II Semana de Biblioteconomia da ECA / USP e XIV Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias

Dois eventos interessantes na área:

A Semana de Biblioteconomia é um evento acadêmico promovido pelos estudantes de Biblioteconomia da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

Serão promovidas palestras e mesas-redondas com convidados, alunos e ex-alunos do próprio curso. As atividades ocorrerão entre 4 e 7 de outubro de 2006, nos períodos matutino e noturno.

Ao reunir a comunidade bibliotecária, aproximando-a da Universidade de São Paulo, as atividades pretendem estimular e promover o espírito crítico em relação à formação e à atuação do profissional bibliotecário.

Outro objetivo é divulgar o curso de Biblioteconomia na ECA e na USP, notabilizando a multiplicidade de atuações do bibliotecário e a interdisciplinaridade da carreira com outras áreas.

O evento é voltado para estudantes de Biblioteconomia e Ciência da Informação; profissionais da informação; pesquisadores; e comunidades da Escola de Comunicações e Artes e da Universidade de São Paulo.

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SNBU

O XIV Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias ocorrerá em Salvador e terá como tema: ACESSO LIVRE À INFORMAÇÃO CIENTÍFICA E BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Bibliotecas Digitais e a visualização das informações

Uma das principais barreiras para o acesso a Bibliotecas Digitais é o modelo adotado para a visualização das informações.

O modelo está baseado em recuperação das informações, através de texto completo ou por catálogo (metadados). Porque não funciona?
O Alain Jacquesson diz que o problema é que as Bibliotecas Digitais estão baseadas nos modelos dos já complicados cátalogos.
E além disso, as bibliotecas digitais são sistemas de informação limitados e normalmente frustarão qualquer usuário, pois fatalmente não possuem as respostas para tudo.

Qual a solução?

Não há uma solução, mas há idéias interessantes. O Figoblog, no post Il y a un livre dans mon moteur propoe a adoção de “ferramentas de consulta” para bibliotecas digitais ao invés de motores de busca.
Ele diz assim:

Pour moi un outil de consultation de bibliothèque numérique devrait se constituer de plusieurs couches qui, loin de s’opposer, se combinent. Parmi elles

  • une couche de butinage (par carte, par thème ou par facettes)
  • une couche qui exploite toute la richesse des données structurées
  • une couche de fouille au coeur du texte.
  • Fica bem complicada uma tradução, mas seria algo como no primeiro caso uma lugar para procura, outro para explorar a riqueza dos dados estruturados e outro para explorar o coração do texto.

    Pelo visto, cada vez mais as perspectivas estão se abrindo positivamente para o desenvolvimento de Bibliotecas Digitais efetivamente úteis.

    Mas ainda há a necessidade de muita pesquisa em relação a visualização de grandes quantidades de informações em bibliotecas digitais

    Referências

    JACQUESSON, Alain. De la difficulté à utiliser les bibliothèques numériques. Bulletin d’informations nº188, 3e trimestre 2000. Association des Bibliothécaires Français: Paris, 2000.

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    Acabei de ler uma matéria chamada: 18 razões por que as tecnologias falham e tem muitas que se aplicam a Bibliotecas Digitais como:

    1) Não funcionam (ou não funcionam bem)
    2) São vendidas em excesso
    3) Não são confiáveis
    4) Falham em atingir massa crítica
    5) São lançadas precocemente
    6) São lançadas tardiamente
    7) Demandam vastos investimentos
    8) Caem em desuso rapidamente
    9) São deficientes em sua visão comercial
    10) Falham em ganhar momento no mercado
    11) São superadas logo por outro produto
    12) Não são práticas
    13) Falham em estabelecer um padrão
    14) Falham em atender aos padrões emergentes
    15) Têm design fraco
    16) Arrastam legados
    17) Ficam famosas por seus problemas
    18) Não atendem a reais necessidades

    Organização da Informação: princípios e tendências

    A Editora Briquet de Lemos acaba de lançar a obra: Organização da Livro - Kuramotoinformação: princípios e tendências, organizado por Madalena Martins Lopes Naves e Hélio Kuramoto. Custa R$ 25,00 e contém:

    Os sentidos da leitura e a subjetividade, Lígia Maria Moreira Dumont

    Leitor-bibliotecário: interpretação, memória e as contradições da intersubjetividade em processos de representação informacional, Maria Aparecida Moura

    A importância de Ranganathan para a organização do conhecimento, Madalena Martins Lopes Naves

    Um olhar sobre representações no universo do conhecimento: o caso das micro e pequenas empresas, Maria Eugênia Albino Andrade

    Organização do conhecimento no contexto de bibliotecas tradicionais e digitais, Eduardo Wense Dias

    Organização da informação nas bibliotecas digitais, Lídia Alvarenga

    Organização da informação para sistemas de hipertextos, Gercina Ângela Borém Lima

    Sintagmas nominais: uma nova abordagem no processo de indexação, Hélio Kuramoto

    Mais informações sobre o livro e como comprar, no blog do Kuramoto.

