Biblioteca de São Paulo – Carandiru

Para quem procurou pela biblioteca no google e caiu aqui, a Biblioteca de São Paulo fica localizada na Av. Cruzeiro do Sul, 2630, no bairro Santana, ao lado da estação Carandiru do metrô. veja o mapa

Funciona de terça a sexta das 9 às 21 horas. Sábados, Domingos e Feriados das 9 às 19 horas.

O telefone da biblioteca é (11) 2089-0800

A biblioteca possui um site oficial, um blog oficial, album de fotos no flickr e uma página no facebook.

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Acabou de cair várias lágrimas de emoção vendo estas fotos. Nem preciso explicar.

Design. Ahhh, o design.

biblioteca são paulo carandiru

biblioteca são paulo carandiru

biblioteca são paulo carandiru

biblioteca de são paulo carandiru

biblioteca de são paulo carandiru

biblioteca de são paulo

Estas e outras fotos estão no flickr oficial da BSP

Texto da Folha:

Novo espaço cultural da zona norte de SP começa adaptado para pessoas com deficiência e se aproxima do conceito das grandes livrarias para atrair leitores

No próximo dia 8, a capital paulista ganhará um novo espaço de cultura: a Biblioteca de São Paulo. Instalada no parque da Juventude, na área da antiga Casa de Detenção do Carandiru, a nova biblioteca pública se inspirou no conceito das grandes livrarias da cidade para conquistar seus leitores.

“A ideia é que ela pareça uma “megastore” pública”, explica o Secretário de Estado da Cultura de São Paulo, João Sayad. “Ela deve ter tudo aquilo que essas lojas oferecem, mas estará aberta para atender a todos.”

A biblioteca custou cerca de R$ 12,5 milhões (R$ 10 milhões do Estado e R$ 2,5 milhões do Ministério da Cultura). E, para atrair seus futuros usuários, não investiu apenas no acrevo de 30 mil livros.

Estratégia de sedução

A Biblioteca de São Paulo dedica grande parte de seus 4.200 m2 aos mais jovens. Todo o andar térreo está divido em alas para três faixas etárias: de zero a três anos, de quatro a 11 anos e de 12 a 17 anos. Ali, poltronas coloridas e pufes dividem espaço com estantes baixas -projetadas sob medida- nas quais livros, discos e filmes ficam misturados e expostos diretamente ao público.

Também estarão à disposição cem computadores, com livre acesso à internet, dezenas de jogos eletrônicos e um aparelho Kindle, o livro digital da Amazon. “É uma tentativa de atrair o não leitor”, afirma Sayad. “Se o hábito de ler voltar a ser moda algum dia, podemos fazer uma biblioteca escura, austera. Hoje, para conquistar o público de não leitores, ela precisa ser assim.”

O esforço para seduzir os frequentadores pautou a escolha do espaço -próximo ao metrô- e o projeto arquitetônico, que contemplou um café, uma varanda com espaço para shows e saraus e um auditório.

“Teremos uma programação de cursos e oficinas, voltada inclusive para temas que não estão ligados à literatura, como o grafite”, conta a diretora da biblioteca, Magda Montenegro.

Ela também promete um horário expandido de atendimento – até as 21h de segunda a sexta, e até as 17h, aos sábados, domingos e feriados. “Não dá para fechar na mesma hora da repartição pública. A intenção é que as pessoas venham para cá depois do trabalho”, afirma.

via

biblioteca são paulo carandiru

Joshua Prince-Ramus e a biblioteca de Seattle


cliquem em “view subtitles” aqui em cima, selecionem português

Eu sempre fui paga-pau da biblioteca pública de Seattle. Já citei aqui “Qual biblioteca?” e aqui “Dewey no elevador“. Pra mim continua sendo o exemplo mais vanguarda de combinação biblioteca-design-tecnologia.

Traduzi a palestra do Joshua Prince Ramus no TED. Ele foi um dos arquitetos responsáveis (o outro é Rem Koolhaas) pelo desenho da biblioteca. Na palestra ele fala de outros projetos da agência, além da biblioteca. Mas desde a primeira vez que eu vi fiquei impressionado como que uma pessoa de fora do mundo das bibliotecas conseguiu ter uma percepção tão simples e correta sobre a funcionalidade de uma biblioteca pública.

biblioteca de Seattle antes

biblioteca de Seattle depois

[traduzi do wikipedia]
O financiamento para a construção do novo prédio da biblioteca central de Seattle, bem como outros projetos de construção em todo o sistema municipal de bibliotecas, foi orçado em $196 milhões, chamado de “Bibliotecas para Todos”, medida aprovada pela câmara de Seattle, em novembro de 1998. O projeto também recebeu uma doação de $20 milhões de Bill Gates.

