Clubes de leitura

Eu não sei se entendi direito a proposta, mas vou acreditar que a iniciativa é das melhores e merece ser divulgada e replicada.

Publicado no Sedentário

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Hoje começou a primeira etapa de um importante projeto para o estímulo da formação de novos leitores chamada Clubes da Leitura do Ceará. A ideia é formar um clube em CADA um dos 184 municípios do Estado com acervo de livros e planejamento estratégico próprio.

Por que estou postando isso? Porque estou participando desse projeto como consultor convidado pela Secretaria de Educação adicionando algo a ele que antes não havia: Cultura digital. Nessa nova proposta, eu e meu companheiro Kelsen Bravos, esperamos conseguir que cada um dos municípios crie um clube e um blog da leitura, esses servirão de comunicação e ligação entre eles, divulgando ações que possam ser replicadas, experiências, opiniões, sugestões de leitura, entrevistas, podcasts e abrindo espaço para comentários e interação. Eles estarão ligados a um grande blog agregador oficial, dessa forma os clubes não se sentirão “isolados”, nem dependerão de reuniões semestrais ou anuais para demonstrar as ações e resultados.

Essa formação vai durar até o final do ano e é formada por seis etapas, sempre com duas turmas de cerca de cem técnicos representantes dos municípios cada. Começamos com a primeira turma que está passando por dois dias de ofinicas e palestras, depois repetimos tudo para a segunda turma.

Como forma a eles poderem visualizar melhor o alcance dessas ferramentas que são os blogs e a internet. Publiquei alguns dos textos produzidos hoje com o tema Carta para o amanhã, leitura etc.

O LINK PARA VER ALGUMAS PRODUÇÕES TEXTUAIS

Esse vai ser um grande desafio pois, em geral, nossa cultura é aversa a leitura e as mudanças, mas estamos confiantes de que o esforço vale a pena.

A cultura do novo capitalismo

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O meu presente de amigo secreto do BSF (valeu Tânia) foi o livro A cultura do novo capitalismo, escrito por Richard Sennett. Ele é professor de sociologia da London School of Economics e do MIT. O livro é um relato dos principais resultados de suas pesquisas em um ciclo de palestras e está dividido em 4 conferências: Burocracia, O talento e o fantasma da inutilidade, A política do consumo e O capitalismo social em nossa época.
O mais interessante do livro é a forma como ele nos demonstra que, apesar da mudança que está acontecendo nas instituições, nas capacitações e nos padrões de consumo, as pessoas não ganharam liberdade ou autonomia.
Destaco um trecho em que ele se refere à comunicação e informação:
“O excesso de informação gerado pela tecnologia moderna ameaça tornar passíveis seus destinatários.”. Ele argumenta que o excesso de informações torna o controle social mais centralizado e ainda, o processo de comunicação auxilia a diminuir a quantidade de informação, descentralizando as decisões. Parece paradoxal, se pensarmos numa comunicação burocrática. Mas os responsáveis pelas decisões recebem as informações filtradas, editadas e particularizadas e os mais baixos da pirâmide lidam com todo o excesso de informações, e “à medida que aumenta a quantidade de informação, o destinatário passa a reagir menos a ela, chegando com efeito a desligar-se, do ponto de vista interpretativo”.
Não consigo explicar todo o contexto deste trecho, mas recomendo a leitura atenta deste livro, que dá uma base para compreensão do comportamento humano no contexto atual.

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A contribuição dos Tesauros na Organização do Conhecimento

Está disponível no RABCI

o interessante trabalho de José Batista Apolinário: A contribuição dos Tesauros na Organização do Conhecimento.

Resumo:

Pesquisa documental que aborda os tesauros e a sua importância na organização do conhecimento, por contribuírem no tratamento e recuperação da informação. Evidencia a importância de seu uso por indexadores em sistemas de informação. O trabalho está embasado na revisão de literatura. A pesquisa teve como objetivo enfatizar a importância dos tesauros na organização do conhecimento, sendo assim apresentou as linguagens documentárias, mostrando a importância da linguagem natural e da linguagem controlada, a contribuição dos sistemas de classificação no tratamento da informação e a contribuição da terminologia na construção de tesauros. Conclui evidenciando a importância dos tesauros na organização do conhecimento e finaliza com a apresentação de alguns tesauros eletrônicos nacionais.

