Chapa quente pro CRB

Recebi em uma lista de discusão relato sobre um caso de cobrança indevida do CRB8, ou algo desse tipo. Não me interei muito do assunto, por achar que era um caso isolado.

Simples posto, eu tenho minhas dúvidas sobre a real necessidade da existência de um conselho profissional para o exercício liberal de bibliotecário. Mas isso é outra história.

Conselhos regionais para médicos, engenheiros civis, advogados, entendem-se. Mas bibliotecários?

Achei o relato bem organizado e transparente, merece ser divulgado.

Tirem suas próprias conclusões.

Sendo eu esposo de uma bibliotecária que atua na área a mais de 25 anos,venho pelos motivos expostos abaixo, fazer uma critica severa contra os conselhos de biblioteconomia que atuam como CHUPINS dos salários de bibliotecários,e que em troca nada fazem a não ser cobrar anuidades, pois se você ficar desempregado na sua região eles jamais irão lhe recomendar a algum emprego,pelo contrario irão requerer a sua anuidade a todo o custo.Segue a baixo tratativas da minha esposa com o afamado CRB8- São Paulo.

Cuidado com os CRBs

22 pensamentos em “Chapa quente pro CRB”

  1. PREZADOS COLEGAS
    OBRIGADA POR TRAZER Á PÚBLICO TAL ARTIGO.POIS DEVEMOS TOMAR UMA ATITUDE ENÉRGICA COM OS CRB’S.AMO MINHA PROFISSÃO, MAS INFELIZMENTE NÃO POSSO DIZER O MESMO DOS DIRIGENTES DOS CONSELHOS.QUERO DEIXAR BEM CLARO, MEU RESPEITO QUANTO À NEMORA RODRIGUES NOSSA PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL, QUE SEMPRE ME ATENDEU PRONTAMENTE COM TODA PRESTEZA E EDUCAÇÃO, MAS O CRB/8, INFELIZMENTE NÃO SABE RESOLVER COM TRANSPARÊNCIA OS PROBLEMAS PERTINENTES AOS SEUS ASSOCIADOS.OBRIGADA

  2. Conselhos Federais e Regionais são um modelo estatal de fiscalização dos profissionais.

    Mas o que pode ser fiscalizado não é muito claro. Porque, de acordo com a lei Bibliotecário é quem trabalha em Biblioteca. Logo, um bacharél em Biblioteconomia, trabalhando, sei lá, como Arquiteto da Informação não poderia chamar-se Bibliotecário. E um bom conselho poderia até multar este profissional (hehehe).

    O que é para demonstrar é que, a única função de conselhos e demarcar territórios. E as vezes estes territórios complicam um pouco a vida dos profissionais…

    Mas os conselhos não tem por objetivo atuar como agência de empregos e recolocação profissional. Para isso, os profissionais deveriam organizar-se e criar associações livres. Ou empresas com esta finalidade.

  3. “Mas os conselhos não tem por objetivo atuar como agência de empregos e recolocação profissional. Para isso, os profissionais deveriam organizar-se e criar associações livres. Ou empresas com esta finalidade.” – corretíssimo.

  4. O erro dos profissionais é pensar que o Conselho existe para eles. O Conselho profissional existe para proteger a sociedade do mau exercicio da profissão. A discussão da necessidade de Conselhos é outra, vide a briga da legislação dos jornalistas. Mas se os Conselhos são ineptos é por causa da grande maioria que prefere reclamar a participar.
    Os conselheiros são voluntarios, não recebem salários e doam seu tempo para as atividades.
    Quem dos que reclamam foi alguma Conselheiro? é muito facil reclamar.
    Junto seus colegas insatisfeitos e monte uma chapa.

