Movers & Shakers 2016! Indico o William Okubo!

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Estão abertas as indicações para o Movers & Shakers 2016, premiação criada pelo Library Journal em 2002­­­­­­­­, nos Estados Unidos que destaca atuações realizadas por profissionais bibliotecários em vários segmentos.

Em 2012 eles passaram a aceitar indicações internacionais e foi assim que muitos de nós bibliotecários tomamos conhecimento. Na verdade, ocorreu quando o  Moreno Barros lançou uma campanha em meu nome, em vista das atividades que estava realizando em prol da reabertura da Biblioteca Pública do Amazonas. Para explicar do que se tratava, Moreno definiu o Movers & Shakers como:

…uma premiação dessas “funcionário do mês”, ou melhor ainda, de bibliotecários escolhidos por seus colegas como os que mais “sacudiram e inovaram” o cenário das bibliotecas e da profissão no último ano.

O Movers & Shakers ocorre da seguinte forma: 50 bibliotecários são escolhidos por indicação de seus colegas e distribuídos por categorias que visam abarcar ações representativas vividas em bibliotecas. Os perfis podem ser identificados como: agentes de mudanças, inovadores, líderes da tecnologia, construtores de comunidades, os profissionais do marketing  e os defensores ou promotores.

Eu tive o privilégio de ser uma Movers & Shakers em 2013

O ano de 2012 havia sido incrível, pois, juntamente como os amigos Evany Nascimento, Thiago Siqueira, Katty Anne Nunes e outros rompemos o silêncio em Manaus e fomos para as ruas. Nossas reivindicações pediam a reabertura da Biblioteca Pública Estadual do Amazonas, fechada há mais de cinco anos para reforma. Após quase dez meses de trabalho intenso nas redes sociais e nas ruas, vimos nossa biblioteca pública finalmente reaberta.

Muito do êxito dessa conquista devemos ao apoio recebido da sociedade em geral, mas também de muitos colegas bibliotecários do Brasil e do exterior que se sensibilizaram com o problema e ajudaram a dar visibilidade à luta. Mas, não teria ganhado esse prêmio sem a indicação do Moreno Barros. Ele não gosta que ressalte esse feito, mas penso que devo externar minha gratidão, pois foi graças  a sua visão sobre a importância do trabalho e sua indicação que chegamos à conquista. Foi com grande orgulho que recebi o comunicado de que figuraria como a primeira brasileira e personalidade da América Latina a estar na lista junto a outros 49 bibliotecários agitadores da profissão naquele ano de 2013.

Indicação para o Movers & Shakers em 2016

Reconhecimento é algo prá lá de significativo e sei de tantas outras experiências de colegas incríveis que realizam com paixão o seu ofício e vão além, inclusive fora de seus horários de trabalho na busca por contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e com mais democracia informacional, por isso creio que podemos nos mobilizar para que outros brasileiros possam levar experiências relevantes para serem conhecidas além das nossas fronteiras.

…E pensando em quem sonha, busca e instiga, vêem a mente a figura do William Okubo. William é daqueles bibliotecários apaixonados por tudo que faz, ele realmente se envolve e se integra. Ele, tem seu olhar voltado para as minorias além de ser engajado em tantas ações.  Pedi ao Moreno e ele definiu as frentes em que o William atua e o por que tem tudo para ser um Movers & Shakers 2016:

No último ano William desenvolveu atividades de acompanhamento de projetos culturais financiados pelas leis de fomento à cultura da cidade de São Paulo, em especial do Programa VAI, voltado para jovens da periferia. Também colaborou nas discussões para implantação de novos projetos e editais de fomento na mesma área, além de dar continuidade na organização da informação e conhecimento produzidos nos 10 anos de Programa.

Bibliotecário de referência nos ônibus-bibliotecas de SP, participou ativamente na criação da Associação de Profissionais da Informação (ABRAINFO) e largou a Biblioteca Mario de Andrade (a maior biblioteca pública do país) para acompanhar projetos culturais voltado para jovens carentes.

