Resumão do dia do bibliotecário

Introdução da Marcela, que tá mantendo um blog bem legal

Toda profissão deve ser valorizada e datas comemorativas são importantes como marcos em nossas vidas. Servem de guia para refletirmos sobre o que se passou e o que virá a seguir. Por isso, acho que muito mais do que flores e gratificações, o importante mesmo é refletirmos conscientemente sobre o que significa ser um profissional bibliotecário hoje. O que significa em nossas vidas ser um profissional. E o que teremos construído no final dessa jornada

seguido por uma chamada às armas, articulada pela máquina de ideias Jonathas

Na data alusiva ao bibliotecário (12 de março) é muito comum que comemoração e reflexão (esta mais pontual e superficial) seja realidade latente. No entanto, falta o crucial: propor e desenvolver novas ações para o desenvolvimento político da área que, embora crescente, ainda padece de ações mais continuadas e consistentes para/com a sociedade. Esta percepção propositiva e de ação continuada chamarei de “campanhar”.

entremeios, gente que é ao mesmo tempo reconhecidamente bad vibe e as melhores bibliotecárias que eu conheço, achando que não havia nada a celebrar

Marina

Mas que saco de dia de bibliotecário! Coisa mais irrelevante

LuGrings

Sobre o dia de hoje: obrigada pelas lembranças, mas não me sinto com ânimo para comemorar nada. Todo dia me sinto um pouco violentada nesta cidade e neste mundo, tamanha a falta de civilidade, de educação, de respeito à cidade e ao próximo. Todo dia tenho medo de ouvir alguma gracinha indevida e desrespeitosa. Todo dia convivo com dificuldades no trabalho, dificuldades no caminho pro trabalho, vejo gente com dificuldades pessoais oriundas de seus meios de origem. Vejo gente em condições impróprias de sobrevivência, enquanto um bando de corruptos, inaptos, incompetentes e canalhas, eleitos por uma maioria ignorante e vendida por uma cesta básica ganham rios de dinheiros e riem da nossa cara, nós que tocamos esse elefante branco e sem salvação, onde esperto é o babaca que faz uma conversão proibida e otária sou eu que cobro que este merda deveria ser multado.Desculpe, mas não tenho muito o que comemorar.

gente que é too cool to care, feito Dora

Sobre hoje, colegas: whatever

porque a Dora é cool de verdade e pode, eu e o Caruso não, apenas cool wannabes

Passou o dia nacional da vergonha profissional alheia

gente que é reconhecidamente alto astral e que resolveu arregaçar mangas para tornar uma mentira em algo que é possível que se torne uma verdade, como Murakami

Dia do bibliotecário: O resultado que mais gosto da profissão de bibliotecário é saber que aceleramos o desenvolvimento do País, seja colaborando com a ciência, seja incentivando hábitos de leitura ou até acelerando o crescimento econômico por sua atuação em empresas. Gosto de saber que ajudamos a construir uma sociedade mais bem informada e por consequência, melhor para todos viverem.

gente que tem muita história de trabalho pra contar e ofereceu um relato sincero sem tornar tudo uma catarse coletiva,
tipo Soraia

Hoje, Dia do Bibliotecário (a) no Brasil, quis somente destacar que jamais me arrependi da escolha que fiz. A Biblioteconomia me deu muito, apesar de algumas vezes também ter gerado dores. Mas trouxe experiências ricas, trabalhos desafiadores, conhecimento com pessoas e…oportunidades. Por tudo isso sou grata e continuo motivada como a menina que está contida nesta imagem.

e Sandra

Sou Bibliotecária formada, concursada e atuo em uma Biblioteca Pública onde não tenho autonomia para fazer nada, não tenho direito a opinar, não sou ouvida, não sou consultada e fazem o que querem da Biblioteca Municipal, tenho de ver e ouvir passivamente tudo que decidem fazer sem poder intervir ou, evitar que falhas graves sejam cometidas.

