Tote bag, eco bag, sacola ecológica, bolsa de pano: tem pra vender na loja da biblioteca?

Estava procurando uma bolsa de pano pra dar de presente a mim mesmo mas não encontrei nenhuma loja de biblioteca que tivesse pra vender. Bolsas de pano (tote bad, eco bag, sacola ecológica, como queiram indexar) são bastante comuns em congressos, brindes baratos e úteis de fato, que as pessoas continuam usando mesmo depois dos eventos. Algumas tem desenhos e logos bem feitos, então pow, é um presente legal, tô precisando pra fazer a feira. Essas bolsas são até um item de status, reparem, tem gente que vai em bibliotecas e museus do exterior, compram as bolsas nas lojinhas e depois desfilam aqui.

Bem, então tem algumas questões: por que no Brasil não é comum as bibliotecas terem lojinhas? Tem algumas, claro. Mas essas normalmente não contam com uma venda virtual, caso da Loja do Livro da BN. Tem mais lojinhas em museus, mas por que não também em bibliotecas? Comercializar/lojinhas são tabu em bibliotecas públicas? porque ninguém se espanta com livrarias em shoppings né, mas e se alguma prefeitura decide instalar e bancar uma biblioteca dentro de um shopping por exemplo, daria certo? As pessoas apoiariam a ideia? Ou que uma biblioteca pública grande, como a BMA-SP, lançasse uma pop-up store em algum local na cidade, não só para emprestar livros, mas para vendar produtos da marca? Dá pra conciliar legislação e prática, a biblioteca pública como tal e sua lojinha? Como seria utilizada a grana das vendas? A BP tem que virar uma fundação ou associação de amigos pra poder ter essa lojinha? Você compraria itens de uma loja da biblioteca? Quais tipos de itens, livros, papelaria, camisetas, bolsas?

São perguntas para um TCC quem sabe, acho que não temos muitas experiências desse tipo (já teve biblioteca que substituiu sacolas de plástico por bolsas ecológicas, ótima iniciativa), então mesmo em, ou em função de, um cenário de crise, seria legal a população fazendo uma propaganda das bibliotecas públicas locais, carregando as sacolas como uma consequência da estratégia promovida pelas bibliotecas e um símbolo de status (intelectual, hipster, consumo consciente, sei lá) para quem carrega.

Ainda não encontrei uma bolsa legal aqui no Brasil para presentear, mas fiz algumas buscas e vou deixar abaixo os links de lojas de bibliotecas (e bibliotecas somente, não vale livrarias ou lojas de confecção sob demanda) e as bolsas que gostei mais.

NYPL



Calgary Public Library Foundation


Library of Congress


British Library

Neilson Heys Library

Toronto Public Library Foundation

Brooklyn Public Library

Chicago Public Library

Los Angeles Public Library

State Library New South Wales

Morgan Library

Bodleian Libraries

* foto da Loja do Livro da BN: Alexandre Macieira | Riotur

4 comentários em “Tote bag, eco bag, sacola ecológica, bolsa de pano: tem pra vender na loja da biblioteca?”

  1. Quando visitei a biblioteca pública de Nova York fiquei “doida”, queria comprar a loja toda!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Como eles sabem “fazer” dinheiro e publicidade.

  2. Me questionei o mesmo quando estava escrevendo meu TCC, mas não consegui chegar nesse tema. Realmente nos falta estudar e entender quais são as bases legais que sustentam as bibliotecas públicas para se saber o que pode ou não ser feito pelos bibliotecários em termos de arrecadação de dinheiro, pois as ideias não nos faltam. Gostei muito da sua seleção de sacolas e me lembrei também de uma ação exemplar feita aqui no Brasil, durante uma exposição de obras do pintor Durval Pereira, no Memorial da América Latina, em São Paulo. O público foi incentivado, ao entrar na exposição, a encontrar QR Codes próximos às obras, escaneá-los com determinado aplicativo e, se encontrassem todos, poderiam retirar brindes temáticos, inspirados nas obras do pintor, na recepção (mousepad, porta copos e quebra-cabeças). Retirei os brindes ao final, claro, e até hoje utilizo e me recordo com apreço daquele dia. Imaginei algo parecido sendo realizado na biblioteca, acredito que ajudaria muito na criação de um vínculo com os usuários reais e potenciais.

  3. Então, já perguntei aqui na USP. Resposta: não pode, não dá. Legislação não deixa. Pode ser que seja verdade, pode ser que não, mas a gente não consegue passar pela barreira. Talvez seja possível, mas vai dar um puta trabalho pra todo mundo do financeiro e do escambau e ninguém quer saber de mais trabalho só por causa das frescuras das chatas das bibliotecárias. Pra não sonhar muito, eu já quis fazer só um bloquinho bonito e vender a preço de custo pro pessoal. Não dá, não pode. Até entendo, funcionários da área financeira vira e mexe se ferram, respondem a processos, levam advertências etc, porque fizeram algo que não podia, em geral porque algum professor mandou fazer. E mesmo que desse, como organizar? Quem vai vender, como recolher o dinheiro? Isso daria tanto trabalho que o pobre cliente iria desistir. Será que nas públicas municipais é mais fácil?

    1. Aqui no Banco tentamos fazer uma bolsa ecológica para a biblioteca há alguns anos atrás. A idéia era distribuir a sacola para quem pegasse empréstimos de 3 ou mais livros. Uma das bibliotecárias fez a pesquisa de preços, desenhou modelos, fez todo o trabalho de escrever um projeto básico para uma licitação e aí, quando todos os entraves jurídicos foram vencidos, o pessoal do Gabinete comprou a idéia e resolveu que as sacolas seriam não da biblioteca (exclusivamente), mas somente com o logo do Banco. Fim da história: as bolsas são distribuídas em eventos e a biblioteca recebeu algumas sacolas para distribuição limitada!

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