Reflexão sobre a regulamentação da profissão

Assistindo a toda a discussão que se faz em torno da regulamentação da profissão de jornalista, deparo com a seguinte afirmação do Ministro Gilmar Mendes: “Ela vai suscitar outros debates em relação a outras profissões regulamentadas“. E ainda: “Se não houver necessidade de conhecimento científico, (o pré-requisito do diploma) vai ser considerado inconstitucional“. Isso me fez observar qual a lista de profissões regulamentadas segundo a CBO.
Penso que um eventual questionamento sobre a regulamentação de nossa profissão é possível. Há países que a profissão não é regulamentada (a Argentina, por exemplo).

Qual a opinião de vcs? Seria bom ou prejudicial?

6 pensamentos em “Reflexão sobre a regulamentação da profissão”

  1. Concordo com o Gustavo. Por um lado a regulamentação da profissão acomoda o profissional, já que este tem uma “fatia do mercado reservado”. A desregulamentação obrigaria o Bibliotecário a concorrer com outros profissionais da informação, e para isto ele seria obrigado a se qualificar mais, buscando a educação continuada. Por outro lado, acho que prejudicaria os Bibliotecários em concursos públicos. O serviço público ainda é um grande empregador, e com a desregulamentação, acho que é o fim dos concursos em nossa área.

  2. Essa questão sobre a regulamentação da profissão nos faz refletir o papel que temos na sociedade e de que forma somos valorizamos. O mercado de trabalho já é escasso e os concursos são sim uma forma de garantirmos, pelo menos a chance, de conseguir uma vaga pela pequena concorrência que eles apresentam em nossa profissão. Acho um desrespeito desregulamentar esta profissão já que quando escolhemos também levamos em conta a qualidade, regulamentação…todas garantias para que sejamos respeitados como profissionais qualificados que somos.

  3. Acredito que desregulamentação da profissão de Bibliotecário será nociva a categoria…uma vez que vamos sofrer muito com a contratação de profissionais outros para desempenharem a atividade! Profissionais sem conhecimento especializado…

    Ex. Mesmo sendo uma atividade exclusiva dos diplomados em biblioteconomia a prefeitura de São Bernardo do Campo nomeou um historiador para chefe da catalogação!

  4. antes de pensarmos a avacalhação, é dizer, a desregulamentação, deveríamos pensar no fim de um instituto, esse sim, velho, cansado e maléfico para a sociedade e, em alguma instância, para a nossa própria profissão: a estabilidade no serviço público. existe algo mais acomodador do que isso? o quanto perdemos, inclusive nossa classe, com os largados, os folgados, aqueles que, depois de uma nomeação…, não precisam mais provar, necessariamente, nada a ninguém?

    na minha modesta, insignificante, mas existente opinião, temos que garantir nossa identidade profissional e sempre aprimorá-la. a sociedade tem de ouvir falar, através das nossas boas ações, de nós e temos que nos fazer respeitar. e isso, ao invés da avacalhação legal, passa por profissionais, seguros de sua identidade e com garantias jurídicas existenciais, mais pró-ativos e em contato direto com o usuário, senão integralmente, ao menos por algum período.

    antes de “jogarmos o bebê fora com a água suja”, seria mais produtivo extirparmos velhos ranços…

    p.s.: para registro, sou, hoje, um servidor público.

  5. Já havia pensado neste possibilidade, mas por receio ou desleixo nunca discuti o assunto com ninguém. Boa a iniciativa do Murakami de levantar essa questão. Digo desde já que apoio a ideia.

Deixe uma resposta