  5. meus caros..
    estou abismada com o pouco conhecimento da legislação que rege a profissão de bibliotecário… por que não consultam o site do CFB? informação, na Prefeitura de Sao Paulo, o nome do cargo é especialista em informação tecnicas culturais e desportivas e não exime o profissional estar inscrito no Conselho… e alem do mais a anuidade é tão baixinha que não custa estar em dia com a entidade … e o mais importante de tudo é o profissional participar, seja em associações, sindicatos e no proprio Conselho… asseguro que, alem de ser um ótimo exercicio de cidadania é o espaço privilegiado para apresentar suas reclamações, sugestões, inovações e não permanecer num debate estéril…

  6. Acredito que os Conselhos têm um papel importante a desempenhar na sociedade e que o exercício profissional dos bachareis em Biblioteconomia seria mais penoso sem os CRBs (já senti isso na pele)!

    Se eles não estão funcionando é outra história…Faço minhas as palavras do Nelson:

    “se os Conselhos são ineptos é por causa da grande maioria que prefere reclamar a participar”

    PS* Pq a colega citada não se afastou e evitou o problema?

  7. PREZADOS COLEGAS
    TENHO DOCUMENTOS QUE COMPROVAM TODAS AS TENTATIVAS DE NEGOCIAÇÃO,INCLUSIVE DE PEDIDO DE AFASTAMENTO, MAS INFELIZMENTE O CRB NÃO ACEITOU.NÃO ESTOU DIZENDO QUE O CRB NÃO DEVERIA EXISTIR, MAS SIM SUA FORMA DE CONDUZIR OS ASSUNTOS.
    OBRIGADA

  8. Sobre o conselhos, informações adicionais, especialmente dirigidas aos bibliotecários do serviço público:

    “Servidor público não se submete ao controle de conselhos profissionais

    Publicado em 01 de Setembro de 2010, às 17:58
    O Governo do Distrito Federal recorreu ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1.ª Região contra sentença que o considerou parte ilegítima para buscar declaração de inexigibilidade de inscrição de servidores públicos no Conselho Regional de Contabilidade (CRC) do Distrito Federal.
    A apelação interposta pelo GDF busca que ele seja reconhecido como ente legítimo para agir contra o CRC-DF, a fim de impedir que haja submissão, ao referido Conselho, dos servidores públicos concursados.
    O governo distrital sustenta que a Constituição Federal, em seu artigo 37, parágrafo 6.º, atribuiu ao Estado a responsabilidade objetiva pelos atos praticados por esses agentes no exercício de suas funções. Sustenta ainda que a Fundação do Serviço Social do Distrito Federal, entidade que representa, não se encontra compreendida, para efeito de fiscalização do CRC, no conceito de firma, sociedade, associação, companhia ou empresa em geral, e não explora serviços técnicos contábeis.
    Ao abrir seu voto, a desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, integrante e relatora da apelação na Oitava Turma do TRF, afirma que “O exercício da atividade profissional do servidor público está condicionado aos requisitos previstos na Constituição Federal, subordinado ao ingresso na carreira por concurso público, no qual são estabelecidas as condições para o exercício do cargo respectivo”. Prossegue a magistrada ao detalhar a condição de controle da atividade no serviço público, que este “é realizado dentro da própria instituição, por meio de estágio probatório e avaliações periódicas de desempenho, conforme o tempo de atuação de cada servidor”.
    Dessa forma, a desembargadora reconhece a legitimidade do Distrito Federal e declara a inexigibilidade de inscrição dos servidores públicos da Fundação do Serviço Social do DF no CRC. E resume “O controle exercido pelos conselhos profissionais não abarca os servidores públicos, limitando-se às atividades exercidas no âmbito privado”.
    Ao encerrar o voto, dá provimento à apelação do GDF, no que foi acompanhada à unanimidade pelos demais integrantes da Oitava Turma.
    Apelação Cível 0200434000191851/DF

    Assessoria de Comunicação Social
    Tribunal Regional Federal da 1ª Região
    http://www.trf1.jus.br

  9. Graças a Deus, não é o caso do CRB de minha região, o qual nesta atual gestão tem sido bem próximo da classe, sempre presente, não é um escritório fechado, sem boca ou ouvidos. Sempre que precisei fui sempre muito bem atendido.

