Como gerenciar e ampliar a visibilidade da informação científica brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto

O Fernando César Lima Leite lançou pelo IBICT o livro: Como gerenciar e ampliar a visibilidade da informação científica brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto.

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Resumo: “Este livro provê bases conceituais e práticas para a construção de repositórios institucionais de acesso aberto em universidades e institutos de pesquisa sob o contexto da gestão da informação científica e da comunicação científica.”

Aproveitem!

Adote um parágrafo – versão biblioteconomia

Eventualmente eu me dou o trabalho de traduzir coisas em inglês que encontro na internet e considero interessantes o suficiente a ponto de merecerem uma tradução para o português – textos realmente bons a ponto de eu achar que todos os meus amigos deveriam ter a oportunidade de ler.

É mais ou menos assim que tem funcionado o processo de edição do BSF (em doses mais simples e dinâmicas) e na ExtraLibris (em doses mais acadêmicas). Como eu não tenho saco nem postura ideológica de ficar escrevendo coisas elementares em blogs ou enviando artigos para periódicos da nossa área, eu acabo me atendo a tradução de idéias e inovações (e neste caso, coisas que são realizadas em outros países) que podem servir de inspiração e estímulo para a comunidade no Brasil.

Eu resolvi então caçar algumas pessoas que consigam traduzir em português, espanhol e francês (ou qualquer outra língua) pra criar uma força tarefa de tradução colaborativa para textos com ênfase em biblioteconomia e coisas de interesse coletivo.

Existem iniciativas parecidas (como as traduções colaborativas do TED e do adoteumparágrafo do Jasper, das quais eu faço parte).

Então a idéia é seguir essas boas práticas e fazer algo que tenha mais a ver com os nossos interesses profissionais.

Não pensei em uma metodologia bem elaborada porque não sei exatamente quantas pessoas estarão capacitadas e dispostas a colaborar. Vamos fazer de maneira simples então: quem quiser participar de alguma forma, seja traduzindo de qualquer língua para o português, ou revisando os textos já traduzidos, coloquem o nome e email para contato aí nos comentários que eu envio um email mais detalhado explicando o processo de tradução.

Esses textos traduzidos serão publicados ou no BSF ou na ExtraLibris, dependendo do caráter do texto. Os tradutores levam crédito. Como vocês sabem, nem BSF, nem ExtraLibris possuem fins lucrativos. Então o projeto é completamente filantrópico mesmo, bottom up, sem interesses comerciais. É apenas para dar uma chance a outros colegas de lerem coisas legais em outras línguas, simples assim. E fugir um pouco das bibliografias seculares encontradas nas xerox das escolas.

Quem topa?

Se você entender do que se trata a imagem abaixo, eu vou considerar você como um potencial tradutor.

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Fala comigo. Me mande um email ou deixe seus contatos nos comentários abaixo.

O samba do bibliotecário doido #2

Recebi hoje do Caruso o link para o post “O samba do bibliotecário doido“, publicado no TodoProsa, blog do Sérgio Rodrigues. A gente já havia tratado do assunto internamente, mas a Teresa Rúbio levantou a bola de novo, então vou chutar.

O texto é esse:

O que os livros “A condição humana”, de André Malraux, “Killer in the rain”, de Raymond Chandler, “Christine”, de Stephen King, e “The complete shorter fiction”, de Virginia Woolf, têm em comum? Foram todos lançados no ano de 1899, segundo o Google Book Search. Onze anos depois de “A fogueira das vaidades”, de Tom Wolfe.

E o pior é que esse tipo de disparate está muito longe de ser raro na Biblioteca Universal do Google, que chega a extremos bibliográficos hilariantes como o de classificar uma edição de “Moby Dick” na rubrica Computação – informa Geoffrey Nunberg em artigo (em inglês) publicado pelo “Chronicle of Higher Education”.

Sim, em breve todo o conhecimento produzido pela humanidade estará online. Resta saber a que preço.

Eu compreendo o texto, é uma reação natural e comum de quem analisa a situação somente pelo seu referencial histórico sem entender mesmo o problema. Esses dias o Gmail ficou for do ar né. E o melhor tweet que eu li a respeito foi: @3df O GMail funciona 10 anos sem parar, falha meia horinha e vc diz que vai trocar??? Ah, vai, olha bem pro seu marido!!!!! @omdt

Eu sei que toda a história do Google Books é bastante complexa. E nenhuma afronta ao Sérgio, ao contrário, acho que se os problemas foram detectados, nada melhor do que expo-los e tentar resolve-los. Não tem nada aqui de #mimimi bibliotecário.

Mas de certo modo, fica mais fácil pegar um problema bem específico e questionar: ahá “em breve todo o conhecimento produzido pela humanidade estará online. Resta saber a que preço.”

Outra coisa que vi quando tava pesquisando twitter é que algum cara publicou um comentário no mashable indicando uma equação matemática que prova que se a produção de tweets é indiscriminada, então o valor tende a zero. Só que um matemático rebateu com a real interpretação da mesma equação, dizendo que o valor médio tende a zero, mas o valor geral é completamente distante de zero. E isso é o que a maioria das pessoas não compreende quando se trata de conteúdo web.

