Certos sites (Orkut, you tube e twitter)..quem somos nós para definir o que ira virar informação ou mesmo relevância no futuro.. Já ouvi este discurso, daqueles que queimaram livros “fúteis” e “perigosos” no passado (recente e longínquo)… Calma, galera… INFORMAÇÃO (qualquer uma) pode gerar Conhecimento.. vejo um Neanderthal tentando fazer faísca com lascas e um “ancião” ao lado criticando atitude tão “fútil” (afinal, cá entre nós, bater pedra uma na outra, pode parecer uma atitude imbecil, para quem desconhece o fogo)..calma, galera… O próprio celular pode servir para a fofoca (90%) como pode acionar o SAMU…take easy, people..

  25. Estudantes de Artes da UnB fazem petição por Disciplina sobre Histórias em Quadrinhos
    Encabeçada pelo estudante Adriano Carvalho Saturnino, aluno do Curso de Artes Plásticas do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB), está disponível na Internet, dirigida apenas a alunos do curso, uma petição solicitando à Diretoria do Instituto que analise a demanda para introdução no curso de uma disciplina sobre histórias em quadrinhos, a ser oferecida no Departamento de Artes Visuais. A petição menciona que a Faculdade de Comunicação da UnB oferece esporadicamente a disciplina “Introdução às Histórias em Quadrinhos”, mas defende que “o Instituto de Artes pode oferecer uma leitura diferente do assunto”.

    Trata-se de uma proposta de mérito, que demonstra a consciência, por parte de alguns alunos do Curso de Artes Plásticas, dos benefícios de uma disciplina sobre histórias em quadrinhos em sua formação acadêmica. Por enquanto, a petição conta ainda com pequena parcela de assinantes. Ressalta aos olhos a utilização do espaço virtual por parte de alguns brincalhões, que assinaram com pseudônimos, e de algumas pessoas, aparentemente externas ao curso, que apóiam a proposição. É discutível se brincadeiras de mau gosto ou a se participação de não estudantes irão colaborar efetivamente para que a petição atinja o êxito pretendido.

    O Observatório de Histórias em Quadrinhos da Universidade de São Paulo aplaude e parabeniza os estudantes do Instituto de Artes Plásticas da UnB pela iniciativa e deseja-lhes muito sucesso, esperando que a Direção do Instituto seja sensível a essa legítima demanda de seus alunos.

    A petição está disponível no endereçohttp://www.petitiononline.com/mod_perl/signed.cgi?idahq&1.

    Prof. Dr. Waldomiro Vergueiro

    Fonte:
    http://observatoriodehistoriasemquadrinhos.blogspot.com/2010/08/estudantes-de-artes-da-unb-fazem.html

    Fonte:

    2:49
    +
    Entrevista com Adriano Carvalho – Blog Revista 2×2
    Adriano Carvalho é ilustrador e estudante de Artes da UnB (Universidade de Brasília). Durante a entrevista, ele conta sobre sua experiência em …
    por revista2x2 | 11 meses atrás | 124 views
    Fonte:

  26. Oi, tudo bom? Muito bom o post, não entendo nada de bibliteca, nem nunca fiz biblioteconomia, mas, como moradora de brasilia e estudante, já frequentei algumas e a Biblioteca nacional foi uma delas e uma das q eu menos gostei, principalmente por 4 motivos que não foram mencionados. 1º o horário de funcionamento começando às 9 é péssimo, eu gosto de começar meus estudos antes das 8, pois trabalho a tarde e estudo a noite, então preciso usar minha manhã ao máximo. 2º o estacionamento não é suficiente e pessoas que trabalham ao redor o utilizam, então tive que estacionar em uma parada de ônibus. 3º tenho déficit de atenção e com paredes de vidor que dão para a esplanada foi difícil manter a concentração. 4º depois de algumas horas de estudo fiquei cansada e com fome, mas a biblioteca não tem nem uma máquina de cafezinho, a lanchonete mais próxima, segundo uma das funcionárias, é num dos ministérios.
    O lugar é bem bonito, as mesas são confortáveis e as cadeirs tbm, mas com esses 4 problemas, não pretendo voltar a estudar lá.

