Catálogo Inovador

Acabo de ler no Blogwithoutalibrary o lançamento do novo Catálogo Online (OPAC) da Biblioteca da Universidade McMaster.

Apesar de ainda ser um catálogo (hehehe), é o melhor exemplo de catálogo que já encontrei por ai… vale a visita… e além disso, eles tem um bom acervo de biblio como coisas online que podem ser consultadas…

E temos que fazer algo tão interessante para o usuário por aqui…

Informação para dispositívos móveis – 2

Em relação ao post anterior, eu acabei de descobrir um algo interessante: A W3C tem um grupo de estudo específico para estudar Iniciativas de Web em dispositivos móveis.

Um dos documentos mais importantes criados por esse grupo são as diretrizes de melhores práticas no desenvolvimento: Mobile Web Best Practices 1.0

Tem dicas interessantes como:

  • Não use Frames
  • Não use tabelas para o layout
  • Crie um equivalente textual para todo elemento não texto utilizado
  • Limite o conteúdo a somente o que o usuário requisitou
  • Use linguagem clara e simples
  • Disponibilize um menu de navegação no topo da página
  • Disponibilize sistemas consistentes de navegação
  • Identifique claramente “onde o link vai dar”
  • Crie uma ordem lógica para links, controles de formulários e objetos
  • Não use scripts
  • Entre muitos outros….

    Ah, o Roosewelt deu uma dica interessante tb, que é se o site estiver de acordo com as especificações já existentes da W3C, o usuário não terá dificuldade em acessar o site… (O BSF tá quase lá, só não é totalmente acessível por causa dos scripts ajax)

    Quanto a serviços online, eu fiquei pirando em coisas do tipo: Acesso ao catálogo pelo celular, serviço de referência via IM (instant menssager: MSN, ICQ, etc..), DSI via RSS (o RSS é uma ferramenta muito importante para o usuário de Web pelo celular), ah, deve ter mais um monte de coisas legais para fazer…

    Informação para dispositivos móveis

    Revista Web Design - NovembroA Revista Web Design do mês de Novembro trouxe como reportagem de capa a necessidade de se projetar informações para dispositivos móveis (celulares, handhelds, smartphones, etc..), uma vez que a tendencia é esses dispositivos ficarem mais potentes e eles já tem acesso a rede de dados, além de serem mais baratos e com isso serem mais acessíveis a um maior número da população.

    Ainda falta diminuir o valor do custo de transferencia de dados, que ainda está muito alto (cerca de R$ 6 o MB, isso se considerarmos o acesso EDGE, pois o WAP é cobrado por tempo de acesso).

    Mas o fato é que temos que nos preparar para esse tipo de acesso, tanto na disponibilização das informações, que devem ser padronizada para o novo ambiente (devem ser curtas, e projetadas para leitura em um visor pequeno) e melhor ainda, seria possível criar serviços de referência que usasse os celulares para a resposta (tudo por meio de um ambiente web).

    Esse é um assunto que ainda merece outro post…

    Biblioteconomia do possível vs. Biblioteconomia das possibilidades

    Como disse em um post anterior, a Biblioteconomia tem diversos entraves que podem até impedir a inovação. Todo o nosso trabalho está voltado para organizar algo que já existe, e tudo o que fazemos está diretamente associado às características já existentes nesse objeto. Por isso, sempre seremos a Biblioteconomia do possível e isso em questão de matéria de sobrevivência é muito ruim.

    E o porque da sobrevivência?

    O problema da nossa área, a meu ver, não é “se o livro vai ou não deixar de existir”, ou “as pessoas não leem mais”… O problema é que estamos competindo pelo tempo escasso dos nossos usuários. Todos nós temos um tempo limitado no dia a dia e pela primeira vez na história, uma abundância de oportunidades de entretenimento e informações, com grandes players na concorrência, e além disso, temos um modelo de negócios estremamente ultrapassado, que poderia ter sido causa de nosso desaparecimento, caso dependessemos apenas de nós mesmos (com algumas exceções, é claro, mas grandes empresas competidoras já estão falindo. Ex: Blockbuster).

    Mas então, o que nos tornaria a Biblioteconomia das possibilidades?

    Se encarassemos como o foco nosso a divulgação do conhecimento (o que fatalmente ocasiona na preservação da memória) e projetassemos serviços que teria como base esse objetivo, fatalmente seriam diferentes de hoje, pois estamos focados na “recuperação da informação”.

