Serra quer biblioteca aberta nas escolas

Foi em uma escola de bairro nobre, a Escola Estadual Ennio Voss, no Brooklin, Zona Sul da Capital – onde a biblioteca funciona e os professores não faltam – que o governador José Serra deu início ontem ao programa carro-chefe de seu governo, o “Professor Auxiliar”, que prevê a atuação de um estudante do curso de pedagogia em parceria com os professores titulares de 1ª série do Ensino Fundamental.

Essa escola atende a cerca de 1,4 mil alunos de 1ª a 8ª série e tem 6 turmas de 1ª série, das quais duas já contam com o professor auxiliar. De acordo com Serra, o programa, em sua fase inicial, será realizado em 613 escolas estaduais da Capital (veja box ao lado).

Na ocasião, porém, o governador reconheceu a necessidade de dar atenção especial às bibliotecas das escolas estaduais, que atualmente não contam com bibliotecário, mas, sim, com os chamados professores readaptados, aqueles que foram afastados da sala de aula por algum problema de saúde. É este contexto que impede que muitas escolas estaduais tenham suas próprias bibliotecas abertas nos três períodos de aula para que os alunos , principalmente os que estudam no período noturno, tenham acesso aos livros.

“Sou fanático por bibliotecas, os primeiros livros que eu li foram em biblioteca, pois eu não tinha livros em casa. No entanto, faremos um reforço nesta área. Mas, aí há um problema que é de natureza trabalhista, pois muitas vezes você pode ter um bibliotecário na escola com um regime de 8 horas, mas que com horas/atividade, isso e aquilo, acaba ficando na biblioteca apenas 5 horas. Acredito, que uma biblioteca em certas horas do dia pode ficar aberta com alguém tomando conta, sem ser especialista. No colégio onde estudava, o Firmino de Proença, lá na Mooca, às vezes não tinha bibliotecário, mas sempre havia alguém tomando conta para que não houvesse desvio de livro”, disse Serra.

Ele disse que na sua opinião as escolas têm de ter um bibliotecário. “Mas nas horas que não tiver, tem de haver alguém o substituindo. Acredito que até o final do ano conseguiremos um avanço, mas não conseguiremos resolver tudo.”

No início do ano, por meio de uma reportagem publicada na coluna “Pais & Mestres”, do JT, Serra teve conhecimento de um projeto desenvolvido na Escola Estadual Maria Antonieta Martins de Almeida, de Embu das Artes, que para manter a biblioteca aberta nos três períodos, por meio da Associação de Pais e Mestres (APM), conseguiu pelo programa Jovem Cidadão, contratar alunos monitores para atuar na biblioteca escolar no período de contra turno. “Na minha opinião, a proposta de alunos monitores é boa para a rede, mas ainda temos de analisá-la”, disse na ocasião.

Por Maria Rehder, via Caruso

RSS + Orkut

Eu venho sonhando há algum tempo com um ultimate agregador tabajara pra compilar toda a minha produção online em um único feed. Achei que ia resolver com o Yahoo Pipes, e algumas pessoas até fizeram alguns testes, mas não vingou e pouco se tem dado atenção a isso. E continuo não sendo usuário ávido de rss – o que representa a minha defesa do IGoogle (mais simples), contra o Netvibes (mais profissional) – mas apenas por uma questão técnica, já que prefiro visitar os diferentes sites e blogs individualmente.

Comecei a reparar também que muitos periódicos estrangeiros, incluindo os fechados-pagos, já oferecem os feeds, enquanto que os brasileiros, pelo menos os que eu acompanho (a maioria através do scielo ou utilizando o SEER) ainda não – apesar de que, como o próprio Tiago disse em um comentário anterior no blog ExtraLibris, ser possível hackear o código para que gere algum tipo de feed. Vou tratar o tema com mais carinho…

Todos devem ter reparado a recente possibilidade de adição de feeds no profile do orkut. Está lá, mas ainda não dá pra tirar nenhuma conclusão, seja sobre a inserção do sistema por parte do Google, uma possível adoção do agregador do orkut por pessoas que nunca usaram rss e até maior número de visitação em blogs/sites a partir do orkut.

Entrei essa semana no blog da Suzi Guti e estava lá

Que tal ler os seus scraps por RSS ?

Não só os seus, os dos outros, também.