  27. Oi gente!
    Coincidentemente, hoje foi a primeira vez que eu entrei na BNB e navegando me deparei com esse blog. Nasci e moro em Brasília, perto da esplanada e só por sugestão de uma colega concurseira foi que atinei que existia uma biblioteca bem localizada e aberta nos fins de semana (acredito que só essa e a da UnB – grande falha da Administração Pública).
    Primeira coisa, por onde entra na Biblioteca? Uma porta minúscula, sem placas e (ainda) com o horário de abertura num papel A4. Lá dentro, um simpático rapaz me deu a única instrução para usar a biblioteca (se cadastrar). Tinham poucos computadores para cadastro disponível (o resto estava sendo usado por adolescentes. Não acho que deveriam estar usando orkut! ahahah). As placas no chão ainda estão soltas.
    Pra me guiar pelo prédio eu fui seguindo quem tivesse com livro na mão até chegar nas salas de estudo. Muito boas, amplas, individuais, cadeiras muito confortáveis mas, o ar condicionado não me permitiu ficar lá pelo tempo que eu havia me proposto. Na próxima vez, vou equipada com roupa de inverno e pretendo conhecer mais do local. Por ora, fico feliz que fizeram esse prédio. Feio ou belo, democratiza o acesso ao aprendizado e à informação.
    Quanto ao uso de sites, eu sou a favor de liberação. Se isso servir de ímã para trazer os jovens para um ambiente onde, de repente, em algum momento, possam se interessar por livros, que se libere! A conscientização, mesmo que a passos de tartaruga, gera um país mais desenvolvido.

  28. Oi, gente! no outro dia, fui visitar a biblioteca nacional. Achei muito interessante. Até hoje, eu nunca tinha visto uma biblioteca que não tivesse livros disponíveis. Isso porque já é fevereiro de 2011 e já faz um tempo que o lugar foi inalgurado. E também tive a oportunidade de constatar que até hoje as placas do piso estão soltas. Acho que perdi meu tempo indo até lá.

    1. Ola pessoal. Estou falando como usuaria, essa e’ a primeira bibliotexa que fui que nao deixa levar o livro pra casa, isso e’ muito desistimulante. Tenho duas filhas e nao da para elas ficarem la dentro lendo, isso nao e’ nada convidativo. Hj abril /2012 liguei la perguntando e eles falaram que nao tem nem previsao. Como uma biblioteca na capital do Brasil, num predio daquele, nao funciona direito.

  29. Algumas informações atualizadas:

    1. A biblioteca atualmente faz parta da Subsecretaria de Políticas de Livro e Leitura, da Secretaria de Estado de Cultura do GDF.
    2. A BNB tem nova direção desde abril de 2012.
    3. A fachada da biblioteca não deve ser fácil de ser modificada pois é um projeto do Niemyer e faz parte de um projeto maior. Porém, atualmente há um grande letreiro na entrada, com os dizeres “Biblioteca Nacional de Brasília”, o que facilita bastante a localização.
    4. As barreiras eletrônicas logo na entrada realmente não são agradáveis, mas as mesmas ainda não estão ativadas, não “atrapalhando” a entrada.
    5. Imagino que a cobrança de endereço no momento do cadastro seja para possibilitar o empréstimo quando o mesmo estiver disponível.
    6. As Poltronas Multimídias são equipadas com monitores e sistema de áudio acoplados para utilização do acervo digital (e não somente fazem massagem). Porém, ainda não estão funcionando.
    7. As informações são de que o acervo da biblioteca será liberado para empréstimo em 2013. Porém a BNB oferece diversas outras opções de acesso à cultura: Cineclube, Palestras, Exposições, Eventos, Cursos, Atividades para as crianças…
    8. O piso do Espaço Clic é flutuante (a fiação passa por baixo) mas incomoda muito e pode ser perigoso. O download é permitido, porém não é permitido a gravação do download na máquina. Esse é o único espaço que necessita de cadastro para a utilização, a entrada agora é livre!
    9. A localização da biblioteca é realmente excelente.
    10. Atualmente o prédio da biblioteca (e alguns equipamentos… ar condicionado!) sofrem por falta de manutenção/reparo.
    11. A biblioteca conta com rede Wi-Fi em todo o prédio. É necessário senha para acessar, visando maior segurança contra invasores, que imagino ser uma responsabilidade de qualquer órgão PÚBLICO.
    12. O horário de atendimento à população é compatível com o número de servidores disponíveis. Nunca houve concurso público para a BNB. No entanto, vale ressaltar que a biblioteca funciona de segunda a segunda, fechando somente em feriados.
    13. O estacionamento é realmente um problema, não só na biblioteca, como em toda a Esplanada dos Ministérios e no Complexo Cultural da República.
    14. A falta de uma restaurante ou lanchonete também é outro grande problema. Afinal as pessoas precisam comer!

