Armazenamento do Formato MARC em Sistemas de Gerenciamento de Bibliotecas


Armazenamento do Formato MARC em Sistemas de Gerenciamento de Bibliotecas

Introdução

O Formato MARC (Machine-Readable Cataloging) é um formato controverso. Muitos autores o defendem, mas já existem diversos autores que questionam a sua adoção. O presente estudo irá se aprofundar nessa discussão, ao estudar como o MARC está sendo adotado pelos Sistemas de Gerenciamento de Bibliotecas (SGBs) para compreender as implicações da sua adoção.

Formato MARC

Segundo  AVRAM (1975), as pesquisas sobre as possibilidades de uso de técnicas automatizadas para as operações internas da Library of Congress (LC) se iniciaram no final da década de 1950. Devido ao interesse generalizado por essas pesquisas, o Bibliotecário do Congresso solicitou um financiamento para o Council on Library Resources (CLR) e como resultado foi publicado o estudo: “Automation and the Library of Congress: a Survey Sponsored by the Council on Library Resources, Inc.” em 1963. Neste período, a CLR firmou um contrato com a LC para estudar possíveis métodos de conversão de dados das fichas catalográficas da LC em um formato legível por máquina com a finalidade de imprimir produtos bibliográficos por computador. Em 1965, foi publicado o relatório preliminar: “A Proposed Format for a Standardized Machine-Readable Catalog Record: A Preliminary Draft”. Que resultou em um financiamento em dezembro de 1965 para testar a viabilidade e utilidade da distribuição de dados catalográficos em formato legível por máquina da LC para outras bibliotecas, este projeto foi chamado de MARC (Machine-Readable Cataloging). O projeto piloto foi concluído em junho de 1968 e neste mesmo ano, a LC iniciou seu serviço de distribuição MARC (MARC Distribution Service).

O Formato MARC tem sua essência descrita de seguinte maneira por AVRAM (1975):

“The philosophy behind MARC II was the design of one format structure (the physical representation on a machine-readable medium) capable of containing bibliographic information for all forms of material (books, serials, maps, music, journal, articles, etc). The structure, or “empty container”, the content designators (tags, indicators, and subfield codes) used to explicitly identify or to additionally characterize the data elements, and the content, the data itself (author's name, titles, etc), are the three components of the format.” (AVRAM, 1975)

Problema de pesquisa

THOMALE (2010) fez uma comparação entre o desenvolvimento do formato MARC ao longo do tempo e o desenvolvimento de tecnologias de representação de dados de computador:

“O formato MARC foi pensado no início dos anos 1960 e teve seu primeiro piloto em 1966. Agora tem mais de 40 anos de idade. Considerando somente os avanços na representação de dados de computador que ocorreram desde então, o mundo é diferente deste MARC como foi concebido. 1966 foi três anos antes em que o Dr. Edgar F. Codd publicou seu primeiro artigo descrevendo um modelo relacional de dados como um IBM Research Report, e quatro anos antes dele rever o documento e publicá-lo mais amplamente em Communications for the ACM. Oito anos antes de Donald Chamberlin e Raymond Boyce publicarem seu primeiro trabalho em SEQUEL (SQL) e dez anos antes de Peter Chen propor seu primeiro modelo de Entidade-Relacionamento. Nós que trabalhamos com tecnologia e sistemas de biblioteca não podemos ver o MARC somente através de uma lente colorida por 44 anos de rápida mudança tecnológica (Figura 1)" (THOMALE, 2010)

fig1.png

Figura 1. Linha do tempo comparando a criação do MARC aos principais desenvolvimentos em software, redes e representação de dados entre 1960 e 1980 (THOMALE, 2010)

E THOMALE (2010) nos demonstra o problema, ao afirmar que o MARC não foi inventado para modelar sistemas de recuperação da informação computadorizados. Sua proposta original era automatizar os processos e tarefas do departamento de serviços técnicos da LC. As mesmas regras que determinaram como os dados bibliográficos eram armazenados e exibidos nas fichas bibliográficas são as regras que determinaram como os dados são formatados e armazenados nos registros MARC. De fato, apesar de ter mudado ao longo do tempo, as regras de catalogação foram criadas antes do advento da tecnologia dos computadores modernos.

