Os melhores podcasts que ouvi até 2013

Seguindo as listinhas do William Okubo e do Cauê Araújo, resolvi trocar ideias sobre podcasts e apresentar alguns dos meus programas favoritos.

Podcasts são uma espécie de evolução do bom e velho programa de rádio: arquivos de áudio distribuídos pela internet usando feeds RSS. Você pode fazer streaming ou baixar os episódios para ouvir depois, no computador ou num dispositivo móvel.

Me apaixonei pelos podcasts em 2008 (sdds Tweet Me Harder!). Para alguém como eu, que não pode nem dar aquela olhadela básica no Meia Hora do vizinho no ônibus sem ter náuseas, esses programinhas viraram a melhor opção para passar horas no trânsito sem morrer de tédio.

Acho que podcasts podem ter bastante utilidade para bibliotecários. Pessoalmente, claro, para se atualizar, aprender, estimular a mente e, por que não, se divertir e aliviar o estresse (ser bibliotecária mal-humorada só é legal no Facebook, né?).

E profissionalmente também, tanto para atualização pessoal quanto como mais uma ferramenta no arsenal de referência. Se o usuário está pesquisando sobre questões éticas e morais no humor, por que não indicar também o episódio do Philosophy Bites sobre o tema? A questão é sobre Ciências Sociais? Sem problemas. Na área das ciências exatas e biológicas, há boas opções em português para gostos variados – como Dragões de Garagem, #SciCast, e Fronteiras da Ciência. Em espanhol, o Ideómica de Luis Quevedo apresenta uma boa variedade de assuntos. E eu não poderia deixar de mencionar o StarTalk, do astrofísico, webcelebridade e meme Neil DeGrasse Tyson.

Numa biblioteca escolar, por que não aproveitar a popularidade do Nerdcast, que frequentemente aborda temas históricos e científicos? Ou usar o We Can Cast It pra iniciar uma discussão sobre feminismo?

Ou ainda, aproveitando a proposta do Derbi Casal sobre atividade editorial em bibliotecas: por que não desenvolver seu próprio podcast, apresentando histórias da comunidade, iniciativas da sua organização, e/ou temas de interesse para seus usuários? Estas dicas do YouPix podem ser um bom ponto de partida.

Segue minha seleção personalíssima de podcasts favoritos e recomendados, com indicações de alguns episódios para quem quiser experimentar. Me limitei a cinco aqui, mas dei um jeito de citar quase tudo que ouço aí em cima :-). O idioma do áudio está indicado entre parênteses:

  • Radiolab (inglês): Radiolab é um programa sobre curiosidade. É também o podcast que eu levaria comigo para uma ilha deserta. Os apresentadores, Jad Abumrad e Robert Krulwich, são fantásticos. A produção é impecável, os temas são sempre interessantes. Imperdível. Um dos meus favoritos é o episódio Famous Tumors (Cânceres Famosos). Para algo mais poético, a dica é The Distance of the Moon – um conto de Italo Calvino lido pelo ator Liev Schreiber. Para ver uma das apresentações ao vivo do programa, que lotam teatros nos EUA, clique aqui.
  • Radio Ambulante (espanhol, alguns episódios disponíveis em inglês): produzido pelo jornalista e escritor Daniel Alarcón, Radio Ambulante conta histórias da América Latina – da mulher misteriosa que está matando motoristas de ônibus em Juárez, México aos irmãos argentinos que construíram seu próprio avião; passando pela partida de futebol que envergonhou o Chile em 1973.
  • Freakonomics Radio (inglês): comandado por Stephen Dubner, co-autor do livro de mesmo nome (seu companheiro Steve Levitt é convidado regular do programa), Freakonomics Radio explora o lado oculto de tudo por uma perspectiva econômica. Recomendo The Upside of Quitting (o lado bom de desistir), um dos episódios mais populares e que tem a ver com a minha trajetória pessoal – assunto pra outro post, um dia…
  •  Zuim (português): podcast semanal especializado em música brasileira, Zuim mistura ritmos e estilos em três diferentes temas: “Essa é Pra Tocar no Rádio”, “Brasil Instrumental”, e “Leitura Musicada”. Neste último, as músicas são acompanhadas por textos de historiadores, críticos e compositores (quem aprecia esse tipo de análise vai gostar também da série Classicamente do site VivaMúsica!). Qualquer episódio é um bom lugar pra começar.
  • Welcome to Night Vale (inglês): não, você não vai aprender nada com este podcast de Joseph Fink e Jeffrey Cranor. Não importa: Welcome to Night Vale é uma das coisas mais interessantes, inteligentes e divertidas que eu já ouvi. À primeira vista, é só um programa de rádio comunitária de uma pequena cidade no meio do deserto. Mas coisas estranhas acontecem em Night Vale… Um dos candidatos à prefeitura é literalmente um dragão de cinco cabeças, e outra é uma mulher idosa sem rosto que mora secretamente na sua casa. A Biblioteca Pública não é um lugar seguro (um repelente de bibliotecários é recomendável para evitar ataques). A maior estranheza de todas: nada disso é estranho para os cidadãos de Night Vale. O grande trunfo de Welcome to Night Vale é o locutor/narrador, Cecil Gershwin Palmer (vivido por Cecil Baldwin). Se você gosta de uma boa história, vale muito a pena ouvir!

