Roteiro das bibliotecas do Rio de Janeiro

Montei um roteiro simples das bibliotecas que particularmente acho valer a pena serem visitadas no Rio de Janeiro. Grande parte está concentrada no centro da cidade, então em uma tarde ou um dia inteiro é possível visitar várias. Coloquei os mapas de localização.

Claro que existem muitas outras excelentes, com acervos idem, mas para um turista típico, acho que essas são as essenciais.

Real Gabinete Português de Leitura – melhor biblioteca pra tirar fotos
real gabinete portugues
Centro – mapa

Biblioteca Parque Estadual – melhor biblioteca pra ler jornais do dia, revistas, ouvir música, conversar
bpe
Centro – mapa

Oi Futuro – segunda melhor biblioteca pra ler jornais do dia, revistas, ouvir música, conversar
oi futuro
Flamengo – mapa

Biblioteca Nacional – melhor biblioteca pra fazer visita técnica
biblioteca nacional
Centro – mapa

Centro Cultural Justiça Federal – melhor arquitetura de biblioteca
ccjf
procurem pela biblioteca, fica meio escondida, é pequena, mas é animal.
Fica ao lado da BN, centro – mapa

CCBB – melhor acervo contemporâneo
ccbb
procurem pela biblioteca, fica no quinto andar.
Centro – mapa

ABL – melhor acervo clássico
abl
São duas bibliotecas, a nova e a velha. Entrem nas duas.
Centro – mapa

Biblioteca Parque da Rocinha – pra conhecer o modelo de bibliotecas parque
rocinha

Biblioteca Parque de Manguinhos
biblioteca manguinhos

Biblioteca Parque de Niterói – pra quem quiser dar um pulo no outro lado da poça
biblioteca niteroi

Para outras belezas do Rio, vejam as fotos de um dos meus fotógrafos preferidos, Claudio Lara

Food Republic – A definição de biblioteca

Antonio Banderas me mandou um texto da seção Freakonomics do NYT, explicando que, com a redução de vendas de produtos de entretenimento (livros, filmes, música), as pessoas passaram a frequentar mais as bibliotecas (pelo menos nos EUA).

O texto traz um link para outro texto que responde a interessante pergunta: se as bibliotecas públicas não existissem hoje, você seria capaz de criar uma?

Eu prefiro não gastar meu tempo tentando resolver um problema que não tem fim – mas incrementando toda a questão da definição do espaço da biblioteca, publicada anteriormente pelo Tiago 1, 2, 3, 4 – pois no Brasil, como eu nunca tinha entendido, e uma vez o Gustavo me explicou, os bibliotecários estão muito mais preocupados (ou somente preocupados) em garantir verbas para aquisição de livros que irão compor suas fracas coleções. Ao mesmo tempo em que utilizam essa mesma demagogia para sabotar qualquer idéia progressista em relação aos serviços de biblioteca.

Mesmo em tempos de não ter dinheiro para comprar livros, eu particularmente tenho cada vez menos interesse em frequentar bibliotecas, seja pelo ambiente ou pelos serviços. E se não fossem os clássicos, talvez nem mesmo mais pelo acervo eu continuaria frequentando. Outros serviços me parecem ser muito mais atraentes, e cito exemplos:

Skoob – descubro os livros
Trocando Livros – troco os livros
Estante Virtual – compro os livros

Ainda no texto Freakonomics sobre a questão do espaço física das bibliotecas, ganhando status de shopping em tempos de crise econômica, há uma link para uma experiência exótica, por assim dizer:

food republic library singapura

food republic singapore library

mais fotos no Flickr

O food republic é uma espécie de praça de alimentação em Singapura, e uma de suas seções foi completamente decorada como uma biblioteca do Séc. XIX.