Livro livre!

Olhem que iniciativa interessante da CPTM, companhia de trens paulistanos:

LIVRO LIVRE: PELO SEGUNDO ANO CPTM REALIZA AÇÃO EM ESTAÇÕES
Preocupada em estimular o hábito da leitura entre seus funcionários e também usuários do serviço de transporte metroferroviário, a CPTM adere pelo segundo ano consecutivo ao movimento Livro Livre. O movimento incentiva leitores a deixarem livros em qualquer local público para que outras pessoas tenham acesso e possam compartilhar deles, tornando a cidade uma grande biblioteca a céu aberto. A idéia é que, após encontrar o livro e desfrutar da leitura, o dono opte por liberá-lo novamente em um local público para que outro cidadão possa lê-lo também.

Neste ano, nos dias 29 e 30 de outubro, haverá a distribuição de 1.750 livros, doados pelas bibliotecas municipais Prefeito Prestes Maia e Monteiro Lobato, em 15 estações das seis linhas da CPTM, para serem encontrados pelos usuários. Além disso, 750 livros serão distribuídos aos empregados diretos e terceirizados das estações contempladas [veja a relação abaixo], para que se inicie um movimento de leitura internamente. A partir dessa primeira distribuição, os livros poderão circular entre os empregados das 83 estações do sistema.

Em 2006, o Livro Livre na CPTM abrangeu tanto a área administrativa da companhia quanto o interior de estações e trens. Além disso, entre março e abril, a empresa promoveu uma campanha para doação de livros para a Biblioteca CPTM – Mário Covas, mantida em sua base de Presidente Altino. A iniciativa foi um sucesso e 12 mil novos livros foram doados à biblioteca, vindos de empregados e também do público em geral.

Quem desejar contribuir com a iniciativa ainda poderá doar livros à “Biblioteca CPTM – Mário Covas”, localizada em Presidente Altino, região de Osasco. Para quem fizer esta opção, basta entrar em contato pelos telefones [11] 3689-9107 / 9153 ou por meio do endereço eletrônico biblioteca@cptm.sp.gov.br. O interessado pode agendar a retirada do material em domicílio, dependendo da quantidade, ou entregar os volumes nas chefias das estações da companhia. São aceitos todos os tipos de livros, desde que estejam em bom estado de conservação.

Estações onde eventos serão realizados:

Linha A – Lapa 70 livros / Francisco Morato 70 livros

Linha B – Osasco *100 livros / Barra Funda *200 livros

Linha Esmeralda – Hebraica – Rebouças 50 livros / Santo Amaro *100 livros / Autódromo 50 livros

Linha D – Luz *200 livros/ Santo André 100 livros

Linha E – Guaianazes 70 livros / Mogi 50 livros

Linha F – Brás *200 livros/ Tatuapé 50 livros/ São Miguel 70 livros/ Itaim70 livros

TV Livro

O Grupo Scortecci e seus parceiros estão inaugurando a TV LIVRO.

A proposta é postar e produzir vídeos na Internet sobre autores, livros, leitura e literatura.

Uma equipe de estagiários da USP, Mackenzie (Jornalismo) e Cásper Líbero (Rádio e TV) está à frente do projeto sob a coordenação do portal AMIGOS DO LIVRO.

“O grupo foi selecionado entre 152 candidatos”, explica João Scortecci, idealizador do projeto, editor do portal e Diretor-Presidente do grupo.

“Estamos também montando um pequeno estúdio para produção dos vídeos. A idéia é “convocar o autor, a leitura e o mercado editorial para o debate sobre livro e cultura.” Conclui.

A TV LIVRO já está no ar operando para “testes” e sua inauguração está prevista para o início de novembro de 2007.

O espaço é livre e democrático desde que o assunto seja “o livro”.

Aberta para autores, editoras, livrarias, academias de letras, grupos literários e entidades culturais, a TV LIVRO espera a sua visita.

Ação cultural: reflexões em torno de um conceito e de uma prática

Apresentação

Quando dei início à elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso -TCC -, no segundo semestre de 2003, pensava em realizar um projeto sobre o processo de implementação de sistema de gestão integrado, motivado por minha experiência como estagiário numa companhia farmacêutica multinacional. Antes de concluir a faculdade, porém, decidi trancar o curso, por um ano, para realizar um sonho: conhecer outras culturas, lugares, e viver a aventura de ser um mochileiro. Viajei, com um amigo professor de história por alguns paises da América do Sul, de carona, e, em meio a diversas experiências fomos observando, refletindo e discutindo sobre a realidade social latino-americana, as semelhanças históricas entre os países deste nosso continente, mas, sobretudo, sobre os resultados que o modelo de ocupação e de colonização impôs a todos nós.

Nossos percursos como viajantes, mesmo se marcados por felizes descobertas, mostravam permanentemente uma desigualdade social de tal ordem, que não pude ficar impassível diante da triste situação encontrada.

Como no filme1, fiquei sensibilizado com a situação de miséria e de abandono das comunidades pobres do continente e não consegui mais deixar de pensar sobre como atuar, a partir de ferramentas da minha área de formação acadêmica, tendo em mente a importância do papel do profissional na inclusão sociocultural e na promoção efetiva da participação cultural dos grupos marginalizados.

Desse modo, ao retornar à faculdade, o antigo projeto de TCC, focado em sistemas de organização e acesso à informação para públicos especializados, – hiper informados e informatizados – já não me fazia muito sentido naquele momento. Ao contrário, a experiência de mochileiro provocara-me outros interesses, ampliando minha visão das possibilidades que a profissão de bibliotecário poderia oferecer no encaminhamento de tais problemas. Todavia, mesmo não sabendo muito bem como abordar a questão, percebi que se estudasse a ação cultural eu teria chances de refletir de modo sistemático sobre essa realidade e passaria a ter elementos que contribuíssem para a qualidade de meu trabalho profissional. Resolvi, por isso, debruçar-me
neste projeto.

1 Diário de motocicleta, de Walter Salles, baseado no diário de Ernesto “Che” Guevara.

Hoje eu tive a agradável surpresa de ver que está no RABCI o TCC do Rômulo Martins Morishita, que começa com a apresentação que está reproduzida integralmente acima. É emocionante ler, ainda mais quando eu tive a oportunidade de acompanhar quando ele nos mandava um e-mail narrando um pouco seus passos pela América Latina.
Confiram o TCC completo: Ação cultural: reflexões em torno de um conceito e de uma prática