    Além disso, em algumas oportunidades, pensar em possibilidades se torna um grande diferencial. Acostumamos a lidar com o presente e acreditamos que é só isso que existe. Coisas podem ser feitas de modo diferente. Um exemplo disso, é o computador pessoal:

    “A contracultura se responsabilizou por trazer o computador do plano industrial-militar para o plano do uso pessoal, quebrando o monopólio da IBM na área da computação. O escritor Pierre Lévy falou, corretamente, em desvio contracultural da alta tecnologia, em “bricolagem high tech” em meio a grupos da “nebulosa underground”, observando que “uma pitoresca comunidade de jovens californianos à margem do sistema inventou o computador pessoal.

    Do mesmo modo, aconteceu uma espécie de migração contracultural das viagens de LSD para os laboratórios de alta tecnologia e para o sonho da realidade virtual. A Califórnia era, naquele momento, um centro da viagem contracultural e um centro de alta pesquisa tecnológica. E tudo se misturava: Janis Joplin e engenharia eletrônica, alteradores de estados de consciência e programadores de computador. Foi assim que Stewart Brand, organizador do grande festival psicodélico de 1966 em São Francisco, acabou indo parar no “Media Lab” do Instituto de Tecnologia de Massachussets, trabalhando ao lado de Nicholas Negroponte.

    A verdade é que, naquela época, alguns militantes da contracultura passaram a ver, no computador, um instrumento revolucionário de transformação social e cultural. Podemos falar até mesmo de uma espécie de contraculturalismo eletrônico, onde se inclui um livro como “Computer Lib” de Ted Nelson, um jovem criado nas águas do rock e do underground. A supracitada vitória contra a centralização tecnológica em mãos da IBM se deu nesse contexto. Foi uma conquista da cidadania. E foi também nesse contexto impregnado de utopismo contracultural que surgiu o “Apple”, o modelo por excelência do computador pessoal. (GIL, 2003)

    A tecnologia não é o principal diferencial, mas sim o uso que se faz dela:

    “Em uma analise mais fria, a grande “rede mundial” nada mais é que uma série de computadores de grande porte interconectados, transmitindo informações para bilhões de terminais inteligentes ao redor do mundo, estejam eles em microcomputadores caseiros ou sistemas de orientação de barcos por satélite. O que faz dessa rede de infra-estrutura algo realmente significativo não é o poder das máquinas que as compõem, mas sim o uso que se faz delas, ao transformar a miríade de dados disponíveis em matéria compreensível e utilizável.” (ANTUNES, 2001)

    Portanto, cabe a nós refletirmos sobre o nosso real papel na sociedade e quais contribuições poderemos dar.

    Referência:

    ANTUNES, Luiz Guilherme. Cyrano digital: a busca por identidade em uma sociedade em transformação. Tese de doutorado: Escola de Comunicações e Artes – São Paulo. 2001.

    Inovação

    Inovação é atualmente a palavra da moda em todas as áreas e com isso surge uma questão: Como inovar em Biblioteconomia?

    Inovar é criar coisas novas, o que claramente contrasta com a Biblioteconomia que tem uma visão tradicionalmente conservadora de trabalhar e além disso, como inovar em um ambiente que é extremamente dependente de tecnologia que não produz? (Os conteúdos estão sempre em suportes tecnológicos, os sistemas de organização também são dependentes de hardware, software e conectividade, que por sua vez são dependentes de padrões, etc.)
    Essa dependência resulta em um ambiente de evolução tecnológica muito conservador, baseado no continuísmo e na incorporação de novas características que não necessitem de alterações significativas no conjunto pré-existente. Esse modelo de desenvolvimento não é usado só por nós e é eficiente (custo vs. benefício), mas não vale a pena se dar uma repensada nele?

    E além disso, é possível inovar sem ser tecnologicamente?

    Fique a vontade para comentar as questões acima, eu achei interessante um texto do Stephen Abram sobre dicas para inspirar inovação nas Bibliotecas:
    32 Tips to Inspire Innovation for You and Your Library: Part 1 , Parte 2 e Parte 3.

    Ele não responde as perguntas, mas vale a pena dar uma olhada…

    E uma última pergunta: Alguém ai conhece exemplos de inovação em bibliotecas?