  10. Caros amigos Bibliotecários e Bibliotecárias,sei muito bem qual a função de um conselho ,mas será que tais atributos estão sendo mesmo exercidos pelos seus conselheiros.Vamos analizar,amigos…Você conheçe em sua região alguma escola onde uma professora exerce a função de Bibliotecária ???? Você conhece alguma Faculdade onde estagiários tomam conta da Biblioteca ???? Será que estou inventado tais possibilidades ??? Ou será isso um fato??? Aqui fica a pergunta ?? Onde ficam aqui os Conselhos ??? Não são pagos para exercerem a função fiscalizatória ? Aqui em Salvador posso lhe citar dezenas de casos supra mencionados.Pois quando publiquei meu site foi no intuito de um desabafo a desconsideração e destrato com seus associados,e a falta de fiscalização a que a ele compete.Um forte abraço por quem muito admira a sua profissão.

    Roberto

  11. Caros Amigos Bibliotecários e Bibliotecárias ao publicar o site onde mostrei

    os destratos do CRB8 com as tratativas da minha esposa com o referido CRB ,querendo ela

    fazer um acordo de pagamentos devido a seu desemprego na área na epóca e que nada fizeram

    para se solucionar o problema.Mas a questão em palta agora após ler artigos

    publicados neste site importante que é o Bibliotecários Sem Fronteiras,pude notar que

    muitos menbros de conselhos tentam se justificar ou defender os conselhos.Mas gostaria de

    analizar com os amigos e amigas o seguinte :Será que na sua região você nunca soube ou

    presenciou professoras exercendo a função de bibliotecária ? Ou ainda Faculdades que usam

    somente estagiários de Biblioteconomia na função de cuidarem da biblioteca ? Aqui fica a

    pergunta,onde entram aqui os conselhos? Será que fazem tal fiscalização ? Se quiserem aqui

    na nossa região posso lhes citar dezenas de casos iguais aos sitados.Um abraço forte

    Roberto

  12. Lamentável o que aconteceu com a colega. Imagino que um desconto surpresa desses afetou bastante o seu orçamento.
    Não adianta mais para essa história. Mas em casos assim, em que a outra parte se recusa a fazer um acordo e ignora apelações, o caso deveria ser levado à Justiça para tentar uma solução e um acordo para o parcelamento da dívida.

  13. Caros Colegas,

    Com o necessário respeito a todos, não posso deixar de participar dessa discussão que diz respeito à classe bibliotecária. Desde 2003 atuo no CRB-1, ora dentro, ora fora, de fiscal a conselheira, muito reúno oportunamente sobre a atuação desses em todo o território nacional. Tenho o retrato dos dois lados da moeda, ou três se essa os tivesse, pois fiscal ouve e sabe estreitamente os resultados sintomáticos de todas as instituições, atuação dos colegas e o que a legislação vigente nos permite executar, como conselheira aprendi os resultados práticos do que é realmente viável executar diante das necessidades e possibilidades impostas pelas limitações do “sistema”, o qual todos nós subordinados a ele devemos conhecer, mas isto é um questionamento que coloco, pois somos profissionais da informação, nossa legislação é pífia e resumida e desconhecida pelos colegas mal informados. Como bibliotecária há treze anos, digo o quanto preciso, faço e espero dos órgãos de classe na minha área.
    Senhores, a medida é do tamanho daquela que consigo realizar; se me informo sei opinar com maior consistência, participo ativamente por meus interesses e interesses coletivos, sei quando a possibilidade de alcance é maior, senão mudo o trajeto, e por aí vai… Quando parei por dois anos, foi difícil voltar, foi quase como reiniciar com a profissão, estava com muitos problemas pessoais.
    Tenho um pouquinho do histórico da profissão no Brasil, ainda falta, não sei se começou da melhor maneira, as conquistas foram as mais bem sucedidas ao longo dos anos, podiam ter sido melhores?? Pra que isso agora, não? São resultados!
    Somos cúmplices, pouco informados, emocionais e desajeitados para tratar de interesses macros.
    Tudo o que temos e somos hoje e obra e esforço de algumas(ns) poucas(os) bibliotecárias(os) e simpatizantes da categoria.
    Essas souberam fazer e ser ouvidas, pois estabilidade e conquistas reconhecidas temos, somadas por poucas cabeças persistentes, em beneficio de muitos, uma delas, a mais recente a “Lei da Biblioteca Escolar” Lei 12.244, 24/05/2010. Pasmem! Sabe como ocorreu, como e porque ainda faltam alguns detalhamentos para a execução dela, qual o seu alcance?
    Continuemos sim, busquem seus direitos individuais e coletivos não derrubem estruturas sem conhecimento de causa. Devíamos pecar mais por excessos em querer fazer e não pelo simples destruir.

