Facebook Top10: artigos mais “populares” de 2016

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O ano de 2016 está quase no fim e o Repertório da Produção Periódica Brasileira de Ciência da Informação (RPPBCI), desenvolvido no Laboratório de Estudos Métricos da Informação na Web (Lab-iMetrics), conta com quase 11.300 registros de artigos de 36 periódicos da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação.

Já divulgamos um post sobre o RPPBCI por aqui e ressaltamos seu diferencial de ordenar os resultados de busca por altmetrics do Facebook, ou seja, pelas interações (curtidas, comentários e compartilhamentos) que os artigos recebem na rede social. A partir desses dados elaboramos um ranking com os 10 artigos publicados no ano de 2015 com mais interações no Facebook (veja aqui).

Agora fizemos o mesmo para os artigos publicados em 2016 (n=874 em 22 dez., 2016). Caso queira fazer consultas similares para outros anos, basta aplicar o filtro ano de seu interesse e ver a listagem.

Então com vocês, eis o Facebook Top10: artigos mais “populares” de 2016.

2015 SUMÁRIO – RPPBCI
     10 top artigos.
     21 autores.
     1,878 interações.
     6 periódicos.

 

# Artigo Autores Periódico              Score* 
1 The trajectory of the university library in Brazil in the 1901-2010 period (2016) Cunha, Murilo Bastos da, Diógenes, Fabiene Castelo Branco Encontros Bibli 412

 

2 The librarian and the scientific journals editing (2016) Santana, Solange Alves, Francelin, Marivalde Moacir Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentacao 196
3 O papel dos bibliotecários na gestão de dados científicos (2016) Corrêa, Fabiano Couto Revista Digital de Biblioteconomia e Ciencia da Informacao 193
4 The solution to SUS is not a Brazilcare (2016) Santos, Isabela Soares RECIIS 177
5 Promotion or prevention? Analysis of the communication strategies carried out by Brazilian Health Ministry from 2006 to 2013 (2016) Vasconcelos, Wagner Robson Manso de, Oliveira-Costa, Mariella Silva de, Mendonça, Ana Valéria Machado. RECIIS 173
6 História do papel: panorama evolutivo das técnicas de produção e implicações para sua preservação (2016) Fritoli, Clara Landim, Krüger, Eduardo Leite, Carvalho, Silmara Küster de Paula. Revista Ibero Americana de Ciencia da Informacao 157
7 Use of social media by university libraries with focus on relationship marketing (2016) Araújo, Walqueline Silva, Pinho Neto, Júlio Afonso Sá, Freire, Gustavo Henrique Araújo Encontros Bibli 153
8 Use of social network to support visually impaired people: A Facebook case study (2016) Caran, Gustavo Miranda, Santini, Rose Marie, Biolchini, Jorge Calmon de Almeida Transinformacao 148
9 The Trojan Horse: the story of the united front against the SUS (2016) Silva, Thiago Henrique. RECIIS 136
10 The evolution of the topic of Information literacy in Brazil: a bibliographic study from 2006 to 2013 (2016) Trein, Juliane Marlei, Vitorino, Elizete Vieira Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentacao 133
*valor referente a soma das interações.

Veja esses e outros artigos publicados no ano de 2016 com dados altmétricos que obtiveram atenção online e foram curtidos, comentados ou compartilhados no Facebook, confira a lista.

Facebook Top10: artigos mais “populares” de 2015

O Repertório da Produção Periódica Brasileira de Ciência da Informação (RPPBCI), desenvolvido no Laboratório de Estudos Métricos da Informação na Web (Lab-iMetrics), está sendo atualizado constantemente e conta com quase 11.000 registros de 36 periódicos da área.

Um dos diferenciais do RPPBCI é que o resultado de busca é ordenado por altmetrics score do Facebook, ou seja, ele apresenta os resultados em ordem decrescente em termos de dados da atenção online que os artigos recebem no Facebook.

Já tivemos postagens aqui no BSF escritas pela Andrea, Moreno, Iara, Tiago e por mim abordando vários aspectos sobre o emergente campo da altmetria, um dos tópicos mais atuais no âmbito da comunicação científica na atualidade (corre lá pra ver).

Diferente de métricas de citação que levam mais tempo para se acumular, os dados do RPPBCI para altmetria, como esperado, só começam a ficar legal para publicações recentes não fazendo muito sentido ser aplicado para artigos com mais de dois anos. Sendo assim resolvi fazer um pequeno levantamento dos 10 artigos publicados no ano de 2015 com mais interações no Facebook.

Coisa simples de fazer na verdade, basta aplicar o filtro ano “2015” e ver a listagem. Então com vocês, eis o Facebook Top10: artigos mais “populares” de 2015.