KOSTER (2009) também questiona: “A questão está posta: o que na terra pode ter sido a razão para armazenar metadados bibliográficos em formatos de intercâmbio como o MARC?”

O armazenamento de registros uma questão negligênciada na gestão dos SGBs. Se leva em conta a compatibilidade com o formato MARC, mas em nenhum momento se questiona como o SGB armazena e gerencia os registros.

Levantamento Bibliográfico

Foram pesquisadas as Bases BRAPCI, utilizando o termo mais abrangente (MARC) e não foram encontrados nenhum resultado sobre a temática deste artigo na literatura nacional.

Objetivos

Realizar um mapeamento de como os Sistemas de Gerenciamento de Bibliotecas atuais armazenam os registros em sua Base de Dados  para  compreender as implicações da escolha do formato nestes sistemas.

Metodologia

A presente metodologia terá os seguintes passos:

  • Identificar SGBs compatíveis com o formato MARC;
  • Analisar a estrutura dos bancos de dados destes sistemas no que se refere ao armazenamento de registros bibliográficos;
  • Consolidar os modelos;
  • Identificar as implicações resultantes das escolhas destes modelos.

Como amostra, foram selecionados somente softwares livres, uma vez que é necessário ter amplo acesso ao software, código, banco de dados e documentação do sistema. Foram escolhidos os seguintes softwares: Koha e OpenBiblio, em que criamos 1 registro em cada um deles para estudarmos como as informações bibliográficas são armazenadas. Os banco de dados foram diagramados utilizando o software: SchemaSpy[1]

Catalogado o Livro: Introdução à Biblioteconomia, do Edson Nery da Fonseca

Registro original:

=LDR  00919nam a2200289 a 4500

=005  20150222225003.0

=008  120209r20102007bl\\\\\\\\\\\\000\0\por\d

=020  \\$a8585637323

=020  \\$a9788585637323

=040  \\$aUSP/SIBI

=041  0\$apor

=044  \\$abl

=092  0\$a020

=098  01$a02

=100  \\$aFonseca, Edson Nery da

=245  10$aIntrodução à biblioteconomia$cEdson Nery da Fonseca ; prefácio de Antônio Houaiss

=250  \\$a2. ed

=260  \\$aBrasília$bBriquet de Lemos$c2010, c2007

=300  \\$a152 p

=500  \\$a1.ª reimpressão da 2.ed. de 2007

=650  \0$aLibrary science

=650  \0$aLibrary science$vLiterary collections

=650  \7$aBIBLIOTECONOMIA$2larpcal

=700  \\$aHouaiss, Antônio$4pref

Resultados

Koha

O Koha[2] é o primeiro Software de Gerenciamento de Bibliotecas Livre. Foi desenvolvido inicialmente na Nova Zelândia pela Katipo Communications Ltd em 2000 para a Horowhenua Library Trust. Atualmente é mantido por uma comunidade distribuida globalmente de desenvolvedores e empresas de softwares.  

O Koha armazena os registros bibliográficos nas seguintes tabelas:

biblio


Column

Type

Size

Nulls

Auto

Default

Children

Parents

Comments

biblionumber

int

10

 √

aqorders

biblioimages

biblioitems

hold_fill_targets

oai_sets_biblios

old_reserves

ratings

reserves

reviews

tags_all

tags_index

virtualshelfcontents

unique identifier assigned to each bibliographic record

frameworkcode

varchar

4


foriegn key from the biblio_framework table to identify which framework was used in cataloging this record

author

mediumtext

16777215

 √

null

statement of responsibility from MARC record (100$a in MARC21)

title

mediumtext

16777215

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title (without the subtitle) from the MARC record (245$a in MARC21)

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16777215

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uniform title (without the subtitle) from the MARC record (240$a in MARC21)

notes

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16777215

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values from the general notes field in the MARC record (500$a in MARC21) split by bar (|)

serial

bit

0

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Boolean indicating whether biblio is for a serial

seriestitle

mediumtext

16777215

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copyrightdate

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5

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publication or copyright date from the MARC record

