Koha – Software livre para grandes bibliotecas

Passei as últimas semanas testando o Koha, um dos mais comentados softwares livres para bibliotecas no mundo. Minha primeira conclusão é: O Koha não é para bibliotecas pequenas, pois é um software que exige bastante da máquina e muito conhecimento técnico para ser instalado e mantido.
Para começar, a documentação não está completa e por que existem diversos tipos de sistemas, é muito confuso achar onde você se encaixa e ainda, se essa documentação está atualizada. O melhor local para se buscar informações é no forum ou nas listas de discussão via google.

Características:

2 modos de indexação: Pelo software Zebra e pela base mysql. Na base mysql não consegui que funcionasse, mas via Zebra é muito eficiente, mas bem trabalhoso para configurar.
Servidor Z39.50 e Cliente Z39.50 (Usando o software Yaz)
Servidor OAI-PMH
Compatibilidade total com os formatos MARC21 e UNIMARC.
Utiliza web services no catálogo como por exemplo os comentário e capas da Amazon ( pouco útil para nós brasileiros )

Quando usar o Koha?

Eu acredito que o sistema está bem estável, com poucos bugs e portanto a hora é agora. Falta desenvolver uma comunidade brasileira para corrigir a tradução para o português do Brasil ( que dá um pequeno bug ) e criar uma documentação no nosso idioma. Ele serve como alternativas a bibliotecas maiores que queiram controlar melhor o sistema, e ter acesso a uma comunidade forte internacional. O Koha tem um sistema para a tradução coletiva do sistema.

Vale a pena consultar: http://koha-community.org/ e seguir no twitter: kohails

Mapa de bibliotecas usando o Koha (nenhuma no Brasil) .

Tá vindo uma nova versão. A atual é a 3.00.04 e agora virá a 3.2.

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Você pode consultar o meu OPAC: http://rabci.com:85/. Inicialmente criei duas bibliotecas nele. Uma com meus livros e outra com livros de biblioteconomia. Essa última quero ampliar coletivamente. É possível criar vários catálogos totalmente separados nesta instalação. Vou explorar melhor esta possibilidade.

O servidor Z39.50 é: http://rabci.com:9999 ( base biblios, formato MARC21 )

(post brainstorm – vou atualizando aos poucos)

Softwares de Automação de Bibliotecas

Precisei fazer um levantamento de todos os softwares/sistemas de automação de bibliotecas disponíveis no Brasil e não encontrei nenhum artigo, site ou blog que tivesse uma lista confiável atualizada. A maioria dos sites que eu vi são deprimentes, eu não compraria um sistema de automação de uma empresa que nem fazer um site decente consegue.

Então a tarefa é a seguinte: enumerar os softwares e os seus sites de venda. Divididos em proprietários e open source, empresas que tenham representantes comerciais no Brasil (softwares proprietários). Se souberem de algum que não foi mencionado, usem os comentários e eu vou atualizando a lista. Mas a menção só vale se a empresa possuir um site ou uma página dedicada ao software que comercializa. Se não, convenhamos, não merece entrar na lista.

Softwares proprietários

AINFO – Embrapa
Aleph
Alexandria
Arches Lib
Argonauta
BiblioBase
Biblioshop
Biblium
BNWeb
Caribe
Dixi
GIZ Biblioteca
Informa
MultiAcervo
Ortodocs
Pergamum
Sábio
Siabi
Sophia
Thesaurus
Virtua
Zeus

Softwares Open Source

BibLivre
Emilda
Evergreen
GNUTeca
Koha
Library a la carte
NewGenLib
OpenBiblio
PHL
PMB
Scriblio

Softwares Grátis


Biblio Express

Biblioteca Fácil
BiblioteQ
Minibiblio

Livre Conhecimento

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Músicos, os downloads os fizeram trabalhar!

Sim, isso mesmo, chega de moleza. Se antes, simplesmente se entrava num estúdio, e uma grande corporação da indústria fonográfica fechava e distribuía o “produto”, o download veio e acabou com isso, botando o povo pra rodar a baqueta.

Desde os primeiros processos contra o Napster, até o projeto de lei absurdo do senador Azeredo, e a mais nova piada promovida por Bush Filho, a lei apelidada de “PRO-IP ACT” que foi recentemente aprovada, é que estamos vendo uma briga que todos nos sabemos quem vai ganhar, nós.

O movimento do software livre, GNU, as licenças em copyleft, e agora o creative commons, mostram um esforço de tornar real o questionamento das leis de propriedade intelectual e os experimentos das novas formas de produção e de consumo do conhecimento, sendo livre, distribuído e acessado por todos, e que haja um bom proveito da liberdade adquirida.

Músicos entenderam que suas obras são uma forma de divulgação do seu trabalho, e por elas, eles têm que ser pagos…mas é tocando, e não mais fechando uma obra (CD, DVD etc) e aproveitando a boa vida dos direitos autorais. Notaram que agora há mais shows internacionais em lugares que antes nunca se esperava? pois bem garoto, vai ter que botar essa bunda gorda na estrada fiote, pra ganhar dinheiro com o seu fazer, sua música, da maneira que deve ser, com serviço.

As informações colaborativas, desde as redes P2P, torrents,wiki,etc…possibilitaram que houvesse interesses comuns para democratizar o acesso, disponibilizando, sem pedir licença, o conhecimento, irrestrito e compartilhado.

Que o conhecimento torne-se algo universalizado, itinerante, livre. Que aqueles que ainda não perceberam as possibilidades de criação, da renovação constante da cultura, abram os olhos, fiquem de olho, pois não vamos esperar.