2015 SUMÁRIO – RPPBCI
     10 top artigos. 
     16 autores. 
     1,547 menções. 
     7 periódicos.

 

# Artigo Autores Periódico Score
1 The popular claim and Congress rumors: a recent conjuncture analysis of health in Brazil (2015) Magno, Liz DuquePaim, Jairnilson Silva RECIIS

 

466
2 A brief history of academic libraries automation in Brazil and some future perspectives (2015)

 

Viana, Michelângelo Mazzardo Marques Revista Ibero Americana de Ciencia da Informacao 178
3 Políticas de preservação digital para documentos arquivísticos (2015) Santos, Henrique Machado dos; Flores, Daniel. Perspectivas em Ciencia da Informacao 151
4 O papel dos arquivos das instituições federais de ensino superior e a experiência do Arquivo Central da Universidade de Brasília (2015) Roncaglio, Cynthia Revista Ibero Americana de Ciencia da Informacao 137
5 Marketing científico digital e métricas alternativas para periódicos: da visibilidade ao engajamento (2015) Araújo, Ronaldo Ferreira. Perspectivas em Ciencia da Informacao 128
6 Da necessidade de princípios de Arquitetura da Informação para a Internet das Coisas (2015) Lacerda, Flavia; Lima-Marques, Mamede. Perspectivas em Ciencia da Informacao 117
7 Mediation and information literacy: propositions for the construction of a protagonist librarian profile (2015) Farias, Maria Giovanna Guedes InCID 107
8 A gestão de documentos nos arquivos acadêmicos e a portaria MEC n°. 1.224/2013 (2015) Santos Neto, João Arlindo; Santos, Rosana Pereira dos. Informacao@Profissoes 89
9 The privacy issue: a look at the Information Science publications (2015) Bembem, Angela Halen ClaroSantana, Ricardo César GonçalvesSantos, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa. Encontros Bibli 89
10 Web Social Semântica: uma proposta para a representação da inteligência coletiva (2015) Bembem, Angela Halen Claro;  Santos, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa; Santarém Segundo, José Eduardo. Folha de Rosto 85

Veja esses e outros artigos publicados no ano de 2015 com dados altmétricos que obtiveram atenção online e foram curtidos, comentados ou compartilhados no Facebook, confira a lista.

Maneiras alternativas de gerar métricas alternativas

O legal de pesquisar um tema de ponta é que tudo muda a toda hora e sempre há algo novo a acrescentar. O lado ruim é que a cada dia surgem novas referências que fazem com que sua bibliografia se transforme em uma espécie de gremlim que não para de se reproduzir.

Como pesquisador, há poucas coisas melhores do que vivenciar o tema da sua pesquisa na prática. E é o que vem acontecendo comigo há alguns dias.

Meu tema de pesquisa atual são as métricas alternativas, um assunto que ao mesmo tempo está na moda e não faz sucesso nenhum, dependendo para quem você pergunta. Também conhecidas como altmetrics, as métricas alternativas surgiram como uma resposta à crise da avaliação da pesquisa, representada, entre outros fatores, pelas críticas ao atual modelo de avaliação e premiação de pesquisadores, à exagerada importância e mal-uso do fator de impacto como elemento de avaliação e às mudanças no processo e velocidade da produção e disseminação de resultados de pesquisa devido ao surgimento de novas tecnologias.

Um dos pontos que procuro abordar na minha pesquisa é a dificuldade de gerar métricas alternativas para os artigos publicados em revistas brasileiras de maneira sistemática. Para se ter uma ideia da dificuldade, para gerar métricas a partir da principal ferramenta em uso, o Altmetric.com, é necessário pelo menos que os artigos tenham um identificador único – como o DOI ou PubmedID –, que sejam rastreados pela ferramenta, e que recebam citações de fontes cobertas pela ferramenta, como sites de notícias, blogs científicos, e redes sociais, quase todos internacionais. Infelizmente, a maioria dos periódicos científicos brasileiros não atende a nenhum dos dois critérios.

Mas há caminhos alternativos para que o pesquisador possa ter acesso a algumas métricas alternativas sem depender dos periódicos científicos em que seus artigos são publicados. Recentemente, publiquei um artigo sobre – adivinhe? – métricas alternativas, no periódico Ciência da Informação em Revista, que não tem DOI, e portanto seus artigos não podem ser rastreados pelo Altmetric.com.

Porém, é claro que eu queria saber quantas pessoas leram meu artigo, quem são essas pessoas e onde estão compartilhando essa informação. Por isso, tive que me virar.

Para começar, subi uma cópia do artigo publicado para o Figshare, que automaticamente atribui um número DOI ao documento: http://dx.doi.org/10.6084/m9.figshare.1402366. Os trabalhos publicados no Figshare podem ser automaticamente adicionados ao seu perfil do ImpactStory, uma espécie de currículo virtual onde você reúne todos os links a trabalhos seus em vários formatos (apresentações, vídeos, resumos, artigos) e consulta as métricas de uso, download e compartilhamento de cada trabalho.

impactstory1

Coloquei uma cópia também no academia.edu, onde vários colegas da área e outros pesquisadores interessados podem seguir seu perfil. Infelizmente, os trabalhos postados lá não são contados pelo ImpactStory, mas te dá as métricas de visualização e download no próprio site.

academiaedu

Além disso, o Ronaldo Araújo, que também é pesquisador do tema e editor da Ciência da Informação em Revista, me passou as estatísticas de acesso na plataforma do periódico, que até 1 de junho contava com 53 visualizações, 8 interações no Facebook e 1 tweet.

Nascimento Metrics

Nascimento API Metrics

E a partir do link no ImpactStory, finalmente consigo ver como o score do artigo no Altmetric.com:

altmetricscore

Aproveito para agradecer ao pessoal da Biblioteca Central da UFF que tuitou sobre o artigo. (O outro tuíte foi meu, claro :-).