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timestamp

19

CURRENT_TIMESTAMP

date and time this record was last touched

datecreated

date

10

the date this record was added to Koha

abstract

mediumtext

16777215

 √

null

summary from the MARC record (520$a in MARC21)

biblioitens


Column

Type

Size

Nulls

Auto

Default

Children

Parents

Comments

biblioitemnumber

int

10

 √


items

primary key, unique identifier assigned by Koha

biblionumber

int

10

0


biblio

foreign key linking this table to the biblio table

volume

mediumtext

16777215

 √

null

number

mediumtext

16777215

 √

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itemtype

varchar

10

 √

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biblio level item type (MARC21 942$c)

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varchar

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null


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varchar

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ISSN (MARC21 022$a)

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date

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text

65535

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timestamp

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varchar

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number of pages (MARC21 300$c)

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material size (MARC21 300$c)

place

varchar

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publication place (MARC21 260$a)

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varchar

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library of congress control number (MARC21 010$a)

marc

longblob

2147483647

 √

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full bibliographic MARC record

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text

65535

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url (MARC21 856$u)

cn_source

varchar

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classification source (MARC21 942$2)

cn_class

varchar

30

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null

cn_item

varchar

10

 √

null

cn_suffix

varchar

10

 √

null

cn_sort

varchar

30

 √

null

normalized version of the call number used for sorting

agerestriction

varchar

255

 √

null

target audience/age restriction from the bib record (MARC21 521$a)

totalissues

int

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marcxml

longtext

2147483647

full bibliographic MARC record in MARCXML

Resultado

Tabela biblio


biblionumber

1689978

frameworkcode

BKS

author

Fonseca, Edson Nery da

title

Introdução à biblioteconomia

unititle

NULL

notes

1.ª reimpressão da 2.ed. de 2007

serial

0

seriestitle

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copyrightdate

2007

timestamp

2015-02-23 01:50:03

datecreated

2015-02-22

abstract

NULL

Tabela biblioitems


biblioitemnumber

1689978

biblionumber

1689978

volume

NULL

number

NULL

itemtype

BK

isbn

8585637323 | 9788585637323

issn

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ean

NULL

publicationyear

NULL

publishercode

Briquet de Lemos

volumedate

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volumedesc

NULL

collectiontitle

NULL

collectionissn

NULL

collectionvolume

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editionstatement

2. ed

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timestamp

2015-02-23 01:50:03

illus

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pages

152 p

notes

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size

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place

Brasília

lccn

NULL

marc

0x30303739326e616d206132323030323737206120343530303030353030313730303030303030383030343130303031373032303030313530303035383032303030313830303037333034303030313330303039313034313030303830303130343034343030303730303131323039323030303830303131393039383030303730303132373130303030333030303133343234353030393130303136343235303030313030303235353236303030343530303236353330303030313030303331303530303030333930303332303635303030323030303335393635303030343230303337393635303030323930303432313730303030333130303435303934323030313230303438313939393030323130303439331e32303135303232323232353030332e301e313230323039723230313032303037626c202020202020202020202020303030203020706f7220641e20201f61383538353633373332331e20201f61393738383538353633373332331e20201f615553502f534942491e30201f61706f721e20201f61626c1e30201f613032301e30311f6130321e20201f61466f6e736563612c204564736f6e204e6572792064611f39311e31301f61496e74726f6475c3a7c3a36f20c3a0206269626c696f7465636f6e6f6d69611f634564736f6e204e65727920646120466f6e73656361203b2070726566c3a163696f20646520416e74c3b46e696f20486f75616973731e20201f61322e2065641e20201f6142726173c3ad6c69611f6242726971756574206465204c656d6f731f63323031302c2063323030371e20201f6131353220701e20201f61312ec2aa207265696d7072657373c3a36f20646120322e65642e20646520323030371e20301f614c69627261727920736369656e63651e20301f614c69627261727920736369656e63651f764c6974657261727920636f6c6c656374696f6e731e20371f614249424c494f5445434f4e4f4d49411f326c61727063616c1e20201f61486f75616973732c20416e74c3b46e696f1f34707265661f39321e20201f326464631f63424b1e20201f63313638393937381f64313638393937381e1d