    Eu já pedi o meu, espero que chegue rápido 😉

    Inovação

    Inovação é atualmente a palavra da moda em todas as áreas e com isso surge uma questão: Como inovar em Biblioteconomia?

    Inovar é criar coisas novas, o que claramente contrasta com a Biblioteconomia que tem uma visão tradicionalmente conservadora de trabalhar e além disso, como inovar em um ambiente que é extremamente dependente de tecnologia que não produz? (Os conteúdos estão sempre em suportes tecnológicos, os sistemas de organização também são dependentes de hardware, software e conectividade, que por sua vez são dependentes de padrões, etc.)
    Essa dependência resulta em um ambiente de evolução tecnológica muito conservador, baseado no continuísmo e na incorporação de novas características que não necessitem de alterações significativas no conjunto pré-existente. Esse modelo de desenvolvimento não é usado só por nós e é eficiente (custo vs. benefício), mas não vale a pena se dar uma repensada nele?

    E além disso, é possível inovar sem ser tecnologicamente?

    Fique a vontade para comentar as questões acima, eu achei interessante um texto do Stephen Abram sobre dicas para inspirar inovação nas Bibliotecas:
    32 Tips to Inspire Innovation for You and Your Library: Part 1 , Parte 2 e Parte 3.

    Ele não responde as perguntas, mas vale a pena dar uma olhada…

    E uma última pergunta: Alguém ai conhece exemplos de inovação em bibliotecas?

    A teoria da recuperação da informação utilizando Vocabulários Controlados

    Para quem se interessa por tesauros e vocabulários controlados, o Alistair Miles acaba de disponibilizar a sua dissertação “Retrieval and the Semantic Web” , cujo enfoque é a Recuperação da Informação utilizando Vocabulários Controlados.

    Além disso, há outras novas publicações sobre o tema como: a Revista DataGramaZero de Agosto, e a New Review of Hypermedia and Multimedia.

    Mashup e Software Livre

    Uma das características mais interessantes dos softwares livres baseados na Web é a possibilidade de se fazer mashups com eles. Os softwares baseados na Web em sua grande maioria são conjuntos de scripts, que interagem entre si, e por isso, é possível usar diversos softwares diferentes interagindo. É o mesmo principio da remixagem das músicas por DJs.

    E por que o software livre?

    Creative Commons - RemixPor que para se fazer mashups é necessário poder modificar o software e para isso não devem ter barreiras legais.

    E nós com isso?

    Na maioria dos softwares livres feitos para automação de Bibliotecas, ou para a criação de Bibliotecas Digitais, ou mesmo aqueles que são usados por bibliotecas que não foram feitos essencialmente para elas (o que já não deixa de ser uma forma de mashup), é possível adicionar novas funções combinando softwares, o que permite uma infinidade de possibilidades para melhorar a vida do usuário.

    Um exemplo que podemos dar é o próprio BSF, que é um mashup dos mais variados softwares, como por exemplo o WordPress, o Ultimate Tag Warrior, Wp-Video, o Flickr, o Tecnorati, o Delicious, FirstRSS, FeedBlitz, e muitos outros.

    No post Commons-based Digital Libraries eu falei que a tecnologia não era mais o problema. Quem sabe não seja possível fazer uma Biblioteca Commons somente com mashups?

    Audio books em português

    Audiobooks:

    Harry Potter e a pedra filosofal – J.K. Rowling

    Harry Potter e a câmara secreta – J. K. Rowling

    O Auto Da Compadecida – Ariano Suassuna

    Alice No País Das Maravilhas – Lewis Carroll

    Dom Quixote – Miguel de Cervantes

    Drácula – Bram Stroker

    Toy Story – audiolivro

    Comer, rezar, amar – Elizabeth Gilbert

    Inglês para leigos – 3 CDs de áudio

    Querido John – Nicholas Sparks

    Como fazer amigos e influenciar pessoas – Dale Carnegie

    Vale Tudo – Nelson Motta

    Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres – Clarice Lispector

    Uma vida inventada – Maitê Proença

    Carros – Disney

    Cinderela – Disney

    Direito Penal – aulas em áudio

    Tudo o que você precisa ouvir sobre direito autoral

    Commons-based Digital Libraries

    Ao ler uma apresentação interessante de Anita Coleman da Universidade do Arizona, conheci o conceito de Commons-based Digital Libraries. Como não tem uma tradução para o português, por isso, convém manter em inglês por hora.