Eu tenho quase certeza que o “release date” (que é diferente de publishing date) 1899 tem a ver com as restrições constitucionais americanas, direitos autorais.

Mas isso tem ligação direta com outras coisas que eu já vinha falando nas internas. Pra que se preocupar com descrição bibliográfica? Who cares? Qual é o futuro dos catálogos, dos catalogadores?

A minha visão simplificada para um catálogo moderno de bibliotecas (qualquer biblioteca que recebe público) é bem simples: google appliance e aqua browser (ou algo tipo encore).

– catalogação: poucos bibliotecários fazendo a catalogação inicial; a catalogação deixa de ser vital já que a recuperação da informação agora é potente (todo a história da biblioteconomia foi baseada na organização para a recuperação. O que o google fez foi de maneira geral inverter a lógica, de melhorar a recuperação independente da organização – “a nova desordem digital“).

Voltando ao texto, qual é a probabilidade de um leitor de ficção querer ler livros publicados somente em um ano determinado? Para o caso das buscas científicas, a datação é importante, mas daí os próprios leitores podem se encarregar das correções necessárias, que comparadas ao volume total, tende a ser muito baixo.

Eu por exemplo sou pesquisador da área de blogs, eu sei que é improvável um artigo sobre blogs ter sido escrito em 1992, por exemplo, e conheço perfeitamente a história do advento das técnicas para reconhecer falhas. Bastaria eu entrar em contato ou ter a possibilidade de editar o conteúdo.

O acesso facilitado é uma ameaça para aqueles que gostam de se sentir privilegiados. Além disso, esse pensar sobre o conhecimento faz sentido na perspectiva de empilhador de livros. “Ohhhh meu deus, em qual prateleira esse aqui fica? 1800? 1900?”

Grande parcela das minhas citações em artigos de cunho científico não mudam NADA em seu significado caso as datas dos trabalhos estejam equivocadas. Ou seja, este erro afeta um número ínfimo de pesquisas.

Na dá pra subestimar a inteligência das máquinas e pior, das pesssoas.

RABCI: 3000 trabalhos baixados

Hoje o RABCI atingiu a boa marca de + de 3000 trabalhos baixados no ano. Foram 3015 trabalhos, sendo que 2924 em PDF e 91 em DOC. É uma marca expressiva considerando que estão disponibilizados 65 trabalhos.

Espero que mais trabalhos sejam compartilhados e consequentemente serão mais baixados, ampliando a comunicação entre toda a comunidade da biblioteconomia e CI.

E seguindo o pedido do Gustavo, segue a lista dos 5 mais baixados:

Biblioteca 2.0: Aplicabilidade de ferramentas web 2.0 em bibliotecas – Anelise da Rosa – 269 downloads

Blogs e ferramentas sociais – Tiago R. M. Murakami – 172 downloads

A biblioteca escolar como apoio a formação do leitor: revisão de literatura – Josilma Gonçalves Amato e Deuzimar Gonçalves de Santana – 139 downloads

Gestão da Informação e do Conhecimento: reflexão de conceitos e o papel da biblioteconomia – Alexandre C. Berbe – 137 downloads

Leitura documentária das fontes de informação jurídica – Andréia Gonçalves Silva – 122 downloads

Worldcat identities beta

identities

O WorldCat

é o maior catálogo do mundo. Catálogos são basicamente informações bem estruturadas e a OCLC resolveu utilizar melhor essa quantidade de informações que possui e criou o Worldcat Identities . Uma coleção de dados sobre autoridades, mas gerenciados de uma forma bem inovadora.

Dica do grande bibliotecário Diego Ferreyra.

Paranormal Activity video

Quando menos é mais

Sempre gostei muito da revista Documentaliste – Sciences de l’information que é publicada pela ADBS na França.
A melhor característica da revista a meu ver é ter uma editoração ativa, isto é, ela desenvolve um tema e chama especialistas da área para criar um número específico sobre este tema, quando não promove eventos para discussão desses temas e publica os relatórios desses eventos. É uma forma condensar o conhecimento e buscar o crescimento desse conhecimento. As nossas publicações são passivas, isto é, criam chamadas de trabalhos genéricas e esperam que os pesquisadores escrevam artigos e publicam uma lista de artigos que não tem nenhuma relação entre si. Isso faz com que quem queira acompanhar as publicações da área tenha que ler tudo e mesmo assim, achar inúmeros artigos falando a mesma coisa, não por plágio, mas por falta de comunicação mesmo. Seria interessante mudar esse quadro.

Confiram o sumário da última edição da documentaliste sobre Web 2.0 & information-documentation. Pena que a assinatura online seja muito cara.

OpenCourseWare – Universidade Carlos III de Madrid

ocw

O projeto OpenCourseWare visa disponibilizar os conteúdos das aulas com acesso livre. A Universidade Carlos III de Madrid está oferecendo 3 matérias do curso de Bibliotecomia e Documentação:

Gestión de recursos en bibliotecas y unidades de información


Industrias de la lengua

Organización y administración de unidades de información