Rem Koolhaas e Joshua Prince-Ramus da empresa holandesa Office for Metropolitan Architecture (OMA), trabalhando em conjunto com a empresa de Seattle LMN Architects, serviram como os principais arquitetos do edifício. Ramus foi designado arquiteto responsável pelo projeto. Ironicamente, a OMA não foi uma das empresas convidadas a concorrer ao projeto. Ramus, anteriormente residente em Seattle, descobriu pela sua mãe um dia antes que a direção da rede de bibliotecas estava convidando empresas interessadas em participar de uma chamada pública. Ele se inscreveu e a OMA acabou ganhando o projeto.

Deborah Jacobs, bibliotecária chefe da Seattle Public Library, encabeçou o projeto do ponto de vista da biblioteca e atuou como a voz do cliente, enquanto Betty Jane Narver atuou como presidente do Conselho de Bibliotecas.

Os arquitetos conceberam o novo edifício da Biblioteca Central como uma celebração dos livros, decidindo-se depois de algumas pesquisas que, apesar da chegada do século 21 e a “era digital”, pessoas ainda respondiam a livros impressos em papel. Os arquitetos também trabalharam para tornar a biblioteca convidativa para o público, ao invés de entulhadas e sem graça, o que eles descobriram como sendo a percepção popular das bibliotecas como um todo.

Embora o desenho da biblioteca seja incomum visto pelo lado de fora, a filosofia dos arquitetos era deixar o prédio ditar as funções necessárias para aquilo que ele deveria parecer, ao invés de impor uma estrutura e criar as funções em conformidade com isso.

Por exemplo, uma seção principal do edifício é a “Espiral de Livros” (projetado para apresentar a coleção de não-ficção da biblioteca, sem dividir a Classificação Decimal de Dewey em diferentes andares ou seções). A coleção segue espirais através de quatro andares em uma série contínua de estantes. Isto permite que os usuários examinem a coleção inteira sem precisar usar escadas ou se transportar para uma parte diferente do edifício.

seattle library

spiral

Outras características internas incluem: o Auditório da Microsoft no piso térreo, a “Sala de Estar” no terceiro andar (concebido como um espaço de leitura para os usuários), a Charles Simonyi Mixing Chamber (uma versão do balcão de referência que fornece ajuda interdisciplinar para os usuários que precisam de respostas ou querem fazer pesquisa), e a Betty Jane Narver Reading Room no 10º andar (com vista para a baía de Elliott).

seattle library

seattle public
visão panoramica do Sala de Estar, clique para ampliar

seattle library red room
Red Floor, clique para ampliar

Novas funções incluem triagem e transporte automático de livros, auto-serviço para os usuários, expansão das comunicações wi-fi entre os funcionários da biblioteca, e mais de 400 computadores de uso público.

seattle library rfid

seattle library rfid
sistema de devolução e transporte em RFID


Os bibliotecários americanos divergiram sobre o novo aspecto da biblioteca, entre uma obra prima de arquitetura e o fato de a biblioteca não representar na prática a idéia de centro conector entre a cidade e as pessoas, e houve inclusive denúncias por parte dos bibliotecários de que os arquitetos não projetaram espaços de reserva para o armazenamento de novas aquisições.

Mas ainda assim, por tudo que eu já li e vi na internet sobre a biblioteca, acho ela foda.

Projeto de produto – transporte de livros em bibliotecas

A história é um pouco longa, mas vale a pena.

Poucos meses atrás eu recebi um email, com assunto “ajuda -aluna de design” e que dizia mais ou menos assim:

Boa tarde, Moreno.

Meu nome é Debora e eu sou aluna do 5º semestre de Design na FAU USP. Temos uma matéria chamada Projeto de Produto 5 – Transporte, e tínhamos que propor uma solução para algum transporte movido a força humana, ou seja, não podemos usar motor e etc.