Bah…,… pior… (como diriam os meus alunos)

Não só ler, mas distribuir !

Como?

Entrei no seu scrapbook. Lá no alto, na URL da página, copie a parte final, que é semelhante à:

uid=141972111057303184678

O feed rss do seus scraps será:

http://www.indian-tv.com/orkut.php?uid=141972111057303184678

Dá para ler qualquer scrapbook equando estou logada no Orkut. Depois vou testar se funciona estando eu fora do Orkut.

Pode ser usado para ler o que se passa nas comunidades, também:

http://www.indian-tv.com/orkut.php?cmm=5285793

por exemplo… (mas mostra só os títulos dos tópicos do forum)

Colado de Devil’s Workshop

Vamos ver no que vai dar…

De pronto eu já diria que é mais um método para burlar squids autoritários em seus computadores do trabalho.

Web 2.0 na Ciência da Informação

Bastante cuidado quando ouvirem qualquer coisa sobre Web 2.0 nos dias de hoje, principalmente porque quem estás a defender Web 2.0 como uma r/evolução na Web hoje, está pelo menos 2 anos atrasado na cronologia dos fatos.

Se uma série de propostas e conceitos está baseada em ambientes colaborativos e a emergência de uma estrutura surgente – bottom up – enquanto que na realidade estão promovendo estas propostas e conceitos sem executá-los de fato, então é bem possível que não compreenderam direito do que se trata Web 2.0.

Um erro comum é tentar a inclusão forçada de um grupo de pessoas em uma esfera colaborativa – intranet 2.0, ciência 2.0, biblioteconomia 2.0, etc, ou por exemplo, em ferramentas educacionais como Elgg, Moodle – imaginando que todas as pessoas criarão seus blogs, professores irão inserir seus insights e todos compartilharão informação, produzindo conhecimento, fazendo a comunidade prosperar. Não, não funciona desta maneira.

O meu entendimento indica que [velha] Web 2.0 não diz respeito às tecnologias colaborativas em si (Orkut, Elgg, Youtube) e sim o que estas tecnologias trazem de benefício para a comunidade a qual se volta. Mas o ponto principal é compreender que a comunidade precisa construir sua necessidade colaborativa. Senão os softwares sociais serão encarados como meros softwares e não como “promotores de uma possibilidade” coletiva.

Existe uma grande barreira cultural e até de aptidão tecnica que tende a posicionar a dita Web 2.0 como mais um questionamento aos profissionais – ó céus, qual é o papel do profissional da informação frente à esta r/evolução? Calma, poucas coisas mudaram, estão mudando e vão mudar, porque todo este conceito é direcionado em grande parte para um elite da Web, já que poucas pessoas ainda são capazes de associar a utilização de softwares com uma estrutura que quebra noções de autoridade.

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Esta semana será realizado um evento em Portugal com a temática Web 2.0 relacionada à Ciência da Informação, iniciativa do colega blogueiro Fabiano Caruso.

Visitem o site, a programação está disponível.

História dos blogs no Brasil

Algumas semanas atrás os editores do BSF receberam um convite do pessoal do blog alemão Infobib para participar de uma série de posts com diversos blogueiros bibliotecários ao redor do mundo, relatando as perspectivas blogueiro-bibliotecárias em cada país. Eu me dispus a escrever o artigo e enviar para eles. A iniciativa é excelente, os caras estão de parabéns por querer conhecer novas realidades profissionais e uso dos blogs por parte dos bibliotecários. O meu artigo está disponíveis em inglês, dentro da seção que se chama LibWorld. Já tem lá relatos do Irã, Noruega, Hungria, Espanha e outros.

Após algumas trocas de email, Nadine me pediu que eu fizesse um apanhado histórico dos blogs relacionados à biblioteconomia no Brasil e apresentar alguns bons blogs dentro desta esfera. Eu tive que explicar que, por razões diversas, os blogs relacionados à biblioteconomia no Brasil nem sempre representam bibliotecas como uma ferramenta institucional per se, e poucos são criados como representação de uma camada liberal profissional, o que é comum em outros países e talvez pareça estranho para eles (não conheço bibliotecários de instituições públicas, além dos presentes na minha lista de menções, preocupados em expor e compartilhar suas atividades rotineiras através de blog, por exemplo).