A liberdade é a plena expressão da vontade humana, e não há copyrights e leis absurdas que impeçam a boa nova.

Não digam que não avisei.

A volta dos que não foram

Depois de muito tempo sem publicar nada aqui, estou de volta! Faz tanto tempo que vou até me apresentar:

Participo do BSF desde seu início, passando a ser editor e tendo colaborado mais em sua segunda fase. Na sua terceira fase (quando mudou para o atual domínio, BSF.org.br) acabei tendo uma participação bastante reduzida, apenas nos bastidores. Neste tempo, já formado no curso de Biblioteconomia da UFSC, passei a me dedicar mais a minha área profissional (informática, em especial desenvolvimento de software e administração de redes, em geral utilizando Software Livre).

Em termos de biblio, participei ativamente como “diretor de informática”, cargo informal que as meninas criaram para me fazer participar, mas com alguma participação em quase todas áreas, na Gestão 2005-2007 da Associação Catarinense de Bibliotecários (ACB). Após o término de nossa gestão, ainda colaborei com a organização do Painel 2008, sob a coordenação da Dani.
Em 2005 implantei, juntamente com a professora Ursula, o SEER/OJS na revista da ACB, a primeira de Santa Catarina nesta plataforma e uma das primeiras do país. Após esse pioneirismo, ministrei cursos em algumas das principais universidades daqui (UDESC, FURB, Senai/CTAI, Unisul e Univali) e dei suporte ou consultoria para, além das já citadas, FURG, portal de periódicos da UFSC, Revista Produção On Line, uma revista de educação física, entre outras. A Ursula foi uma grande incentivara do SEER, em especial aqui na região Sul e graças ao seu apoio e colaboração que fiz muito do que fiz nesta área.

Agora espero publicar algo aqui em média uma vez por semana, com o mínimo de um post por mês.

ps.: Apesar da foto e descrição que constava na coluna da esquerda sobre mim, não uso óculos ainda e já não sou tão tímido assim.

WordPress para bibliotecários

Como divulgado, eu e o Tiago ministramos coletivamente um mini-curso no IX EREBD SE/CO neste último final de semana na USP.

Eu fiquei encarregado de falar sobre o como o WordPress pode ser utilizado por bibliotecários.

Normalmente, para cursos desse tipo, existem 3 tipos de abordagens: mostrar o básico para usuários leigos e sem aptidão tecnológica e acompanhá-los de perto; apresentar ferramentas que possibilitam o uso do software de forma autônoma, para usuários com aptidão tecnológica intermediária; e desenvolver soluções colaborativas e aplicar e utilizar a ferramenta em funcionalidade plena, para usuários avançados.

No caso do WordPress para bibliotecários: 1) criar um blog no wordpress.com, sugerido para bibliotecas de pequeno porte e sem recursos financeiros; 2) instalar o wordpress localmente e negociar a aplicação do software no sistema da biblioteca, seja como cms ou blog; 3) usar o wordpress como OPAC da biblioteca, usando o pacote Scriblio.

No mini-curso do Erebd ficamos no meio termo. Mostrei como fazer a instalação do WordPress usando o xampp

e a partir daí cada pessoa pode pensar a melhor forma de adaptar o WP às suas necessidades individuais ou de sua instituição. A instalação local garante toda a liberdade de configuração antes que o sistema esteja pronto para ser vendido (enquanto idéia) e possa ser incorporado pela unidade de informação (e pelos responsáveis de TI, caso o bibliotecário não tenha autonomia para fazer sozinho).

Disponibilizo aqui todo o material que usei no curso. Conceitos básico de WordPress aplicado à serviços de bibliotecas e um manual de instalação local do WordPress.

Ficou a sugestão de que a gente criasse uma lista de plugins e temas (sem contar o Scriblio, obviamente) que podem ser utilizados no WP como facilitar da vida de bibliotecários e usuários de bibliotecas. Vou levantar uma lista também de bibliotecas que utilizam wordpress, para vocês terem como modelo.

As minhas dicas de plugins são:
OpenBook Book Data, que captura as capas e metadados de livros da Open Library

WP-dTree , para quem quer trabalhar com facetadas

ICS Calendar,que pode ser usado para um calendário de eventos da biblioteca

Deixem as suas nos comentários e posteriormente atualizo o manual com a lista de plugins e temas sugeridos.

Moreno Barros na Caravana ExtraLibris | Vídeo


Tecnologias aplicadas à biblioteconomia from moreno on Vimeo.

Taí o vídeo da minha apresentação para os alunos do curso de biblioteconomia da UFPB, durante as atividades da Caravana ExtraLibris.

Algumas pessoas perguntaram quando a Caravana vai rolar em outras cidades. Eu não sei. A Caravana foi apenas uma espontaneidade que eu pensei em fazer, aproveitando que estaria no Nordeste prestando concurso para professor da UFC.

Eu não passei na prova, e pra quem ainda não sabe, estou morando oficialmente em São Paulo (momentanemante com o meu ídolo Alex Lennine).

Mas esperamos que a Caravana (talvez com outro nome) continue, pra gente poder trocar e espalhar idéias.

No vídeo eu falo sobre o que eu venho falando sempre e algumas outras coisa, tipo bibliotecas no orkut, google, metadados, blogs, usabilidade e ubiquidade.

A versão texto da apresentação está disponível para download no repositório acadêmico de biblioteconomia e ciência da informação.