gente que pensa antes de falar e fala sem precisar pensar, que decidiu mostrar que os bibliotecários também amam (e me deu a ideia de criar uma série dos momentos mais emocionantes em bibliotecas, em breve), feito Gustavo

Uma das inesquecíveis experiências que tive como bibliotecário foi auxiliar um senhor “que tinha problema de vista” a encontrar a nomeação do filho dele no diário oficial. Ele ficou tão feliz que eu fiquei feliz de contribuir com aquilo.

gente que prefere trabalhar no dia do bibliotecário do que tirar folga, e coberto de razão, tipo Wyse

por um dia do bibliotecário comemorado sem palestras

gente que faz a gente ver que um monte de gente tem o mesmo problema que a gente, tipo Gisela

Inspirado no post de ontem, qual é a frase senso comum que vc mais ouve quando conta a alguém o que vc estuda/trabalha?

e gente que decidiu resgatar sua lembrança mais terna com a bibliotecária de óculos e coque, como o Ruffato

Ao me observar sempre por ali, quieto, sem nada fazer, a mulher de óculos e coque que permanecia sozinha atrás de um longo balcão, rodeada de livros, pensou talvez que eu quisesse fazer um empréstimo, mas que, por algum motivo, timidez talvez, não tivesse coragem de me dirigir a ela. Então, tomando a iniciativa, me chamou, colheu alguns dados, preencheu uma ficha, colocou um livro em minha mão e disse: Leve, leia e devolva daqui a cinco dias… Em pânico, não contestei. Enrubescido, peguei a brochura, coloquei na pasta e deixei rapidamente a biblioteca.

Tudo isso coroado pelas maiores homenagens que poderíamos receber, Armandinho, Cansei de ser gato e The Noite

Cientistas da informação? Mesmo?

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Meme que circulou hoje (18/02/2014) no Facebook.

Quando digo que sou formada em biblioteconomia, as pessoas que não tem muito contato com bibliotecas fazem várias perguntas. A que todo mundo conhece e que todos os estudantes da área já estão cansados de ouvir é o famoso “biblioquê?“. A segunda pergunta é “mas quem se forma nisso faz o quê mesmo?”. A terceira “Ah! Mas então você é biblioteconomista!”, quase, na trave. E os que sabem um pouco mais perguntam “você é bibliotecária onde?”.

Tinha escrito que um nome é só um nome antes. Mas querendo ou não, nomes designam uma série de coisas. Eu não sabia se eu ia, efetivamente, trabalhar como bibliotecária depois de formada. Vários colegas bacharéis se formam e vão trabalhar no mercado de Arquitetura da Informação, por exemplo, ou de Análise/Métricas de Mídias Sociais, ou com estatística de dados. São bacharéis em biblioteconomia, mas que não precisam de CRB. São bibliotecários de alma, mas não de carteirinha.

O que é mais importante?

O contexto é importante. Categorias e classes apenas importam no contexto em que importam. Caso eu fizesse o mestrado, seria apenas uma bacharel em biblioteconomia – pois, para mim, bibliotecário é quem atua e para o CRB é quem tem CRB. Para o mercado, bibliotecário é quem tem experiência ou procedência de uma boa universidade. Caso eu me formasse mestre em Ciência da Informação, me consideraria mestre em Ciência da Informação.

Este ano pretendo fazer uma pós latu sensu e devo me tornar especialista, caso tenha sucesso. A Ciência da Informação é uma grande área, mas vinculada a ela ou não, posso continuar pesquisando ‘a informação’ de modo a melhor se adequar aos meus interesses profissionais no momento. Posso ser pesquisadora vinculada à uma instituição de ensino superior ou pesquisadora independente, que é o que acredito que faço quando traduzo artigos e escrevo posts para o meu blog.