Eu e meu grupo (Aimeê e André), analisando os problemas envolvendo transporte, percebemos que o transporte de livros dentro das bibliotecas é muito ruim. Conversando com os professores, também concordaram que é um problema a ser resolvido.

Após pesquisarmos um pouco (como se trata de um projeto a ser realizado no período de 1 semestre – que é sempre menos que 6 meses – , não pesquisamos o tanto que gostaríamos de ter pesquisado), chegamos à tal conclusão: para ajudar os bibliotecários a realocarem os livros, tando de devolução quantos os de consulta deixados em cima das mesas, vamos implementar no projeto um sistema de cores. Atualmente, na biblioteca da FAU, quando um professor adiciona um livro às referências de alguma matéria, pode contactar a biblioteca para que coloquem um adesivo vermelho na lombada: dessa forma o livro não pode ser retirado para que todos possam ter acesso a ele. Conclusão: o uso de adesivos na lombada é plausível.

Falando com funcionários de diferentes bibliotecas de dentro e fora da USP, vimos que uma das maiores dificuldades reside no fato do código usado ser muito extenso. Além disso, sua localização e o tamanho da fonte não ajudam. Imaginamos algo que fosse mais imediato para que pudéssemos otimizar o tempo de trabalho do bibliotecários: dividir as seções por cor. Com isso, desenvolveremos um sistema inteiro de sinalização nas prateleiras e na biblioteca para que tudo seja mais dedutivo para o usuário e para o funcionário.

Além disso, estamos estudando em como o RFID (rádio frequência) pode nos ajudar. Anteriormente pretendíamos aplicá-lo a quase tudo, mas observamos que estávamos complicando tudo para poder inserir mais tecnologia dentro da biblioteca. O uso que nos pareceu mais relevante foi o de aplicá-lo nas mesas de estudo pelo seguinte motivo: uma parcela dos usuários pegam livros, os lêem na própria biblioteca e os deixam em cima das mesas. Outros usuários que, talvez queiram esses livros, não os acham nas prateleiras e verificam que não foram retirados ou pela internet (algumas faculdades dão esse tipo de informação pelo dedalus) ou pelo bibliotecário. Consultando o bibliotecário ou um posto de auto-atendimento (similar aos caixas de banco 24 horas), o usuário poderia saber quais livros foram deixados nas mesas.

O RFID é uma tecnologia muito barata. Cada etiqueta (ela possui um chip que armazena informações sobre o objeto) custa menos de 10 centavos. Perceba que buscamos um projeto que possa ser aplicado em bibliotecas públicas, ou seja, visamos qualidade a baixo custo.

O grande problema que enfrentamos mesmo é o carrinho. Reformulamos tudo (na verdade isso só está na fase de ideação. Os desenhos ainda estão em desenvolvimento), mas ainda não temos muitas referências de carrinhos. Muitas bibliotecas fazem uso de carrinho de supermercado por ser mais funcional que o carrinho de biblioteca! Esses são muito barulhentos e as alturas das estantes não são ideais. A pega é ruim… enfim, a ergonomia é péssima.

Estamos tentando melhorá-lo, mas a evolução está sendo bem lenta exatamente pela falta de referência.

Esse texto todo foi só para pedir sua ajuda. Achei o blog Bibliotecários Sem Fronteiras. Li algumas coisas e vi uns vídeos. Por isso acho que você e seus colegas podem, talvez, nos ajudar com esse projeto.

Qualquer referência é bem vinda. E podem criticar o projeto. Toda opinião é válida.

É isso. Perdão pela mensagem longa e espero que eu tenha sido clara.

Grata pela atenção,
Debora Motoki

E eu respondi assim:

Oi Debora
subestimei, e pra caralho, o seu email quando o vi a primeira vez, 3-4 dias atrás. Mas agora que decidi ler o texto longo com mais calma, estou embasbacado. Nem tenho como responder à altura.

O projeto é excelente, eu nem sei como exatamente poderia te ajudar, mas quero te ajudar de qualquer forma que for possível.

Apenas pra te situar, toda a teoria clássica da biblioteconomia e gestão de acervos e bibliotecas está pautada na noção de recuperação de informação: a informação é abundante, mas as pessoas precisam dela, então os bibliotecários ao longo dos anos desenvolveram técnicas de organização para recuperar/resgatar/encontrar informação de maneira rápida e eficiente, o que nem sempre significa o mais simples. Sobre biblioteconomia e bibliotecários, é somente isso que você precisa saber.

