Blog do Kuramoto

O gente boa Hélio Kuramoto se mudou para o WordPress. Bye bye Blogger parece ser o caminho natural na evolução de blogueiro amador para blogueiro profissional. E pelo que eu acompanho, inclusive em termos de conteúdo e engajamento, Kuramoto é problogger há muito tempo. Vida londa ao WordPress. Só falta pedir agora ao IBICT um espaço oficial institucional para não manter o blog de alta qualidade em hospedagem pública e com recursos limitados do próprio software WP.

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Mônica Veloso pelada na Playboy

A notícia acima foi o limite da minha tolerância pessoal. Ela demonstra claramente a hipocrisia atual da “sociedade” e quando digo sociedade, me incluo também. Hipocrisia porque somos responsáveis por diversas coisas que criticamos depois e não assumimos isso, procurando sempre um culpado mais bobo.

O caso da Mônica Veloso é típico disso, a aceitaremos na Playboy pois ela aceitou o convite (segundo boatos), mas não aceitamos o que o Renan fez. Mas o aceitar na revista uma pessoa que que se destacou das demais por ter um caso com o Renan, e ainda aceitar uma grande quantidade de dinheiro sujo como pagamento por um bebe “não desejado”, é aceitar o que ela fez e pior, o que ele fez, uma vez que está bonito na cadeira dele. (E ela tem culpa??? Dúvido, se ela se oferecesse para posar nua seria loucura por parte dela e esse convite só ocorreu pq há claros pedidos da sociedade para elegê-la.)

Um outro exemplo é a greve do metrô de São Paulo que acontece hoje e tudo indica que continuará amanhã. É uma greve que reinvindica algo como R$ 1200 de participação nos resultados (de uma empresa que apresenta déficit e muito pouco se formos considerar o prejuizo social, financeiro e cultural que esse movimento causa). Não aceitamos a greve do metrô, mas aceitamos o regime estatal forte que vivemos, acreditamos no estado como Pai, e por isso não há punições por greves que defendem o direito de poucos em detrimento do direito de muitos. Acreditamos e defendemos os Direitos Trabalhistas como Dogmas que não podem ser modificados. Isso ocorre na Universidade pública tb. Ah, para não achar que só funcionários publicos são assim, trabalho no setor bancário que atua da mesma maneira, mas com um pouquinho só menos força por sermos trabalhadores privados.

Em bibliotecas, criticamos que não existem recursos para bibliotecas, que somos coitadinhos. Mas vai tentar pegar um livro depois do trabalho em alguma e vê se ela está aberta… eu vi uma palestra de uma bibliotecária da Biblioteca Nacional da Alemanha (se não me engano), que eles prestam serviço de maneira diferenciada para politicos (que decidem sobre o orçamento das bibliotecas), além do fato de oferecerem serviços de entrega à domicilio mediante pagamento. Alias, todo serviço de comodidade oferecido pela biblioteca é pago e esse dinheiro é revertido a favor da biblioteca. Sem crises de identidade.

Exemplos como esse se repetem aos montes, principalmente em tragédias.

PS. Aceitamos inclusive brincar com os paraquedistas do Google com um título desses ai.
PS2. Eles nem vão chegar a ler essa última frase.