url

NULL

cn_source

ddc

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NULL

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NULL

cn_suffix

NULL

cn_sort

NULL

agerestriction

NULL

totalissues

NULL

marcxml

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>\n<record\n    xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance"\n    xsi:schemaLocation="http://www.loc.gov/MARC21/slim http://www.loc.gov/standards/marcxml/schema/MARC21slim.xsd"\n    xmlns="http://www.loc.gov/MARC21/slim">\n\n  <leader>00792nam a2200277 a 4500</leader>\n  <controlfield tag="005">20150222225003.0</controlfield>\n  <controlfield tag="008">120209r20102007bl            000 0 por d</controlfield>\n  <datafield tag="020" ind1=" " ind2=" ">\n    <subfield code="a">8585637323</subfield>\n  </datafield>\n  <datafield tag="020" ind1=" " ind2=" ">\n    <subfield code="a">9788585637323</subfield>\n  </datafield>\n  <datafield tag="040" ind1=" " ind2=" ">\n    <subfield code="a">USP/SIBI</subfield>\n  </datafield>\n  <datafield tag="041" ind1="0" ind2=" ">\n    <subfield code="a">por</subfield>\n  </datafield>\n  <datafield tag="044" ind1=" " ind2=" ">\n    <subfield code="a">bl</subfield>\n  </datafield>\n  <datafield tag="092" ind1="0" ind2=" ">\n    <subfield code="a">020</subfield>\n  </datafield>\n  <datafield tag="098" ind1="0" ind2="1">\n    <subfield code="a">02</subfield>\n  </datafield>\n  <datafield tag="100" ind1=" " ind2=" ">\n    <subfield code="a">Fonseca, Edson Nery da</subfield>\n    <subfield code="9">1</subfield>\n  </datafield>\n  <datafield tag="245" ind1="1" ind2="0">\n    <subfield code="a">Introdução à biblioteconomia</subfield>\n    <subfield code="c">Edson Nery da Fonseca ; prefácio de Antônio Houaiss</subfield>\n  </datafield>\n  <datafield tag="250" ind1=" " ind2=" ">\n    <subfield code="a">2. ed</subfield>\n  </datafield>\n  <datafield tag="260" ind1=" " ind2=" ">\n    <subfield code="a">Brasília</subfield>\n    <subfield code="b">Briquet de Lemos</subfield>\n    <subfield code="c">2010, c2007</subfield>\n  </datafield>\n  <datafield tag="300" ind1=" " ind2=" ">\n    <subfield code="a">152 p</subfield>\n  </datafield>\n  <datafield tag="500" ind1=" " ind2=" ">\n    <subfield code="a">1.ª reimpressão da 2.ed. de 2007</subfield>\n  </datafield>\n  <datafield tag="650" ind1=" " ind2="0">\n    <subfield code="a">Library science</subfield>\n  </datafield>\n  <datafield tag="650" ind1=" " ind2="0">\n    <subfield code="a">Library science</subfield>\n    <subfield code="v">Literary collections</subfield>\n  </datafield>\n  <datafield tag="650" ind1=" " ind2="7">\n    <subfield code="a">BIBLIOTECONOMIA</subfield>\n    <subfield code="2">larpcal</subfield>\n  </datafield>\n  <datafield tag="700" ind1=" " ind2=" ">\n    <subfield code="a">Houaiss, Antônio</subfield>\n    <subfield code="4">pref</subfield>\n    <subfield code="9">2</subfield>\n  </datafield>\n  <datafield tag="942" ind1=" " ind2=" ">\n    <subfield code="2">ddc</subfield>\n    <subfield code="c">BK</subfield>\n  </datafield>\n  <datafield tag="999" ind1=" " ind2=" ">\n    <subfield code="c">1689978</subfield>\n    <subfield code="d">1689978</subfield>\n  </datafield>\n</record>\n

Podemos observar que o Koha armazena os dados em linhas para a criação da página de detalhes e o MARC completo em um Blob, conforme Nelson (2013): “Currently MARC stored in MARCxml and Zebra reads the MARCxml blob”. Esse blob será posteriormente será usado para a indexação no banco de dados textual Zebra.

