Então é Natal…

É isso, o fim do ano chegou e começamos a eterna batalha dos amigos secretos, presentes familiares, festinha da firma com o presente que cada um tira na hora e por aí vai…

Para tentar sair do tradicional ‘caixa de sabonete/chocolate’ fiz um vídeo com várias dicas, de presentes baratinhos até os mais abonados. Para mostrar que há vida fora do ‘especialidades nestle’.

Falando sobre livros nacionais: A maldição do olhar

No ano passado a Editora Biruta em parceria com o blog me enviou o livro ‘A maldição do olhar’, de Jorge Miguel Marinho. Aproveitando resolvi resenhar ele na estréia de um projeto onde, pelo menos uma vez ao mês, vou falar sobre literatura fantástica brasileira. Incentivo a nossa própria produção!

 

 

Presente certeiro

As festas de fim de ano estão aí. É amigo secreto do trabalho, da família, do grupo de amigos e aquele monte de presentes que a gente nunca faz ideia do que comprar. Para ajudar na escolha e facilitar a vida, fiz uma lista de livros bacanas e diferentes e também algumas outras dicas para sair dos sabonetes e caixas de chocolate!

 

Livros bonitos

Livros bonitos me atraem muito. Quando estou de bobeira na livraria sem nada específico em mente, o livro que tem mais chance de vir morar comigo é aquele que tem um projeto gráfico bacana ou uma capa diferente. E se a capa tiver texturas, então, as chances do livro aumentam de forma quase injusta. Claro que logo depois do encantamento visual vem o senso crítico e dou aquela espiadinha no texto. Não sou louca de comprar conteúdo vagabundo por mais que aprecie a beleza do objeto e, por falar nisso, estou querendo saber quando os e-books também vão ser visualmente atraentes.

Foi assim, a partir de critérios inicialmente sensoriais que comprei dois livros da editora Dark Sides, especializada em terror e fantasia e, noto agora, com péssimo gosto no quesito desenho de site.  Apenas ouçam esse trovão …  Mas os livros Onde cantam os pássaros, de Evie Wild, e O demonologista, de Andrew Pyper, são bem lindinhos.

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E a lombada do Demonologista é especialmente projetada para encantar bibliotecários. Eu testei.

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Onde cantam os pássaros é um bom livro, escrito por uma autora que conhece bem o serviço de contar uma boa história de mistério e terror, mantendo sempre vivo o interesse pela protagonista, a sofrida Jake, que cuida sozinha de uma fazenda de ovelhas no meio do nada. Alguém ou alguma coisa começa a matar os animais, e a explicação pode ou não se esconder no passado de Jake, que aos poucos vai sendo desvendado, numa narrativa que corre de trás para frente. Uma das qualidades especiais da obra é ser um livro escrito por mulher, contando uma história na qual o terror maior é a trajetória marcada por abusos da personagem feminina durona e corajosa. Outra graça do livro é a hesitação entre a explicação natural e sobrenatural, característica essencial do gênero fantástico descrita por Tzvetan Todorov em seu clássico Introdução à literatura fantástica, que se dá de forma sutil, mas eficiente.

Já o livro de Andrew Pyper não é tão bem-sucedido. É apenas uma história não muito original de pessoas x demônios, dessas que já vimos em centenas de filmes de terror, sem nada particularmente marcante na forma ou no conteúdo. Um professor cético é chamado para testemunhar um caso de suposta possessão demoníaca. As coisas dão muito errado e o infeliz tem que sair numa espécie de jornada contra as trevas na tentativa de salvar sua filha.  As referências ao Paraíso perdido de Milton conferem algum charme erudito à obra, mas é só.

De qualquer forma, os dois são leituras fáceis e agradáveis, daquelas que a gente não se arrepende de ter começado nem tem vontade de largar. Para um leitor rápido e que goste de ler no transporte coletivo, duram pouco mais de dois dias cada um. E são livros que um bibliotecário pode tranquilamente recomendar para apreciadores de terror ou fantástico, em busca de leitura leve, mas não idiota. Além disso, devem ficar muito decorativos e atraentes no expositor de livros novos da biblioteca.