  14. Caros colegas,
    tomo a liberdade de enviar-lhes, como esclarecimento as diferenças entre conselhos e sindicatos. Cada um tem suas limitaçoões na área de atuação, as quais estão descritas abaixo.
    O conselho é visto como aquele que só cobra, porém, alguém tem que exercer esta função; nós deveríamos ser os primeiros a defender a categoria de maus profissionais, da mesma maneira como ocorre em outras profissões. Não é porque a nossa profissão é trata de vidas, como alguém já disse, não somos menos importantes. Lidamos com informação e uma informação mal arquivada ou indevidamente passada pode gerar grandes problemas e nisto que devemos pensar.
    Não podemos deixar de existir enquanto categoria, sendo substituídos por professores que estão para se aposentar ou por funcionários deslocados para as salas de leitura, eufemismos usados para a biblioteca.
    CONSELHOS
    Os Conselhos Regionais exercem ações administrativas, normativas, supervisoras e disciplinares, tendo ainda por finalidades gerais:
    · zelar pelo bom conceito da profissão;
    · orientar e defender o livre exercício da profissão;
    · julgar infrações à Lei e à Ética;
    · servir como órgão consultivo do Governo, no que se refere aos interesses dos bibliotecários.

    Também é sua atribuição a organização e manutenção de cadastros de profissionais registrados, de escolas de biblioteconomia e de bibliotecas e centros de documentação.
    http://www.crb8.org.br/

    SINDICATO
    tem como principais objetivos:
    defender a categoria profissional liberal dos Bibliotecários, composta de profissionais autônomos, servidores públicos, trabalhadores assalariados e aposentados; propor e participar de negociações coletivas; instaurar dissídios coletivos de trabalho; amparar a classe através de serviços de assessoria jurídicas e promover apoio às iniciativas que priorizem a educação, o desenvolvimento e a valorização do profissional no mercado de trabalho.
    Quanto às associações, poderia extrair de algum site o que faz uma associação de classe. Atualmente, me pergunto se as redes sociais não têm substituido as associações, ou mesmo os cursos à distância; há muitos grupos de discussão, sérios, formais ou não, tratando de inúmeros assuntos referentes à informação.
    http://www.sinbiesp.org.br/

    1. Cara Teresa
      Obrigada por se manifestar.Realmente foi um baque na minha conta bancária e poupança.Como disse e atesto tentei inúmeras vezes negociar, mas infelizmente o CRB/8 NUNCA ME RESPONDEU AOS APELOS E TENTATIVAS.Sempre me dirigi à eles com total respeito à hierarquia, mas com que resultado?????
      Já tomei medidas judiciais, pois não sou marginal, pois mesmo este tipo ainda assim tem direito à advogado para defendê-lo, pois a Justiça assim lhe concede o direito.Agora um profissional desempregado e enfrentando outros revezes, se quer foi respeitado, ouvido ou levado em conta.
      Obrigada

  15. Ainda tenho minhas dúvidas sobre a atuação do CRB/8. Lembro de uma vez que fomos a um dos poucos evento que este conselho realizou e fui barrado na porta com outros vários estudantes, mesmo tendo a inscrição confirmada em mãos.
    E sempre achei que como os conselhos trabalham para a sociedade e eu faço parte delas ainda mais como bibliotecário formado e pagador das minhas contribuições, estes deveriam voltar as atenções também para os profissionais.

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