Os poucos blogs bibliotecários que eu consegui catalogar até hoje são de profissionais da área de informação que executam atividades relacionadas à tecnologias de alguma forma, ou de estudantes de biblioteconomia que começam a escrever blogs como um desvio forçado do padrão acadêmico de comunicação científica, onde em grande parte, somente pessoas possuidoras de títulos acadêmicos e patentes são capazes de publicar em periódicos qualis da área.

Eu escrevi em inglês, e acredito haver alguns erros já que eu nem sempre entrei em acordo com o corpo editorial de lá. Então posso traduzir para o português se quiserem e ir publicando aqui. Mas visitem o blog, e leiam os outros textos, deixem comentários. Essa é uma das melhores iniciativas da biblioblogosfera em anos e merece ser valorizada.

Brazil ranks first in concentration of servers and using internet in Latin America1.
Concerning quality and quantity the scientific offer is barely short of the European. Not only the National Library offers some online services on her homepage. For instance you can save queries (Minha estante, my shelf) and compile your own profile (Cadastro, personal entry) including an alerting service. Also unofficial contributions are interesting, for a thing the virtual library Bibvirt created by Brazilian students. It records a significant number of Brazilian and Portuguese literary works, some of them in full-text version.

Today our guest author Moreno Albuquerque de Barros will define the role of the Brazilian biblioblogosphere. He is a Brazilian librarian and editor of ExtraLibris and BSF blog and has already written a few articles on the blogging subject.

Infobib e LibWorld

Balão fecha biblioteca do CCSP

Um balão foi responsável por danificar documentos raros sobre a vida cultural da cidade e interditar as bibliotecas e uma área de exposição do Centro Cultural São Paulo (CCSP), na rua Vergueiro (centro), por tempo indeterminado.

O artefato incendiou o telhado do edifício, na madrugada de ontem, e a água usada no combate ao fogo molhou parte do material guardado em área restrita aos funcionários.

De acordo com o diretor do CCSP, Martin Grossmann, um total de 2.000 documentos foram molhados – entre fotos, convites de exposições, cartas e fitas cassetes. O material é originário do antigo Idart (Departamento de Informação e Documentação Artística).

Também foram atingidos outros 400 objetos -como livros, discos e partituras- que estavam armazenados no piso técnico. Ainda não há avaliação do que foi destruído -acredita-se que a maioria do material poderá ser recuperada. As obras em papel cuchê, como livros de arte, serão as mais difíceis de restaurar. Segundo funcionários do local, elas têm uma película que, quando molha, cola.

Segundo o secretário municipal da Cultura, Carlos Augusto Machado Calil, será feita uma cobertura provisória no local para evitar mais estragos caso chova. O custo estimado é de R$ 50 mil e deve ser concluída em 48 horas.

Em até seis meses, entretanto, deverá ser feita a obra definitiva -que, segundo ele, custará “muito mais”.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) classificou o incêndio como “crime”. “Tivemos dois estragos. A do incêndio e a do combate ao incêndio. A água, ironicamente, causou danos piores”, disse ele, ressaltando que o trabalho dos bombeiros foi exemplar. Em dez minutos, disse Kassab, eles chegaram ao CCSP e, em 45 minutos, conseguiram conter o fogo. A água, então, desceu pelos andares do prédio, até chegar ao último, onde fica a reserva técnica.

Na área da reserva técnica, gibis foram colocados em varais para secar -com a ajuda de ventiladores.

via

Infocultura – Comunicação Científica

Já está no ar, em caráter de experiência, o Infocultura – Comunicação Científica. Ele é um espaço para compartilhar referências e trabalhos acadêmicos (ou nem tão acadêmicos assim, pode ser aquele projeto interessante) completos da área. O importante no caso é a idéia de compartilhar a produção com todos, visando uma maior divulgação e acumulação do conhecimento da área.

E ainda, ele tb é um laboratório para bibliotecas digitais, uma vez que pode ser usado para testar novas formas de organização do conhecimento de maneira dinamica e descentralizada… em breve falo um pouco mais sobre isso…

Por enquanto, aproveitem: http://infocultura.info/cc

ExtraLibris

Foi assim que eu ganhei as tendinites, mas é por uma boa causa 🙂

ExtraLibris
http://extralibris.org

O mote oficial é: A ExtraLibris é uma associação que converge iniciativas para promoção da inovação em bibliotecas e serviços de informação, desenvolvendo e estimulando a criação de projetos inovadores baseados em três plataformas convergentes: Comunicação Científica, Redes Sociais e Educação à Distância. Convidamo-os a acessar e conhecer nossos projetos.