RFID e modelos de recuperação com base na experiência do usuários são aplicados amplamente em bibliotecas de primeiro mundo. Eu não tenho referências específicas, mas basta fazer uma pesquisa simples pra encontrar boas práticas e usar como modelo para o seu protótipo, talvez.

Tem dois projetos que eu acho legais, que você pode consultar:

todo o processo de redesign da Seattle Public Library (eles usam treadmills e aplicaram um sistema integrado de RFID)
Joshua Prince Ramus no TED
Fotos do flickr – sistema de RFID
vídeo no youtube
site oficial

e o projeto de redesign da Carnegie Library feito por uma agência chamada Maya
tem os relatórios em ppt no final da página

Eu particularmente tenho focado mais ultimamente no uso do ambiente de bibliotecas tendo como base a experiência do usuário. Estive aí na USP umas semanas atrás falando sobre isso

vamos conversando
beijos

Tempos depois a Debora me mandou o relatório final. Eu achei sensacional, fiquei muito curioso, tinha muitas dúvidas, mandei email de volta:

lindo, quero comprar um, como faço? : )

o que vocês fazem com o projeto daqui pra frente? eu sei que é relatório final e tudo mais, mas qual é a possibilidade real de comercializar isso? Acho que você poderia investir nesse nicho de design para bibliotecas, existem poucas empresas no Brasil lidando com isso e pouquíssimos profissionais com alguma bagagem de design e arquitetura. A agência que tá coordenando a arquitetura das bibliotecas da (censurado) tem contrato na ordem de milhões de reais. E os caras não sacam nada de biblioteca.

Se você conseguir estabelecer algum tipo de serviço, aliando o que tu sabe de design e projeção, junto com alguém que saque bem de ergonomia, usabilidade e acessibilidade relacionadas às bibliotecas, você vai ficar rica.

muito legal, eu vou ler tudo com calma. Posso divulgar depois nos meus blogs?

A Debora respondeu:

…falei com os meus colegas e claro que adoramos o fato de você ter gostado do nosso projeto : D

bom, o que a gente faz com o projeto? nós o inscrevemos num concurso de design… infelizmente, (a maioria dos) nossos trabalhos começa e termina dentro da sala. confesso que adoraria implementar nosso sistema, porque vimos o quão defasado ele é; o que prejudica tanto bibliotecário como usuário.

mas pra isso teríamos que ter todo o tempo do mundo. ou seja, teríamos que sair da faculdade hehehe. pra vc ter uma noção, temos 9 matérias obrigatórias esse semestre! tá beeeem pesado. junta estágio, projetos na marcenaria… e vira uma loucura só.

teríamos que pesquisar mais, formar dados mais concretos… seria sensacional! mas daí precisamos de dinheiro e etc. bom, pode ser um tfg (trabalho de final de curso) com potencial de virar algo real : D no momento é o máximo que podemos fazer… infelizmente.

pode divulgar, sim!
só peço que mande o link : )

Eu subi o relatório completo na ExtraLibris, vocês podem baixar lá.

Mandem mensagens pra Debora, acho que ela vai gostar (@midori_motoki). O trabalho da equipe ficou muito bom.

Eu fiquei com a consciência meio pesada por ter terminado a faculdade e não ter cursado nenhuma disciplina de design, de ter aula na marcenaria, meter a mão na massa. Uma eletiva seria o suficiente, mas quem sabe, naquela história de um currículo ideal, alguma disciplina não pudesse ser incluída oficialmente nos cursos de biblio.

Eu realmente conheço poucas empresas de design lidando com mobiliário e equipamentos para bibliotecas (Cláudia, ainda tá no mercado?), ou melhor ainda, que executam pesquisas sobre o ambiente de bibliotecas antes de desenvolver os produtos.

Bom, quem tiver precisando comprar alguns carrinhos para a biblioteca (ou solicitar algum outro produto), já sabem a quem pedir.

Alguns croquis e imagens do projeto:

croqui
croqui
prototipo

Exeter Academy Library – Louis I. Kahn

Kahn’s Exeter Short Film from Alex Roman on Vimeo.