Divagações sobre o catálogo

Tive uma discussão interessante com o Moreno sobre como melhorar os catálogos e acho que essa discussão merece ser registrada e ampliada em um grande brainstorm. Tudo começou com o anuncio da pré-conferência da OCLC / ISKO que tem como título: “Everything Need Not Be Miscellaneous: Controlled Vocabularies and Classification in a Web World” , que vai ocorrer em Agosto. Esse título é uma forma de marcar uma posição contra o livro do David Weinberger: Everything is miscellaneous, (Confiram a apresentação do Moreno baseada no livro em http://extralibris.org/ci/2008/a-nova-desordem-digital-2/ )

O livro do Weinberger parte da argumentação que no ambiente digital a restrição imposta na organização pela limitação física deixa de ter importância e com isso, pode se acrescentar outros tipos de organização ao catálogo, não dependendo somente da criada pelo bibliotecário. Há a possibilidade de permitir ao usuário uma maior interação, inclusive uma organização personalizada do catálogo. Além da possibilidade de contribuição e interação por meio de comentários e avaliações. E ainda, um rastreamento de afinidades, como na amazon ( http://www.amazon.com ), em que o sistema informa outros livros que outros usuários que pesquisaram esse também viram. Tudo isso é possível de ser feito com um custo mínimo.

O Moreno citou o catálogo biblioteca Ann Arbor: http://www.aadl.org/catalog

É um catálogo modelo, que integra as seguintes funcionalidades:

• Navegação facetada (1) por
o Idade (Adolescente, Jovem e Adulto)
o Novos itens
o Itens populares
o Tipo de material
o Listas de Best Sellers e Prêmios.
• Blog sobre as novidades da Biblioteca (1)
• Navegação por Tags (2)
o Top 10 tags
o Tags recentes
o Tags aleatórias
o Nuvem de tags
o Últimas críticas
o Criticas aleatórias
o Tags inseridas no registro.
• Navegação personalizada por usuário.
• RSS dos livros adicionados no catálogo
• Recomendação de afinidades

(1) Criado por Bibliotecários
(2) Criado por Usuários

Tudo isso feito no Drupal 😉 integrado ao SGB deles (Não sei qual é)

Funçando no Drupal, eu descobri um projeto parecido: Fish4Info ( http://fish4info.org )

Apresenta a maioria das funcionalidades do catálogo da Ann Arbor, mas tem duas inovações de destaque:

• Apresentação de livros similares (um pouco diferente do sistema de recomendação, pois o calculo é automático, com base em tags similares)
• Não parece com um catálogo. ( para mim essa é uma das principais inovações. Os catálogos são frios e objetivos, sem preocupação com a comunicação visual. É o primeiro catálogo que conheço que traz essa preocupação de mudar )

E um diferença: É open source e está disponível para download em: http://fish4info.org/gofish

O Moreno indicou outros softwares interessantes para catálogos:

WordPress Scriblio: http://about.scriblio.net/
E a implantação do Scriblio pela Extralibris: http://extralibris.org/biblioteca

E indicou outros bons exemplos de catálogos:

http://aqua.queenslibrary.org/
http://www.lib.ncsu.edu/catalog/

O aquabrowser é muito legal… vale a pena conhecer..

Viajando um pouco, acho que os catálogos podem ter mais funcionalidades ainda. Esse seria um exercício interessante de se fazer em grupo: imaginar todas as possibilidades que podem ser adicionadas a um catálogo. Num brainstorm listo as seguintes:

• Inclusão da obra em contextos.
o Imagino um modelo em que é possível explicitar certos conteúdos específicos que possam depois automaticamente ser adicionadas a uma estrutura de navegação. Ex. Uma obra teria como descritor o modernismo, e haveria uma linha do tempo de modernismo, em que seria possível conhecer todas as obras do acervo que fossem desse estilo. Isso poderia ser usado para autor, pais, e o que a imaginação permitir.
o Integração com Wikipédia. Adicionar dados biográficos dos autores, informações extras sobre as obras e outras informações disponíveis, para enriquecer o catálogo.

E vcs, imaginam outra funcionalidade para o catálogo??

Cadê os erros de digitação?

A algum tempinho quando estudava recuperação da informação, um dos principais problemas apresentados para uma recuperação da informação eficiente era o dos erros de digitação (misspells). Pelo o que acompanho, faz muito tempo que não ouço falar disso. Por que será??

Eu acho que não resolvemos esse problema, mas começo a pensar que estamos deixando cada vez mais de lado a recuperação da informação extremamente eficiente. Ah, os corretores ortográficos devem ter ajudado um pouco também…