OpenBiblio

openbiblio.biblio


Column

Type

Size

Nulls

Auto

Default

Children

Parents

bibid

int

10

 √


biblio_copy

biblio_copy_fields

biblio_field

biblio_hold

biblio_status_hist

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datetime

19

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datetime

19

last_change_userid

int

10

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smallint

5

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smallint

5

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varchar

20

 √

null

call_nmbr2

varchar

20

 √

null

call_nmbr3

varchar

20

 √

null

title

text

65535

 √

null

title_remainder

text

65535

 √

null

responsibility_stmt

text

65535

 √

null

author

text

65535

 √

null

topic1

text

65535

 √

null

topic2

text

65535

 √

null

topic3

text

65535

 √

null

topic4

text

65535

 √

null

topic5

text

65535

 √

null

opac_flg

char

1

openbiblio.biblio_field


Column

Type

Size

Nulls

Auto

Default

Children

Parents

bibid

int

10


biblio

fieldid

int

10

 √

tag

smallint

5

ind1_cd

char

1

 √

null

ind2_cd

char

1

 √

null

subfield_cd

char

1

field_data

text

65535

 √

null

Resultado

Tabela biblio


bibid

3

create_dt`

2015-02-22 23:25:16

last_change_dt

2015-02-22 23:27:18

last_change_userid

1

material_cd

2

collection_cd

2

call_nmbr1

020

call_nmbr2

call_nmbr3

title

Introdução à biblioteconomia

title_remainder

responsibility_stmt

Edson Nery da Fonseca ; prefácio de Antônio Houaiss

author

Fonseca, Edson Nery da

topic1

Library science

topic2

Library science

topic3

BIBLIOTECONOMIA

topic4

topic5

opac_flg

Y

Tabela biblio_field


bibid

fieldid

tag

ind1_cd

ind2_cd

subfield_cd

field_data

3

1

82

N

N

a

020

3

2

20

N

N

a

8585637323

3

3

20

N

N

a

9788585637323

3

4

41

N

N

a

por

3

5

44

N

N

a

bl

3

6

250

N

N

a

2. ed

3

7

260

N

N

a

Brasília

3

8

260

N

N

b

Briquet de Lemos

3

9

260

N

N

c

2010, c2007

3

10

300

N

N

a

152 p

3

11

500

N

N

a

1.ª reimpressão da 2.ed. de 2007

3

12

700

N

N

a

Houaiss, Antônio

3

13

700

N

N

4

pref

O OpenBiblio utiliza a tabela biblio para armazenar as informações que serão disponibilizadas para a busca ou para a geração das páginas de detalhes do registro, e a tabela biblio_field para as demais informações.

Discussão

Apesar de o MARC ser um bom formato para intercâmbio, utilizá-lo dentro dos sistemas de informação impedem de se utilizar todo o potencial informativo do registro. Além de dificultar o gerenciamento desta informação pelos bibliotecários. É importante re-pensar os sistemas de armazenamento das informações bibliográficas nos sistemas de informações.

Referências

AVRAM, H. D. (1975). MARC; its history and implications. Washington, DC: Library of Congress. Disponível em: http://catalog.hathitrust.org/Record/002993527 . Acesso em: 30 dez 2014.

CHARLTON, Galen. Extending Koha using Linked Data. KohaCon 2014. Disponível em: http://zadi.librarypolice.com/~gmc/koha-linked-data/ . Acesso em: 01 jan 2015.