O que era el.info virou el.org, e divididas as responsabilidades, Alex ficou com a revista, eu com o blog, Gustavo e Ród com ead e concursos. Caruso vai coordenar tudo de cima e correr atrás do registro da associação e coordenação dos novos projetos.

Estamos abertos, sempre, sempre. Participem e divulguem.

É importante dizer também que nos últimos meses muitas escolas e instituições públicas e privadas vêm sistematicamente bloqueando o acesso a determinados sites e blogs. Se a sua escola, empresa ou instituição antidemocrática, ditatorial e crente de que seu funcionário ou aluno passa o dia fazendo nada na internet, proibe o acesso ao BSF ou ao Blog ExtraLibris – ou qualquer outro site – você pode tentar as alternativas:

– peça gentilmente ao pessoal do TI que exclua do squid o link que você deseja, justificando que você utiliza o conteúdo para o seu trabalho diário (diga que é um blog que oferece os novos parâmetros internacionais de catalogação, por exemplo. Eles não vão saber identificar mesmo, acabam liberando. Insista até conseguir)

– acesso via servidores proxy. Extensa lista em proxy.org, você pode pesquisar em casa e levar a lista para o trabalho ou escola.

– acesso via agregador de RSS

Quem tiver outro artifício, manda que eu publico aqui.

Agora, com um pouco mais de tempo livre (ou não), vou voltar a me dedicar ao BSF. Me cobrem!!

Lista dos primeiros livros impressos em diferentes línguas

Português. Pentateuco (Faro, Portugal: Samuel Porteiro Gacon, 1487).

Latin. Biblia Latina [42-linhas da Bíblia de Gutenberg] (Mainz, Alemanha: Johann Gutenberg, 1454). 180 cópias estimadas, 140 gravadas em papel e 40 [em vellum] manuscritas, da primeira bíblia impressa foram manufaturadas em Mainz. Hoje, 49 Bíblias de Gutenberg completas e incompletas são conhecidas mundialmente, apenas 12 manuscritas[vellum]. As quatro cópias manuscritas completas estão localizadas na State and University Library of Lower Saxony em Göttingen, na British Library, na Bibliothèque Nationale e na Library of Congress.

Alemão. Um panfleto/calendário: Eyn Manung der Christenheit widder die Durken (Mainz, Alemanha: Johann Gutenberg, 1454). A primeira bíblia germânica foi Biblia (Strasbourg, França: Johann Mentelin, 1466?).

Chinês. Jin gang ban ruo bo luo mi jing [rolo do Diamond Sutra]. Esta é uma cópia do Sanskrit Vajracchedika-prajnaparamitasutra, traduzida para o chinês por Kumarajiva, impressa por Wang Jie em maio de 868, e descoberta em 1907 pelo senhor M. Aurel Stein nas cavernas de Dunhuang. Embora a impressão em madeira já estivesse sendo usado na China por mais de 150 anos, este é o mais antigo livro impresso a possuir uma datação real.

Francês. Raoul Lefèvre, Recueil des histories de Troyes (Köln, Alemanha, 1466).

Checo. Guido delle Colonne, Kronika Trojánská (Plzen, República Checa, 1468).

Italiano. Francesco Petrarca, Canzonieri (Veneza, Itália: Wendelin de Speier, 1470). A primeira bíblia italiana foi publicada por Wendelin de Speier em 1471.

Hebreu. Rashi, [Commentary on the Midrash] (Rome, Italy, 1470).

Inglês. Raoul Lefèvre, The Recuyell of the Historyes of Troye, trans. William Caxton (Bruges, Bélgica: William Caxton, 1474).

Espanhol. Les obres o trobes dauall scrites les quals tracten dela sacratissima verge Maria (Valencia, Espanha: Lamberto Palmart e Fernando de Córdoba, 1474).

Grego. Constantine Lascaris, Erotemata: Epitome ton okto tou logou meron (Milan, Italy: Dioysius Paravisinus, 1476).

via Brittanica