Bem, estas são minhas dicas. E vocês, curtem podcasts? Que programas recomendam? Conhecem iniciativas de bibliotecas nessa área?

Amigo oculto/secreto BSF 2010/11 – resultados

Moreno tirou Gustavo (ganhou Cachalote – Daniel Galera)
Gustavo tirou Murakami (ganhou Do que eu falo quando falo de corrida)
Murakami tirou Vivaldo
Vivaldo tirou Michel
Michel tirou Ana
Ana tirou Sibele
(ganhou Redes Sociais)
Sibele tirou Camile (ganhou Melancia – Marian Keyes)
Camile tirou Darlana
Darlana tirou Janaína
(ganhou Coleção As Brumas de Avalon – Marion Bradley)
Janaína tirou Débora
Débora tirou Marchelly
(ganhou O seminarista e A insustentável leveza do ser)
Marchelly tirou Rosiane
Rosiane tirou Marlon
Marlon tirou Margareth
Margareth tirou Leandro
Leandro tirou Adriana
(ganhou A mulher do viajante no tempo)
Adriana tirou Margarete (ganhou 1001 livros para ler antes de morrer – Peter Boxal)
Margarete tirou Rita
Rita tirou Josh
Josh tirou Monica (ganhou Contos atrevidos – Bivar)
Monica tirou Tati (ganhou O mágico de Oz – Lyman Frank Baum)
Tati tirou Laura
Laura tirou Juliana
(ganhou A conspiração franciscana)
Juliana tirou Sarah (ganhou A misteriosa chama da rainha Loana – Eco)
Sarah tirou Erika
Erika tirou Moreno (ganhou Gênesis)

Amigo oculto/secreto BSF 2010 from moreno on Vimeo.

Amigo secreto 2010 from ExtraLibris on Vimeo.

Mônica

Murakami

Marchelly

Juliana Gulka

Twitter data + Gephi

Este é o resultado de um interessante exemplo de uso da ferramenta de redes complexas: A visualização de uma rede de bibliotecários no twitter.

Foi criado a partir dos “seguidos” (friends ou following) obtidos usando o Twitter API e formatados usando o Gephi.

Amostra:

28 twitter de bibliotecários listados no post Bibliotecários no twitter. Procurei seguir uma ordem alfabética, mas inclui alguns que não seguiram essa ordem. Os cobaias foram: @apocrypha, @amandafranco, @beten, @bibliotecaita, @brunadj, @cabufsc, @gledsonsilva, @julianasantiago, @moreno, @refazioli, @trmurakami, @weblibrarian, @cabam, @carlacastilhos, @carlosfaccion, @carolkonig, @ckokumai, @caue_ce, @ccadalso, @danyduarte, @dgcunha, @LuisMilanesi, @__biaah__, @abrapira, @Airtiane, @aldoibct, @alexpantera e @almadospampas

Alguns resultados

6678 edges ( ligações )
Maior distância entre os nós: 4
Média de distância entre os nós: 2.42

Próximos passos

– Separar os twitters pessoais e institucionais.
– Incluir todos os perfis de bibliotecários brasileiros.

Outros usos imaginados

Gostaria de usar este tipo de gráfico para representar ligações entre as bibliografias da área. Daria para identificar quais são as mais influentes, alguns “grupos de obras”, e mais um monte de coisas.

Meu projeto de mestrado

Nos últimos tempos, tenho andado sumido aqui por estar me dedicando ao projeto de mestrado. No final das contas, acabei não passando na prova, que era uma redação eliminatória, e o meu projeto não foi ao menos analisado. Eu gostei bastante do resultado da pesquisa para o projeto, e acredito que vale a pena compartilhar com vocês. Tá no RABCI:

Projeto de Mestrado: Ciência da Informação e o futuro da World Wide Web

Gabriel Buchmann

Peço licença aos amigos bibliotecários para um assunto off topic, mas nem por isso menos importante.
O filho de uma professora da instituição em que trabalho encontra-se desaparecido e ela pede ajuda de todos. Mais informações abaixo.
Obrigada!

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“Essa é a história de Gabriel Buchmann. Gabriel é um economista brasileiro de 28 anos que está perdido desde sexta da semana passada no Monte Mulanje, no país Centro-Africano do Malawi, o país mais pobre do mundo. Precisamos de ajuda para manter o assunto na mídia e garantir o apoio governamental. (…)

Ao longo do último ano, Gabriel Buchmann viajou por 60 países na Ásia, Oriente Médio e África. Sempre com poucos recursos, à base de carona e com a ajuda de locais. Sua intenção era conhecer o mundo, suas belezas, suas dores, seus erros, a pobreza, a injustiça dos homens contra a natureza e contra seus semelhantes. (…)

Essa seria sua preparação para o seu doutorado em Economia da Pobreza, na Universidade da Califórnia (UCLA).
Antes do doutorado, Gabriel precisava viver a pobreza. Não que ele não a conhecesse. (…)”

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