Vejo até hoje muitos graduandos utilizando o termo ‘cientistas da informação’ para se definirem, mas talvez as únicas pessoas que tenham ‘alvará’ para se denominar assim sejam os mestrandos e doutorandos em CI. No Brasil, não há uma graduação em Ciência da Informação propriamente dita, mas em Biblioteconomia apenas (isso explica bem o quadrinho). Há apenas uma graduação em Gestão da Informação na UFPR e ela não forma bibliotecários. Nem cientistas da informação. 

Então: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!

Sobre esse termo, imagino que seja apenas um nome pretensioso demais para definir algo que é muito mais simples: pesquisadores com interesse em informação de uma determinada área; ou com interesse na gestão ou fluxo de informação de um determinado ambiente, serviço ou produto. Particularmente quando leio o termo “ciência” o que me vem imediatamente em mente são as hard sciences: química, física, etc., onde existem os cientistas propriamente ditos.

Vamos pesar um pouquinho no estereótipo agora: aqueles mesmo, que usam jalecos, tem cabelos esquisitos, vivem enfurnados em laboratórios com substâncias raras, utilizadas com propósitos específicos, em ambientes ultra controlados e se comunicam com demonstrações e símbolos. Nem melhores, nem piores, mas bastante diferentes da área de ciências humanas. De qualquer modo o nome – Ciência da Informação – já existe e está consolidado enquanto área dentro da grande área das Ciências Sociais Aplicadas.

Mas sim, é sempre bom lembrar que existem ciências e ciências. 

E fazer ciência, infelizmente, ainda é pra poucos.

Criação da Associação de Bibliotecários no Estado de São Paulo dia 16/10 no CRB-8

Reproduzo post do site do CRB-8 devido a importância da mensagem:

“Convidamos todos os bibliotecários para participarem no dia 16 de outubro de 2012, das 19h às 21h, de reunião para tratar da reabertura ou criação de Associação de Bibliotecários no Estado de São Paulo.

Local: CRB-8 – Rua Maracaju, 58 – Vila Mariana (altura da Rua Cubatão, n. 1066)

Sua presença é imprescindível.

Regina Céli de Sousa CRB-8/2385
Dulce Mara de Oliveira CRB/8-7715
Maria Lúcia de Borba Rolim CRB/8-5891
Heloisa Martins CRB/8-5555”

Casamento bibliotecário na biblioteca 2

Olha aí, que beleza:

“A Aline e eu [Vinicius] nos conhecemos na faculdade na UFRGS, em 2001. Naquele momento, éramos apenas colegas com o objetivo de nos formarmos em Biblioteconomia. Colegas e nada mais.

A vida seguiu para cada um nós até que, no começo de 2007, a ida a uma peça de teatro nos aproximou, pré-anunciando o início de um bonito e crescente relacionamento. Começamos a namorar naquele mesmo ano.

Em 2009, juntos nos tornamos colegas novamente, mas agora na condição de servidores da UFRGS. Ainda em 2009, noivamos numa data especial: 12 de março, dia em que comemora-se o Dia do Bibliotecário.

Em janeiro de 2011, decidimos nos casar oficialmente. Consultando o calendário, uma data nos chamou atenção: 12 de março seria um sábado! Ocasião duplamente perfeita: comemoraríamos dois anos de noivado, casando e exatamente (por coincidência ou não) no Dia do Bibliotecário!

As fotos do nosso ensaio foram feitas em uma bela biblioteca em Porto Alegre, no dia 16 de fevereiro de 2011. Os créditos das fotos ficam por conta do Fred(erico) Mombach, fotógrafo de mão cheia.”

casamento biblioteca

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A imagem do profissional bibliotecário

Eu adoro ver essas representações profissionais e adoro mais quando as pessoas freak out quando alguém não sabe bem, exatamente, o que um bibliotecário faz da vida.