KOSTER, Lukas. Who needs MARC?. COMMONPLACE.NET, 2009. Disponível em: http://commonplace.net/2009/05/who-needs-marc/ . Acesso em: 30 dez 2014

NELSON, Joy. KohaCon13: What is after MARC???. ByWater Solutions, 2013. Disponível em: http://bywatersolutions.com/2013/10/16/kohacon13-marc/ . Acesso em: 30 dez 2014

OVERMYER, LaVahn Marie. Libraries, Technology, and the Need to Know. Ci. Inf, Rio de Janeiro, 1(2):67-71,1972. Disponível em: http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article/view/1663 . Acesso em: 01 jan 2015.

TENNANT, Roy. MARC must die. Library Journal, 2002. Disponível em: http://lj.libraryjournal.com/2002/10/ljarchives/marc-must-die/ . Acesso em: 30 dez 2014

THOMALE, Jason. Interpreting MARC: Where’s the Bibliographic Data?. Code {4} Lib Journal. Issue 11, 2010-09-21. Disponível em: http://journal.code4lib.org/articles/3832 . Acesso em: 30 dez 2014

THE EUROPEAN LIBRARY. The European Library Open Dataset. Disponível em: http://www.theeuropeanlibrary.org/tel4/access/data/opendata . Acesso em: 01 jan 2015.

THE LIBRARY OF CONGRESS. MARC Standards (Network Development and MARC Standards Office, Library of Congress). Disponível em: http://www.loc.gov/marc/ . Acesso em: 30 dez 2014


[1] http://schemaspy.sourceforge.net/

[2] http://koha-community.org/

Todos os assuntos descritos nos Artigos de Revistas da área de CI e disponíveis em OAI-PMH

Assuntos

A computação permite que a gente consiga fazer coisas que antes demorariam muito tempo, em alguns minutos. Com isso, consegui levantar todos os assuntos das revistas de CI que tem OAI, em 2015-06-10, seguindo os seguintes passos:

– Harvesting do OAI utilizando o CATMANDU com output em JSON (Utilizei como base a lista “Revistas Brasileiras em Ciência da Informação” do Laboratório de Tecnológias Intelectuais – LTi” por dica do Prof. Ronaldo Araújo da UFAL.

– Inclusão dos registros (em um total de 15354) na base MONGODB.

– Extração das colunas URL e Assuntos em JSON.

– Tratamento desses dados no OpenRefine.

– Criação de visualização teste usando o Tableau Public.

Vocês podem acessar as visualizações aqui (Está dando problema no Chrome, só estou conseguindo acessar pelo Firefox)

Assuntos – 2015-06-10

Utilizem a vontade, mas será bacana se citarem a fonte.

Visibilidade das revistas de CI nas mídias sociais

Contribuição do Ronaldo Ferreira de Araújo:

Sabemos que aspectos de visibilidade e impacto são questões centrais na comunicação científica, praticamente indissociáveis, especialmente quando se fala em avaliação de periódico científico. A primeira geralmente está associada ao reconhecimento da revista e a qualidade e credibilidade que obtém em determinada comunidade científica e CLARO, estar indexada em bases/índices de prestígio nacionais e internacionais. A segunda, por sua vez, é pensada nas tradicionais métricas de citação.

Mas pensando nos rumos de uma ciência aberta ou ciência 2.0 já não estaria na hora de repensar tais critérios, e porque não, incluir as novas maneiras que a informação científica passa a circular na websocial? Já tivemos aqui postagens do Moreno, Andréa e Iara sobre altmetrics (métricas alternativas) para artigos, buscando compreender a atenção online que estes alcançam. Mas e a atenção que as revistas recebem?

Aqui, com uma metodologia duvidosa e um pouco de ócio de férias, levantamos por meio de parametrizações em Application Programming Interface – APIs das mídias sociais Facebook e Twitter o alcance de 28 (URLs) revistas da área de CI. Os dados podem ser visto na Gráfico 1 (até 100) e no Gráfico 2 (acima de 100).
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Gráfico 1 – Revistas por mídia social (até 100)

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Gráfico 2 – Revistas por mídia social (mais de 100)

Se olharmos os gráficos vamos perceber que umas revistas tem melhor desempenho em determinada mídia social que outra. Não há aqui nenhuma análise profunda, o intuito mesmo era passar o tempo. Mas achei interessante notar que, no geral, revistas com avaliação mais elevadas, recebem menos atenção online. O que acham?