Uma das figuras mais atuantes do cenário nacional, é hub conecta pessoas, carismático, é leitor voraz, escreve poesias e crônicas.

William é pra lá de atuante e por isso mesmo se encaixa bem no perfil que o pessoal do Library Journal está buscando. Os bibliotecários que serão escolhidos deverão ter os seguintes atributos: Paixão. Visão. Missão. Um texto que trata sobre os 50 bibliotecários escolhidos em 2015 os define da seguinte forma:

[…] Eles são apaixonados pelo que fazem, podem estar advogando para a alfabetização e diversidade, servindo os carentes, divulgando e partilhando tecnologia e muito mais. Eles vêem o futuro e o trazem à vida. Eles estão comprometidos com a missão da biblioteca como a democracia.

Eu creio que o William Okubo é tudo isso…E já que os editores do Library Journal pedem ajuda para identificar esse perfil para a lista de 2016, vejo que nós aqui do Brasil podemos dar uma mãozinha!

É importante atentarmos para os regulamentos e prazos que orientam os trâmites da premiação. Você pode fazer a indicação acessando este formulário!
http://lj.libraryjournal.com/movers-and-shakers/nominations/

Kista: Biblioteca Pública de Estocolmo, a melhor do mundo em 2015

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A Biblioteca de Kista, localizada em um subúrbio de Estocolmo, na Suécia foi escolhida como a melhor do mundo por representantes da Federação Internacional de Associações de Bibliotecas (IFLA), no dia 16 de agosto de 2015, durante sua reunião anual, este ano realizada na Cidade do Cabo, na África do Sul.

Almejando alcançar o “Public Library of the Year Award 2015“, cinco bibliotecas públicas inovadoras concorreram pelo título.

O prêmio faz parte do Programa Modelo para o projeto de Bibliotecas Públicas da Agência Dinamarquesa para a Cultura e Realdania (associação dinamarquesa privada que apóia projetos nas áreas de arquitetura e planejamento).

Haviam pré-requisitos para participação, como por exemplo, o fato de que a biblioteca deveria ser recém-construída ou reformada em edifício que não houvesse sido utilizado antes como biblioteca. Era também preciso ter sido inaugurada entre 1 de Janeiro de 2013 e 15 de junho de 2015.

Dentre as cinco bibliotecas finalistas constavam Devonport Library, de Nova Zelândia, Narok Biblioteca, do Quênia, Sant Gervasi – Joan Maragall, da Espanha, Biblioteca no Dock, da Austrália (amplamente descrita pelo Bibliotecário Moreno Barros, no blog Caçadores de Bibliotecas) e por fim Kista Biblioteca, da Suécia.

O Programa da Agencia Dinamarquesa tem por objetivo contribuir com a promoção de uma proposta de biblioteca do futuro. Foram levados em consideração questões voltadas para o desenvolvimento digital, demandas por serviços, aspectos da cultura local e as possibilidades de atender anseios de diferentes grupos populacionais.

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E foi Kista, da Suécia a vencedora. Projetado pela Wester + Elsner Architects, a biblioteca construída em um shopping center, recebeu destaque por sua arquitetura e design de interiores, também ao uso de tecnologias digitais, contudo, principalmente pela diversidade populacional que atende na região aonde foi instalada. O blog da IFLA ao apresentar previamente cada uma das bibliotecas candidatas ao título destacou que:

A nomeação da Biblioteca Kista foi baseada em sua posição significativa, localizada em um ambiente multicultural. O interior apresenta ideias conceituais diferentes que criam uma diversidade intensiva, espacial, com base na utilização particular do espaço. A biblioteca centra-se na contratação de pessoal com uma vasta gama de conhecimentos e competências linguísticas, um rico programa de digitalização do tradicional para o criativo e um alto envolvimento com a mídia social interativa.