Se me perguntarem o que um médico faz, eu direi que ele ajuda doentes a ficarem sãos; se perguntarem o que um advogado faz, eu direi que ele defende interesses dos clientes; se perguntarem o que um astrônomo faz, direi que ele observa estrelas; se me perguntarem o que um biólogo faz, direi que ele lida com bichos e plantas; e por aí vai. É lógico que as pessoas da classe vão dizer que fazem muito mais do que a minha descrição é capaz de sugerir, mesmo que ela seja similar à maioria das pessoas leigas. O ponto é que, da mesma forma que eu não sei minuciosamente o que de fato faz 99% dos profissionais e suas respectivas profissões, não sei por que as pessoas se sentem obrigadas a ficar explicando nos mínimos detalhes o que é ser bibliotecário, e pior, se sentem ofendidas quando as pessoas não sabem o que um bibliotecário faz da vida.

Sério, o que vocês sabiam de biblioteconomia antes de entrar no curso?

Quando eu recebo aqueles emails com petições contra a rede globo ou qualquer outra emissora ou apresentador ou etc que tenha citado erroneamente a profissão ou ofendido em alguma circunstância a classe profissional eu faço o seguinte: report spam.

Agora vamos ser felizes e rir um pouquinho, sem vergonha alheia de nós mesmos:

—–

Para saber mais, tem três trabalhos legais do ano passado:

A imagem do profissional bibliotecário na literatura de ficção

A imagem do bibliotecário no cinema: ficção ou realidade?

O estereótipo do bibliotecário no cinema

e os meus, de anos atrás

Esterótipo dos bibliotecários

Veja outras apresentações do Moreno

#fikdik para a próxima pessoa que quiser escrever sobre a representação do profisisonal bibliotecário, que utilize apenas referências da mídia brasileira. Seria bem legal fazer esse levantamento.

O início do SindBiblio/SC

Foi iniciada a criação do Sindicato de Bibliotecários de Santa Catarina -SindBiblio/SC, que já conta com proposta de estatuto e lançamento do  Edital de Convocação para sua criação.

Atualizado: A assembléia aprovou a criação do sindicato.

Veja abaixo algumas perguntas respondidas pela comissão que está a frente deste processo, além de seu manifesto:

Continue lendo “O início do SindBiblio/SC”

Biblio-quê?

O que faz um bibliotecário(a)?

Desde que eu entrei no curso de biblioteconomia dezenas, centenas de pessoas me perguntaram o que exatamente eu faço. Eu sou bibliotecário de referência em uma biblioteca acadêmica, hoje tenho até uma resposta pronta, que é algo como “eu ajudo a encontrar artigos que você não encontra no Portal Capes” ou que a biblioteconomia é “organização para recuperação”. De qualquer forma, acho um pouco difícil articular sobre o que eu faço.

O que você diz quando te perguntam sobre o que é ou o que você faz no seu trabalho?

“Eu sou o que o Google quer ser quando crescer” 😀

utilizem a hashtag #biblioque no twitter

Bibliotecária makeup

A queridona Amanda lançou moda e o desafio está aberto: bibliotecárias, caprichem no make, mandem suas fotos. Publiquem as fotos em algum lugar público (flickr, twitpic, picasa) de responsabilidade de vocês e indiquem o link para a foto nos comentários que eu vou atualizando o post.

Bibliotecária que se preza tem que ter coque, óculos de gatinha e dedo em riste fazendo shiiii.

——
@manufonseca

@juligulka

@linei_cm

bibliotecária

@binhams

@natascha_, @brunadj e @marciairala

@paulinhah

bibliotecária

@juju_almeida

Iris

bibliotecária

@Raqueljennyfer

@josuesalles


@cfraga


@airtiane

@biakizz

Biblioformandos – fotos de formatura

Esse blog é das coisas mais incríveis e engraçadas que eu já vi. Muito, muito, muito bom.

Recebi por indicação do pai da criança (eu acho, mas afinal, pai é quem cria) Alexsander Ribeiro: por que não contribuir para que uma parte da história da Biblioteconomia brasileira não se perca? Na ausência de um espaço adequado para reunirmos as fotos dos formandos, optamos por criar um blog e juntar a maior quantidade possível de fotos.

Biblioformandos

Biblioformandos