Redes de citações dos periódicos com notas acima de B2 no Qualis e publicados em 2011

É engraçado como se pode criar critérios arbitrários para justificar uma limitação da pesquisa. Os meus são as notas do Qualis e terem sido publicados em 2011, que resultaram em 3 números:

São 22 artigos. Ainda um número pouco expressivo.

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Dá para chegar a algumas observações:

  • A idéia de Hub não se aplica ainda neste momento. Isso ocorre porque todos os nós ainda tem o mesmo valor e são poucos os trabalhos fornecedores de links.
  • Apenas um trabalho não tem relação nenhuma com os demais.

Principais resultados desta rede:

Nós: 1283
Edges ou relacionamentos: 1572

Fontes de informação

País de publicação

Nacionalidade dos autores

Pode ter algum erro…

Relação entre os periódicos

Até aqui, o modelo funciona bem… Aqui começam os problemas…

25 Principais obras

Epistemologia e Ciência da Informação
Políticas de memória e informação: reflexos na organização do conhecimento
La dimensión humana de la organización del conocimiento
Para entender as linguagens documentárias
Cultural and Identity in Knowledge Organization
Paradigms and conceptual systems in Knowledge Organization
Redes Sociais e Colaborativas em Informação Científica
Termos e Conceitos sobre Redes Sociais Colaborativas
Conceptions of Library and Information Science; historical, empirical and theoretical perspectives
O Campo da Ciência da Informação: Gênese, conexões e especificidades
Key papers in information science
Economia do meio ambiente: teoria e prática
Access to heritage resources using what, where, when, and who
CDU: perspectiva de género y discriminación de minorías
Educação ambiental: estratégias e ações para a construção da cidadania
Economia ou economia política da sustentabilidade
Ciência da informação, ciências sociais e interdisciplinaridade
Bibliotecas y derechos de autor: análisis comparativo de la nueva legislación de España y Portugal
Folksonomia: um novo conceito para a organização dos recursos digitais na Web
A Multi-Dimensional Approach to the Study of Human-Information Interaction: a Case Study of Collaborative Information Retrieval
Métodos e técnicas de pesquisa em Comunicação
Análise documental como método e como técnica
A sociedade em rede
The new media reader
Para navegar no século XXI: tecnologias do imaginário e cibercultura

Cálculo utilizado é o Betweenness centrality, que considera as obras que estão em posição mais central na rede. Ainda não é um bom indicador.

Epistemologia e Ciência da Informação
A sociedade em rede
O Campo da Ciência da Informação: Gênese, conexões e especificidades
Ciência da informação, ciências sociais e interdisciplinaridade
Cibercultura
Challenges in knowledge representation and organization for the 21st century: integration of knowledge across boundaries
Políticas de memória e informação: reflexos na organização do conhecimento
Cultural and Identity in Knowledge Organization
Folksonomia: um novo conceito para a organização dos recursos digitais na Web
Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas
Le document à la lunmière du numérique
Dicionário de filosofia
Uma história social do conhecimento: de Gutemberg a Diderot
Conceptions of Library and Information Science; historical, empirical and theoretical perspectives
A natureza social da Ciência da Informação
Para uma reflexão epistemológica acerca da Ciência da Informação
Dos Estudos Sociais da Informação aos Estudos do Social desde o ponto de vista da Informação
O advento da sociedade pós-industrial: uma tentativa de previsão social
Tramas da rede: novas dimensões filosóficas, estéticas e políticas da comunicação
Sociedade pós-capitalista
Jamais fomos modernos
Introdução à Lingüística
Informação, informatividade e Lingüística Documentária: alguns paralelos com as reflexões de Hjorland e Capurro

Agora o cálculo usado foi o Autority. Me parece mais coerente. Mas acho que expandindo a rede, dá para obter resultados melhores.

Principais autores

GUIMARÃES, José Augusto Chaves
GONZÁLEZ DE GÓMEZ, Maria Nélida
NONAKA, I.
LARA, M. G. L.
TÁLAMO, Maria de Fátima Gonçalves Moreira
SMIT, J. W.
COOK, T.
LÉVY, Pierre
MOSTAFA, Solange Puntel
MILANI, Suellen Oliveira
FERNÁNDEZ-MOLINA, J. C.
BRASIL
PINHEIRO, Lena Vânia Ribeiro
HJØRLAND, B.
DELEUZE, G.
ROMÃO, Lucília Maria Sousa
LÓPEZ-HUERTAS, M. J.
VALENTIM, M. L. P.
TOGNOLI, Natália Bolfarini
DODEBEI, Vera
BARRETO, A. A.
Merleau-Ponty, Maurice
ORLANDI, E. P.
PAIM, I.
MARCH, J. G.
CAPURRO, Rafael
CASTELLS, Manuel
FROHMANN, Bernd
MANOVICH, Lev
RENDÓN ROJAS, Miguel A. R.
RORTY, Richard
BAUMAN, Z.
DAVENPORT, T. H.
ECO, U.
International Standard Organization
DEMO, Pedro
Müller-Granzotto, Marcos José
SILVA, Jonathan Raphael Bertassi da
TOUTAIN, Lidia M. B. Brandão
DIAS, E. W.
DURANTI, L.
SARACEVIC, T.
AUN, M. P.
DANTAS, Marcos
BARBOSA, R. R.
PENTEADO, Cláudio Luis de Camargo
NEHMY, R. M. Q.
BUFREM, Leilah Santiago
WEBER, R.
SMITH, B.
WAND, Y.
GODOY VIEIRA, Angel Freddy
BELKIN, Nicholas J.

Aqui aparece claramente o primeiro problema da metodologia. O cálculo utilizado foi o Autority. O autority é um cálculo interessante por utilizar as relações da rede para estipular os valores. Mas o primeiro resultado é o “GUIMARÃES, José Augusto Chaves”. Importante frizar que não estou fazendo um juízo de valor (inclusive porque não li nenhum trabalho analisado) mas é um fato que todas as citações que ele recebeu foram autocitação. Este resultado demonstra a necessidade de criar um mecanismo para que esse tipo de citação não tenha tanta influência no resultado final.

Acredito que já dá para acreditar que a representação de redes de citações traz resultados interessantes para a área. Mas ainda faltam estudos consistentes.

Aos poucos vou tentar incluir todos os periódicos do ano.

3 pensamentos em “Redes de citações dos periódicos com notas acima de B2 no Qualis e publicados em 2011”

  1. Muito bacana o trabalho. Eu acho divertida essa escolha de critérios pra limitar uma pesquisa. Não dá pra abraçar o mundo com as pernas, mas tb não dá pra ser totalmente arbitrário (vou trabalhar só com as revistas de capa vermelha!). É bacana ir pensando em limites que façam sentido, não deem muito trabalho, e permitam uma análise razoável.

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