Relação das revistas

  • R1 BIBLOS – Revista do Instituto de Ciências Humanas e da Informação
  • R2 Brazilian Journal of Information Science
  • R3 Em Questão: Revista da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS
  • R4 Informação & Tecnologia
  • R5 Informação Arquivística
  • R6 Bibliotecas Universitárias: pesquisas, experiências e perspectivas
  • R7 Informação & Informação
  • R8 RECIIS: Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde
  • R9 Perspectivas em Ciência da Informação
  • R10 Revista ACB
  • R11 Intexto
  • R12 Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação
  • R13 A. to. Z. Revista Eletrônica
  • R14 Comunicação e Informação
  • R15 Informação@Profissões
  • R16 Múltiplos Olhares em Ciência da Informação
  • R17 Ciência da Informação
  • R18 InCID: Revista de Ciência da informação e Documentação
  • R19 Transinformação
  • R20 Biblionline
  • R21 Informação & Sociedade: Estudos
  • R22 Ponto de Acesso
  • R23 Liinc em revista
  • R24 DataGramaZero
  • R25 Tendências de Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação
  • R26 Revista Biblioo
  • R27 Perspectivas em Gestão & Conhecimento
  • R28 Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação
  • App Bibliotecas USP

    No dia 12 de dezembro de 2014, o Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo, em parceria com a Escola Politécnica e a Superintendência de Tecnologia da Informação da USP, lançaram o App para consulta no Catálogo chamado Bibliotecas USP. Está disponível na Apple Store e na Google Play

    Alguns Screenshots

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    A comunicação se dá com o Catálogo utilizando os WebServices do Primo, utilizado pelo Portal de Busca Integrada da USP
    Algumas funcionalidades:

    • Leitor de código de barras para consulta pelo ISBN (vai que você está em uma livraria e quer saber se tem aquele livro na Biblioteca)
    • Filtros para melhor precisão da busca
    • Geolocalização das Bibliotecas da USP
    • Salvar registros e enviá-los por e-mails

    E já estão em estudo a ampliação das funcionalidades do aplicativo.

    Já podemos incluí-lo na lista do Moreno no post: APLICATIVOS MOBILE EM BIBLIOTECAS BRASILEIRAS

    Bibliotecas nas propostas de governo dos candidatos à presidência nas eleições de 2014

    Para conseguir as propostas de governo, acesse o site do TSE: http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2014/sistema-de-divulgacao-de-candidaturas

    Aécio Neves

    III CULTURA:

    15. Robustecimento do Sistema Nacional de Bibliotecas, com vistas a implantar novas unidades e socorrer bibliotecas regionais de referência, detentoras de acervo de valor nacional, que serão beneficiadas com apoio federal, mesmo sem ter vínculo formal com o governo central.
    16. Estímulo a empresas estatais e privadas para a adoção de instituições culturais de âmbito nacional – museus ou bibliotecas, assegurando a sua sustentabilidade.

    IV. EDUCAÇÃO

    8. Apoio à modernização dos equipamentos escolares, incluindo a instalação de bibliotecas e laboratórios, computadores e acesso à Internet, e adequação térmica dos ambientes para o tempo de verão, garantindo a todas as escolas brasileiras condições adequadas de infraestrutura, incluindo conexão WIFI acessível a todo estudante.

    Dilma Rouseff

    Não tem a palavra biblioteca na proposta de governo

    Eduardo Jorge

    Não tem a palavra biblioteca na proposta de governo

    Pastor Everaldo

    Não tem a palavra biblioteca na proposta de governo

    Levy Fidelix

    Não tem a palavra biblioteca na proposta de governo

    Zé Maria

    Não tem a palavra biblioteca na proposta de governo

    Eymael

    Não tem a palavra biblioteca na proposta de governo

    Luciana Genro

    Não tem a palavra biblioteca na proposta de governo

    Marina Silva

    Não tem a palavra biblioteca na proposta de governo