Organização da Informação: princípios e tendências

A Editora Briquet de Lemos acaba de lançar a obra: Organização da Livro - Kuramotoinformação: princípios e tendências, organizado por Madalena Martins Lopes Naves e Hélio Kuramoto. Custa R$ 25,00 e contém:

Os sentidos da leitura e a subjetividade, Lígia Maria Moreira Dumont

Leitor-bibliotecário: interpretação, memória e as contradições da intersubjetividade em processos de representação informacional, Maria Aparecida Moura

A importância de Ranganathan para a organização do conhecimento, Madalena Martins Lopes Naves

Um olhar sobre representações no universo do conhecimento: o caso das micro e pequenas empresas, Maria Eugênia Albino Andrade

Organização do conhecimento no contexto de bibliotecas tradicionais e digitais, Eduardo Wense Dias

Organização da informação nas bibliotecas digitais, Lídia Alvarenga

Organização da informação para sistemas de hipertextos, Gercina Ângela Borém Lima

Sintagmas nominais: uma nova abordagem no processo de indexação, Hélio Kuramoto

Mais informações sobre o livro e como comprar, no blog do Kuramoto.

Eu já pedi o meu, espero que chegue rápido 😉

Inovação

Inovação é atualmente a palavra da moda em todas as áreas e com isso surge uma questão: Como inovar em Biblioteconomia?

Inovar é criar coisas novas, o que claramente contrasta com a Biblioteconomia que tem uma visão tradicionalmente conservadora de trabalhar e além disso, como inovar em um ambiente que é extremamente dependente de tecnologia que não produz? (Os conteúdos estão sempre em suportes tecnológicos, os sistemas de organização também são dependentes de hardware, software e conectividade, que por sua vez são dependentes de padrões, etc.)
Essa dependência resulta em um ambiente de evolução tecnológica muito conservador, baseado no continuísmo e na incorporação de novas características que não necessitem de alterações significativas no conjunto pré-existente. Esse modelo de desenvolvimento não é usado só por nós e é eficiente (custo vs. benefício), mas não vale a pena se dar uma repensada nele?

E além disso, é possível inovar sem ser tecnologicamente?

Fique a vontade para comentar as questões acima, eu achei interessante um texto do Stephen Abram sobre dicas para inspirar inovação nas Bibliotecas:
32 Tips to Inspire Innovation for You and Your Library: Part 1 , Parte 2 e Parte 3.

Ele não responde as perguntas, mas vale a pena dar uma olhada…

E uma última pergunta: Alguém ai conhece exemplos de inovação em bibliotecas?

A teoria da recuperação da informação utilizando Vocabulários Controlados

Para quem se interessa por tesauros e vocabulários controlados, o Alistair Miles acaba de disponibilizar a sua dissertação “Retrieval and the Semantic Web” , cujo enfoque é a Recuperação da Informação utilizando Vocabulários Controlados.

Além disso, há outras novas publicações sobre o tema como: a Revista DataGramaZero de Agosto, e a New Review of Hypermedia and Multimedia.

Mashup e Software Livre

Uma das características mais interessantes dos softwares livres baseados na Web é a possibilidade de se fazer mashups com eles. Os softwares baseados na Web em sua grande maioria são conjuntos de scripts, que interagem entre si, e por isso, é possível usar diversos softwares diferentes interagindo. É o mesmo principio da remixagem das músicas por DJs.

E por que o software livre?

Creative Commons - RemixPor que para se fazer mashups é necessário poder modificar o software e para isso não devem ter barreiras legais.

E nós com isso?

Na maioria dos softwares livres feitos para automação de Bibliotecas, ou para a criação de Bibliotecas Digitais, ou mesmo aqueles que são usados por bibliotecas que não foram feitos essencialmente para elas (o que já não deixa de ser uma forma de mashup), é possível adicionar novas funções combinando softwares, o que permite uma infinidade de possibilidades para melhorar a vida do usuário.

Um exemplo que podemos dar é o próprio BSF, que é um mashup dos mais variados softwares, como por exemplo o WordPress, o Ultimate Tag Warrior, Wp-Video, o Flickr, o Tecnorati, o Delicious, FirstRSS, FeedBlitz, e muitos outros.

No post Commons-based Digital Libraries eu falei que a tecnologia não era mais o problema. Quem sabe não seja possível fazer uma Biblioteca Commons somente com mashups?