Localizada em um subúrbio de Estocolmo, a região concentra vários empreendimentos comerciais, além de empresas de telecomunicações e industrias, contudo em termos populacionais, vive na região uma gama considerável de imigrantes de diferentes países.

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Em 2012, em minha primeira visita a Suécia tive a oportunidade de conhecer a antiga Biblioteca de Kista, localizada naquela época na Praça de Kista. Os centros comerciais de Estocolmo sempre dispõem de uma praça e a biblioteca era bastante visível logo na saída do metrô. Comentei sobre minhas impressões tempos depois sem saber que o espaço (que já era excelente) havia sido mudado e com grandes investimentos.

A ideia de colocar bibliotecas no interior de shoppings é relativamente comum. Outras do Sistema de Bibliotecas Públicas de Estocolmo também foram adaptadas para esse fim, contudo em Kista o empreendimento foi realmente grande.

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A Biblioteca de Kista é a segunda maior biblioteca de Estocolmo e creio, pode ser considerada uma das mais confortáveis e dotadas de infraestrutura tecnológica. Possui acesso extremamente fácil (como geralmente são todas as bibliotecas suecas), contudo por estar localizada no interior de um grande shopping center, alguns desavisados podem sair do local sem tomar conhecimento de sua existência, contudo os grandes letreiros da biblioteca competem com os de outros espaços comerciais na busca por chamar a atenção de clientes, mas creio que são os letreiros da biblioteca vem chamando mais atenção por que o fluxo de pessoas ali é intenso.

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Inovações tecnológicas estão espalhadas por vários espaços, inclusive na apresentação dos funcionários que atuam na casa, onde suas imagens físicas são mostradas em telas em uma das entradas da biblioteca. As telas exibem também os serviços oferecidos.

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A Biblioteca oferece muito! Há livros dos diversos ramos do conhecimento (ficção e não-ficção) e para todos os públicos, atendendo ao pré-requisito das diversidades linguísticas. Ainda no tocante ao acervo, dispõe de jornais de todo o mundo e cerca de 350 revistas digitais.

O espaço reservado para o público infantil (onde geralmente é o ambiente que mais me encanta nas bibliotecas públicas suecas), mas parece um grande quarto de dormir. O mobiliário (com tamanho para atender a estatura dos pequenos) e a decoração das paredes e do teto são detalhes significativos.

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Computadores e acesso gratuito a internet, salas para estudos individuais, em dupla e em grupos podem ser reservadas de segunda a domingo para uso em horários das 10h00 às 21h00 horas.

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Ainda tem mais? Sim! a Biblioteca dispõe também de um café e para ações e atividades culturais possui um palco, um auditório e ambientes para encontros com escritores, palestras, teatro, música e muito mais.

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Enquanto escrevia e refletia sobre a Biblioteca de Kista (neste momento escrevo de Estocolmo), aproveitei para perguntar para algumas pessoas sobre o que pensam sobre esse espaço. Contrariando minhas expectativas pude perceber que há quem se enfade com os grandes investimentos voltados para atender ampla clientela formada por jovens, desempregados e imigrantes, haja vista que na concepção destes, muitos aproveitam horas ociosas para estar em seus celulares sem nenhum atenção aos livros.

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O fato de que qualquer usuário pode utilizar o ambiente para deitar em uma rede, ou em confortáveis poltronas para ler dados em seus celulares ou tablets em detrimento ao livro ainda é um elemento que incomoda. Por isso me pergunto, será que existe algum tipo de mediação para introduzir os usuários a outros suportes e serviços?

De minha parte vejo essa biblioteca como um espaço de futuro. Uma biblioteca pública que efetivamente oferece acesso e oportunidades. Parabenizo ao Sistema de Bibliotecas Públicas de Estocolmo pelo feito!

O prêmio Public Library of the Year Award foi criado pela Agência Dinamarquesa para a Cultura e esse ano foi patrocinado pela empresa de TI Systematic que fez uma doação de US $ 5.000 para a Biblioteca vendedora.

