E-books e audiolivros a um clique

Desde que eu fiz o post sobre o Overdrive eu tinha vontade de fazer uma demonstração em vídeo. Até consegui filmar os vídeos no início do ano, mas só agora consegui editar e finalizar o vídeo pra compartilhar com vocês.

Esse é o serviço que muitas bibliotecas norte-americanas usam para emprestar e-books e audiolivros. Eu uso direto pra ouvir audiolivro quando estou na rua, andando de ônibus ou até mesmo dirigindo. Falando de audiolivro, no início a gente estranha um pouco, mas depois que pega o gosto pela coisa, é uma delícia! E tem audiolivros super bem produzidos, que realmente prendem a atenção do ouvinte.

E não preciso mais escrever muito, porque tudo que quero dizer está aí no vídeo. Aperte o play!

Vagas para profissionais da informação

Perguntei pro Moreno esses dias se eu podia escrever por aqui posts sobre vagas de biblio. Por hora, o BSF nunca teve uma linha editorial pra isso, mas eu acho importante que exista. A intenção não é tanto fazer a divulgação de toda e qualquer vaga de biblio, pois para isso já existem blogs especializados como o Biblioteconomia – Vagas para SP e o Biblio Vagas. Também costumam utilizar o site do OFAJ para verificar vagas e os sites do CRBs.

A intenção é divulgar vagas que são de biblio e também de vagas “que não parecem” de biblio, como aquela vaga de tagger do Netflix que divulguei aqui mais cedo esse ano.

bibliosesc_guatupe_foto_ary_portugal-3996

Semana passada abriu vaga para bibliotecário no SESC de São Paulo e as inscrições são até amanhã, 28/07. Em 2013 eu participei do processo seletivo que consiste em 5 fases e fui até a última fase, mas não rolou para mim. Durante o processo seletivo conheci pessoas incríveis e foi aí que percebi que elas tinham muito mais jeito pra vaga. Nem sempre se trata apenas de uma questão de competência, mas muitas vezes de perfil profissional mesmo – as meninas que conheci já tinham tido experiências nas Fábricas de Cultura daqui de São Paulo e certamente estavam mais aptas do que eu. Tanto que no meio do processo me peguei torcendo para minhas concorrentes, que acabaram passando. Indico essa vaga para quem tem a intenção de trabalhar com ação cultural e com bibliotecas infantis, pois o projeto de biblioteca itinerante do BiblioSesc tem este foco.

9469185471_0615abb16a_o

Outra vaga que apareceu hoje no twitter pra mim foi a de Analista de Contas para a Bookwire Brasil. Achei essa vaga interessante para a nossa área pois trata-se de uma startup alemã especializada na distribuição de e-books. Acredito que um profissional da informação tenha as competências necessárias para trabalhar no mercado editorial, principalmente se for focado em gestão e um pouco também em tecnologia de informação. No link tem a descrição para a vaga e entre as habilidades é exigido inglês fluente. Para o bibliotecário ou bibliotecária que quer trabalhar com tecnologia e e-books ou já possui algum tipo de especialização nisso, é uma boa oportunidade para destaque. A vaga é para São Paulo, capital.

Conhece algum outro site que divulga vagas para a área?

Deixe dicas também nos comentários. 😀

E-books: a era dos folhetins voltou?

Há alguns meses, um dos escritores brasileiros que mais curto, o Ricardo Lísias, lançou seu novo livro, porém esse novo livro foi publicado à moda antiga: a cada semana ou quinzena, ele disponibilizava um trecho da obra, num total de cinco números, exatamente como eram publicados os folhetins de outrora em jornais e revistas.

Naquela época, se você não comprasse o jornal daquele dia teria que ir em uma biblioteca ou mesmo nas distribuidoras de jornais para adquirir a publicação inteira.

Agora o e-book fica sempre disponível na estante virtual, bastando você ir até o site da Amazon, Apple, Google Play, Kobo, Livraria Cultura ou da Saraiva, e comprar cada capítulo por R$1,99.

É muita vantagem, não é mesmo?

Mas como sou um chato, estou me perguntando se esse folhetim algum dia será reunido em papel (ou em formato eletrônico) e publicado como alguns clássicos da literatura que surgiram neste formato (veja aqui alguns).

Minha resposta é não, e por isso minha preocupação, pois fico pensando em como dar acesso a esse tipo de publicação nas bibliotecas públicas, escolares e mesmo nas universitárias onde há cursos de Letras.

Nesse momento em que o mercado editorial se modifica de forma mais veloz que essas instituições aqui no Brasil, corre-se o risco de os serviços públicos de informação não disponibilizarem à comunidade de leitores, obras que podem se tornar novos clássicos ou mesmo vir a fazer parte do cânone de determinados gêneros literários, ou não.

O livro do Lísias é comercializado pela editora e-galaxia, que se autodenomina “espaço cultural especializado em e-books”, que além do folhetim já tem uma série de contos denominada “Formas Breves”, com vários autores conhecidos publicados e também edita em parceria com a Editora Mombak a série  “Latitudes” que já tem 5 obras de autores de fora do circuito tradicional (RJ, SP, MG, RS). A maioria destas obras foram lançadas somente em formato digital, e mesmo as que já tem edição em papel, estas são tiragens limitadas e locais de difícil acesso.

Claro que, amanhã ou depois de amanhã, as bibliotecas finalmente comecem a disponibilizar e-books e esse problema seja resolvido, mas é uma questão que desde já deveríamos nos aprofundar (dois colegas certamente já pensaram coisa semelhante: o Moreno Barros que acabou de postar sobre o tema e-book e a Liliana Giusti Serra que lançou recentemente a obra Livro digital e bibliotecas).

Para finalizar, se eu estivesse à frente do desenvolvimento de coleções de uma biblioteca pública ou comunitária interessada em promover novas experiências literárias aos meus leitores, eu ficaria muito chateado em não poder disponibilizar vários dos títulos publicados pela e-galaxia, e na verdade, estou muito chateado, pois adquiri os livros abaixo e não sei quando poderei dizer para algum colega: olha, vá até o site da biblioteca que você poderá ler ele, pois é sensacional.

Mas ao menos eles são bem baratos e para quem tem um pouco de grana e um smartphone, tablet ou e-reader pode adquiri-los.

 

Delegado Tobias – Ricardo Lísias – e-galáxia
Uma história detetivesca envolvendo ficção e realidade. Um dos textos mais divertidos do autor.20.DelegadoTobias1Serie

 

Palavras que devoram lágrimas – Roberto Menezes- Latitude
O autor é um jovem paraibano e a obra retrata os pensamentos de uma mulher que se separou de um homem que é político. A coisa não terminou bem, pois o sujeito é retratado como um traste…..


 

Paixão Insone – Ronaldo Monte – Latitude
O autor é alagoano e a obra  conta a história de Helena, que em meio a solidão busca ternura em meio a ambiente conturbado e violento de uma grande cidade,