    Ao consultar a Wikipédia, a palavra commons no sentido que nos interessa é descrita assim:

    “A palavra “Commons” agora tem sido usada no sentido de um conjunto de recursos que a comunidade reconhece como acessível a qualquer membro dessa comunidade. A natureza de commons é diferente em diferentes comunidades, mas freqüentemente inclui recursos culturais e recursos naturais. Enquanto commons é geralmente visto como um sistema oposto a propriedade privada, ele é combinado com a idéia de uma propriedade comum.”

    Segundo Anita, Commons-based Digital Libraries são um fenômeno emergente, pois estão baseadas na nova visão da organização e uso da informação digital:

  • Biblioteca Digital baseada em Commons, Global, Confiável e Aberta.
  • Para a solução dos problemas de grande-escala.
  • Coleções e comunidades são multi- disciplinarias; recursos incluem artigos de pesquisa revisados por pares e diversos, como objetos digitais de ensino (conjuntos de dados, objetos de aprendizagem);
  • Cyber infraestrutura e ambientes emergentes como auto arquivamento e classificação pelo usuário final, uso e produção do conhecimento por pares.
  • E que apresenta as seguintes características:

  • Globais – Usuário podem estar em qualquer lugar do mundo.
  • Confiáveis – Certificação de autores e documentos.
  • Abertas – Sem restrições econômicas ou legais.
  • Padronizadas – Formatos de documentos e metadados.
  • Resolvem o problema do Global e larga-escala.
  • Produção do conhecimento por pares.
  • Organização do conhecimento por pares.
  • Múltiplos usos/reusos da informação:
    1. Ambientes sustentáveis de informação:
        Principio do menor esforço
        Autenticação
        Certificação e controle da qualidade.

    Esse é um modelo mais complexo que a Wikipédia, mas que apresenta alguns valores presentes nela.

    Uma das características mais interessantes é a organização do conhecimento por pares. A necessidade do fim do monopólio da organização por bibliotecários também é apresentada no paper: “Is it possible to organise all information? The Library viewpoint” do Curador da Biblioteca Nacional da França, Patrick Le Boeuf.

    Agora nos resta fazer com que essa tendência se torne realidade, uma vez que tecnologia já não é mais o problema.

    Blogday 2006

    Hoje é dia do Blog, blogday. Resolveram então lançar uma brincadeira interessante, onde cada blogueiro indica 5 blogs aleatórios, para que outras pessoas possam conhecer. Vou colocar minha lista, nem tão aleatória assim, apenas com blogs de bibliotecários. [editores, se quiserem façam neste mesmo post]. Publiquei aqui as regras do blogday, já que por conta do tráfego, o blog oficial saiu do ar. Depois dá pra ser perder no Technorati com a lista que todos fizeram.

    1. BiblioDesign
    “Em dia – Notícias, lançamentos do mercado editorial, novidades e links interessantes”

    2. El documentalista enredado
    “Este sitio web tratar de ser una bitácora, también conocido como weblog, que aborda, analiza, desarrolla y comenta de una forma sincera temas sobre el mundo de la Biblioteconomía y, como no podría ser de otra forma, la Documentación; aderezados con algo de información sobre Nuevas Tecnologías.”

    3. Abrindo espaço – Katyusha Souza
    “Gestão do conhecimento, usabilidade, Arquitetura de Informação, Ciência da informação, biblioteconomia, mídia… Este é o espaço da informação.”

    4.BiblioOdissey
    “Books~~Illustrations~~Science~~History~~Visual Materia Obscura~~Eclectic Bookart”

    5.Stephen’s Lighthouse
    Inovação bibliotecária

    Technorati Profile

    Já que o Moreno deu a brecha, quero deixar os meus (Tiago) registrados tb:

    1. Figoblog
    “Un blog sur Internet, la bibliothéconomie et la confiture de figues”

    2. Deakialli Documental
    “Cajón desastre sobre biblioteconomía y documentación, TICs y gestión del conocimiento.”

    3. Véase además
    “No nos sorprendería que el infierno fuera una biblioteca”

    4. Moreno Barros
    ” ”

    5. /home/nicomo/pro/notes
    “nicolas morin – notes de travail”