Audio books em português

Audiobooks:

Harry Potter e a pedra filosofal – J.K. Rowling

Harry Potter e a câmara secreta – J. K. Rowling

Toy Story – audiolivro

Comer, rezar, amar – Elizabeth Gilbert

Inglês para leigos – 3 CDs de áudio

Querido John – Nicholas Sparks

Como fazer amigos e influenciar pessoas – Dale Carnegie

Vale Tudo – Nelson Motta

Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres – Clarice Lispector

Uma vida inventada – Maitê Proença

Carros – Disney

Cinderela – Disney

Direito Penal – aulas em áudio

Tudo o que você precisa ouvir sobre direito autoral

Commons-based Digital Libraries

Ao ler uma apresentação interessante de Anita Coleman da Universidade do Arizona, conheci o conceito de Commons-based Digital Libraries. Como não tem uma tradução para o português, por isso, convém manter em inglês por hora.

Ao consultar a Wikipédia, a palavra commons no sentido que nos interessa é descrita assim:

“A palavra “Commons” agora tem sido usada no sentido de um conjunto de recursos que a comunidade reconhece como acessível a qualquer membro dessa comunidade. A natureza de commons é diferente em diferentes comunidades, mas freqüentemente inclui recursos culturais e recursos naturais. Enquanto commons é geralmente visto como um sistema oposto a propriedade privada, ele é combinado com a idéia de uma propriedade comum.”

Segundo Anita, Commons-based Digital Libraries são um fenômeno emergente, pois estão baseadas na nova visão da organização e uso da informação digital:

  • Biblioteca Digital baseada em Commons, Global, Confiável e Aberta.
  • Para a solução dos problemas de grande-escala.
  • Coleções e comunidades são multi- disciplinarias; recursos incluem artigos de pesquisa revisados por pares e diversos, como objetos digitais de ensino (conjuntos de dados, objetos de aprendizagem);
  • Cyber infraestrutura e ambientes emergentes como auto arquivamento e classificação pelo usuário final, uso e produção do conhecimento por pares.
  • E que apresenta as seguintes características:

  • Globais – Usuário podem estar em qualquer lugar do mundo.
  • Confiáveis – Certificação de autores e documentos.
  • Abertas – Sem restrições econômicas ou legais.
  • Padronizadas – Formatos de documentos e metadados.
  • Resolvem o problema do Global e larga-escala.
  • Produção do conhecimento por pares.
  • Organização do conhecimento por pares.
  • Múltiplos usos/reusos da informação:
    1. Ambientes sustentáveis de informação:
        Principio do menor esforço
        Autenticação
        Certificação e controle da qualidade.

    Esse é um modelo mais complexo que a Wikipédia, mas que apresenta alguns valores presentes nela.

    Uma das características mais interessantes é a organização do conhecimento por pares. A necessidade do fim do monopólio da organização por bibliotecários também é apresentada no paper: “Is it possible to organise all information? The Library viewpoint” do Curador da Biblioteca Nacional da França, Patrick Le Boeuf.

    Agora nos resta fazer com que essa tendência se torne realidade, uma vez que tecnologia já não é mais o problema.

    Blogday 2006

    Hoje é dia do Blog, blogday. Resolveram então lançar uma brincadeira interessante, onde cada blogueiro indica 5 blogs aleatórios, para que outras pessoas possam conhecer. Vou colocar minha lista, nem tão aleatória assim, apenas com blogs de bibliotecários. [editores, se quiserem façam neste mesmo post]. Publiquei aqui as regras do blogday, já que por conta do tráfego, o blog oficial saiu do ar. Depois dá pra ser perder no Technorati com a lista que todos fizeram.

    1. BiblioDesign
    “Em dia – Notícias, lançamentos do mercado editorial, novidades e links interessantes”

    2. El documentalista enredado
    “Este sitio web tratar de ser una bitácora, también conocido como weblog, que aborda, analiza, desarrolla y comenta de una forma sincera temas sobre el mundo de la Biblioteconomía y, como no podría ser de otra forma, la Documentación; aderezados con algo de información sobre Nuevas Tecnologías.”

    3. Abrindo espaço – Katyusha Souza
    “Gestão do conhecimento, usabilidade, Arquitetura de Informação, Ciência da informação, biblioteconomia, mídia… Este é o espaço da informação.”

    4.BiblioOdissey
    “Books~~Illustrations~~Science~~History~~Visual Materia Obscura~~Eclectic Bookart”

    5.Stephen’s Lighthouse
    Inovação bibliotecária

    Technorati Profile

    Já que o Moreno deu a brecha, quero deixar os meus (Tiago) registrados tb:

    1. Figoblog
    “Un blog sur Internet, la bibliothéconomie et la confiture de figues”

    2. Deakialli Documental
    “Cajón desastre sobre biblioteconomía y documentación, TICs y gestión del conocimiento.”

    3. Véase además
    “No nos sorprendería que el infierno fuera una biblioteca”

    4. Moreno Barros
    ” ”

    5. /home/nicomo/pro/notes
    “nicolas morin – notes de travail”