    Fonte: http://www.bnb.df.gov.br/

  30. Uma outra visão sobre Bibliotecas Nacionais: As modernas bibliotecas nacionais (principalmente em países em desenvolvimento) não necessariamente exercem a função de depositárias da produção nacional, uma vez que “… algumas bibliotecas nacionais passaram a desempenhar funções de atendimento à população em geral, ampliando ou afastando-se da função tradicional de depositária da produção intelectual do país.” O fato de uma biblioteca exercer uma função pública, não a desqualifica enquanto nacional, pois “em alguns casos, bibliotecas especializadas, universitárias ou públicas, acabam assumindo o papel de biblioteca nacional, em virtude de sua liderança”. Várias bibliotecas nacionais em um único país também não é uma exclusividade no Brasil, pois o mesmo ocorre em vários outros países, como nos EUA, Alemanha, Itália e Canadá. Atualmente, observam-se três orientações distintas nas funções das bibliotecas nacionais, sendo: 1. Função depositária; 2. Função de infraestrutura e 3. Função de serviço nacional abrangente.

    Fonte: CAMPELLO, Bernadete. Introdução ao controle bibliográfico. 2. Ed. Briquet de Lemos: Brasília, 2006.

    Sugiro também a consulta dos seguintes endereços: http://archive.ifla.org/VII/s1/gnl/ e http://pt.wikipedia.org/wiki/Biblioteca_nacional#cite_note-0

  31. Gostaria de manifestar minha indignação sobre o fato do ar condicionado da BIBLIOTECA NACIONAL estar quebrado, sendo a biblioteca inicialmente projetada para funcionar apenas com ar, ficando SEM JANELAS para a ventilação, e, portanto, a temperatura, principalmente nos dias quentes, ser altíssima. Este fato ocorre a MAIS DE UM ANO, ficando os usuários numa temperatura de 32°C (medida pelo próprio termômetro das salas). Além disso, gostaria de informar que a MAIORIA das LÂMPADAS estão QUEIMADAS. Meu questionamento é: como pode a BIBLIOTECA NACIONAL, motivo de “orgulho” e propaganda para o Estado, obter equipamentos inutilizados, como mais de 15 projetores (no corredor de entrada) e outros equipamentos de desnecessários, e não ter a realização da manutenção das luminárias, objeto necessário para a LEITURA, atividade primária em BIBLIOTECAS. Gostaria de saber também o porque do ar condicionado funcionar no primeiro andar (administração) e não no segundo e terceiro andares. Por fim, faltam copos descartáveis de 200ml para beber água, os quais são substituídos pela administração da biblioteca com copos de 20ml, de cafezinho. Hoje foi danificado o bebedouro, a alavanca que permite a saída de água gelada do bebedouro, do térreo. Quando será efetuado o conserto?

    Foi esta mensagem que enviei à secretaria de cultura: http://www.sc.df.gov.br/ouvidoria.html
    Porém os próprios funcionários da biblioteca falam que o problema existe a um bom tempo, e que “o jeito” é conseguir sentar numa das poucas cadeiras próximas à janelas de escape, que são bem estreitas.
    Quando fui à administração, reclamar, notei que o ar condicionado estava funcionando e as lâmpadas TAMBÉM!! Aposto que tinha copos lá, mas isso eu não pude verificar…
    Quero estudar, e a estrutura daqui é boa, porém fica impossível com a alta temperatura e a falta de iluminação. Muitos que vem acabam dormindo!

  32. Triste constatar que após anooos esses problemas ainda persistem! Ar condicionado (é difícil estudar nesse calor.. mais de 30 graus. O clima seco de Brasília não favorece e há pouca ventilação), iluminação (item básico de um local reservado aos estudos), elevadores que nao funcionam …dificultando a acessibilidade (nenhum dos 4 funciona há meeeeeses), banheiro ( 1 só vaso sanitário funciona no feminino), etc

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