Fontes: Blog IFLA

Briquet de Lemos em sua felicidade clandestina

Que amante de livros não sonhou em ter sua própria livraria? Muitos com certeza, poucos, porém levaram a cabo projeto que no Brasil pode ser visto como um investimento arriscado. Essas linhas tratam sobre o que vi e um pouco do que ouvi do obstinado Bibliotecário Briquet de Lemos, que não apenas criou uma editora, como também sua própria livraria.

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As imagens aqui contidas datam de abril de 2015 e foram realizadas objetivando proporcionar uma visão do ambiente de trabalho criado por Briquet, que entre outras coisas, tem sido exemplo de empreendedorismo no âmbito de publicações voltadas para o segmento bibliotecário e áreas afins.

O objetivo desse texto é bem mais a apresentação do espaço, por isso oportunamente tomo emprestado à apresentação criada por Moreno Barros (para o Bibliocamp Rio 2015), que definiu em poucas palavras o homem Briquet de Lemos por trás de tantas atividades:

Antônio Agenor Briquet de Lemos tem umas das carreiras mais bonitas e completas da biblioteconomia brasileira. O homem certo, no lugar certo, já fez de tudo nessa vida: bibliotecário, professor, diretor, presidente, fundador, editor, livreiro, pai de rockeiro.

Sobre Briquet povoam muitas curiosidades tendo em vista sua larga experiência em tantos campos, contudo sigamos sobre a sua Livraria, que nasceu em paralelo com a editora, e conforme ele mesmo destaca “foi à editora que nasceu primeiro em 1993 e, somente no ano seguinte deu-se início a formação do estoque da livraria que foi crescendo aos poucos”.

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A livraria foi organizada em um espaço próprio. Ambiente físico que envolve duas lojas no Setor de Rádio e Televisão Sul, de Brasília. A Briquet de Lemos  Livraria de Arte tem o foco de atuação (como o próprio nome aponta) voltada para o segmento especializado.

Nas estantes, se destacam títulos que tratam sobre Fotografia, Dança, Música, Cinema, Literatura, Design e outros. O espaço reúne também (de forma muito restrita) parte da produção da editora que atua com temática especializada em Biblioteconomia, Arquivologia e Ciência da Informação.

A fachada da Livrara pode até ser considerada discreta. Um desavisado pode passar em frente e não perceber que se trata de uma livraria de arte, contudo os tons de  verde, branco e vermelho que emolduram a vidraça e os adesivos coloridos são os elementos chamativos que se integram a iluminação interna e juntos dão um toque de graça ao letreiro que identifica a Briquet de Lemos Livraria de Arte, na parte superior.

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Engana-se quem acredita que a livraria não dispõe de títulos efervescentes do mercado livreiro. Apesar de foco no segmento das artes, estavam em evidências quando lá estive alguns títulos populares, como por exemplo A menina que roubava livros do escritor australiano Markus Zusak, que já conquistou milhões de leitores em várias partes do mundo.

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Outro título que estava também em destaque era o livro Diário da Turma (1976-1986): História do Rock de Brasília, de Paulo Marchetti. É que Briquet tem um pé na história do cenário musical brasileiro por meio de seus filhos Flávio Lemos e Fê Lemos, da Banda Capital Inicial.

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O espaço físico da livraria não é grande, contudo foi muito bem aproveitado, seja no planejamento das estantes, expositores e objetos que compõe a decoração. Há um toque meio desordenado que particularmente gosto muito.

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O ambiente comercial da livraria é agradável, contudo o destaque arquitetônico fica por conta da adoção de um mezanino que trouxe muito charme ao ambiente. Espaço restrito, é no andar de cima que Briquet passa algumas de suas tardes, escrevendo, traduzindo, lendo, recebendo amigos.

