A U.S. News fez uma lista com as 31 carreiras com melhores perspectivas de sucesso e uma delas é: Bibliotecário.
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O quanto temos que ler?
Está claro para todos que uma boa formação exige uma boa quantidade de leituras para conseguirmos sair da opinião para começarmos a nos basear nossa atuação em fatos científicos, o que teoricamente nos torna mais eficientes. Se não fosse por isso, não fariamos faculdade.
Mas o problema é quanto temos que ler para nos mantermos atualizados?
Já ouvi de muitos bibliotecários mais antigos que na nossa profissão não apareceram grandes novidades desde que se formaram. Conheço poucos profissionais que leem constantemente sobre a área. E conheço bibliotecários que são o outro extremo (quase me incluo nessa), os que tentam ler quase tudo o que encontram. Normalmente, estes acham que há muitas novidades na área e é dificil acompanhar sem se especializar.
Então, será que existe uma quantidade ideal, que nos torne realistas na prática, mas sonhadores que possam idealizar melhorias por meio do conhecimento?
Num post anterior, comentei que existe um mercado jurídico potencial muito grande no Brasil para bibliotecários, uma vez que só 13% dos escritórios possuem bibliotecas ou arquivos.
Mas como aproveitar esse mercado?
Eu pensei em um produto assim:
Imagine a situação em que uns bibliotecários criassem um catálogo coletivo da área de direito. Esse catálogo seria alimentado por diversas pessoas, de maneira descentralizada, com cada um ganhando um pouquinho por cada registro adicionado. Os advogados assinariam um acesso a esse catálogo, que não teria o conteúdo completo dos documentos, mas que pouparia tempo dele nas buscas, indicando para ele onde comprar (viajando um pouco, talvez role um acordo com as livrarias para ganhar alguma porcentagem na venda). Outros serviços poderiam ser agregados, como o informativo de todos os livros que sairam de novo na área. Ou a venda de registros para bibliotecas jurídicas que utilizam o formato MARC.
Acho que é algo que daria para fazer, quem sabe poderiamos juntar algumas pessoas e criar algo do tipo…
Ah, essa idéia é apenas um adaptação de outras como o catálogo coletivo da FGV (nem sei se existe mais)… alguém ai acha que poderia dar certo??? ou melhor, alguém pagaria por ele?
Passeando pelo Facebook, achei a seguinte comunidade:
Este es un grupo para todos los que se pasan en la Biblioteca de COPU y han sido victimas del bibliotecario ese raro nuevo que lo único que dice es:
“SHHHHH!!!” y de mala forma…Osea el nenito llego este año y se cree que nos puede mandar a callar a nosotros! Hello ese derecho lo tienen reservado los dos super bibliotecarios que estan allí hace años y entienden que es que no tenemos donde más pasarnos
Al nenito ese que se ponga pa su número o se vaya para la biblioteca de Educación o de Mimos si tanto le molesta el ruido de aqui….
Website: www.pecera.com
Office: La Pecera, Biblioteca COPU
Street: Ave. Gandara
City/Town: San Juan, United States
AtualizaçãoOutro dado curioso que pesquisa aponta é que a advocacia brasileira consome pouca informação jurídica, em comparação com países europeus. Enquanto o mercado de informação na área na Alemanha movimenta cerca de US$ 600 a 800 milhões ao ano, o brasileiro não passa dos US$ 99 mi anualmente.
O detalhe é que, na Alemanha, são 103 mil advogados ativos, contra 440 mil no Brasil. De acordo com um levantamento da Comissão de Ensino Jurídico da Ordem dos Advogados do Brasil, com base em dados do Ministério da Educação, o país também conta atualmente com 1.078 cursos de direito, os quais oferecem anualmente 223.278 vagas.
De acordo com a pesquisa da IOB, o advogado alemão gasta, em média, entre US$ 5.818 e US$ 7.750 em informação jurídica. O brasileiro despende US$ 225 por ano nesse tipo de produto, que pode ser um livro (26%), CDs (28%), informação disponível on-line (45%), e em papel, a forma ainda mais utilizada de conteúdo na área (51%).
Isso pode ser explicado pela configuração do segmento. Mais da metade (59%) dos escritórios do país é de pequeno porte, com até três advogados. Os com mais de 10 profissionais representam apenas 12% do total.
Fonte: Última instancia - Advogado gasta 60% do dia para produzir peças processuais
Eu tive acesso a uma pesquisa com 800 e poucos escritórios de advocacia no país que constatou que apenas 13% contam com uma biblioteca ou arquivo. Essa mesma pesquisa indicou que aproximadamente 80% dos escritórios são pequenos ou muito pequenos. Por dedução, dá para pensar que apenas os escritórios grandes têm biblioteca e bibliotecários pelo custo alto que eles acarretam, mas todos devem precisar de informação, só não tem como bancar.
Pelo visto, tem um bom mercado potencial ai que merecia um pouco mais de atenção.
Já está disponível o resultado individual do concurso da Camara Municipal de São Paulo.
Interessante…
Empresa júnior
Não sei se já divulguei, mas vale a pena conhecer a Empresa Júnior de Biblioteconomia criada pelos alunos da UFSC: Bibliojúnior.
Eles prestam os seguintes serviços:
• Catalogação de Livros
• Ficha Catalográfica
• Editoração de Livros
• Editoração de Websites
• Consultoria para Gestão de Arquivos
• Organização de Arquivos
• Consultoria para Implantação de Arquivos
• Consultoria para Sistemas de Informação
• Organização de Informação
• Organização de Bibliotecas
• Consultoria para Implantação de Bibliotecas
• Levantamento Bibliográfico/ Guia de Fontes nacionais e Internacionais
• Normalização de trabalhos Técnicos - Científicos
• Estudo de Usuários de Unidades de Informação
• Clipping
• Digitalização de Acervos
• Elaboração de Tesauros (Vocabulários Controlados)
• Serviços sob encomenda, na Área de Biblioteconomia
• Cursos na Área de Biblioteconomia
Acredito que eles atualmente são a única empresa júnior da área, uma vez que ao que me parece, a da UFMG não existe mais (isso pesquisando por aqui, se alguém ai souber de algo diferente, comente…)