Nunca pensei que uma biblioteca vazia pudesse ser tão bonita quanto uma biblioteca cheia de livros e de pessoas.

Um pouco da história do redesign (em inglês) e a imagem da biblioteca já com livros:
exeter louis kahn

Louis I. Kahn (1901-1974) era o arquiteto oficial (1965-1972) da Phillips Exeter Academy em Exeter, New Hampshire, EUA.

O vídeo é de um cara chamado Alex Roman, para o projeto “The Third & The Seventh” apresentado na conferência Mundos Digitales 2009.

via Fabíola Scully

Roteiro das bibliotecas do Rio de Janeiro

Montei um roteiro simples das bibliotecas que particularmente acho valer a pena serem visitadas no Rio de Janeiro. Grande parte está concentrada no centro da cidade, então em uma tarde ou um dia inteiro é possível visitar várias. Coloquei os mapas de localização.

Claro que existem muitas outras excelentes, com acervos idem, mas para um turista típico, acho que essas são as essenciais.

Real Gabinete Português de Leitura – melhor biblioteca pra tirar fotos
real gabinete portugues
Centro – mapa

Biblioteca Parque Estadual – melhor biblioteca pra ler jornais do dia, revistas, ouvir música, conversar
bpe
Centro – mapa

Oi Futuro – segunda melhor biblioteca pra ler jornais do dia, revistas, ouvir música, conversar
oi futuro
Flamengo – mapa

Biblioteca Nacional – melhor biblioteca pra fazer visita técnica
biblioteca nacional
Centro – mapa

Centro Cultural Justiça Federal – melhor arquitetura de biblioteca
ccjf
procurem pela biblioteca, fica meio escondida, é pequena, mas é animal.
Fica ao lado da BN, centro – mapa

CCBB – melhor acervo contemporâneo
ccbb
procurem pela biblioteca, fica no quinto andar.
Centro – mapa

ABL – melhor acervo clássico
abl
São duas bibliotecas, a nova e a velha. Entrem nas duas.
Centro – mapa

Biblioteca Parque da Rocinha – pra conhecer o modelo de bibliotecas parque
rocinha

Biblioteca Parque de Manguinhos
biblioteca manguinhos

Biblioteca Parque de Niterói – pra quem quiser dar um pulo no outro lado da poça
biblioteca niteroi

Para outras belezas do Rio, vejam as fotos de um dos meus fotógrafos preferidos, Claudio Lara

Food Republic – A definição de biblioteca

Antonio Banderas me mandou um texto da seção Freakonomics do NYT, explicando que, com a redução de vendas de produtos de entretenimento (livros, filmes, música), as pessoas passaram a frequentar mais as bibliotecas (pelo menos nos EUA).

O texto traz um link para outro texto que responde a interessante pergunta: se as bibliotecas públicas não existissem hoje, você seria capaz de criar uma?

Eu prefiro não gastar meu tempo tentando resolver um problema que não tem fim – mas incrementando toda a questão da definição do espaço da biblioteca, publicada anteriormente pelo Tiago 1, 2, 3, 4 – pois no Brasil, como eu nunca tinha entendido, e uma vez o Gustavo me explicou, os bibliotecários estão muito mais preocupados (ou somente preocupados) em garantir verbas para aquisição de livros que irão compor suas fracas coleções. Ao mesmo tempo em que utilizam essa mesma demagogia para sabotar qualquer idéia progressista em relação aos serviços de biblioteca.

Mesmo em tempos de não ter dinheiro para comprar livros, eu particularmente tenho cada vez menos interesse em frequentar bibliotecas, seja pelo ambiente ou pelos serviços. E se não fossem os clássicos, talvez nem mesmo mais pelo acervo eu continuaria frequentando. Outros serviços me parecem ser muito mais atraentes, e cito exemplos:

Skoob – descubro os livros
Trocando Livros – troco os livros
Estante Virtual – compro os livros

Ainda no texto Freakonomics sobre a questão do espaço física das bibliotecas, ganhando status de shopping em tempos de crise econômica, há uma link para uma experiência exótica, por assim dizer:

food republic library singapura

food republic singapore library

mais fotos no Flickr

O food republic é uma espécie de praça de alimentação em Singapura, e uma de suas seções foi completamente decorada como uma biblioteca do Séc. XIX.