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No mezanino também estão contidos parte do estoque da livraria. As estantes seguem o mesmo padrão do andar térreo e o espaço é bem iluminado. O guarda corpo em estrutura metálica oferece uma boa visão da movimentação no andar de baixo.  Sobre o mezanino, Briquet aproveitou para dizer que já ocorreu de algumas pessoas pediram para conhecer um pouco mais o espaço visando fazer um modelo semelhante.

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Ainda no mezanino, não pude deixar de observar o toque de intimidade e carinho contidos em um quadro de aviso em estrutura de madeira e cortiça. I love vovô, em desenho de coração, bem como a capa do livro Levadas e Quebradas de seu filho Fê Lemos, o baterista do Capital Inicial, publicação que conta as aventuras e suas andanças pelos Brasis de 2006 a 2011. A Briquet de Lemos é muito família!

Passei pouco mais de uma hora conversando com Briquet que olhou para uma bolsa em tecido com a estampa da Biblioteca Pública de Estocolmo, na qual usava àquele dia, então, em dado momento comentou que talvez já estivesse chegando a hora de pensar em uma nova aposentadoria e assim ter mais tempo para viajar e quem sabe até, visitar bibliotecas…e foi assim que ele contou que talvez o tempo da Briquet de Lemos Livraria de Arte poderia estar com os dias contados.

Do ponto de vista dos negócios, de forma reflexiva Briquet destacou que o mercado livreiro está em transformação. Houve muitas quedas na procura das livrarias físicas e os antigos consumidores vem abandonando o segmento convencional, ou seja, o hábito de ir à livraria, olhar, manusear e escolher um livro para comprar. A concorrência é grande por conta das facilidades oferecidas pela Internet.

Passados três meses da visita que fiz ao Briquet de Lemos e a sua Livraria, resolvi expressar minhas considerações sobre o momento, contudo antes de escrever essas linhas enviei um e-mail visando saber se havia alguma alteração sobre o futuro da livraria, ao qual Briquet destacou:

Sim, continuamos planejando o encerramento de nossas atividades. Afinal, ninguém é eterno. Ainda não definimos a forma como se dará esse encerramento. O que posso dizer é que está decidido que não faremos mais a edição de livros em papel. O último será o meu, que está na fase final de revisão do índice e feitura da capa. Vai se chamar: De bibliotecas e biblioteconomias: percursos.

Seja como for, a Briquet de Lemos (livraria ou editora) ainda estão em funcionamento e quando já não mais estiverem certamente permanecerão no imaginário de muitos bibliotecários que ainda tomarão em suas mãos, publicações vinculadas ao seu nome. E o bom é saber que Briquet nos regalará com algo mais, ou seja, nos próximos meses teremos a oportunidade de obter aquilo que ele fez por muitos (a edição de livros), sendo que este último, de seu próprio livro que virá recheado de memórias.

Foi um grande prazer visitar a Briquet de Lemos Livraria de Arte, bem como poder conversar com o seu idealizador. Na imagem abaixo meu sorriso expressa a gratidão por esse momento Geralmente quando escrevo textos em meu blog Caçadores de Bibliotecas utilizo imagens minhas como forma de comprovar a estada nos lugares, em outros veículos como a Revista Biblioo, por exemplo, evito fazê-lo, contudo dessa vez posto uma foto junto a Briquet por pura tietagem, afinal não é todo dia que estou  ao lado de um profissional por quem tenho tanta admiração.

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O título dessas linhas faz referência ao conto Felicidade Clandestina de Clarice Lispector, que lido tantos anos atrás, produziu em mim reflexões sobre o quanto deveria ser bom ter um pai dono de livraria. Meu pai era músico, impressões como essas eu não tive, talvez possam ser respondidas por dois de seus filhos que são músicos?

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A Briquet Lemos Livros está localizada no Setor de Rádio e Televisão Sul, Quadra 701, bloco O, Loja 7 – Edifício Multiempresarial, Brasília, Distrito Federal. É possível adquirir os livros da livraria e da editora online: www.briquetdelemos.com.br