Resenha: O nome da Rosa

Terminei esses tempos um livro que há muito estava nas minhas prioridades: O nome da Rosa. Que obra para os bibliotecários, não é mesmo?

Em uma só história temos assassinatos, suspense, intrigas, livros, uma biblioteca proibida e um bibliotecário que cuida dos podes e não podes.

Esse livro me fez pensar um pouco sobre nossa profissão na atualidade. Hoje quase tudo pode, o usuário caminha livre, leva o que quer, escolhe sem restrições e na maioria das vezes sem sequer precisar da ajuda do bibliotecário, mas será que isso tem nos afastado?

Não acho, obviamente, que um acervo fechado e proibido aproxime o bibliotecário e o público, mas acho que é hora de refletirmos se essa relação pode ser mais próxima e melhor. Indicar é um trabalho importante e pode fazer com que aquela pessoa retorne à biblioteca, é um trabalho que não pode ser esquecido pelas facilidades e praticidades com que convivemos.

Deixo aqui a resenha que fiz sobre essa obra fantástica e indico com paixão para aqueles que ainda não leram!

13 perfis do Instagram para se seguir!

Eu amo Instagram. Acho que é a rede social mais bacana, principalmente se você for além dos perfis cheios de selfies e comidas! Há um tempo tenho evitado seguir esses perfis pessoais e preferido seguir contas sobre lugares, viagens, editoras e é claro, bibliotecas!

Depois de ver o post sobre a hashtag #marbledmonday feito pelo Moreno aqui para o BSF, eu comecei a ver o que mais os perfis que andavam postando essa hashtag traziam. O resultado é que me apaixonei e passei a seguir vários!

Achei sensacional essas bibliotecas fazerem esse trabalho de divulgação e ao mesmo tempo encher nosso feed de fotos lindas. É aquela modernização que tanto falamos, sabe?

Vou deixar aqui os perfis que estou seguindo e que são de fazer o coração de qualquer bibliotecário parar!

@guildhalllibrary: é uma biblioteca pública de Londres especializada na história da cidade.

@uispeccoll: instagram das coleções especiais e arquivos da Universidade de Iowa, comandado por uma bibliotecária.

@milwaukeepublib: biblioteca pública de Milwaukee

@sfpubliclibrary: biblioteca pública de San Francisco

@uib_ubbspes: departamento de coleções especiais da biblioteca da Universidade de Bergen

@fisherlibrary: insta da Thomas Fisher Rare Book Library, que está na Universidade de Toronto.

@unilib_treasures: coleções especiais e manuscritos da biblioteca da Universidade de Lund.

@americanantiquarian: biblioteca especializada em história, cultura e literatura americana.

Que não são bibliotecas, mas valem igualmente a pena:

@penguinclassics: editora Penguin, nessa conta eles postam apenas livros clássicos! Serve como inspiração de leitura.

@scifibookcovers: para quem curte o estilo, esse insta posta só capas de livros de ficção científica. Na mesma pegada das inspirações literárias.

@mapcenter: não são livros, são mapas, mas olha, que mapas!

@bookdecorbooks: um perfil pessoal cheio de fotos lindas!

@book_historia: mais um perfil pessoal, a dona estuda história dos livros e trabalha em um antiquario de livros!

Para quem não tem conta no Instagram , todos esses perfis são abertos, então é só acessar e suspirar!

Resenha: Um corpo na Biblioteca

Bibliotecário não pode ver um livro que fala sobre biblioteca que já fica doido para ler, não é mesmo? Então, foi assim que acabei comprando o ‘Um corpo na biblioteca’ da Agatha Christie.

Fiquei encantada com a possibilidade de um suspense daqueles bem pesados e cheio de reviravoltas se passando dentro de uma biblioteca, cheio de mistérios e livros. Pois bem, que engano! Nada disso aconteceu e de quebra ainda levei um livro cheio de problemas de impressão e edição. Como as editoras ainda são relapsas com essas coisas, não é mesmo? Na pressa do lançamento tenho visto muitos livros serem publicados com erros de digitação e edição. Acho isso muito feio e quase uma falta de respeito com o consumidor leitor, que vai pagar caro por aquele livro.

Enfim, deixo com vocês a resenha completa: