A teoria da recuperação da informação utilizando Vocabulários Controlados

Para quem se interessa por tesauros e vocabulários controlados, o Alistair Miles acaba de disponibilizar a sua dissertação “Retrieval and the Semantic Web” , cujo enfoque é a Recuperação da Informação utilizando Vocabulários Controlados.

Além disso, há outras novas publicações sobre o tema como: a Revista DataGramaZero de Agosto, e a New Review of Hypermedia and Multimedia.

Mashup e Software Livre

Uma das características mais interessantes dos softwares livres baseados na Web é a possibilidade de se fazer mashups com eles. Os softwares baseados na Web em sua grande maioria são conjuntos de scripts, que interagem entre si, e por isso, é possível usar diversos softwares diferentes interagindo. É o mesmo principio da remixagem das músicas por DJs.

E por que o software livre?

Creative Commons - RemixPor que para se fazer mashups é necessário poder modificar o software e para isso não devem ter barreiras legais.

E nós com isso?

Na maioria dos softwares livres feitos para automação de Bibliotecas, ou para a criação de Bibliotecas Digitais, ou mesmo aqueles que são usados por bibliotecas que não foram feitos essencialmente para elas (o que já não deixa de ser uma forma de mashup), é possível adicionar novas funções combinando softwares, o que permite uma infinidade de possibilidades para melhorar a vida do usuário.

Um exemplo que podemos dar é o próprio BSF, que é um mashup dos mais variados softwares, como por exemplo o WordPress, o Ultimate Tag Warrior, Wp-Video, o Flickr, o Tecnorati, o Delicious, FirstRSS, FeedBlitz, e muitos outros.

No post Commons-based Digital Libraries eu falei que a tecnologia não era mais o problema. Quem sabe não seja possível fazer uma Biblioteca Commons somente com mashups?

Audio books em português

Audiobooks:

Harry Potter e a pedra filosofal – J.K. Rowling

Harry Potter e a câmara secreta – J. K. Rowling

Toy Story – audiolivro

Comer, rezar, amar – Elizabeth Gilbert

Inglês para leigos – 3 CDs de áudio

Querido John – Nicholas Sparks

Como fazer amigos e influenciar pessoas – Dale Carnegie

Vale Tudo – Nelson Motta

Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres – Clarice Lispector

Uma vida inventada – Maitê Proença

Carros – Disney

Cinderela – Disney

Direito Penal – aulas em áudio

Tudo o que você precisa ouvir sobre direito autoral

Commons-based Digital Libraries

Ao ler uma apresentação interessante de Anita Coleman da Universidade do Arizona, conheci o conceito de Commons-based Digital Libraries. Como não tem uma tradução para o português, por isso, convém manter em inglês por hora.

Ao consultar a Wikipédia, a palavra commons no sentido que nos interessa é descrita assim:

“A palavra “Commons” agora tem sido usada no sentido de um conjunto de recursos que a comunidade reconhece como acessível a qualquer membro dessa comunidade. A natureza de commons é diferente em diferentes comunidades, mas freqüentemente inclui recursos culturais e recursos naturais. Enquanto commons é geralmente visto como um sistema oposto a propriedade privada, ele é combinado com a idéia de uma propriedade comum.”

Segundo Anita, Commons-based Digital Libraries são um fenômeno emergente, pois estão baseadas na nova visão da organização e uso da informação digital:

  • Biblioteca Digital baseada em Commons, Global, Confiável e Aberta.
  • Para a solução dos problemas de grande-escala.
  • Coleções e comunidades são multi- disciplinarias; recursos incluem artigos de pesquisa revisados por pares e diversos, como objetos digitais de ensino (conjuntos de dados, objetos de aprendizagem);
  • Cyber infraestrutura e ambientes emergentes como auto arquivamento e classificação pelo usuário final, uso e produção do conhecimento por pares.
  • E que apresenta as seguintes características:

  • Globais – Usuário podem estar em qualquer lugar do mundo.
  • Confiáveis – Certificação de autores e documentos.
  • Abertas – Sem restrições econômicas ou legais.
  • Padronizadas – Formatos de documentos e metadados.
  • Resolvem o problema do Global e larga-escala.
  • Produção do conhecimento por pares.
  • Organização do conhecimento por pares.
  • Múltiplos usos/reusos da informação:
    1. Ambientes sustentáveis de informação:
        Principio do menor esforço
        Autenticação
        Certificação e controle da qualidade.

    Esse é um modelo mais complexo que a Wikipédia, mas que apresenta alguns valores presentes nela.

    Uma das características mais interessantes é a organização do conhecimento por pares. A necessidade do fim do monopólio da organização por bibliotecários também é apresentada no paper: “Is it possible to organise all information? The Library viewpoint” do Curador da Biblioteca Nacional da França, Patrick Le Boeuf.

    Agora nos resta fazer com que essa tendência se torne realidade, uma vez que tecnologia já não é mais o problema.

    Blogday 2006

    Hoje é dia do Blog, blogday. Resolveram então lançar uma brincadeira interessante, onde cada blogueiro indica 5 blogs aleatórios, para que outras pessoas possam conhecer. Vou colocar minha lista, nem tão aleatória assim, apenas com blogs de bibliotecários. [editores, se quiserem façam neste mesmo post]. Publiquei aqui as regras do blogday, já que por conta do tráfego, o blog oficial saiu do ar. Depois dá pra ser perder no Technorati com a lista que todos fizeram.

    1. BiblioDesign
    “Em dia – Notícias, lançamentos do mercado editorial, novidades e links interessantes”

    2. El documentalista enredado
    “Este sitio web tratar de ser una bitácora, también conocido como weblog, que aborda, analiza, desarrolla y comenta de una forma sincera temas sobre el mundo de la Biblioteconomía y, como no podría ser de otra forma, la Documentación; aderezados con algo de información sobre Nuevas Tecnologías.”

    3. Abrindo espaço – Katyusha Souza
    “Gestão do conhecimento, usabilidade, Arquitetura de Informação, Ciência da informação, biblioteconomia, mídia… Este é o espaço da informação.”

    4.BiblioOdissey
    “Books~~Illustrations~~Science~~History~~Visual Materia Obscura~~Eclectic Bookart”

    5.Stephen’s Lighthouse
    Inovação bibliotecária

    Technorati Profile

    Já que o Moreno deu a brecha, quero deixar os meus (Tiago) registrados tb:

    1. Figoblog
    “Un blog sur Internet, la bibliothéconomie et la confiture de figues”

    2. Deakialli Documental
    “Cajón desastre sobre biblioteconomía y documentación, TICs y gestión del conocimiento.”

    3. Véase además
    “No nos sorprendería que el infierno fuera una biblioteca”

    4. Moreno Barros
    ” ”

    5. /home/nicomo/pro/notes
    “nicolas morin – notes de travail”

    Livros que influenciaram a Biblioteconomia

    Quais os livros que mais influenciaram a Biblioteconomia? Partindo dessa pergunta, fizemos uma pequena listagem. O critério para seleção foi simples: foi indicado por alguém, entrou! Por que? Por que acreditamos nos nossos visitantes! Se quiser indicar mais livros, deixe um comentário com sua sugestão:

    1. Paul Otlet – Traité de Documentation: Le livre sur le livre: Théorie et pratique. 1934.

    2. S. R. Ranganathan – The Five Laws of Library Science. Bombay and New York: Asia Publishing House, 1963

    3. Gabriel Naudé – Advis pour dresser une bibliothèque, 1627. (Dica do Gustavo Henn)

    4. Suzanne Briet – Qu’est-ce que la documentation? Paris: EDIT, 1951. (Dica
    do Gustavo Henn)

    5. F. W. Lancaster – Indexing and abstracting in theory and practice. 2 ed. Champaign, University of Illinois, 1998. (Dica do Julio Anjos)

    6. Vou colocar dois, sendo um só: Anthony Panizzi – Ninety-One Cataloguing Rules, 1858 e Charles Ammi Cutter – Rules for a Dictionary Catalog, 1904 (Dica do Fernando Vilarinho)

    7. Theodor P. Loosjes – On documentation of scientific literature. London: Butterworth, 1967.

    8. Martin Schrettinger – Versuch eines vollständigen Lehrbuchs der Bibliothek-Wissenschaft oder Anleitung zur vollkommenen Geschäftsführung eines Bibliothekars in wissenschaftlicher Form abgefasst, 1829.

    9. José Ortega y Gasset. La misión del bibliotecario. Madrid: Revista de Occidente, 1967. 183 p. (dica de Juan Jose Bellido)

    10. Jese H. Shera – Sociological Foundations of Librarianship, 1970 e The Foundations of Education for Librarianship, 1972. (dica de Juan Jose Bellido)

    11. Tefko Saracevic – Introduction to Information Science, 1970. (dica de Juan Jose Bellido)

    12. Yves-François Le Coadic – A Ciência da Informação. Brasília : Briquet de Lemos/Livros, 1996.

    A nossa grande decepção ainda é o problema de acesso a essas obras que estão listadas, pois a maioria não está disponível nem nas bibliotecas dos cursos. Mas felizmente já existem iniciativas que estão mudando esse cenário. A primeira delas é o lançamento da tradução de alguns trabalhos editora Briquet de Lemos, uma das poucas no Brasil a editar livros para a área.

    Outra grande iniciativa é o trabalho de digitalização das obras de Ranganathan pela School of Information Resources and Library Science e a disponibilização na dLIST – Digital Library of Information Science and Tecnology. A primeira obra disponibilizada é The Five Laws of Library Science.

    E que venham mais iniciativas!

    Organização das informações em blogs – 2

    No post organização da informação em blogs , listamos e descrevemos os principais tipos de sistemas de organização utilizados em blogs. Agora o objetivo é fazer uma reflexão sobre a organização de informações em blogs.

    A organização de conteúdos em blogs não é feita naturalmente. O objetivo do blog é comunicar e seu principal atrativo é a qualidade de suas informações. Mas então, por que organizar?

  • Um blog organizado potencializa a divulgação de suas informações, pois se tornam mais facilmente encontráveis. (Alguém se lembra de “livros são para serem usados”? 😉 )
  • É uma forma de demonstrar que os leitores são pessoas importantes para o blog, e por isso há um trabalho em facilitar a vida deles. (“Poupe o tempo do leitor” 😉 )
  • O blog está em constante crescimento ( 😉 )
  • Parando de brincar com o Ranganathan , mas levando em consideração o que ele disse , podemos perceber que princípios do que ele disse não somem, mas as técnicas para isso sim. Como já dissemos, seria um erro muito grande aplicar as técnicas da biblioteconomia em blogs, mas os princípios da biblioteconomia podem ser bem úteis.

    Um bom método para o criar de um blog organizado é descrever características do publico alvo e criar um sujeito fictício com essas características, e fazer um pequeno teste de como o seu blog deveria funcionar para ele:

    O leitor que visita pela primeira vez o blog: Leitores só visitam blogs por indicação ou porque chegaram através de ferramentas de busca. Se ele chegou por indicação (posts ou links em outros blogs), ele está disposto a conhecer o que o blog tem a oferecer a ele. Além de posts interessantes, uma descrição (sobre) pode ser útil para ele identificar sobre o que fala o blog e para que tipo de pessoas ele foi criado (publico alvo, se houver), uma listagem dos últimos posts pode ser útil para ele saber “o que tá rolando…”, as categorias e a nuvem de tags podem ser úteis para demonstrar o conteúdo total do blog de forma condensada, e listagens de posts mais lidos ou mais comentados demonstra o Zeitgeist do blog. Para o leitor que chegou pela busca, as informações listadas acima servem para chamar a atenção para os outros conteúdos do blog (lembrem se, ele está visualizando somente um post). E além disso, é possível incluir ferramentas que possibilitam demonstrar posts relacionados ao tema que ele busca e também possibilitar ao leitor usar a sua tag como um ponto de acesso para outras tags idênticas através de serviços como o technorati.

    O leitor que visita constantemente: Leitor que visita constantemente tem o seu link direto. O interessante para ele é saber as novidades, o que ele perdeu desde a última visita. É isso que devemos oferecer, e algumas ferramentas interessantes é a listagem dos últimos posts e comentários. Além disso, para ele é interessante a caixa de busca dentro do site e as categorias e tags, pois as vezes ele está interessado em algo que ele leu aqui e não se lembra bem como era. E ter a preocupação de verificar o funcionamento da ferramenta de RSS e se possível oferecer a possibilidade dele receber os posts por e-mail (há sites que oferecem esse serviço como o FeedBurner e o FeedBlitz )

    O leitor blogueiro: Esse deve ser o leitor mais bajulado 😉 . Mas como facilitar a vida dele? Além das ferramentas anteriores, uma que ajuda bastante é a descrição de metadados do blog. Ela não auxilia muito para melhorar os resultados de busca, mas ajuda bastante pois essas informações são incluídas no RSS, que então o blogueiro importará esses dados de maneira mais simples. Além disso, ela ajuda na uniformização da descrição do seu blog publicados em outros blogs. Outra ferramenta é disponibilizar permalinks (links permanentes), a maioria dos softwares atuais permite isso, mas isso vale uma avaliação caso o seu software não permita. Além disso, não custa nada postar o link de outros blogs no seu (é claro que deve ser feita uma seleção em relação à qualidade)

    Além dos usuários, uma informação que ficou jogada lá em cima deve ser levada em consideração: O blog está em constante crescimento. Portanto, é fundamental prever o comportamento do blog em caso de muitos posts e também tomar cuidados em relação a organização em cada post, para que não se tenha que revisar a organização no futuro.

    Há a possibilidade também de utilizar técnicas complexas da biblioteconomia para auxiliar na organização dos blogs como a Classificações Decimais ou os Tesauros. É claro que podem ser úteis, mas só bibliotecários se disporiam a fazer isso e mais importante, é necessário avaliar se vale a pena a relação custo / benefício desse tipo de organização.

    Acho que essa é uma pequena tentativa de demonstrar como o conhecimento da biblioteconomia pode ajudar na organização de sistemas de comunicação.

    Leia também, um ótimo artigo sobre erros de usabilidade que devem ser evitados: Errores de usabilidad em Blogs

    E uma outra dica presente no Veaseademás:

    La web es un espacio social antes que tecnológico.