Revisão por pares em debate: corre que dá tempo (ou não) #peerreview

O Departamento de Biblioteconomia e Documentação da USP/ECA realizou a 5ª edição da série “O Estado da Arte”, com objetivo de propiciar uma visão atualizada de  temas relevantes para os campos da Informação/Comunicação. O instigante assunto discutido no último dia 19 de maio foi “Prostituição Acadêmica: o Modelo Brasileiro de Produção Científica”, fruto da tese de doutorado do Moreno Barros. Quem perdeu pode assistir ao vídeo postado pelo Moreno no seu canal do YouTube.

Dentre as várias discussões estava em cheque o modelo brasileiro de produção e avaliação científica. A avaliação por pares, por exemplo, foi discutida e para os interessados sobre o assunto ficou aquela vontade de questionar mais. Pois bem, ainda ontem cantei “maio, já está no final, o que somos nós afinal, se já não nos vemos mais, estamos longe demais…” e com o alinhamento dos planetas, e o início de junho, hoje um dos assuntos bem discutidos na minha timeline do Twitter era #peerreview e tão logo percebi do que se tratava, fiz um rápido mapeamento “a la mad max” pra ver quem estava falando o que com quem e juntei tudo no NodeXL.

 

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Se você correr ainda dá pra companhar e participar da discussão pela hastahg  #peerreview corre gente! E se não der, veja o que já passou. É uma boa oportunidade para acompanhar uma discussão atual sobre o tema, conhecer sugestão de textos, pesquisas, apresentações bem como passar a seguir perfis institucionais e pessoais que publicam sobre o tema. A Figura abaixo mostra os termos mais frequente na descrição da Bio do perfil dos usuários que estão participando do debate.

Perfil Bios

Depois, sendo possível, faço um update com dados sobre o conteúdo, afinal, todos sabem, “The winter is coming” !

Curso de Twitter para profissionais da informação

twitter

Como o Alexandre já noticiou, de 24 a 28 de agosto de 2009, acontecerá o Encontro de Bibliotecas Biomédicas do Rio de Janeiro (ENBIB). O tema do evento será “mediação entre produção e uso da informação: redimensionando saberes e fazeres bibliotecários na área da saúde”.

Me convidaram pra dar um curso sobre Twitter e ele já está programado pra acontecer nos dias 24 e 25. Nesse curso eu vou apresentar conceitos relacionados à cultura informacional digital por trás do Twitter e o seu impacto na gestão e difusão da informação, mostrando como os profissionais bibliotecários (ou, da informação) podem aproveitar essa ferramenta pra apoiar os processos de trabalho, aprendizagem, pesquisa, colaboração e conversação, implementando serviços de informação na web tendo o Twitter como base.

As informações sobre o evento e demais cursos estão no site do ENBIB.

http://www.apcisrj.org/5enbib/

Twitter no ENEBD

Estou me oferecendo, assim, na cara de pau, para ministrar di grátis um curso ou fazer uma apresentação, qualquer coisa do tipo, sobre Twitter para bibliotecários, durante o próximo Enebd, que será realizado no Rio.

Interessados, falar com a comissão e pedir que entrem em contato comigo. Eu já havia mandado um email, mas como não obtive resposta, estou usando uma nova tática.

Eu sei que não tem a ver com a temática do evento, mas como esses encontros só acontecem uma vez por ano, não dá pra perder a oportunidade.

Além do óbvio da inserção dentro da ferramenta que é a mais hype atualmente, eu estou revendo meus conceitos sobre o Twitter (e outras ferramentas de mídia social) como uma extensão dos serviços da biblioteca. Anteriormente achava que twitter, orkut, msn, website e afins deveriam representar uma extensão dos serviços da biblioteca física. Mas não, eu estava errado. Essas ferramentas precisam ser encaradas como um novo típo de mídia, completamente distinto, um novo tipo de “serviço de informação”, dissociado das práticas ortodoxas da biblioteca física. Ou seja, se você eventualmente utiliza o Twitter como um serviço de alerta para os usuários de uma determinada biblioteca, certamente estará fazendo um bom serviço, mas talvez não está completamente utilizando o que a ferramenta possibilita de melhor: conversação, marketing, interação, etc, coisas que na maioria dos casos, não se aplicam (no sentido de serem feitas efetivamente) na biblioteca física.

E pra esclarecer esses pontos, além de quesitos técnicos que qualquer pessoa que saiba ler é capaz de aprender e resolver na Internet, um minicurso ou palestra ajudaria bastante.

Existem excelentes boas práticas sendo executadas no Twitter. Por isso eu repliquei aquela lista dos melhores bibliotecários twitteiros. Não é uma lista de popularidade, é uma lista pra saber quem faz o melhor uso da ferramenta.

Os bibliotecários já deram mole e perderam o trem dezenas de vezes no passado, mais recentemente com os processos de digitalização e orkut. Vamos ver se vão dar mole de novo com o Twitter.

Quem quiser, estou aí, facinho, facinho. Pressão na comissão : )

O email da organização é esse: enebd.comissoes@gmail.com

Semântica no Twitter

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Quando entramos no twitter, a tendência natural é escrever da mesma forma que estamos acostumados. Depois com o tempo é comum nos acostumarmos a usar algumas características próprias da ferramenta, pois como dizia McLuhan: “o meio é a mensagem”. Uma dessas características interessantes do twitter são as tags e a citação de pessoas. No caso das tags, usamos o #tag e no de pessoas @pessoa. Refletindo sobre isso, achei que era a primeira massificação da ideia da web semântica, uma vez que usar tags e mostrar as pessoas demonstra uma preocupação em representar aquela informação de maneira diferente. Porém o foco das tags no twitter é muito diferente das tags do delicious e por isso, minha primeira reflexão está incorreta. Um tweet da Dai ajudou a complementar a reflexão: “@trmurakami Acho legal que a tag faz parte, complementa ou por vezes é o conteúdo e não apenas o representa, classifica…”. É isso, as tags tem uma função mais complexa do que substituir o conteúdo.

Alguns exemplos:

A Tag pode ser usada para agregar opiniões sobre qualquer coisa: é possível acompanhar em tempo real as opiniões sobre uma corrida de #F1.

Há tags que dizem muito: #prontofalei #comofas #mimimi #medo #fail

A @rosana (Rosana Hermann) usou a tag #datatwitter para fazer algumas enquetes rápidas como as pessoas que seguem ela. Como por exemplo, se estavam vendo o #cqc.

PS. Fonte da imagem