Rede de citações – 3000 e poucos nós

Esta é a continuação do post: Redes de citações dos periódicos com notas acima de B2 no Qualis e publicados em 2011.

Esta rede é a representação de 63 artigos de periódicos até B2 no Qualis publicados em 2011 (DataGramaZero e Perspectivas em Ciência da Informação) e o GT1 do ENANCIB.

Alguns resultados:

Os 63 artigos inserem na rede 3014 nós (1665 obras e 1349 autores) e 3906 relacionamentos (edges).
A média de citações é de 27,41 citações por artigo.

Ano de publicação

Tipo de publicação

País de publicação

Publicado em

Relacionamento entre os principais periódicos e evetos

Autores mais citados

O Gephi 0.8 tem uma ferramenta de contagem de triangulos, que permite a identificação de autocitação. Com isso, é possivel gerar uma lista confiável de autores mais citados excluindo as autocitações.

Autores com maior quantidade de obras citadas:

BRASIL (Leis, Decretos, etc.)
LARA, M. G. L.
GONZÁLEZ DE GÓMEZ, Maria Nélida
PINHEIRO, Lena Vânia Ribeiro
SMIT, J. W.
FOUCAULT, M.
MIKHAILOV, A. I.
NONAKA, I.
MORIN, Edgar
HJØRLAND, B.
COOK, T.
FONSECA, Edson Nery da
TÁLAMO, Maria de Fátima Gonçalves Moreira
LÉVY, Pierre

Obras mais citadas:

Epistemologia e Ciência da Informação – Capurro
A sociedade em rede – Castells
Cibercultura – Lévy
A comunicação científica – Meadows
A arqueologia do saber – Foucault
A ciência da informação – Le Coadic

Essa é uma visão de toda a rede, ainda existem alguns aspectos desta rede que não explorei, como por exemplo, cortes temporais. E também, ainda não explorei algumas possibilidades como estudos de impacto de determinados autores nesta rede. Assim que a rede estiver maior, os resultados serão mais confiáveis.

7 pensamentos em “Rede de citações – 3000 e poucos nós”

  1. UAU!!! Belo Trabalho mesmo, o tema da minha iniciação tinha objetivos próximos ao seu tema de pesquisa, mas não cheguei a utilizar o softwares que contabiliza citaçãoes, me preocupei mais com um vocabulário controlado para o agrupamento de assuntos. Minha orientadora foi a Marilda G. Lara, eviarei o resultado da sua pesquisa a ela, ela ficará duplamente feliz, pela descoberta da sua ferramenta, e pelo nome dela ser um dos mais citados. Deixo aqui também meus parabéns para professora Johanna Smit e para Profa Maria de F. Tálamo.

  2. Acredita que eu só fui ter uma aula sobre bibliometria (com o prof. Adilson) agora na sétima fase do curso? Nem eu. E ainda assim, não aprendemos nada a fundo, só que a metodologia existe, mas nada de softwares como o Gephi e coisas do tipo… Acho que esse é o tipo de coisa específica que a gente tem que “caçar” e ter interesse sozinho, infelizmente. :/

    Tive essa aula sobre bibliometria dentro da disciplina de desenvolvimento de coleções, pois querendo ou não, esse método serve como parâmetro pra que a gente tenha uma idéia do que tem sido mais publicado, quais periódicos mais utilizados, livros mais citados, etc. Acho que é uma ferramenta importantíssima que pode sim auxiliar no desenvolvimento de coleções, mas às vezes é difícil de enxergar isso por se tratar de uma técnica de pesquisa considerada muito técnica e estatística.

    E essa rede aí parece só crescer,… Na verdade esse corpus é mesmo ‘um organismo em constante crescimento’… Vai analisá-la até quantos nós? 🙂

    Abraço

    1. Dora, o primeiro objetivo é conseguir mapear todo o ENANCIB e todas as publicações com qualis maior que B2 publicadas em 2011. Ai se tiver pernas, vou adicionando obras de 2010, 2009…

      Abraço

  3. Olá Tiago!
    Impressionante seu trabalho!
    Estou fazendo aula de bilbiometria e baixei o Gephi há poucos dias. Infelizmente, não encontrei um tutorial de como montar redes de bibliometria no Gephi. Você tem alguma fonte para indicar, seja um site, um livro, etc.?

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