Københavns Universitetsbibliotek

Biblioteca da universidade de Copenhagen, Dinamarca. O prédio é de 1856, mas a biblioteca existia desde 1482. O clima é extremamente acadêmico, para entrar e pesquisar lá tem que ser credenciado, tem que apresentar a pesquisa, etc. A biblioteca também foi incorporada pela Royal Library, que é tipo a biblioteca nacional da Dinamarca, então eu creio que um lote do acervo tenha sido remanejado e por isso se vê grande parte das estantes vazias.

Essa biblioteca geralmente entra naquela lista de bibliotecas mais bonitas do mundo. E é mesmo.

Christianshavns Bibliotek København

Pra iniciar a série de bibliotecas escandinavas, as fotos que eu tirei dentro da Christianshavns Bibliotek, que fica em Copenhagen, Dinamarca. É uma espécie de biblioteca pública comunitária, pequena, muito parecida com todas as outras públicas que eu visitei: acervo altamente facetado (livros, música, games, infantil, web); espaço físico funcionando como lounge (as pessoas não lêem os livros ali dentro, elas apenas passam ali para escolher os livros e materiais que vão consumir em casa); usabilidade, acessibilidade, wayfinding perfeito (eu mesmo sem saber uma única palavra de danish consigo identificar perfeitamente todos os caminhos da biblioteca e da organização do acervo); balcão de informação (referência) no centro da biblioteca e/ou logo na porta de entrada.

Quem tiver dúvidas específicas, deixe nos comentários.

biblioteca infantil:

acervo de games para empréstimo:

devolução automática:

bibliotecárias são iguais, em todas as partes do mundo:

biblioteca divulgando shows de indie rock:

e a bibliotecária trabalhando descalça:

google street view da biblioteca, ver link abaixo:


Exibir mapa ampliado

Lista de contatos de bibliotecas

De vez em sempre eu preciso entrar em contato com algum colega bibliotecário em busca de artigos, informações, solução para problemas, etc. A essência do nosso trabalho é essa mesmo, cooperação.

Eu criei uma lista no google docs com os contatos das pessoas responsáveis e respectivas bibliotecas, apenas para facilitar essa troca profissional.

Quem quiser incluir os seus contatos, basta me mandar por email (moreno.barros@gmail.com) ou via twitter (@moreno) ou deixar nos comentários as informações necessárias (nome da biblioteca, cidade, acervo/coleção/especialidade, nome do bibliotecário, telefone e email institucional).

A lista já está disponível em: http://bit.ly/contatobibliotecas

Infelizmente, por enquanto não vou poder abrir a lista para inclusão colaborativa. E só irei incluir os contatos das pessoas que me enviarem.

Muitas dessas informações estão disponíveis online, sim, e existem outras listas de contatos, mas eu estou criando esta de qualquer forma. Faz parte do início de um mapeamento nacional que eu vou fazer com a ajuda de outros colegas. Explicações em breve.

Biblioteca de Alexandria – eu fui \o/

Olá colegas de trabalho, sentiram minha falta?

Tenta dizer isso sem parecer metido, mas eu estava de férias, e dei uma passadinha de leve na Biblioteca de Alexandria.

O que dizer? Não muito. Vocês tem que ir lá ver.

Eu gostei do design; da luz natural; de ver a biblioteca cheia de gente, usuários e visitantes; da biblioteca como espaço cultural, além de só biblioteca caixa de livros; da exposição de prensas; exposição de papiros (que eu sorrateiramente entrei sem pagar); das mesas com computadores, luminárias e tomadas; wifi potente; estantes; amplitude física (todos os andares são visíveis entre si); das seções dividas por personas (crianças, jovens, adultos).

Não gostei de ter que pagar para entrar (usuários locais podem pagar uma taxa anual equivalente a R$60, não sei se dá direito a empréstimo, talvez apenas o direito de usufruir o espaço e o acervo. Ou seja, não é uma biblioteca pública); acervo aparentemente incompleto, estantes relativamente vazias; opac relativamente ultrapassado, não condizente com a imponência da biblioteca física.

Qualque pergunta específica sobre a biblioteca, façam nos comentários e eu respondo.

Fotos, fotos, fotos no meu flickr

biblioteca de alexandria

biblioteca

biblioteca alexandria

bibliotheca alexandrina

biblioteca alexandria

biblioteca alexandria

biblioteca alexandria

biblioteca alexandria

biblioteca alexandria

biblioteca alexandria

biblioteca alexandria

LEI Nº 12.244 – Dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País.

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

LEI Nº 12.244 DE 24 DE MAIO DE 2010.

Dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o As instituições de ensino públicas e privadas de todos os sistemas de ensino do País contarão com bibliotecas, nos termos desta Lei.

Art. 2o Para os fins desta Lei, considera-se biblioteca escolar a coleção de livros, materiais videográficos e documentos registrados em qualquer suporte destinados a consulta, pesquisa, estudo ou leitura.

Parágrafo único. Será obrigatório um acervo de livros na biblioteca de, no mínimo, um título para cada aluno matriculado, cabendo ao respectivo sistema de ensino determinar a ampliação deste acervo conforme sua realidade, bem como divulgar orientações de guarda, preservação, organização e funcionamento das bibliotecas escolares.

Art. 3o Os sistemas de ensino do País deverão desenvolver esforços progressivos para que a universalização das bibliotecas escolares, nos termos previstos nesta Lei, seja efetivada num prazo máximo de dez anos, respeitada a profissão de Bibliotecário, disciplinada pelas Leis nos 4.084, de 30 de junho de 1962, e 9.674, de 25 de junho de 1998.

Art. 4o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 24 de maio de 2010; 189o da Independência e 122o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
Carlos Lupi

10 anos para a implementação de uma lei é quase um atestado de incompetência, mas essa lei é um avanço na universalização do acesso à informação no país.

Biblioteca Parque de Manguinhos

Medellín, na Colômbia, era uma cidade marcada pelo narcotráfico e pela violência. Mas a partir de 2006, com a inauguração de Bibliotecas Parque – uma biblioteca com um parque para que os leitores possam usufruir da leitura ao ar livre – a cidade elevou o seu nível educacional, fator que contribuiu para a diminuição do índice de violência.

Inspirando-se nesse projeto, foi implantada em Manguinhos, no Rio de Janeiro, a primeira Biblioteca Parque brasileira, em um espaço de 3,3 mil m², que sediava o antigo Depósito de Suprimento do Exército (1º DSUP). Essa área foi totalmente urbanizada, e se transformou no local de maior concentração de equipamentos sociais em uma comunidade carente da cidade, um complexo com ludoteca, filmoteca, sala de leitura para portadores de deficiências visuais, acervo digital de música, cineteatro, cafeteria, acesso gratuito à Internet e uma sala denominada Meu Bairro, para que os usuários façam reuniões da comunidade.

Em entrevista ao blog Acesso, a secretária de Articulação Institucional do Ministério da Cultura e coordenadora do Programa Mais Cultura, Silvana Meirelles, explica melhor o projeto.

biblioteca parque de manguinhos

A Biblioteca Parque de Manguinhos será equipada com 40 computadores para internet livre, livros eletrônicos da Gato Sabido, 3 milhões de música em arquivo digital (do Imusica), 700 filmes em dvd, uma vasta coleção de quadrinhos e, sem esquecer dos livros, claro – são 25 mil títulos, pra começar.

O visual ganha ares modernos com o grafite digital da Superuber. Ou seja, vale a pena conhecer e apresenta um conceito que a gente já sabe, mas que pouca gente lembra: o de que bibliotecas são também espaços culturais. E o de que a leitura não precisa, necessariamente, ser em papel.

Todos os 28 funcionários da biblioteca são moradores da região e contratados pela Secretaria estadual de Cultura. Eles foram treinados para atender à todas as pessoas que visitarem o local.

via Literatura Infantil e Juvenil e @liaamancio

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O projeto piloto colombiano humilha a humanidade. As fotos da Biblioteca Parque Espanã falam por si. Se a Biblioteca Parque de Manguinhas chegar perto do projeto colombiano, estamos bem.

Assim que aparecem as fotos e infos, eu atualizo aqui.

via plataforma arquitectura

Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro em obras

Em tempos de chuvas e mortes e investimentos em bibliotecas públicas, a Biblioteca Pública do Rio (“biblioteca do Brizola”) prepara o seu redesign.

Eu tentei encontrar alguma informação sobre a reforma, eu lembro de ter visto em algum jornal da cidade, mas não consegui resgatar. Não sei nada sobre a obra, não sei nada sobre o projeto.

A única coisa que eu sei é que a biblioteca já está fechada há um bom tempo e está cercada por tapumes que contêm algumas imagens de como a biblioteca ficará, depois de reaberta.

Eu só consegui uma foto, essa aí de baixo.

Pelos outros croquis nos tapumes, tem um quê de espaço multimídia no redesign. Quem sabe vem uma versão carioca da Biblioteca do Carandiru por aí.

Alguém sabe alguma coisa sobre a nova biblioteca pública do Rio?